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10 de agosto de 2026

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Fungo amazônico pode controlar doenças agrícolas e gerar novos antibióticos

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Foto: Felipe Rosa

Uma nova espécie amazônica de fungo descoberta por pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental (AM) revelou potencial para o desenvolvimento de bioprodutos de uso na agricultura.

Batizado de Trichoderma agriamazonicum, o fungo combina aptidão para o controle biológico com aplicações biotecnológicas, uma vez que produz compostos naturais inéditos, ainda não descritos na literatura científica. De acordo com os pesquisadores, isso lhe confere dupla funcionalidade: na defesa de plantas e na promoção de crescimento vegetal.

O nome científico reflete tanto a origem amazônica quanto a vocação agrícola da nova espécie. O fungo foi identificado a partir de amostras coletadas em uma espécie madeireira nativa da Amazônia e pertence ao gênero Trichoderma, amplamente estudado por sua atuação no controle biológico de doenças e pragas agropecuárias.

A nova espécie se diferencia das demais por apresentar características genéticas próprias, que ampliam as possibilidades de uso em sistemas produtivos sustentáveis. O Trichoderma agriamazonicum foi identificado, em 2023, pelos pesquisadores Thiago Fernandes Sousa e Gilvan Ferreira da Silva, e vem sendo alvo de novas pesquisas desde então. Na época, Sousa era doutorando do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e bolsista da Embrapa Amazônia Ocidental, sob a orientação de Silva.

Estudos mais específicos realizados no Laboratório de Inovação em Microbiologia Aplicada da Amazônia (AmazonMicro-Biotech), da Embrapa, têm confirmado o desempenho promissor desse microrganismo, inclusive sua aplicabilidade na medicina. Essa característica advém dos peptídeos (pequenas cadeias de aminoácidos) encontrados nessa espécie, que revelam ação antimicrobiana com eficácia superior a antibióticos comerciais.

Testes com a nova espécie mostram ainda eficiência em laboratório (in vitro) no controle de nove diferentes espécies de fitopatógenos, que são agentes causadores de doenças nas folhas de diversas culturas agrícolas.

Segundo Sousa, o isolado de fungo foi extensivamente caracterizado, durante a sua tese de doutorado, defendida em 2025, e os dados morfológicos e filogenéticos sustentaram a sua proposição como nova espécie fúngica. “Os resultados mostram que ela é capaz de inibir o crescimento micelial de fitopatógenos, tanto por micoparasitismo quanto pela produção de compostos orgânicos voláteis (COVs), com destaque para a inibição de Corynespora cassiicola e Colletotrichum spp.(que atacam culturas como soja e frutas, por exemplo)”, afirma.

Ação contra superbactérias

descoberta de fungos
Foto: Sergio de Andrade

Um dos destaques das pesquisas com T. agriamazonicum reside na mineração genômica de seus agrupamentos de genes biossintéticos (BGCs, na sigla em inglês), que são conjuntos de genes que funcionam como uma “fábrica química” codificada para a defesa e a interação no ambiente.

Esse trabalho permitiu a predição e síntese de peptaibols (peptídeos não ribossomais) com atividade antimicrobiana inédita. A abordagem empregou o algoritmo PARAS (previsor de especificidade de substrato de domínios de adenilação, em inglês), para predizer a sequência de aminoácidos dos peptaibols antes mesmo de seu isolamento, com precisão.

Essa metodologia, seguida da síntese química dos compostos preditos, vem sendo denominada syn-BNP (Synthetic Bioinformatic Natural Product) e representa uma nova fronteira na descoberta de produtos naturais. Ela acelera significativamente o processo de identificação de moléculas bioativas ao eliminar a necessidade de cultivo extensivo e da purificação química tradicional.

Os resultados indicam que esses peptaibols possuem potencial biotecnológico como agentes antimicrobianos, com eficácia comparável ou até superior a antibióticos comerciais. Em ensaios controlados, um peptaibol de 18 aminoácidos sintetizado quimicamente com base em predição a partir do genoma de T. agriamazonicum mostrou-se ativo contra Streptococcus sp. e Klebsiella pneumoniae, bactérias que provocam infecções como pneumonia.

Além da aplicação médica, o peptaibol de 18 aminoácidos também demonstrou eficiência antifúngica no biocontrole agrícola, inibindo o crescimento do fitopatógeno fúngico Pseudopestalotiopsis sp., agente causal de mancha foliar em guaranazeiro.

Potencial para o crescimento vegetal

No que diz respeito à promoção de crescimento vegetal, uma linhagem do T.agriamazonicum se destacou pela sua capacidade de sintetizar hormônios vegetais, os chamados fitormônios. Em testes in vitro, o isolado produziu 60,53 microgramas por mililitro (µg/mL) de ácido indolacético (AIA), um fitormônio essencial que estimula o desenvolvimento da planta.

Esse resultado o posicionou no grupo dos isolados com maior produção de AIA testada. No entanto, a pesquisa em casa de vegetação indicou que, apesar da alta produção de AIA, o desempenho dessa linhagem de T. agriamazonicum na promoção de crescimento do pimentão não superou significativamente o controle negativo no experimento. Isso sugere que múltiplos mecanismos estão envolvidos na promoção de crescimento vegetal e que a produção de AIA por si só não tem relação direta com a eficiência de crescimento da planta em campo.

A importância de T. agriamazonicum reside, portanto, em seu vasto potencial como fonte de moléculas bioativas específicas.

Como foi a descoberta do fungo

Sousa relata como a descoberta aconteceu. “No laboratório, estávamos realizando trabalhos de isolamento de microrganismos de diferentes habitats amazônicos. Esse Trichoderma foi isolado a partir da casca de cardeiro (Scleronema micranthum), uma espécie madeireira nativa. O isolado estava preservado em coleção de cultura desde 2004″, observa.

“Quando começamos a identificar taxonomicamente esses fungos do gênero Trichoderma, nos deparamos com essa nova espécie. Caracterizamos o isolado detalhadamente e descobrimos que ele possui dupla importância: para a agricultura, no controle biológico de fitopatógenos, e para a biotecnologia, com a produção de peptídeos que nunca haviam sido descritos na literatura científica”, complementa Sousa.

Para os pesquisadores, esse caso exemplifica o vasto potencial ainda inexplorado da biodiversidade amazônica. Além de ser uma espécie nova para a ciência, T. agriamazonicum produz moléculas originais, com aplicações confirmadas no biocontrole agrícola e atividade promissora contra superbactérias, mas cujo potencial completo ainda está por ser desvendado.

“Com base na coleta desse único microrganismo, identificamos a possibilidade de gerar valor econômico a partir dessas moléculas e transformá-las em bioprodutos comerciais”, destaca Sousa.

A história dessa espécie de Trichoderma ilustra dois pontos críticos para a ciência brasileira. Primeiro, a fragilidade da biodiversidade: o fungo foi isolado de uma árvore madeireira que poderia ter sido cortada e completamente perdida antes que seu potencial fosse conhecido. Segundo, a importância estratégica das coleções biológicas: depois de quase duas décadas preservado, o isolado finalmente revelou seu valor científico e biotecnológico.

“Esse potencial poderia ter sido perdido para sempre se não houvesse a coleção de culturas que mantém o isolado viável ao longo do tempo. Isso reforça a necessidade urgente de investimento contínuo na conservação, pesquisa e aplicação dos nossos recursos genéticos”, enfatiza o pesquisador Gilvan Ferreira. Para ele, descobertas transformadoras muitas vezes levam anos ou décadas para se concretizar e dependem de infraestrutura de conservação biológica para não desaparecerem antes de serem compreendidas.

Biodiversidade amazônica

floresta amazônica
Foto: Felipe Rosa

A descoberta ocorreu no âmbito do Laboratório de Inovação em Microbiologia Aplicada da Amazônia (Amazon Micro-Biotech) da Embrapa Amazônia Ocidental, coordenado por Ferreira. Os resultados de suas pesquisas reforçam a constatação da importância da biodiversidade da Amazônia como fonte de recursos estratégicos para o desenvolvimento de insumos agrícolas e farmacêuticos, e produtos biotecnológicos de última geração.

Alguns desses resultados mostram que a possibilidade da diversidade microbiana da Amazônia se traduzir em novas aplicações biotecnológicas para a agricultura sustentável está cada vez mais viável com a identificação de microrganismos e moléculas com capacidades multifuncionais. Na Coleção de Microrganismos de Interesse Agrossilvicultural (CMIA-INPA), que o laboratório mantém, foram identificadas espécies conhecidas e também indicativos da presença de possíveis novas espécies ainda não descritas pela ciência.

Nesse sentido, a equipe do Amazon Micro- Biotech vem desenvolvendo um significativo volume de pesquisas em que participam bolsistas de graduação, mestrado e doutorado, apoiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

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Novo prazo do georreferenciamento exige atenção de quem compra, vende ou financia terras; saiba mais

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A governança territorial do agronegócio nacional passou por ajustes importantes com a publicação do Decreto Federal nº 12.689/2025, que altera as regras do georreferenciamento de imóvel rural.

Segundo o advogado e professor de direito ambiental Pedro Puttini Mendes, a nova norma unificou em 21 de outubro de 2029 o prazo final para a certificação obrigatória junto ao Sistema de Gestão Fundiária do INCRA (SIGEF).

De acordo com ele, embora a ampliação da data limite ofereça alívio burocrático aos proprietários de áreas menores, a medida não autoriza o adiantamento de pendências técnicas nas matrículas. Segundo a Lei de Registros Públicos, o imóvel rural precisa ser descrito com rigorosa precisão para evitar litígios e sobreposição de divisas.

Saiba mais:

Impacto da nova norma

O atraso no alinhamento das informações cartorárias pode comprometer o valor comercial da terra, dificultando a concessão de crédito agrícola, as transações de compra e venda e os processos de sucessão patrimonial. O professor destacou a importância de diferenciar o georreferenciamento da certificação fundiária. O georreferenciamento é o levantamento topográfico em campo com coordenadas geodésicas, enquanto a certificação valida digitalmente que a planta não invade polígonos vizinhos.

Aguardar o prazo limite de 2029 sem atualizar a organização cartorária do imóvel rural pode paralisar negociações urgentes, devido à burocracia dos órgãos ambientais e cartórios. A prorrogação do cronograma não anula a fiscalização dos registradores imobiliários, que devem rejeitar averbações quando a descrição da matrícula é imprecisa.

Dados sobre o INCRA

Dados do SIGEF para o ano de 2024 mostram que os comitês de certificação analisaram mais de noventa e três mil requerimentos no país. Desse total, 52,7% corresponderam a cancelamentos de cadastros antigos e mais de 20% foram retificações de perímetros, enquanto os pedidos de desmembramento somaram pouco mais de 2% do volume processado.

Esses números evidenciam que a regularização da terra é um processo contínuo. Instituições financeiras e investidores aplicam critérios rigorosos antes de liberar financiamentos ou realizar compras de propriedades rurais. Um imóvel com divergências cartorárias sofre desvalorização no mercado e enfrenta entraves na obtenção de seguro agrícola.

Orientações para o produtor rural

A conduta recomendada para o produtor rural é utilizar o tempo concedido pelo governo federal para promover uma auditoria documental na propriedade. Essa checagem deve avaliar se as divisas descritas na matrícula correspondem aos dados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), no Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e na declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

A harmonização entre os mapas de satélite, o georreferenciamento e os registros em cartório é essencial para o planejamento sucessório familiar. O correto mapeamento das áreas de reserva legal e vegetação nativa consolida a segurança jurídica da família, garantindo liquidez ao patrimônio e agilidade na transferência de bens entre gerações.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Agro Mato Grosso

MT é o único estado brasileiro onde homens são maioria entre solteiros

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Mato Grosso ocupa uma posição única no mapa demográfico brasileiro. Segundo dados do Censo 2022, é o único estado do país onde há mais homens solteiros do que mulheres solteiras: são 102,5 solteiros para cada 100 solteiras.

A explicação passa pela forte expansão do agronegócio. O estado atrai trabalhadores de diferentes partes do Brasil para atuar nas lavouras de soja, milho e algodão, gerando uma migração predominantemente masculina em busca de oportunidades profissionais.

Migração e trabalho no campo

Nas fazendas mato-grossenses, histórias parecidas ajudam a explicar os números. Muitos trabalhadores deixam suas cidades de origem ainda jovens para buscar crescimento profissional.

É o caso de Alan Augusto da Silva Weinch, de 20 anos, operador de máquinas agrícolas. Natural de Novo Machado (RS), ele deixou a casa dos pais para trabalhar no estado.

“Foi preciso coragem, né? Bastante coragem. Se não tem coragem, não vem não”, contou.

 

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Casamento ficou para depois

A trajetória dos trabalhadores do campo acompanha uma tendência observada em todo o país: os brasileiros estão se casando mais tarde.

Segundo dados do IBGE citados na reportagem, as mulheres se casam, em média, aos 29 anos, enquanto os homens chegam ao casamento aos 31.

Nesse cenário, a prioridade costuma ser a construção da carreira, da estabilidade financeira e dos projetos pessoais antes da formação de uma união.

Willian Balen, técnico em agropecuária vindo de Santa Catarina, também priorizou a carreira. Aos 27 anos, ele afirma que a meta de formar uma família ficou para mais tarde.

“Meu foco principal é o agro, o trabalho”, disse. “Minha meta é ter um casamento a partir dos 30 anos.”

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Entre a liberdade e a solidão

Para muitos dos trabalhadores que vivem longe da família, a solteirice é marcada por sentimentos contraditórios.

Ao ser questionado sobre as vantagens de não estar em um relacionamento, Willian citou a autonomia: “Sai a hora que quer, volta a hora que quer e não depende de ninguém”.

Mas ele também reconhece o lado mais difícil da rotina. “A desvantagem é um pouco a solidão, né? Que ela bate.”

Já Erisom Marinho de Barros, operador de máquina agrícola que deixou Alagoas para trabalhar em Mato Grosso, afirma que a busca por melhores condições de vida teve um custo emocional.

“Abri mão de muita coisa”, disse. “De estar perto da minha família, da minha filha, para estar em busca da realização dos sonhos.”

Mesmo assim, ele não desistiu da vida amorosa. No ritmo das safras, acredita que os relacionamentos podem surgir nos períodos de entressafra, quando há mais tempo para sair e conhecer pessoas.

Retrato raro no país

O caso de Mato Grosso chama atenção porque vai na contramão da realidade nacional. A população brasileira tem mais mulheres do que homens, resultado de uma mortalidade masculina mais elevada ao longo da vida, segundo especialistas ouvidos pelo programa.

O novo retrato dos solteiros no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

O novo retrato dos solteiros no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

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Agro Mato Grosso

MT amplia consumo interno de milho e reduz dependência das exportações

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Uma safra recorde de milho não significa, necessariamente, que haverá excesso de oferta em Mato Grosso. O crescimento das usinas de etanol e o aumento do consumo interno têm feito uma parcela cada vez maior da produção permanecer no próprio estado, reduzindo a dependência das exportações.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a demanda pela safra 2024/25 foi revisada para 54,98 milhões de toneladas em agosto, alta de 0,85% em relação à estimativa anterior. O principal fator para a revisão foi o aumento da moagem nas usinas de etanol, que ampliou o consumo de milho dentro do estado.

Com maior volume sendo absorvido pelo mercado estadual, a projeção de estoques finais da safra foi reduzida para 974,03 mil toneladas, queda de 32,14% em relação ao levantamento anterior.

A tendência deve ganhar força na safra 2025/26. A estimativa aponta consumo interno de 22,10 milhões de toneladas, aumento de 9,12% em relação ao ciclo anterior. O avanço é atribuído principalmente à expansão da capacidade das usinas de etanol produzido a partir do milho.

A demanda também deve crescer fora de Mato Grosso. A menor produção projetada em outros estados contribuiu para elevar a estimativa de consumo interestadual para 11 milhões de toneladas, alta de 6,18% na comparação com a safra anterior.

Exportações perdem espaço

Com o avanço do consumo interno, as exportações devem representar uma parcela menor da produção mato-grossense. Para a safra 2025/26, o Imea estima que Mato Grosso deverá embarcar 24,10 milhões de toneladas de milho para o mercado internacional, redução de 1,09% em relação ao ciclo anterior.

A queda, segundo o cenário projetado, não está relacionada à falta de produção, mas ao aumento da quantidade de milho destinada ao mercado brasileiro.

Mesmo com a maior absorção interna, a projeção de estoques finais para a próxima safra é de 1,17 milhão de toneladas, crescimento de 19,99% em relação ao ano anterior.

O cenário reflete a expectativa de uma produção recorde, que deverá ser suficiente para atender ao crescimento da demanda dentro de Mato Grosso, abastecer outros estados e ainda garantir volumes relevantes para o mercado internacional.

Fonte: MidiaJur

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