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18 de outubro de 2026

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Período proibitivo do uso de fogo começa em Mato Grosso sob alerta de seca mais severa

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Foto: Corpo de Bombeiros de Mato Grosso

Com previsão de uma estiagem mais severa em Mato Grosso, o período proibitivo para o uso do fogo começou no último dia 1º de julho e seguirá até 30 de novembro nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. A medida busca reduzir a ocorrência de incêndios florestais durante os meses mais secos do ano.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, os efeitos do El Niño devem provocar redução das chuvas, aumento das temperaturas, baixa umidade do ar e ventos intensos, combinação que favorece a propagação do fogo e aumenta o risco de incêndios em diferentes regiões do Estado.

Durante o período proibitivo ficam suspensas as autorizações para queima controlada emitidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A exceção vale apenas para ações realizadas ou supervisionadas pelos órgãos públicos responsáveis pela prevenção e combate aos incêndios florestais.

Quem descumprir a determinação poderá responder por crime ambiental, além de estar sujeito à aplicação de multas e outras penalidades previstas na legislação.

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Estado reforça monitoramento

Paralelamente à fiscalização, o Estado reforçou a estrutura de monitoramento para acompanhar os focos de incêndio ao longo da estiagem. Além da Sala de Situação Central, responsável pelo acompanhamento dos incêndios florestais em Mato Grosso, sete Salas de Situação Descentralizadas funcionarão nos municípios que sediam os comandos regionais do Corpo de Bombeiros e também em Poconé, para atendimento da região do Pantanal.

As unidades atuam de forma integrada, permitindo o monitoramento em tempo real das ocorrências, o compartilhamento de informações estratégicas e o direcionamento das equipes para as áreas mais críticas. A estrutura também busca ampliar a capacidade de resposta, principalmente em regiões de difícil acesso.

O Corpo de Bombeiros reforça que a prevenção continua sendo o caminho mais eficiente para reduzir os incêndios durante o período de estiagem. A orientação é que qualquer foco de incêndio seja comunicado imediatamente pelo telefone 193. Casos de uso irregular do fogo também podem ser denunciados à Polícia Militar pelo telefone 190.

Cuidados começam antes do fogo

No campo, entidades ligadas ao setor agropecuário orientam os produtores a intensificarem as medidas preventivas durante o período proibitivo.

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) recomenda manter aceiros limpos, equipamentos de combate inicial em condições de uso, evitar atividades que possam gerar faíscas próximas à vegetação seca e reforçar a vigilância nas propriedades durante toda a estiagem.

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Conforme o presidente da entidade, Nando Conte, o produtor rural é um dos maiores interessados em evitar que o fogo saia do controle. “Os pecuaristas são os principais interessados na proteção de suas propriedades e do meio ambiente. O fogo descontrolado causa grandes prejuízos econômicos, ambientais e sociais”, ressalta. Segundo ele, respeitar o período proibitivo e adotar medidas preventivas ajuda a proteger as propriedades, os rebanhos e também as áreas vizinhas.

Documentação também protege o produtor

Se, mesmo com os cuidados, um incêndio atingir a propriedade, a orientação da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso) é agir rapidamente para registrar a ocorrência. A entidade recomenda que o produtor faça um boletim de ocorrência, reúna fotografias, vídeos e outros documentos que comprovem os danos e, quando possível, providencie uma ata notarial em cartório. O conjunto de provas pode ser importante para resguardar o proprietário em eventuais questionamentos sobre a origem do fogo.

O vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja Mato Grosso, Nathan Belusso, afirma que ainda existe a falsa percepção de que o produtor é responsável pela maioria das queimadas, quando, na prática, também está entre os principais prejudicados.

“O produtor é um dos maiores prejudicados, porque o fogo destrói a matéria orgânica do solo, compromete a fertilidade, reduz a produtividade e ainda coloca em risco lavouras, máquinas, animais e vidas humanas”.

De acordo com Belusso, essa documentação ajuda a demonstrar que o produtor também foi vítima da ocorrência. “Isso ajuda a evitar acusações indevidas de crime ambiental e garante que ele tenha elementos para comprovar que também foi vítima da situação”, explica.

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O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé da Aprosoja Mato Grosso, Yuri Nunes Cervo, vivenciou uma situação como essa em 2020, quando um incêndio atingiu sua propriedade e mobilizou equipes por mais de três dias. Além das perdas imediatas, ele afirma que o fogo compromete anos de investimentos na conservação do solo. “Quando o fogo atinge uma área produtiva, ele destrói todo um trabalho realizado para melhorar a qualidade do solo”, relata.


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Chuva pode chegar a 112 mm em 24 horas em Santa Helena

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A Climatempo prevê chuva forte em 13 municípios de dois estados, Paraná e Santa Catarina, entre quinta-feira (22) e sábado (24). Em Santa Helena (PR), o acumulado previsto para sábado (24) é de 112 mm em 24 horas. Toledo (PR) também deve superar 100 mm no mesmo intervalo, com previsão de 101 mm.

No Paraná, a previsão para Missal (PR) indica acumulado de 110 mm em 48 horas para sexta-feira (23). Esse volume corresponde a um período diferente dos totais de 24 horas previstos para Santa Helena e Toledo.

Para sábado (24), Palotina (PR) deve ter 72 mm em 24 horas, enquanto São Miguel do Iguaçu (PR) tem previsão de 71 mm no mesmo intervalo. Os acumulados esperados em Medianeira (PR) e Assis Chateaubriand (PR) são de 66 mm e 62 mm em 24 horas, respectivamente, também no sábado (24).

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Em Santa Catarina, os volumes previstos para sábado (24) são de 66 mm em Pinhalzinho (SC), 65 mm em Abelardo Luz (SC), 64 mm em Concórdia (SC) e 63 mm em Maravilha (SC). Todos esses acumulados correspondem a períodos de 24 horas.

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Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade em operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.

Já na quinta-feira (22), Cianorte (PR) deve receber 61 mm de chuva em 24 horas.

Fonte: Climatempo Advisor API

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Brasil se aproxima dos EUA nas exportações do agro; ASSISTA

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O Brasil está próximo de ultrapassar os Estados Unidos em receita com exportações agrícolas, mas a disputa pela liderança mundial ocorre em meio a desafios comerciais e geopolíticos. Como o próximo governo brasileiro vai lidar com essa relação?

O assunto foi destaque no Radar Rural, videocast do Canal Rural.

Dados apresentados no programa mostram que a diferença entre os dois países diminuiu nos últimos anos. Em 2025, os Estados Unidos registraram US$ 171,5 bilhões em receita com exportações agrícolas, ante US$ 169,2 bilhões do Brasil. A diferença foi de US$ 2,3 bilhões, enquanto, em 2021, a vantagem americana era de US$ 56 bilhões.

Soja e tecnologia impulsionam o agro brasileiro

O avanço brasileiro tem entre seus destaques a produção de soja. Na safra 2019/20, o Brasil superou os Estados Unidos, com 126 milhões de toneladas, contra cerca de 114 milhões de toneladas dos americanos. Para a safra 2026/27, a projeção apresentada no episódio é de 181 milhões de toneladas no Brasil.

Além da soja, o país ampliou sua participação em mercados como algodão e carne bovina. O desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições tropicais, com contribuição da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), também ajudou a elevar a produtividade e consolidar a posição brasileira no comércio internacional.

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Alinhamento político garante vantagens comerciais?

No episódio, os jornalistas também discutem como as eleições de 2026 podem influenciar a relação com os Estados Unidos. A aproximação diplomática, porém, não significa necessariamente ganhos econômicos.

Segundo José Pimenta, da BMJ Consultores Associados, um eventual alinhamento ideológico entre o próximo presidente brasileiro e Donald Trump pode facilitar o diálogo, mas não garante vantagens comerciais ao Brasil.

O programa também aborda os efeitos do tarifaço americano e a disputa entre Estados Unidos e China, que coloca o Brasil diante do desafio de preservar suas relações comerciais com as duas potências.

Para entender o que está por trás do avanço brasileiro nas exportações agrícolas e os desafios para o próximo governo, assista ao episódio completo do Radar Rural:

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Sistema Seagri promove ação com foco em alimentação e agricultura familiar no Paraná

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O Sistema Seagri promoveu, nesta sexta-feira (16), uma ação no Paraná em alusão ao Dia Mundial da Alimentação e à campanha Outubro Rosa. A programação reuniu servidores da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e da Ceasa-PR. As atividades integraram temas como alimentação, bem-estar, sustentabilidade e valorização da agricultura familiar.

A abertura do evento contou com um café da manhã preparado com produtos da agroindústria familiar paranaense. Durante a programação, os servidores também foram incentivados a visitar a feira da agricultura familiar realizada na estrutura do IDR-Paraná.

A diretora técnica da Seab, Terezinha Busanello Freire, afirmou que a alimentação de qualidade e a valorização da produção local têm relação direta com o bem-estar. Segundo ela, o consumo de produtos da agroindústria familiar contribui para a saúde e também para a sustentação do trabalho de famílias produtoras no estado.

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Outro destaque foi o lançamento de um projeto integrativo voltado à arrecadação de materiais recicláveis entre as equipes e ao compartilhamento de receitas culinárias ligadas à trajetória de vida dos colaboradores. A proposta prevê a organização desse conteúdo em uma publicação institucional de receitas.

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O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, disse que o engajamento dos servidores é parte do fortalecimento das políticas públicas do setor. Segundo ele, as ações buscam valorizar o produtor rural e ampliar a oferta de alimentos de qualidade.

A programação do Outubro Rosa segue ao longo do mês com encontros, palestras e dinâmicas voltadas à saúde preventiva e ao bem-estar dos colaboradores, dentro de uma agenda conjunta da Seab e do IDR-Paraná.

A ação reuniu saúde, alimentação, sustentabilidade e valorização da agroindústria familiar em uma programação coordenada por órgãos do setor agrícola paranaense nesta sexta-feira (16).

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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