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Doença fúngica em lavouras de milho mobiliza investigação em Mato Grosso

Uma doença fúngica silenciosa está sendo investigada após provocar prejuízos em lavouras de milho de diferentes regiões de Mato Grosso. Os danos, que muitas vezes só são percebidos quando a espiga é aberta ou durante a colheita, acenderam o alerta entre produtores e técnicos.
Os relatos apontam perdas na produtividade e comprometimento da qualidade dos grãos, situação que também começa a refletir na comercialização do milho.
A identificação do agente causador é considerada fundamental para orientar o manejo da próxima safra e reduzir novos prejuízos aos produtores.
Enquanto o diagnóstico é aguardado, produtores contabilizam os impactos da doença e acompanham a evolução dos casos nas regiões afetadas.

Casos se espalham por diferentes regiões
O engenheiro agrônomo Vinícius Rodrigues, que acompanha cerca de 30 mil hectares de milho no médio-norte de Mato Grosso, afirma que os registros deixaram de ser pontuais e já aparecem em diferentes municípios, principalmente em regiões próximas à BR-163, no oeste e no norte do estado.
Conforme ele, além das perdas no campo, as indústrias começam a registrar descontos na recepção dos grãos. O excesso de chuvas durante o ciclo da cultura favoreceu o avanço da doença, agravando a situação nas lavouras.
Rodrigues afirma que ainda é cedo para apontar qual fungo está causando os danos, mas relata ao Canal Rural Mato Grosso que os prejuízos já são significativos. “Há produtores relatando de 30% a 45% de dano causado no milho e as indústrias reportando o problema no carregamento com descontos mais enxutos também”.
O agrônomo ressalta que o momento exige cautela e investigação técnica antes da adoção de qualquer medida de controle. “Tem que chamar um especialista que vai indicar de fato qual é a doença exata, porque a gente vê vários murmurinhos e vão criando vários rumores no mercado. Não é sair fazendo aplicação de defensivo nem nada, porque isso aí pode causar até mais resistência no fungo e a pesquisa é fundamental para isso aí”.
Produtores contabilizam prejuízos
Entre os produtores afetados está Cleverson Bertamoni, de São José do Rio Claro. Na propriedade, onde foram cultivados 1.550 hectares de milho segunda safra, os primeiros talhões colhidos registraram perdas superiores a 19 sacas por hectare. O prejuízo já ultrapassa os R$ 100 mil.
O produtor conta ao Canal Rural Mato Grosso que a doença passou despercebida durante o desenvolvimento da lavoura. A aparência das plantas não indicava problemas, mas, ao abrir as espigas, a contaminação aparecia de forma intensa.
“Você vai andando e vai achando, e aí é um problema sério. Eu achava uma espiga ou outra, mas não achava que o problema iria ser tão grande a nível de pegar todos os talhões da fazenda”.
Mesmo seguindo o manejo recomendado para a cultura, Bertamoni afirma que não conseguiu evitar os danos causados pelo fungo.
“Fizemos três aplicações de fungicidas, inclusive alternando bem os princípios ativos e um com protetivo nas épocas certas recomendadas, e nos deparamos com essa situação. Tivemos um talhão de 220 hectares e perdemos mais de 10% só por causa dessa doença aqui”.
Diagnóstico deve orientar manejo da próxima safra
A busca por respostas levou a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso) a trazer para o estado um especialista em doenças de plantas de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, que acompanha os casos registrados no estado e auxilia na identificação do agente causador da doença.
A expectativa é que o trabalho permita definir recomendações técnicas para reduzir os prejuízos observados nesta safra e orientar o manejo da cultura nos próximos ciclos.
O presidente da Aprosoja Brasil e Mato Grosso, Lucas Costa Beber, pontua que o avanço da doença também preocupa pelos impactos no cumprimento dos contratos de entrega do milho.
Segundo ele, a entidade já realiza a coleta de amostras e as análises para chegar a uma resposta técnica. “A nossa equipe já está trabalhando, coletando amostras e fazendo análises para ter uma solução definitiva na indicação também de controle dessa doença para o próximo ano para que não volte a se repetir”.
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Geada pode atingir 20 municípios em três estados

A previsão da Climatempo indica risco de geada em 20 municípios do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina entre segunda-feira (19) e terça-feira (20). Em Caçador (SC), a temperatura mínima prevista para segunda-feira (19) é de 3 °C.
No Paraná, Guarapuava (PR), Pinhão (PR) e Prudentópolis (PR) devem registrar temperatura mínima de 4 °C na segunda-feira (19). Os três municípios estão na área com previsão de risco de geada.
No Rio Grande do Sul, a temperatura mínima também deve ficar em 4 °C em Muitos Capões (RS), Não-Me-Toque (RS) e Vacaria (RS), na segunda-feira (19).
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Em Santa Catarina, Abelardo Luz (SC), Água Doce (SC), Campos Novos (SC) e Canoinhas (SC) têm previsão de temperatura mínima de 4 °C para a segunda-feira (19).
A geada está associada a risco de danos a lavouras sensíveis ao frio e de perda de qualidade em pastagens.
Em Curitibanos (SC), a temperatura mínima prevista para segunda-feira (19) é de 3 °C.
Fonte: Climatempo Advisor API
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Chuva pode chegar a 112 mm em 24 horas em Santa Helena

A Climatempo prevê chuva forte em 13 municípios de dois estados, Paraná e Santa Catarina, entre quinta-feira (22) e sábado (24). Em Santa Helena (PR), o acumulado previsto para sábado (24) é de 112 mm em 24 horas. Toledo (PR) também deve superar 100 mm no mesmo intervalo, com previsão de 101 mm.
No Paraná, a previsão para Missal (PR) indica acumulado de 110 mm em 48 horas para sexta-feira (23). Esse volume corresponde a um período diferente dos totais de 24 horas previstos para Santa Helena e Toledo.
Para sábado (24), Palotina (PR) deve ter 72 mm em 24 horas, enquanto São Miguel do Iguaçu (PR) tem previsão de 71 mm no mesmo intervalo. Os acumulados esperados em Medianeira (PR) e Assis Chateaubriand (PR) são de 66 mm e 62 mm em 24 horas, respectivamente, também no sábado (24).
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Em Santa Catarina, os volumes previstos para sábado (24) são de 66 mm em Pinhalzinho (SC), 65 mm em Abelardo Luz (SC), 64 mm em Concórdia (SC) e 63 mm em Maravilha (SC). Todos esses acumulados correspondem a períodos de 24 horas.
Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade em operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.
Já na quinta-feira (22), Cianorte (PR) deve receber 61 mm de chuva em 24 horas.
Fonte: Climatempo Advisor API
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Brasil se aproxima dos EUA nas exportações do agro; ASSISTA

O Brasil está próximo de ultrapassar os Estados Unidos em receita com exportações agrícolas, mas a disputa pela liderança mundial ocorre em meio a desafios comerciais e geopolíticos. Como o próximo governo brasileiro vai lidar com essa relação?
O assunto foi destaque no Radar Rural, videocast do Canal Rural.
Dados apresentados no programa mostram que a diferença entre os dois países diminuiu nos últimos anos. Em 2025, os Estados Unidos registraram US$ 171,5 bilhões em receita com exportações agrícolas, ante US$ 169,2 bilhões do Brasil. A diferença foi de US$ 2,3 bilhões, enquanto, em 2021, a vantagem americana era de US$ 56 bilhões.
Soja e tecnologia impulsionam o agro brasileiro
O avanço brasileiro tem entre seus destaques a produção de soja. Na safra 2019/20, o Brasil superou os Estados Unidos, com 126 milhões de toneladas, contra cerca de 114 milhões de toneladas dos americanos. Para a safra 2026/27, a projeção apresentada no episódio é de 181 milhões de toneladas no Brasil.
Além da soja, o país ampliou sua participação em mercados como algodão e carne bovina. O desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições tropicais, com contribuição da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), também ajudou a elevar a produtividade e consolidar a posição brasileira no comércio internacional.
Alinhamento político garante vantagens comerciais?
No episódio, os jornalistas também discutem como as eleições de 2026 podem influenciar a relação com os Estados Unidos. A aproximação diplomática, porém, não significa necessariamente ganhos econômicos.
Segundo José Pimenta, da BMJ Consultores Associados, um eventual alinhamento ideológico entre o próximo presidente brasileiro e Donald Trump pode facilitar o diálogo, mas não garante vantagens comerciais ao Brasil.
O programa também aborda os efeitos do tarifaço americano e a disputa entre Estados Unidos e China, que coloca o Brasil diante do desafio de preservar suas relações comerciais com as duas potências.
Para entender o que está por trás do avanço brasileiro nas exportações agrícolas e os desafios para o próximo governo, assista ao episódio completo do Radar Rural:
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