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BNDES formaliza apoio de R$ 24,4 milhões à agricultura familiar no RS

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) participou nesta quinta-feira (2) da formalização dos contratos de apoio não reembolsável a projetos de cooperativas da agricultura familiar do Rio Grande do Sul. Ao todo, serão destinados R$ 24,4 milhões do Fundo Socioambiental do banco para a recuperação da capacidade produtiva de empreendimentos coletivos atingidos por eventos climáticos extremos no estado entre 2023 e 2024.
Os projetos serão executados pelo governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), dentro do Programa de Apoio à Agricultura Familiar e Camponesa. A operacionalização ocorre pelo Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), com gestão financeira do Badesul Desenvolvimento.
Os recursos serão destinados principalmente à compra de máquinas agrícolas, implementos, equipamentos para agroindústrias, veículos para logística e comercialização, além de insumos para a recuperação de áreas de cultivo, pastagens e solos afetados pelas enchentes. Pelo menos 70% dos investimentos serão direcionados à aquisição de bens perdidos ou danificados pelos desastres climáticos.
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Segundo o BNDES, os projetos devem beneficiar diretamente mais de 5 mil agricultores familiares, com média de 197 beneficiários por cooperativa, em 23 municípios gaúchos. As propostas abrangem diferentes cadeias produtivas, entre elas arroz orgânico, frutas, hortaliças, ovos e bovinocultura.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o apoio busca contribuir para a recuperação da capacidade produtiva dos agricultores familiares gaúchos. Já o secretário de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Gustavo Paim, destacou os investimentos no desenvolvimento rural. A chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação do BNDES, Celina Rangel Tura, afirmou que a iniciativa integra o esforço de reconstrução e recuperação do estado.
De acordo com o banco, a iniciativa tem como foco a retomada da produção de alimentos, o fortalecimento das cooperativas rurais e a recuperação de empreendimentos coletivos da agricultura familiar impactados pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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Pesquisadores desenvolvem tecnologia que pode triplicar a produção de morangos

A North Carolina State University (NC State), nos Estados Unidos, desenvolveu o Plant Armor, tecido tecnológico capaz de reduzir perdas causadas por insetos e climas extremos no plantio de morangos.
O manto 3D foi projetado a partir de vestimentas militares e forma uma barreira física para os morangos, que permite a passagem de ar, luz e água. O estudo coloca a inovação como uma possível alternativa aos defensivos agrícolas químicos.
Além da proteção completa contra insetos, o tecido também estabiliza a temperatura interna em valores ligeiramente mais altos.
Os resultados experimentais revelam um aumento de 3,56 vezes na quantidade de frutos colhidos (e considerados aproveitáveis) em comparação às mudas que não usaram o manto. Houve também melhora significativa no tamanho dos morangos, com peso total 1.84 vezes maior.
Outro efeito observado foi um adiantamento da produção: as plantas cobertas deram frutos cerca de uma semana antes das outras, o que pode representar uma vantagem para produtores buscando se adiantar nas janelas de mercado. A hipótese dos pesquisadores é que o microclima criado pelo Plant Armor foi responsável por isso.
O último estudo, divulgado em 24 de setembro de 2026 na revista científica Agriculture, destacou que morangos são particularmente sensíveis a fontes de estresse externas, como flutuações de temperatura, pragas e doenças, o que causa aos produtores um gasto expressivo com insumos agrícolas químicos. Os autores são Gabriel Bamidele Olawuyi, James Clothier, Matthew A. Bertone, Grayson L. Cave, Reuben A. Garshong, Andre J. West, Loganathan Ponnusamy, Clyde E. Sorenson e R. Michael Roe.
A tecnologia foi pensada para diminuir o uso de pesticidas e atender à demanda crescente dos consumidores por produtos orgânicos. A viabilidade comercial do produto ainda não está confirmada, mas a equipe da NC State indica que o próximo passo é testar o Plant Armor em propriedades rurais reais, em diferentes regiões e plantios.
O desenvolvimento do Plant Armor
O tecido é composto por multifilamentos de poliéster reflexivo com 0,05% de dióxido de titânio. As camadas dele são sustentadas por hastes circulares de PVC e formam uma cobertura em forma de túnel.
Plant Armor colocado sobre um canteiro onde foram plantados morangos. Foto: NC State/Divulgação.
A sua origem está em um estudo da mesma universidade voltado a uniformes militares, que tinha o objetivo de fazer coletes à prova de balas mais confortáveis e roupas protetoras contra insetos. Os primeiros testes voltados à agricultura, publicados em 2022, foram realizados com repolhos e tiveram autoria de Grayson L. Cave, Andre J. West, Kun Luan e R. Michael Roe, além de outros pesquisadores.
Antes de tudo isso, já existiam estudos averiguando a possibilidade de usar coberturas para a proteção de cultivos agrícolas. Um estudo de 2006 da Kansas State University, citado pelo artigo da NC State, encontrou resultados semelhantes ao cobrir as plantas. Porém, no experimento de mais de 20 anos atrás, era necessário remover a manta de tempos em tempos para ventilar e prevenir superaquecimento, além de exigir monitoramento constante, condições superadas pelo tecido tecnológico do Plant Armor.
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Geada pode atingir 20 municípios em três estados

A previsão da Climatempo indica risco de geada em 20 municípios do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina entre segunda-feira (19) e terça-feira (20). Em Caçador (SC), a temperatura mínima prevista para segunda-feira (19) é de 3 °C.
No Paraná, Guarapuava (PR), Pinhão (PR) e Prudentópolis (PR) devem registrar temperatura mínima de 4 °C na segunda-feira (19). Os três municípios estão na área com previsão de risco de geada.
No Rio Grande do Sul, a temperatura mínima também deve ficar em 4 °C em Muitos Capões (RS), Não-Me-Toque (RS) e Vacaria (RS), na segunda-feira (19).
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Em Santa Catarina, Abelardo Luz (SC), Água Doce (SC), Campos Novos (SC) e Canoinhas (SC) têm previsão de temperatura mínima de 4 °C para a segunda-feira (19).
A geada está associada a risco de danos a lavouras sensíveis ao frio e de perda de qualidade em pastagens.
Em Curitibanos (SC), a temperatura mínima prevista para segunda-feira (19) é de 3 °C.
Fonte: Climatempo Advisor API
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Chuva pode chegar a 112 mm em 24 horas em Santa Helena

A Climatempo prevê chuva forte em 13 municípios de dois estados, Paraná e Santa Catarina, entre quinta-feira (22) e sábado (24). Em Santa Helena (PR), o acumulado previsto para sábado (24) é de 112 mm em 24 horas. Toledo (PR) também deve superar 100 mm no mesmo intervalo, com previsão de 101 mm.
No Paraná, a previsão para Missal (PR) indica acumulado de 110 mm em 48 horas para sexta-feira (23). Esse volume corresponde a um período diferente dos totais de 24 horas previstos para Santa Helena e Toledo.
Para sábado (24), Palotina (PR) deve ter 72 mm em 24 horas, enquanto São Miguel do Iguaçu (PR) tem previsão de 71 mm no mesmo intervalo. Os acumulados esperados em Medianeira (PR) e Assis Chateaubriand (PR) são de 66 mm e 62 mm em 24 horas, respectivamente, também no sábado (24).
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Em Santa Catarina, os volumes previstos para sábado (24) são de 66 mm em Pinhalzinho (SC), 65 mm em Abelardo Luz (SC), 64 mm em Concórdia (SC) e 63 mm em Maravilha (SC). Todos esses acumulados correspondem a períodos de 24 horas.
Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade em operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.
Já na quinta-feira (22), Cianorte (PR) deve receber 61 mm de chuva em 24 horas.
Fonte: Climatempo Advisor API
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