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2 de julho de 2026

Sustentabilidade

Com área em expansão, plantio de canola está praticamente concluído no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A semeadura da canola está tecnicamente concluída no Estado. Resta apenas a finalização em algumas áreas marginais. As lavouras apresentam estabelecimento e desenvolvimento vegetativo satisfatórios, favorecidos pelas condições predominantes de baixas temperaturas e pela radiação solar suficiente na maior parte do período. Nas áreas implantadas mais precocemente, iniciou o florescimento.

As precipitações intensas, registradas entre 27 e 28/06, ocasionaram lixiviação de nutrientes em áreas localizadas. Já as geadas não provocaram danos relevantes às lavouras em desenvolvimento vegetativo, mas causaram maior preocupação de produtores em relação apenas a poucas áreas em florescimento.

Os produtores se dedicaram à complementação da adubação nitrogenada em cobertura, ao controle de plantas daninhas, especialmente azevém, e ao monitoramento fitossanitário preventivo em função da evolução do ciclo da cultura.

A área cultivada de canola apresenta grande expansão na Safra 2026. A área estimada no Estado é de 353.397 hectares, e a produtividade média de 1.619 kg/h. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura foi concluída nos principais municípios produtores, como em Manoel Viana, Maçambará e Itacurubi, enquanto em São Gabriel e São Borja os trabalhos se encontram em fase final e devem ser encerrados nos primeiros dias de julho.

Após o excesso de umidade no início do plantio em abril e o déficit hídrico em maio, os quais causaram falhas de estande e necessidade de replantio em algumas áreas, as condições ambientais de junho favoreceram a recuperação do desenvolvimento das lavouras. Os produtores realizam a adubação nitrogenada em cobertura, o controle de azevém e o monitoramento fitossanitário voltado principalmente à canela-preta. Nas primeiras áreas implantadas, intensifica-se o planejamento das aplicações preventivas para
mofo-branco em razão da proximidade do florescimento.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento vegetativo satisfatório, com bom estande e uniformidade. A menor disponibilidade de radiação solar reduziu o ritmo de crescimento das plantas, e as chuvas intensas, registradas no final do período, favoreceram a lixiviação de nitrogênio.

Na de Ijuí, as plantas apresentam crescimento vegetativo vigoroso, folhas bem expandidas e coloração verde intensa. As geadas, ocorridas durante o período, não provocaram danos às lavouras, uma vez que a maior parte das áreas está em desenvolvimento vegetativo e com reduzida proporção em florescimento. O controle de plantas daninhas foi altamente eficaz, sendo necessárias reaplicações de herbicidas apenas em áreas com nova emergência de azevém.

Na de Santa Rosa, as lavouras se distribuem entre germinação e desenvolvimento vegetativo (93%) e florescimento (7%). Antes das precipitações, os produtores realizaram a adubação nitrogenada em cobertura, utilizando predominantemente sulfato de amônio na
busca por maior eficiência no aproveitamento do nitrogênio. O monitoramento fitossanitário
foi intensificado para a prevenção de pragas e doenças.

Na de Soledade, as plantas estão bem formadas, vigorosas e com crescimento uniforme, resultado da combinação entre condições climáticas favoráveis e elevado nível tecnológico empregado. Na maior parte das áreas, foram concluídos o controle de plantas daninhas e a adubação nitrogenada em cobertura; essas operações seguem apenas nas lavouras implantadas mais tardiamente.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Bagé foi de R$ 130,00; na de Ijuí, R$ 132,40; na
de Santa Rosa, R$ 126,99.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Colheita de soja chega ao fim no RS e vazio sanitário entra em vigor – MAIS SOJA

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A colheita de soja está concluída no Rio Grande do Sul. As geadas, registradas durante o período, promoveram elevada mortalidade de plantas voluntárias, emergidas após a colheita, reduzindo a presença de hospedeiros vivos no período de entressafra. O vazio sanitário obrigatório para a cultura, vigente entre os meses de julho e setembro, contribui para a diminuição do inóculo de patógenos, especialmente de ferrugem-asiática, e para a redução da pressão de doenças na safra subsequente.

A produtividade média estadual da Safra 2025/2026, indicada pela Emater-RS/Ascar, foi de 2.707 kg/ha. A área plantada no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares.

Comercialização (saca de 60 quilos)

De acordo com a pesquisa semanal de preços da Emater/RS-Ascar, a cotação média do produto variou de R$ 116,35 para R$ 118,24, representando aumento de 1,62% em relação ao valor médio do período anterior.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

O que deve ser considerado antes de realizar a escolha da cultivar a utilizar na próxima safra? – MAIS SOJA

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A escolha da cultivar de soja é uma das decisões mais importantes do planejamento da safra, pois influencia diretamente o potencial produtivo, a estabilidade da produção e a rentabilidade da lavoura. Para que essa escolha seja eficiente, é necessário considerar fatores relacionados ao ambiente de produção, ao sistema de cultivo, ao nível tecnológico empregado e às limitações presentes em cada área.

O primeiro critério para a escolha da cultivar é o entendimento do sistema de produção e das condições ambientais locais, como temperatura, radiação solar e fotoperíodo. Esses fatores determinam a época de semeadura e influenciam diretamente o potencial produtivo da cultura. Em sistemas intensificados, entretanto, nem sempre é possível realizar a semeadura na janela de maior potencial produtivo, pois os produtores buscam maximizar a eficiência econômica de todo o sistema de produção. Nesses casos, torna-se necessária a identificação dos fatores que limitam ou possam limitar a produção permitindo selecionar biotecnologias e tolerâncias genéticas específicas para mitigar esses fatores (Figura 1).

Figura 1. Etapas para escolha da cultivar de soja.
Fonte: Equipe Field Crops

Fonte: Equipe Field Crops

Além da identificação dos fatores limitantes da produção, a escolha da cultivar deve considerar as condições de manejo adotadas na propriedade, representadas pelo nível tecnológico empregado em cada lavoura (Figura 2). Em áreas de alto nível tecnológico, caracterizadas por elevada fertilidade do solo, semeadura precisa, uso de sementes de alta qualidade e manejo baseado em dados, recomenda-se a utilização de cultivares de alto potencial produtivo, com grupo de maturação relativo (GMR) próximo ao ciclo agronômico ótimo (CAO) para a região e tolerância ao acamamento. Já em lavouras de médio e baixo nível tecnológico, onde há menor investimento em tecnologia e maior desuniformidade de plantio, são mais indicadas cultivares com ciclo um pouco superior ao CAO, elevada capacidade de ramificação, alto potencial genético e resistência a doenças e pragas frequentes na área.



Em lavouras com limitações de natureza nutricional, essas restrições podem ser corrigidas por meio do manejo adequado da fertilidade do solo. Já as limitações hídricas estão associadas tanto às características do solo, como sua capacidade de armazenamento de água, quanto às condições climáticas, especialmente à quantidade e à distribuição das chuvas. Como a quantidade e a distribuição das chuvas variam entre as safras, uma área com baixa limitação hídrica em um ano pode apresentar restrições significativas em outro. Dessa forma, a escolha da cultivar deve considerar simultaneamente o ambiente de produção, o sistema de cultivo, o nível tecnológico da propriedade e os fatores limitantes da lavoura. A correta integração desses fatores permite selecionar materiais mais adaptados a cada situação produtiva, contribuindo para maior estabilidade de rendimento, melhor aproveitamento dos investimentos realizados e maior rentabilidade da atividade agrícola.

Figura 2. Características a serem consideradas na escolha de cultivares conforme o nível tecnológico e o nível de limitações de cada lavoura.
Fonte: Equipe Field Crops
Referências:

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

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Sustentabilidade

Trigo: Semeadura atinge 83% no RS em meio a desafios climáticos e retração de área – MAIS SOJA

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A semeadura de trigo avançou significativamente e se encontra próxima da conclusão na maior parte das regiões, alcançando em média 83% da área prevista no Estado. Nas regiões de maior altitude, onde o calendário de implantação se estende até meados ou final de julho, os trabalhos estão em fases inicial e intermediária, conforme o escalonamento da semeadura e as condições edafoclimáticas locais.

As lavouras apresentam, de maneira geral, estabelecimento e estandes adequados e desenvolvimento vegetativo compatível com o período de cultivo. As temperaturas baixas e as geadas de fraca intensidade favoreceram o perfilhamento, mas sem registro de danos significativos. Já a elevada nebulosidade e a reduzida disponibilidade de radiação solar, especialmente nas manhãs, limitaram temporariamente a velocidade de crescimento das plantas em diversas áreas.

As precipitações ocorridas entre 27 e 28/06, de intensidade distinta entre as localidades, proporcionaram boa disponibilidade hídrica às lavouras em algumas regiões. Contudo, ocasionaram lixiviação de nutrientes, encharcamento do solo, processos erosivos e dificuldades operacionais para a realização da adubação de cobertura e para o controle de plantas daninhas em áreas atingidas por maiores volumes de chuva, especialmente no quadrante noroeste do Estado.

A área cultivada na Safra 2026 apresenta retração significativa no Rio Grande do Sul. A estimativa realizada pela Emater/RS-Ascar projeta 814.220 hectares e produtividade média
de 2.701 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura evoluiu em ritmo distinto entre as microrregiões. Na Fronteira Oeste, os produtores intensificam a implantação das lavouras em razão da proximidade do encerramento da janela de semeadura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), previsto para 20/07. Na Campanha, o avanço está mais lento como reflexo da priorização do plantio em julho, quando historicamente se obtêm maiores produtividades.

Em Aceguá, os trabalhos iniciaram com pequeno atraso devido à ausência de precipitações expressivas desde 12/06. Em Caçapava do Sul, aproximadamente 50% da área prevista está semeada. Em Lavras do Sul, esse percentual alcança 33%. As geadas de baixa intensidade não causaram prejuízos à cultura, e as precipitações de menor volume favoreceram a incorporação da adubação nitrogenada nas lavouras em perfilhamento, mantendo boas condições fitossanitárias.

Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, a semeadura iniciou e deverá prosseguir até o final de julho, acompanhando o calendário de implantação das áreas de maior altitude da região.

Na de Frederico Westphalen, a semeadura foi concluída. As lavouras apresentam bom estabelecimento, mas o desenvolvimento inicial foi parcialmente restringido pela reduzida disponibilidade de radiação solar. As precipitações intensas, registradas no final do período, provocaram lixiviação de nutrientes, principalmente nitrogênio, além de erosão, encharcamento e perdas pontuais de solo, cuja magnitude ainda está sendo avaliada nos municípios da região.

Na de Ijuí, a semeadura alcança 91% da área prevista. Restam apenas áreas de maior extensão para a conclusão dos trabalhos, uma vez que a implantação foi finalizada nas pequenas propriedades. As lavouras estabelecidas no início da janela de cultivo se encontram em manejo de adubação nitrogenada em cobertura e controle de plantas daninhas. As baixas temperaturas e as geadas não ocasionaram danos à cultura. As chuvas intensas, registradas entre 27 e 28/06, provocaram erosão laminar principalmente nas áreas recém-semeadas, mas nas lavouras implantadas anteriormente, os danos foram pontuais.

Na de Passo Fundo, a implantação foi concluída. Os cultivos estão nas fases de germinação e início do desenvolvimento vegetativo. Apesar da redução temporária da velocidade de crescimento das plantas pela baixa insolação, as demais condições ambientais ficaram favoráveis ao estabelecimento inicial.

Na de Santa Rosa, a semeadura atinge 83%. As lavouras apresentam adequado estabelecimento inicial. As precipitações excessivas prejudicaram parte das áreas que haviam recebido adubação nitrogenada, especialmente com ureia, ocasionando perdas por lixiviação e reduzindo a eficiência da fertilização. Também foram observados processos erosivos em diversas lavouras, evidenciando a limitação da infiltração de água nos solos.

Na de Soledade, a semeadura alcança aproximadamente 90% da área prevista. Os cultivos apresentam excelente estabelecimento e estande uniforme de plantas. As condições climáticas das últimas semanas, como temperaturas baixas, disponibilidade hídrica adequada e níveis satisfatórios de radiação solar, favoreceram o crescimento inicial, estimulando o perfilhamento. Os produtores realizam o controle de plantas daninhas em pós-emergência.

Nos municípios de maior altitude, como em Soledade e Encruzilhada do Sul, o calendário de
semeadura se estende até o final de julho, conforme o ZARC.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RSAscar no Estado, aumentou 2,07%, passando de R$ 68,26 para R$ 69,67.

Fonte: Emater/RS



 

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