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Fórum em Cametá debate PAA e negócios comunitários no Baixo Tocantins

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participou, nesta terça-feira (30), do Fórum de Ativação “Construindo Soluções para Ecossistemas de Negócios Comunitários no Baixo Tocantins”, realizado em Cametá, no Pará. O encontro discutiu o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), negócios comunitários e o fortalecimento das organizações da região.
A agenda ocorreu ao longo do dia no Seminário São Vicente de Paula, no bairro da Aldeia, e foi proposta pelo Instituto Conexões Sustentáveis (Conexsus), em parceria com o Grupo de Trabalho do Baixo Tocantins.
A Conab foi representada pela superintendente regional no Pará, Rosanna de Angelis Vallinoto, que apresentou o PAA durante a programação da manhã e acompanhou os debates da tarde. Segundo a executiva, a participação da companhia no fórum está ligada ao papel da estatal na execução do programa, que faz a ponte entre agricultores familiares e entidades recebedoras dos alimentos.
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Rosanna também destacou o avanço das organizações do Baixo Tocantins, com aumento dos recursos aplicados na região por meio do PAA na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS).
O fórum reuniu agricultores e agricultoras familiares, organizações representativas dos territórios, órgãos governamentais e instituições socioambientais. A proposta foi ampliar o diálogo entre instituições públicas, sociedade civil e organizações comunitárias, além de compartilhar experiências, desafios e oportunidades relacionados ao PAA nos territórios paraenses.
Em 2026, a execução do PAA no Pará envolve 80 projetos em 45 municípios, com valor total aprovado de R$ 22,17 milhões e 1.995 agricultores familiares fornecedores cadastrados. Na modalidade PAA/CDS, incluindo projetos classificados no edital de 2025 e contratados em 2026, são 72 projetos aprovados em 44 municípios, com R$ 18,38 milhões e 1.881 fornecedores atendidos.
No Baixo Tocantins, foco do fórum em Cametá, foram selecionados nove projetos em quatro municípios: Baião, Cametá, Igarapé-Miri e Oeiras do Pará. As operações reúnem 212 agricultores fornecedores e 10 unidades recebedoras, com entrega de 344,27 toneladas de alimentos para 16.816 consumidores. O total movimentado na região é de R$ 2,12 milhões. Em Cametá, três projetos concentram R$ 680 mil, com 68 fornecedores locais, três unidades recebedoras e atendimento a 5.696 consumidores.
Operacionalizado pela Conab, o Programa de Aquisição de Alimentos prevê a compra de alimentos da agricultura familiar para doação a entidades socioassistenciais e pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, associando abastecimento, renda no campo e fortalecimento da produção regional.
Fonte: gov.br
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Pesquisadores desenvolvem tecnologia que pode triplicar a produção de morangos

A North Carolina State University (NC State), nos Estados Unidos, desenvolveu o Plant Armor, tecido tecnológico capaz de reduzir perdas causadas por insetos e climas extremos no plantio de morangos.
O manto 3D foi projetado a partir de vestimentas militares e forma uma barreira física para os morangos, que permite a passagem de ar, luz e água. O estudo coloca a inovação como uma possível alternativa aos defensivos agrícolas químicos.
Além da proteção completa contra insetos, o tecido também estabiliza a temperatura interna em valores ligeiramente mais altos.
Os resultados experimentais revelam um aumento de 3,56 vezes na quantidade de frutos colhidos (e considerados aproveitáveis) em comparação às mudas que não usaram o manto. Houve também melhora significativa no tamanho dos morangos, com peso total 1.84 vezes maior.
Outro efeito observado foi um adiantamento da produção: as plantas cobertas deram frutos cerca de uma semana antes das outras, o que pode representar uma vantagem para produtores buscando se adiantar nas janelas de mercado. A hipótese dos pesquisadores é que o microclima criado pelo Plant Armor foi responsável por isso.
O último estudo, divulgado em 24 de setembro de 2026 na revista científica Agriculture, destacou que morangos são particularmente sensíveis a fontes de estresse externas, como flutuações de temperatura, pragas e doenças, o que causa aos produtores um gasto expressivo com insumos agrícolas químicos. Os autores são Gabriel Bamidele Olawuyi, James Clothier, Matthew A. Bertone, Grayson L. Cave, Reuben A. Garshong, Andre J. West, Loganathan Ponnusamy, Clyde E. Sorenson e R. Michael Roe.
A tecnologia foi pensada para diminuir o uso de pesticidas e atender à demanda crescente dos consumidores por produtos orgânicos. A viabilidade comercial do produto ainda não está confirmada, mas a equipe da NC State indica que o próximo passo é testar o Plant Armor em propriedades rurais reais, em diferentes regiões e plantios.
O desenvolvimento do Plant Armor
O tecido é composto por multifilamentos de poliéster reflexivo com 0,05% de dióxido de titânio. As camadas dele são sustentadas por hastes circulares de PVC e formam uma cobertura em forma de túnel.
Plant Armor colocado sobre um canteiro onde foram plantados morangos. Foto: NC State/Divulgação.
A sua origem está em um estudo da mesma universidade voltado a uniformes militares, que tinha o objetivo de fazer coletes à prova de balas mais confortáveis e roupas protetoras contra insetos. Os primeiros testes voltados à agricultura, publicados em 2022, foram realizados com repolhos e tiveram autoria de Grayson L. Cave, Andre J. West, Kun Luan e R. Michael Roe, além de outros pesquisadores.
Antes de tudo isso, já existiam estudos averiguando a possibilidade de usar coberturas para a proteção de cultivos agrícolas. Um estudo de 2006 da Kansas State University, citado pelo artigo da NC State, encontrou resultados semelhantes ao cobrir as plantas. Porém, no experimento de mais de 20 anos atrás, era necessário remover a manta de tempos em tempos para ventilar e prevenir superaquecimento, além de exigir monitoramento constante, condições superadas pelo tecido tecnológico do Plant Armor.
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Geada pode atingir 20 municípios em três estados

A previsão da Climatempo indica risco de geada em 20 municípios do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina entre segunda-feira (19) e terça-feira (20). Em Caçador (SC), a temperatura mínima prevista para segunda-feira (19) é de 3 °C.
No Paraná, Guarapuava (PR), Pinhão (PR) e Prudentópolis (PR) devem registrar temperatura mínima de 4 °C na segunda-feira (19). Os três municípios estão na área com previsão de risco de geada.
No Rio Grande do Sul, a temperatura mínima também deve ficar em 4 °C em Muitos Capões (RS), Não-Me-Toque (RS) e Vacaria (RS), na segunda-feira (19).
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Em Santa Catarina, Abelardo Luz (SC), Água Doce (SC), Campos Novos (SC) e Canoinhas (SC) têm previsão de temperatura mínima de 4 °C para a segunda-feira (19).
A geada está associada a risco de danos a lavouras sensíveis ao frio e de perda de qualidade em pastagens.
Em Curitibanos (SC), a temperatura mínima prevista para segunda-feira (19) é de 3 °C.
Fonte: Climatempo Advisor API
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Chuva pode chegar a 112 mm em 24 horas em Santa Helena

A Climatempo prevê chuva forte em 13 municípios de dois estados, Paraná e Santa Catarina, entre quinta-feira (22) e sábado (24). Em Santa Helena (PR), o acumulado previsto para sábado (24) é de 112 mm em 24 horas. Toledo (PR) também deve superar 100 mm no mesmo intervalo, com previsão de 101 mm.
No Paraná, a previsão para Missal (PR) indica acumulado de 110 mm em 48 horas para sexta-feira (23). Esse volume corresponde a um período diferente dos totais de 24 horas previstos para Santa Helena e Toledo.
Para sábado (24), Palotina (PR) deve ter 72 mm em 24 horas, enquanto São Miguel do Iguaçu (PR) tem previsão de 71 mm no mesmo intervalo. Os acumulados esperados em Medianeira (PR) e Assis Chateaubriand (PR) são de 66 mm e 62 mm em 24 horas, respectivamente, também no sábado (24).
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Em Santa Catarina, os volumes previstos para sábado (24) são de 66 mm em Pinhalzinho (SC), 65 mm em Abelardo Luz (SC), 64 mm em Concórdia (SC) e 63 mm em Maravilha (SC). Todos esses acumulados correspondem a períodos de 24 horas.
Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade em operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.
Já na quinta-feira (22), Cianorte (PR) deve receber 61 mm de chuva em 24 horas.
Fonte: Climatempo Advisor API
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