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18 de outubro de 2026

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Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 é lançado no Nordeste em Fortaleza

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A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, lançou nesta quarta-feira (1º), em Fortaleza, a etapa regional do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 para o Nordeste. O evento foi realizado em parceria com o Banco do Nordeste (BNB) e incluiu entregas de mecanização, aporte de R$ 200 milhões ao crédito fundiário e novos editais voltados à agricultura familiar.

Durante a cerimônia no Auditório Celso Furtado, também foi apresentada a pesquisa “Agroamigo: Impactos Socioeconômicos na Agricultura Familiar”, conduzida pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas (FGV). O estudo analisa os efeitos do microcrédito rural orientado do Banco do Nordeste sobre renda, inclusão produtiva e condições de vida de agricultores familiares.

Entre os anúncios do evento, o Banco do Nordeste recebeu aporte simbólico de R$ 200 milhões para ampliar as operações do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). Segundo os dados apresentados, o valor deve viabilizar cerca de 650 novas operações, dentro da meta de 1.114 financiamentos e R$ 300 milhões em contratações previstas para 2026. Até maio, haviam sido contratadas 464 operações, somando R$ 101 milhões.

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Na mecanização, foram entregues simbolicamente três colheitadeiras de arroz e sete motocultivadores a cooperativas e associações da agricultura familiar cearense, por meio do Programa Arroz da Gente e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As colheitadeiras também podem ser usadas na colheita de feijão, sorgo, milheto e gergelim.

O evento também marcou o anúncio do Edital de Chamada Pública nº 01/2026, com R$ 10,8 milhões para apoiar 20 Subprojetos de Investimento Comunitário voltados à mecanização agrícola no âmbito do PNCF Social, com até R$ 540 mil por projeto. Outro anúncio foi o edital “Alimento no Prato: Territórios Urbanos Cultivando Alimentos e Vidas Saudáveis”, com R$ 20 milhões para 2026 e 2027 destinados a iniciativas coletivas de agricultura urbana e periurbana.

Entre as mudanças do Plano Safra 2026/2027, o microcrédito do Pronaf B para mulheres passou a R$ 28 mil e o dos jovens, a R$ 16 mil. O crédito rural também passa a financiar a reforma de cômodos das residências da agricultura familiar, em até R$ 10 mil, com 40% de desconto para pagamento em dia.

No Ceará, a agricultura familiar reúne 424 mil unidades ativas no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), o equivalente a 10,7% do total nacional. No estado, o crédito fundiário somou R$ 102,6 milhões entre 2023 e maio de 2026, enquanto o Programa Arroz da Gente alcançou 390 famílias em 27 comunidades. A etapa regional em Fortaleza deu sequência ao lançamento nacional do plano, anunciado na terça-feira (30), em Brasília.

Fonte: gov.br

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Você viu? Cientistas encontram enzima que aumenta em 6 vezes a produção de açúcar

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O Laboratório de Fisiologia Ecológica de Plantas (Lafieco) da Universidade de São Paulo (USP) descobriu uma enzima na raiz da cana-de-açúcar que serve como uma chave para quebrar o bagaço e alavancar o rendimento da planta: a molécula ASD (α-L-arabinofuranosidase).

Esta reportagem, produzida pela Agência Fapesp, foi uma das mais lidas do site do Canal Rural ao longo da última semana.

Estudos divulgados nesta última semana revelam que o uso em laboratório aumentou a liberação de açúcar pelos resíduos da cana em até seis vezes, um passo essencial para acelerar a produção de etanol de segunda geração.

Uma das maiores barreiras para o aproveitamento pleno da cana sempre foi a rigidez no material que compõe o “esqueleto” da planta, a lignocelulose. Por conta dessa dificuldade, há anos, uma empresa dinamarquesa detém o monopólio de um coquetel enzimático capaz de quebrar essa barreira, e cientistas do mundo todo investigam alternativas.

A descoberta brasileira vem de uma pesquisa de 17 anos do Lafieco, que faz parte do Instituto de Biociências da USP. Ao mapear o desenvolvimento dos aerênquimas – estruturas porosas presentes nas raízes –, os pesquisadores identificaram um conjunto de enzimas usadas pela própria planta para remodelar suas fibras. Depois, conseguiram isolar a ASD e aplicá-la em coquetéis enzimáticos comerciais, que são capazes de quebrar a lignocelulose e aumentar a sacarificação.

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Descoberta revolucionária

Marcos Silveira Buckeridge, coordenador do Lafieco e coautor do trabalho publicado no Journal of Experimental Botany, explica que os coquetéis enzimáticos já existentes são originados de microrganismos – em sua maioria, fungos. É a primeira vez que cientistas apontam uma molécula de origem vegetal com tal atributo. “E não é qualquer origem vegetal, é da própria cana-de-açúcar”, ressalta o pesquisador.

Para chegar a esse ponto, a equipe precisou primeiro mapear a química e a estrutura da parede celular da cana, entendendo como a celulose se organiza. “Vários alunos do Lafieco fizeram parte da investigação durante esses 17 anos, passando o bastão uns para os outros”, relembra o biólogo, cujo grupo publicou os primeiros dados estruturais sobre isso em 2013.

O grupo já sabia que a formação dos aerênquimas nas raízes da cana envolvia um processo natural de separação de células. O aparecimento dessas estruturas costuma estar ligado à falta de oxigênio (hipóxia), mas na cana elas se formam de maneira independente.

Durante o desenvolvimento do aerênquima, a própria planta modifica e quebra as paredes de suas raízes, criando túneis de ar. Esse processo inclui a separação celular e a quebra de açúcares complexos – duas ações essenciais para facilitar o aproveitamento do bagaço na produção de etanol.

“O aerênquima aparece progressivamente na raiz da cana. Na pontinha há menos, e sua formação vai ficando mais frequente para cima”, explica Bruno Viana Navarro, pós-doutorando do Lafieco e primeiro autor do artigo. A equipe queria observar quais “ferramentas microscópicas” (enzimas) a planta ativava ao longo desse processo de remodelação de suas raízes.

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Ele descreve o experimento: “Nós plantamos colmos de uma cultivar bem estudada de cana-de-açúcar [SP80-3280] e, após três meses, coletamos raízes de perfilhos (brotos novos), que foram divididas em quatro segmentos de 1 cm cada. Assim, cada pedaço apresentava uma proporção diferente de formação de aerênquima”.

A equipe focou nas enzimas com a função de agir como “tesouras químicas”, cortando as fibras da parede da célula e liberando os açúcares. Uma das doutorandas de Buckeridge, Eveline Tavares, encontrou uma molécula-chave nesse processo: a enzima ASD (α-L-arabinofuranosidase).

Posteriormente, a doutoranda Adriana Grandis detalhou sua importância na formação do aerênquima. Navarro resume a função da ASD: “Ela atua de forma muito específica no rearranjo da parede celular, quebrando as ligações de um dos materiais estruturais mais presentes na cana”.

Percebendo o potencial da ASD, o grupo – tendo à frente a pós-doutoranda Débora Pagliuso – produziu essa enzima em laboratório usando leveduras, com o objetivo de testá-la na prática. “Inserimos a ASD no coquetel comercial e testamos no bagaço da cana-de-açúcar. Só essa adição aumentou em até seis vezes a produção do açúcar que, mais tarde, é convertido em etanol”, ressalta Navarro.

Futuro promissor

Segundo o pesquisador, o estudo revela um cardápio molecular imenso. A equipe já identificou cerca de 530 sequências genéticas e classes de enzimas na cana. Isso significa que há dezenas de outras “ferramentas” biológicas aguardando para serem testadas.

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“Encontramos uma segunda enzima também muito promissora, cuja função é quebrar as pectinas. Ela ataca a lamela média: os cimentos entre as células. Quando essas estruturas são quebradas, as células começam a ficar soltas, e aí é que acontece a tal ‘cana papaia’. Fica bem mais fácil degradar a estrutura e obter os açúcares, o que impacta a produção de etanol de primeira e segunda geração”, diz Navarro.

Para Buckeridge, o sucesso do estudo reforça a tese de que enzimas “da casa” (da própria planta) conseguem decodificar e quebrar a estrutura da cana melhor do que os microrganismos. “É possível que essas enzimas de plantas que estamos ofertando no artigo tenham características que as enzimas de microrganismos não têm e que podem ser a chave para a alta eficiência da conversão de resíduos em produtos mais nobres. Pode ser que tenhamos descoberto um barril de ouro, mas até agora usamos uma moeda só.”

Um dos objetivos futuros mais ambiciosos do grupo é conseguir produzir um coquetel 100% vegetal customizado. “Analisando a composição bioquímica da biomassa da cana, é possível criar o coquetel enzimático mais adequado à sua hidrólise, o que aumentaria o rendimento da produção de etanol. Esperamos chegar a isso um dia”, afirma Navarro.

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Pesquisadores desenvolvem tecnologia que pode triplicar a produção de morangos

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A North Carolina State University (NC State), nos Estados Unidos, desenvolveu o Plant Armor, tecido tecnológico capaz de reduzir perdas causadas por insetos e climas extremos no plantio de morangos.

O manto 3D foi projetado a partir de vestimentas militares e forma uma barreira física para os morangos, que permite a passagem de ar, luz e água. O estudo coloca a inovação como uma possível alternativa aos defensivos agrícolas químicos.

Além da proteção completa contra insetos, o tecido também estabiliza a temperatura interna em valores ligeiramente mais altos.

Os resultados experimentais revelam um aumento de 3,56 vezes na quantidade de frutos colhidos (e considerados aproveitáveis) em comparação às mudas que não usaram o manto. Houve também melhora significativa no tamanho dos morangos, com peso total 1.84 vezes maior.

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Outro efeito observado foi um adiantamento da produção: as plantas cobertas deram frutos cerca de uma semana antes das outras, o que pode representar uma vantagem para produtores buscando se adiantar nas janelas de mercado. A hipótese dos pesquisadores é que o microclima criado pelo Plant Armor foi responsável por isso.

O último estudo, divulgado em 24 de setembro de 2026 na revista científica Agriculture, destacou que morangos são particularmente sensíveis a fontes de estresse externas, como flutuações de temperatura, pragas e doenças, o que causa aos produtores um gasto expressivo com insumos agrícolas químicos. Os autores são Gabriel Bamidele Olawuyi, James Clothier, Matthew A. Bertone, Grayson L. Cave, Reuben A. Garshong, Andre J. West, Loganathan Ponnusamy, Clyde E. Sorenson e R. Michael Roe.

A tecnologia foi pensada para diminuir o uso de pesticidas e atender à demanda crescente dos consumidores por produtos orgânicos. A viabilidade comercial do produto ainda não está confirmada, mas a equipe da NC State indica que o próximo passo é testar o Plant Armor em propriedades rurais reais, em diferentes regiões e plantios.

O desenvolvimento do Plant Armor

O tecido é composto por multifilamentos de poliéster reflexivo com 0,05% de dióxido de titânio. As camadas dele são sustentadas por hastes circulares de PVC e formam uma cobertura em forma de túnel.

Plant Armor colocado sobre um canteiro onde foram plantados morangos. Foto: NC State/Divulgação.

A sua origem está em um estudo da mesma universidade voltado a uniformes militares, que tinha o objetivo de fazer coletes à prova de balas mais confortáveis e roupas protetoras contra insetos. Os primeiros testes voltados à agricultura, publicados em 2022, foram realizados com repolhos e tiveram autoria de Grayson L. Cave, Andre J. West, Kun Luan e R. Michael Roe, além de outros pesquisadores.

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Antes de tudo isso, já existiam estudos averiguando a possibilidade de usar coberturas para a proteção de cultivos agrícolas. Um estudo de 2006 da Kansas State University, citado pelo artigo da NC State, encontrou resultados semelhantes ao cobrir as plantas. Porém, no experimento de mais de 20 anos atrás, era necessário remover a manta de tempos em tempos para ventilar e prevenir superaquecimento, além de exigir monitoramento constante, condições superadas pelo tecido tecnológico do Plant Armor.

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Geada pode atingir 20 municípios em três estados

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A previsão da Climatempo indica risco de geada em 20 municípios do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina entre segunda-feira (19) e terça-feira (20). Em Caçador (SC), a temperatura mínima prevista para segunda-feira (19) é de 3 °C.

No Paraná, Guarapuava (PR), Pinhão (PR) e Prudentópolis (PR) devem registrar temperatura mínima de 4 °C na segunda-feira (19). Os três municípios estão na área com previsão de risco de geada.

No Rio Grande do Sul, a temperatura mínima também deve ficar em 4 °C em Muitos Capões (RS), Não-Me-Toque (RS) e Vacaria (RS), na segunda-feira (19).

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Em Santa Catarina, Abelardo Luz (SC), Água Doce (SC), Campos Novos (SC) e Canoinhas (SC) têm previsão de temperatura mínima de 4 °C para a segunda-feira (19).

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A geada está associada a risco de danos a lavouras sensíveis ao frio e de perda de qualidade em pastagens.

Em Curitibanos (SC), a temperatura mínima prevista para segunda-feira (19) é de 3 °C.

Fonte: Climatempo Advisor API

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