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Oferta restrita limita negócios de soja no Brasil, mas preços são firmes; confira as cotações

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão moderada nesta quinta-feira (2), sem registro de grandes ofertas. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o foco dos produtores na comercialização do milho safrinha reduziu a disponibilidade de lotes de soja no mercado.
As cotações oscilaram entre estabilidade e alta ao longo do dia, sustentadas pelo desempenho positivo da Bolsa de Chicago durante boa parte da sessão, pelo dólar em patamar favorável e pelos prêmios de exportação, que seguem bastante firmes. Mesmo com esse cenário, o volume de negócios permaneceu limitado.
De acordo com Silveira, os produtores continuam priorizando as vendas de milho safrinha e segurando a soja, reduzindo a liquidez no mercado. O analista também destaca que algumas regiões apresentam oportunidades acima da paridade de exportação, especialmente em Minas Gerais, onde os preços estão acima da referência de exportação. Com o fechamento da Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (3), em razão do feriado da Independência dos Estados Unidos, a expectativa é de poucas mudanças no curto prazo.
Mercado de soja
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 131,00 para R$ 131,50
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 132,00 para R$ 132,50
- Cascavel (PR): manteve em R$ 126,50
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 117,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 119,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 137,50
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 138,50
Soja em Chicago
No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam sem direção única em Chicago, em uma sessão marcada por forte volatilidade e ajustes de posições antes do feriado prolongado nos Estados Unidos. Os investidores seguiram atentos aos números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), às oscilações do petróleo, às condições climáticas favoráveis às lavouras norte-americanas e ao comportamento da demanda chinesa.
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O USDA estimou a área plantada de soja nos Estados Unidos em 85,4 milhões de acres na safra 2026, volume 5% superior ao registrado no ano passado e acima dos 84,7 milhões de acres projetados no relatório de intenção de plantio divulgado em março. A estimativa ficou dentro das expectativas do mercado.
O órgão também informou que os estoques trimestrais de soja em 1º de junho totalizaram 1,06 bilhão de bushels, alta de 5% em relação ao mesmo período de 2025 e acima da expectativa dos analistas, que era de 1,05 bilhão de bushels. Desse total, 367 milhões de bushels estavam armazenados nas propriedades rurais, queda de 11% na comparação anual, enquanto os estoques fora das fazendas somaram 694 milhões de bushels, avanço de 16%.
Já as exportações líquidas dos Estados Unidos ficaram abaixo do esperado. Na semana encerrada em 25 de junho, foram comercializadas 41,5 mil toneladas da safra 2025/26 e outras 182,5 mil toneladas da temporada 2026/27. O mercado aguardava vendas entre 500 mil e 1,5 milhão de toneladas.
Contratos futuros de soja
Na Bolsa de Chicago, o contrato agosto da soja avançou 0,26%, encerrando a US$ 11,36 1/4 por bushel. O vencimento novembro recuou 0,13%, para US$ 11,47 3/4 por bushel. Entre os subprodutos, o farelo para agosto subiu 0,06%, fechando a US$ 305,50 por tonelada, enquanto o óleo avançou 0,11%, para 66,77 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
No mercado cambial, o dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,03%, cotado a R$ 5,2077 na venda e R$ 5,2057 na compra, oscilando entre a mínima de R$ 5,1587 e a máxima de R$ 5,2187 durante a sessão.
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Quem não votou no 1º turno pode votar no 2º turno das eleições? Veja o que diz o TSE

Ausência na primeira etapa não impede participação no segundo turno; patrões devem garantir tempo para trabalhadores votarem
O eleitor que não votou no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, em 4 de outubro, pode participar normalmente do segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro.
A ausência na primeira etapa não impede a participação na segunda fase, desde que a situação eleitoral esteja regular. Isto porque cada turno é considerado uma eleição independente.
O eleitor tem até 60 dias, após cada turno, para apresentar a justificativa de ausência no dia de cada pleito
O primeiro turno das Eleições de 2026 registrou um recorde de 33,4 milhões de eleitores ausentes, o que representa 21,08% do eleitorado.
Cargos em disputa
Os eleitores de todo o país escolherão o próximo presidente da República e os governadores de cinco estados, mais o Distrito Federal, onde também haverá segundo turno, pois nenhum dos candidatos obteve 50% dos votos mais 1. Haverá segundo turno no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.
Vale lembrar que o trabalhador que deixou de votar porque está escalado ou cumprirá expediente não pode ser impedido de exercer seu direito ao voto no próximo domingo (25).
O empregador deverá organizar a jornada para permitir que o trabalhador tenha tempo para o deslocamento até a seção eleitoral, entre 8h e 17h, no horário de Brasília.
Voto em trânsito
Mais de 314,5 mil pessoas solicitaram à Justiça Eleitoral para votar no segundo turno das eleições, ou seja, poderão votar fora do domicílio eleitoral em locais definidos pelos tribunais regionais eleitorais (TREs).
A modalidade estará disponível nas capitais e nos municípios com eleitorado superior a 100 mil pessoas, em seções destinadas para esse fim.
Quem estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação do domicílio eleitoral poderá votar para os dois cargos (presidente e governador).
A consulta ao local de votação deve ser feita pelo aplicativo e-Título ou pela internet, via Autoatendimento Eleitoral.
Ausência justificada
Nas eleições de 2026, o prazo para justificar a ausência no primeiro turno termina no dia 3 de dezembro. Se o eleitor não votar no 2º turno, terá até 8 de janeiro de 2027 para apresentar a justificativa.
O procedimento pode ser feito pelo aplicativo e-Título, disponível para smartphone e tablets, pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível nos portais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente, em um cartório eleitoral.
Após a eleição, o requerimento deve ser acompanhado de documentos que comprovem o motivo da ausência, para análise da justiça eleitoral.
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Força Tática flagra ‘tele-entrega’ de drogas em Corolla e prende dois homens em VG

Suspeito de 49 anos usava carro para entregar cocaína; horas depois, jovem foi detido com maconha e R$ 900 em dinheiro no Santa Bárbara
Policiais militares da Força Tática do 2º Comando Regional prenderam dois homens, de 49 anos e 22 anos, por tráfico ilícito de drogas, em duas ações registradas na noite desta sexta-feira (16.10), em Várzea Grande. Com os criminosos foram apreendidas porções de substâncias análogas a cocaína, maconha e pasta base de cocaína.
A equipe policial estava em patrulhamento quando recebeu denúncias anônimas sobre um homem que estaria vendendo drogas. Segundo a informação, o suspeito utilizava um Corolla branco para fazer a entrega das drogas.
Diante das informações recebidas, os militares iniciaram diligências e encontraram o carro com as mesmas características informadas, no bairro Residencial Flor do Ipê. Na revista pessoal, os policiais encontraram cinco porções de cocaína.
Questionado pela Força Tática, o homem confessou que fazia a venda dos entorpecentes alegando ser sua fonte de sustento e levou os policiais até sua casa, onde mais porções de cocaína e pasta base foram apreendidas.
O homem recebeu voz de prisão e foi conduzido para a Central de Flagrantes de Várzea Grande.
Na segunda ocorrência, horas depois, a Força Tática recebeu informações do setor de inteligência a respeito de um homem que estava entregando drogas, no bairro Santa Bárbara. A equipe seguiu ao endereço e flagrou o suspeito deixando uma casa. Ao ver as viaturas militares, o homem tentou correr para dentro do imóvel, mas foi detido.
Em seguida, os militares fizeram revista pessoal e busca na residência e encontraram duas porções grandes de maconha e a quantia de R$ 900,00 em dinheiro, proveniente da venda das drogas. Ele também foi conduzido até a Central de Flagrantes.
Após o registro das duas ocorrências, os suspeitos foram entregues à Polícia Judiciária Civil para demais providências que o caso requer.
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Com papel estratégico, Brasil defende corredores ecológicos e mais recursos na COP17 da Biodiversidade

O encontro sobre ações de proteção e restauração da natureza ocorre na capital do país, Yerevan, até o próximo dia 30.
Neste ano, será realizada a primeira revisão do Marco Global de Kunming-Montreal (GBF, na sigla em inglês), assinado por 196 países. O documento reúne 23 metas a serem alcançadas pelas nações até 2030.
A conferência é realizada a cada dois anos e tem como objetivo debater estratégias e firmar acordos para enfrentar a crise global da perda de biodiversidade.
Nesta sexta-feira (16), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fez um discurso sobre o relatório que avalia o progresso coletivo na implementação do GBF e que servirá como base para a revisão na COP17.
Guterres alertou que os compromissos assumidos para travar a perda de biodiversidade continuam longe de ser cumpridos. Ele também destacou avanços, como a definição de metas nacionais por quase todos os países signatários da convenção e a proteção legal de mais 1,3 milhão de quilômetros quadrados (km²) de território terrestre e de 6 milhões km² de áreas marinhas.
Por outro lado, no ritmo atual, em 2030, apenas 26% dos ecossistemas terrestres e 12% dos ecossistemas marinhos estarão protegidos, afirma Guterres. Por isso, o secretário-geral lembrou que é preciso acelerar e fazer o suficiente para que as promessas assumidas sejam cumpridas.
“Yerevan é o nosso momento de prestação de contas”, destacou Guterres.
Biodiversidade em risco
Uma análise realizada Global Cooperation Institute (GCI), a pedido do WWF, mostrou que a implementação está atrasada em relação a metas importantes. Além disso, o nível de ambição continua insuficiente em muitos países.
Os ambientalistas concluem que os modelos econômicos atuais contribuem não só para a perda de biodiversidade, mas também para as mudanças climáticas, a escassez de água, a insegurança alimentar e riscos à saúde.
O estudo mostrou ainda que países com alta biodiversidade frequentemente assumem custos significativos para conservar ecossistemas que geram benefícios globais. Por isso, é necessário um maior esforço das nações para tornar acessíveis o financiamento, a capacitação e a cooperação internacional.
De acordo com o relatório do GCI, os custos não contabilizados desses impactos são estimados em pelo menos US$ 10 trilhões a US$ 25 trilhões ao ano.
“A COP17 precisa levar os países a agir e implementar seus compromissos. Os benefícios da ação coletiva em favor da natureza são claros: maior resiliência ecológica, sistemas alimentares e hídricos mais seguros e menor vulnerabilidade econômica”, afirma a diretora-geral do WWF Internacional, Kirsten Schuijt.
Brasil
Representantes da delegação brasileira na COP17 consideram que o Brasil tem papel estratégico na implementação do Marco Global da Biodiversidade, seja pela vasta biodiversidade, seja pela contribuição com modelos exitosos de conservação da natureza, que podem ser adotados em escala global.
Um exemplo é o avanço da conectividade de áreas de conservação terrestres, de água doce e marinha, por meio de corredores verdes e azuis. O WWF-Brasil destacará esse tema nos debates da conferência, em busca do reconhecimento dessa ferramenta como elemento fundamental para manter a integridade dos ecossistemas, fortalecer sistemas de áreas protegidas e conservadas e garantir a sobrevivência das espécies.
“A conservação da biodiversidade exige olhar para além dos limites de áreas protegidas individuais e considerar os ecossistemas como sistemas interligados”, diz o diretor técnico de Biodiversidade do WWF-Brasil, Marcelo Oliveira.
A organização social pretende reforçar a proposta brasileira de incorporar a conectividade ecológica ao Programa de Trabalho sobre Áreas Protegidas, adotado desde 2004, na COP7, com o objetivo de criar e acompanhar redes globais de áreas protegidas.
“Proteger e reconectar paisagens terrestres, rios e ambientes marinhos e costeiros é fundamental para ampliar a efetividade da conservação e alcançar as metas de biodiversidade até 2030”, conclui Marcelo Oliveira.
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