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18 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

MT consolida Estado entre as maiores economias do país com expansão do PIB

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Mato Grosso consolidou sua posição entre as principais economias do país com expressiva expansão do Produto Interno Bruto (PIB). O valor gerado pela economia estadual passou de R$ 142,12 bilhões em 2019 para R$ 273 bilhões em 2023, último dado consolidado disponível. O avanço permitiu ao Estado subir da 13ª para a 10ª posição entre as maiores economias brasileiras e ampliar sua participação no PIB nacional de 1,9% para 2,5%.

Os resultados refletem uma transformação econômica que vai além da expansão da produção agropecuária. Impulsionado pela força do setor produtivo e por uma série de políticas públicas implementadas pelo Governo de Mato Grosso, com investimentos em infraestrutura, incentivos à competitividade, atração de novos empreendimentos, industrialização e geração de empregos, o Estado vem consolidando sua posição como uma das principais potências econômicas do Brasil.

O crescimento da economia mato-grossense nos últimos anos ocorreu em ritmo superior ao registrado pelo país. Em 2023, enquanto o Brasil apresentou expansão de 3,2% do PIB, Mato Grosso registrou crescimento real de 12,9%, quase quatro vezes maior.

Além do aumento do volume de riquezas produzidas, o desempenho estadual também se reflete na renda da população. O PIB per capita de Mato Grosso avançou da 7ª para a 3ª posição nacional, indicando que o crescimento econômico tem sido acompanhado pelo aumento da geração de renda.

Para o Governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, os resultados são fruto de uma gestão orientada para criar condições favoráveis à produção e ao investimento.

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“Os números mostram que Mato Grosso está no caminho certo. Quando o Estado investe em infraestrutura e cria condições para quem quer produzir, a economia responde. Hoje somos a 10ª maior economia do país e seguimos crescendo acima da média nacional. Esse é o resultado de um governo que trabalha para criar oportunidades, e não para atrapalhar quem quer produzir”, afirmou.

Na prática, os indicadores demonstram que o Estado não apenas ampliou sua produção, mas também fortaleceu sua capacidade de gerar riqueza, atrair investimentos e expandir oportunidades econômicas.

Políticas públicas fortalecem a competitividade

Embora a força produtiva seja um dos pilares da economia estadual, o ambiente de negócios construído nos últimos anos também tem desempenhado papel importante nesse processo de crescimento.

Medidas voltadas à modernização dos programas de incentivos fiscais, redução da burocracia, fortalecimento da segurança jurídica, atração de investimentos e ampliação da infraestrutura logística e energética contribuíram para aumentar a competitividade de Mato Grosso e estimular a instalação e expansão de empreendimentos.

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Os resultados podem ser observados no desempenho dos programas estaduais de incentivo fiscal. Em 2025, para cada R$ 1 de renúncia fiscal concedida pelo Estado, foram gerados R$ 4,66 em investimentos privados. Segundo o Relatório Anual de Desempenho dos Programas de Incentivos Fiscais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o Estado renunciou R$ 6,4 bilhões em arrecadação, enquanto os investimentos privados alcançaram R$ 29,8 bilhões.

O resultado foi impulsionado principalmente pelo Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), pelo Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) e pelo Programa de Incentivo ao Algodão de Mato Grosso (Proalmat), instrumentos que atuam na atração de investimentos, fortalecimento das cadeias produtivas e ampliação da atividade econômica.

O impacto também aparece no mercado de trabalho. Entre 2024 e 2025, as empresas beneficiadas pelos programas estaduais ampliaram em 10% o número de empregos gerados, passando de 119.540 para 131.375 postos de trabalho. Na comparação com 2020, o crescimento chega a 79%, quando essas empresas empregavam 73.237 trabalhadores.

Os dados indicam que a política de incentivos tem contribuído para ampliar investimentos privados, fortalecer a atividade produtiva e gerar novas oportunidades de emprego em diferentes regiões do Estado. Segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, esse resultado reflete uma estratégia contínua de fortalecimento do ambiente de negócios em Mato Grosso.

“Em 2020, os programas de incentivo fiscal foram reformulados para torná-los mais eficientes e alinhados às necessidades do setor produtivo. Essa modernização foi fundamental para criar um ambiente de negócios mais competitivo, atraindo investimentos e gerando um ciclo sustentável de crescimento econômico com emprego e renda em todas as regiões do Estado” , afirmou.

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Agronegócio segue como base da economia

A transformação econômica de Mato Grosso tem como principal sustentação a força do agronegócio, setor que permanece como motor do crescimento estadual.

Nos últimos anos, a produção agrícola registrou avanços expressivos. A safra de soja passou de 32,9 milhões em 2018/19 para 51,6 milhões de toneladas em 2025/26. O milho saltou de 31,3 milhões para 54,6 milhões de toneladas no mesmo período. Já o algodão em pluma cresceu de 1,8 milhão para 2,7 milhões de toneladas.

A pecuária também mantém posição de destaque. Mato Grosso possui o maior rebanho bovino do Brasil desde 2004 e registra produção anual próxima de 2 milhões de toneladas de carne bovina.

Ao mesmo tempo em que mantém sua liderança nas principais commodities agrícolas, Mato Grosso também avança na diversificação da produção. O gergelim é um dos exemplos mais representativos desse movimento. Da safra 2018/2019 para a safra 2025/2026, a produção da cultura cresceu 465%, enquanto a área plantada aumentou 588%. Atualmente, o Estado responde por 73% da produção nacional.

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A expansão da cultura também abriu novas oportunidades no mercado internacional. As exportações cresceram aproximadamente 600% entre 2020 e 2025, com destaque para a demanda de países como China e Índia, entre os principais compradores do produto.

Indústria amplia agregação de valor

O avanço econômico mato-grossense também está ligado ao fortalecimento da industrialização. O Estado vem ampliando sua capacidade de transformar matérias-primas em produtos de maior valor agregado, reduzindo a dependência da exportação de commodities in natura. Um dos principais exemplos está na cadeia dos biocombustíveis. Mato Grosso tornou-se o maior produtor de etanol de milho do Brasil e responde atualmente por 62% da produção nacional de etanol de milho.

Hoje, o Estado possui 12 usinas em operação, além de 13 usinas em construção ou com implantação anunciada. As projeções indicam que a produção de etanol de milho deverá crescer de 6,18 milhões de metros cúbicos para 15,02 milhões de metros cúbicos até a safra 2033/34.

Esse avanço está diretamente relacionado à ampliação da infraestrutura necessária para atender a demanda industrial. Entre as ações estruturantes está o Programa MT Trifásico, que prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão até 2030 para expansão da rede elétrica rural e urbana.

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A iniciativa contempla aproximadamente 5 mil quilômetros de novas redes de energia, ampliando a capacidade de atendimento a indústrias, agroindústrias e empreendimentos produtivos em diversas regiões do Estado.

Mais do que um dos maiores produtores de alimentos do mundo, Mato Grosso consolida sua posição como uma potência econômica nacional pela capacidade de gerar riqueza, atrair investimentos, criar empregos, agregar valor à produção e ampliar sua participação na economia brasileira.

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Agro Mato Grosso

Avó, mãe e netas morrem após acidente de carro na BR-364 em MT

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Quatro pessoas da mesma família morreram após uma batida entre dois carros na BR-364, na entrada da comunidade Córrego Grande, em Diamantino, a 209 km de Cuiabá, na tarde de sábado (17). As vítimas são Luciana Pinheiro de Souza, de 46 anos, a filha dela, Kamilli Vitória Souza da Silva, de 24 anos, e as netas Sophia Vitória Souza de Matos, de 9 anos, e Manuella Vitória Souza de Matos, de 1 ano.

Segundo a Polícia Civil, os dois carros saíram da pista após a batida, e um deles tombou.

Kamilli dirigia um dos carros e morreu no local, assim como a filha dela, Sophia. Luciana morreu depois de ser levada ao Hospital Municipal de Diamantino. Já a bebê Manuella morreu durante o transporte de ambulância para uma unidade de saúde com estrutura de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local para realizar os procedimentos periciais. A ocorrência também foi atendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e por investigadores da Polícia Civil.

Em nota, a Prefeitura de Diamantino lamentou a morte de Luciana, que trabalhava como técnica de enfermagem no Grupo Viver Legal, da Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Cidadania. O município também manifestou pesar pela morte da filha dela, Kamilli, e das netas Sophia e Manuella.

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“A Administração Municipal manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho, desejando força e conforto para enfrentar essa irreparável perda”, diz trecho da nota.

 

As circunstâncias do acidente serão apuradas.

Quatro pessoas da mesma família morreram após uma batida entre dois carros na BR-364, na entrada da comunidade Córrego Grande, em Diamantino. — Foto: Reprodução- Polícia Militar

Quatro pessoas da mesma família morreram após uma batida entre dois carros na BR-364, na entrada da comunidade Córrego Grande, em Diamantino. — Foto: Reprodução- Polícia Militar

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Agro Mato Grosso

Cinco pessoas morreram após carro bater de frente com carreta na MT-140

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Cinco pessoas morreram após um carro bater de frente com uma carreta na MT-140, nas proximidades do Trevo do Corgão, em Nova Brasilândia, a 215 km de Cuiabá, neste sábado (17). As vítimas foram identificadas como Avelino Carlos de Souza, de 33 anos, Amanda Nayara Manoel da Silva, de 29, Emanuelly da Silva Fajardo, de 10, Arthur Emanuel da Silva Fajardo, de 8, e Davi Manoel Carlos de Souza, de 2 anos. Todas estavam no carro e morreram no local.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi acionado por volta das 19h. Ao chegar ao local, a equipe constatou que as cinco vítimas estavam presas às ferragens e sem sinais vitais.

Após autorização da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), os bombeiros retiraram as vítimas do veículo. Para isso, removeram as portas e o teto do carro e rebateram o painel para liberar os corpos. Após o resgate, os corpos foram entregues à Politec e à Polícia Civil.

O motorista do caminhão não apresentava ferimentos aparentes e recusou atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Equipes da Polícia Militar também atenderam à ocorrência.

As causas do acidente não foram informadas.

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Justiça penhora fazenda de R$ 17,6 mi do “maior desmatador do Pantanal” I MT

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O juiz Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, da 4ª Vara Cível de Rondonópolis, determinou a penhora de uma fazenda avaliada em R$ 17,6 milhões pertencente ao pecuarista Claudecy Oliveira Lemes, conhecido como o “maior desmatador do Pantanal”. A medida busca garantir o pagamento de uma dívida de R$ 15,2 milhões cobrada pelo Banco do Brasil.

Na decisão, publicada nesta quinta-feira (15), o magistrado também rejeitou o pedido da instituição financeira para bloquear outros imóveis do fazendeiro e quebrar seu sigilo bancário.

A cobrança tramita na Justiça desde 2024 e envolve um débito de R$ 15.228.453,70. Para assegurar o recebimento, o banco havia solicitado medidas sobre diversas propriedades do pecuarista, localizadas em diferentes municípios.

A defesa de Claudecy contestou os pedidos, alegando que as restrições eram desnecessárias, já que uma das propriedades havia sido oferecida como garantia hipotecária da operação financeira.

Trata-se da Fazenda Bom Sucesso, localizada em Santo Antônio de Leverger, que possui 5.887,4 hectares e valor estimado pela defesa em R$ 17.632.342.

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Ao analisar o processo, o juiz entendeu que a propriedade deve ser utilizada, inicialmente, para garantir a cobrança, uma vez que seu valor estimado supera o montante exigido pelo banco.

Para o magistrado, não há justificativa, neste momento, para ampliar as restrições patrimoniais antes de verificar se o imóvel dado em garantia é suficiente para quitar a dívida.

Com isso, determinou que a penhora fique limitada à Fazenda Bom Sucesso e que seja realizada uma avaliação judicial para confirmar o valor de mercado da área. O procedimento deverá ser realizado na comarca de Santo Antônio de Leverger.

Maior desmatador do Pantanal

Claudecy Oliveira Lemes ficou conhecido após ser investigado pela Polícia Civil por suspeita de promover desmatamento em larga escala no Pantanal mato-grossense, utilizando produtos químicos para destruir a vegetação nativa.

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O caso foi alvo da Operação Cordilheira, conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), após uma denúncia recebida em 2022.

As investigações apontaram que agrotóxicos eram lançados por aeronaves sobre áreas de vegetação nativa, em uma prática conhecida como “desmate químico”.

Segundo a Polícia Civil, o método representa riscos não apenas à flora, mas também aos animais e à população, já que as substâncias podem ser carregadas pelas águas durante os períodos de cheia e contaminar rios e outros ambientes do Pantanal.

O pecuarista possui aproximadamente 277 mil hectares de terras no bioma, extensão equivalente a 2,7 mil quilômetros quadrados e que representa quase 6% do Pantanal localizado em Mato Grosso.

Com base em valores de mercado de propriedades rurais da região, as áreas investigadas foram avaliadas em cerca de R$ 775,6 milhões.

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Pelas irregularidades ambientais identificadas, Claudecy recebeu multas que ultrapassam R$ 2,8 bilhões, valor apontado como a maior penalidade administrativa já aplicada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).

 

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