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Várzea Grande movimenta R$ 1,4 bilhão com mercado imobiliário em um ano

Com 6.887 imóveis comercializados em 2025, o município de Várzea Grande contabilizou R$ 1,414 bilhão em movimentação financeira no setor imobiliário. Os números constam no estudo Indicadores do Mercado Imobiliário, produzido pelo Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT), em parceria com a Secretaria Municipal de Fazenda e com apoio da Fecomércio-MT.
Ainda segundo o relatório, na comparação com os dados de 2024, foi registrada alta de 5,66% no número de unidades transacionadas e de 4,12% no faturamento.
Já o ticket médio apresentou queda de 1,64%, passando de R$ 208,7 mil em 2024 para R$ 205,3 mil em 2025.
O presidente do Secovi-MT e vice-presidente da Fecomércio-MT, Marco Pessoz, ressaltou que o movimento reflete o aumento na venda de imóveis de menor valor agregado, influenciado principalmente pela restrição de crédito e pela migração dos compradores para faixas de preço mais populares.
“O cenário é positivo em volume, mas exige cautela quanto à rentabilidade média dos produtos. O mercado está mais sensível ao preço, e a valorização real está concentrada nas regiões Leste e Oeste de Várzea Grande, consideradas áreas mais nobres da cidade”, afirmou Pessoz.
O levantamento também destaca a região Norte, considerada o motor do município, com 2.582 unidades vendidas e R$ 552 milhões movimentados. Já a região Sul registrou queda de 51,08% no ticket médio anual, consolidando-se como polo de habitação de interesse social, com alta absorção de unidades populares.
Pessoz afirmou ainda que a expectativa para 2026 é de estabilidade, com o mercado dependente de novos incentivos habitacionais federais e estaduais para manter o ritmo de vendas no segmento popular.
Ampliação da pesquisa
O presidente do Secovi-MT destacou a necessidade de ampliar o levantamento para outros municípios do estado, o que pode trazer mais transparência e aprofundamento sobre o mercado imobiliário regional.
“Ao ampliarmos esse levantamento para municípios como Várzea Grande, oferecemos aos gestores públicos e ao próprio mercado uma ferramenta gratuita e qualificada para depurar e corrigir dados cadastrais. Isso permite uma leitura mais fiel da realidade local e contribui para decisões mais assertivas, não só para a cidade, mas para o desenvolvimento do mercado imobiliário em todo o estado”, concluiu.
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Polícia Civil mira rede de abuso sexual infantil e cumpre mandados em Comodoro

de busca e apreensão contra investigados por integrar uma rede de aliciamento e abuso sexual de menores de 14 anos em Comodoro.
As diligências foram cumpridas por equipes da Delegacia de Comodo na zona rural do município, com o objetivo de apreender aparelhos celulares, computadores e demais dispositivos eletrônicos que possam comprovar o envolvimento dos investigados nos crimes apurados.
As medidas foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cáceres, que também autorizou a extração integral dos dados dos aparelhos apreendidos.
A investigação teve início em agosto de 2025, após a Polícia Civil tomar conhecimento de que menores de 14 anos estavam sendo vítimas de abuso sexual. A análise de dados de aparelhos celulares revelou milhares de mensagens trocadas por meio de redes sociais, com conteúdo de aliciamento, pedidos de fotografias íntimas e convites para encontros de natureza sexual.
Os investigados, todos homens adultos, se aproximavam das vítimas por meio de perfis em redes sociais e mantinham contato frequente, que evoluía para conversas de cunho sexual explícito, pedidos de fotografias íntimas e de áudios, envio de imagens impróprias e convites para encontros, inclusive com mais de uma pessoa.
A apuração identificou o uso de perfis alternativos e de linhas telefônicas e contas de e-mail registradas em nome de terceiros, além de mensagens apagadas após o contato com as vítimas, o que, para a investigação, indica tentativa de dificultar a identificação dos autores e de eliminar provas.
Um dos perfis usados nas conversas teve a titularidade atribuída a pessoas diferentes ao longo das oitivas, e a identificação do seu verdadeiro usuário é um dos objetivos desta fase.
Operação Scutum Innocentia
Na primeira fase da operação, realizada em outubro de 2025, foram cumpridos mandados de busca contra cinco investigados, que admitiram, em diferentes graus, ter mantido conversas com as adolescentes pelas redes sociais.
Parte deles reconheceu ter solicitado fotografias íntimas ou áudios das vítimas, e um deles admitiu ter enviado imagem própria com partes do corpo expostas.
O aprofundamento das apurações permitiu identificar novos suspeitos, alvos desta segunda etapa. Até o momento, ao menos 10 pessoas foram identificadas como envolvidas na rede, e as diligências desta fase também buscam identificar outros possíveis participantes.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de estupro de vulnerável e aliciamento de criança ou adolescente por meio de comunicação para a prática de ato libidinoso, sem prejuízo de outros delitos previstos no ECA que venham a ser constatados com a perícia dos aparelhos.
“Eu quero reforçar o compromisso permanente da Polícia Civil com a proteção de crianças e adolescentes e orientar pais e responsáveis a acompanharem o uso de celulares e redes sociais pelos filhos, evitando a aproximação de criminosos sexuais”, disse o delegado de Comodoro Mateus Almeida Oliveira Reiners.
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Assalto a clínica veterinária termina com dois suspeitos baleados e um preso em Cuiabá

Segundo a PM, funcionários foram feitos reféns e obrigados a transferir dinheiro por Pix; os dois feridos usavam tornozeleiras eletrônicas
Dois suspeitos que usavam tornozeleiras eletrônicas foram baleados durante uma ação policial em uma clínica veterinária no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá, na madrugada de quarta-feira (21). Um terceiro suspeito foi preso no estabelecimento, onde funcionários foram rendidos durante um assalto.
Conforme o boletim de ocorrência, os envolvidos chegaram em duas motocicletas e anunciaram o roubo. Acionados, os policiais militares entraram na clínica e encontraram um dos suspeitos tentando escapar pelo telhado. Segundo o registro, ele disse que não seria capturado e que atiraria contra a equipe. Um policial efetuou um disparo, que atingiu a perna esquerda do homem.
Em outro ambiente, dois médicos-veterinários relataram que os assaltantes haviam levado celulares e uma aliança. Eles também disseram que funcionários foram ameaçados e obrigados a fazer transferências por Pix, enquanto outras vítimas permaneciam sob o domínio de um suspeito em uma sala.
Durante a busca, os militares encontraram um segundo homem saindo de um cômodo com um objeto semelhante a um revólver. De acordo com a PM, ele se virou em direção aos policiais e foi atingido por um tiro no tórax. Depois do disparo, a equipe verificou que o objeto era um simulacro de arma de fogo.
As funcionárias foram encontradas em estado de choque. O terceiro suspeito estava escondido atrás de uma porta e foi preso. Os dois baleados receberam atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foram levados ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde permaneceram sob escolta policial durante o atendimento.
Na ocorrência, os policiais recuperaram um celular, uma aliança, uma corrente de ouro e US$ 289,50 em dinheiro.
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Entidades promovem checagem de fatos em tempo real durante debate presidencial na Globo

Coalizão de jornalistas e pesquisadores vai analisar falas de Lula e Flávio Bolsonaro nesta sexta-feira (23) para combater a desinformação
Quem acompanhar o debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, nesta sexta-feira (23), poderá conferir, em tempo real, a checagem de informações apresentadas pelos candidatos durante o confronto, que vai ao ar às 21h20, na emissora Globo.
A proposta é permitir que o público acompanhe análises e contextualizações de dados à medida que as declarações forem feitas, ampliando o acesso a informações verificadas na reta final da campanha eleitoral.
Uma das iniciativas foi organizada por jornalistas, pesquisadores e entidades ligadas à comunicação e ao enfrentamento da desinformação.
Segundo os organizadores, profissionais e instituições parceiras atuarão em uma sala virtual de checagem para analisar afirmações feitas pelos candidatos ao longo do debate.
Participam da mobilização a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD), a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e a AletheiaFact.org.
A iniciativa reúne também entidades como a Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar), a Socicom, a COAR Notícias e o Coletivo Bereia.
As checagens serão transmitidas ao vivo pelos canais do YouTube da Fenaj e da RNCD:
– Canal da Fenaj: https://www.youtube.com/@FENAJoficial
– Canal da RNCD: https://www.youtube.com/@RNCDBRASIL
Voto consciente
De acordo com os organizadores, a proposta é complementar o trabalho desenvolvido por agências especializadas de checagem de fatos. A presidenta da FENAJ, Samira de Castro, afirmou que a iniciativa busca contribuir para o exercício consciente do direito ao voto em um ambiente marcado pela intensa circulação de conteúdos nas redes sociais.
A criadora da RNCD, Ana Regina Rêgo, disse que a proposta pretende aproximar a checagem do momento em que as declarações são feitas e chegam ao público. Segundo ela, a iniciativa busca ampliar o acesso da população à informação confiável durante o debate para que os eleitores possam avaliar as falas dos candidatos de forma consciente.
Já a presidenta da Intercom, Iluska Coutinho, afirmou que a comunicação e a pesquisa científica têm papel importante na defesa da democracia e no enfrentamento à desinformação.
Debate anterior
A iniciativa foi anunciada após o debate presidencial promovido pela Band no último domingo (18).
Em nota divulgada após o confronto, a FENAJ criticou o formato do programa e avaliou que provocações e ataques prejudicaram o esclarecimento dos eleitores.
Para a entidade, “o jornalismo não pode ser refém da lógica do espetáculo, da audiência a qualquer preço ou das estratégias de candidatos que desprezam o diálogo democrático”.
A federação acrescentou que, “quando perguntas não são respondidas, afirmações falsas deixam de ser confrontadas e argumentos são substituídos por encenações, quem perde é a população brasileira”.
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