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Após tarifaço, exportações de frutas seguem firmes e setor busca novos mercados

A fruticultura brasileira já não demonstra a mesma preocupação com as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos. Essa é a percepção de Anderson Jorge Dib, gestor de projetos setoriais da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), ao avaliar os impactos das tarifas no setor quase um ano depois.
O motivo, segundo ele, é bem simples. “Boa parte da manga que os Estados Unidos importa não tem outra opção de fornecedor”, afirma. No momento do anúncio do tarifaço, pequenos produtores viram as mangas encalharem e os preços caírem, uma vez que as frutas começaram a ser redirecionadas ao mercado nacional.
Apesar dos temores, Dib ressalta que a manga foi o principal produto exportado em 2025 pelo setor nacional. Isso porque houve o interesse de empresas dos Estados Unidos em manter as compras do Brasil. “Tanto comprador quanto vendedor acabaram negociando entre si, reduzindo suas margens de lucro, e a manga brasileira continuou sendo exportada”, diz.
As perspectivas foram apresentadas durante o lançamento da Fruit Attraction São Paulo 2026, nesta terça-feira (10), na sede da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. O evento ocorre entre os dias 24 e 26 de março na capital paulista, com expectativa de reunir 18 mil participantes e atingir um faturamento superior a R$ 1 bilhão em negócios.
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Abertura de novos mercados é ponto-chave
Não foi só a manga que alcançou resultados surpreendentes no ano passado. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), os embarques totais atingiram US$ 1,45 bilhão, um aumento de 12% em comparação com 2024. Em volume, o crescimento das exportações foi de 19%.
Mesmo diante dos impactos limitados do tarifaço, a ampliação de mercados é uma das questões mais defendidas pelo setor. “O Brasil é um dos maiores produtores de frutas do mundo, mas apenas o 23º ou 24º maior exportador”, aponta Maurício Macedo, CEO da Fiera Milano Brasil, uma das organizadoras da Fruit Attraction São Paulo.
Na avaliação dele, a feira é uma chance de atrair novos compradores e também de fomentar a participação de pequenos produtores. “O produtor pega um voo do seu estado e participa de uma feira internacional no Brasil. Isso amplia o conhecimento e as oportunidades”, afirma.
Diante disso, a ApexBrasil também reforça a abertura de novos mercados como essencial para o setor seguir evoluindo. Dib lembra que o Brasil já abriu 527 mercados de exportação desde 2023, mas problemas relacionados à logística ainda preocupam.
“Conseguimos abrir o mercado de uva na China, que era uma dificuldade. Agora o desafio é logístico, porque há interesse, mas a logística ainda precisa ser viabilizada”, observa Dib. Nesse sentido, ele esclarece que existe a possibilidade de os primeiros embarques serem feitos por avião.
Perspectivas para a Fruit Attraction
Em 2025, a Fruit Attraction São Paulo recebeu quase 16,4 mil visitantes e 400 marcas expositoras de mais de 60 países. Para a edição deste ano, Macedo aponta o potencial das frutas brasileiras e a adesão de países que querem expor os produtos no país.
“Vemos cada vez mais novos setores aderirem à feira, como o de logística. Nesse contexto, a feira se posiciona como uma grande plataforma de promoção da fruta brasileira para o mundo”, afirma. Além disso, ele destacou o trabalho das entidades representativas em levar os pequenos produtores a esse tipo de evento.
A expectativa de Dib para o evento marcado para março também é positiva. Segundo o representante da ApexBrasil, o interesse do mercado internacional pelas frutas brasileiras continua forte. “É impressionante a quantidade de visitantes que passam para experimentar frutas brasileiras”, reforça.
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Relatório da Amis incorpora dados da Conab sobre milho e trigo no Brasil

As informações de monitoramento agrícola e de acompanhamento das safras brasileiras elaboradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) passaram a integrar o relatório divulgado pelo Sistema de Informação do Mercado Agrícola (Amis) na quinta-feira (2). Na edição de julho do Crop Monitor, o documento apontou condições favoráveis para as lavouras de milho e trigo no Brasil até 28 de junho.
O relatório internacional é coordenado pelo Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Geoglam) e reúne observações por satélite, modelagem climática e avaliações técnicas para analisar a produção agrícola em escala mundial.
Na leitura sobre o Brasil, a edição de julho classificou como favoráveis as condições do milho segunda safra, com destaque para a região Centro-Oeste. O trigo também apareceu com avaliação favorável, com foco nas lavouras do Sul do país. No documento, a classificação favorável é usada para descrever condições próximas à média.
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Segundo a Conab, as análises apresentadas no relatório convergem com os boletins recentes produzidos pela companhia para o acompanhamento das safras nacionais. A inclusão desses dados em uma publicação de alcance internacional amplia a presença das informações sistematizadas pela estatal em avaliações voltadas ao mercado agrícola global.
O relatório da Amis também traz projeções climáticas sobre a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 e no início de 2027, com eventuais influências sobre precipitações e temperatura. Além do cenário brasileiro, o documento reúne informações sobre o desenvolvimento do trigo e do milho nas principais regiões produtoras dos cinco continentes.
A edição de julho do Crop Monitor da Amis incorporou os dados da Conab e manteve avaliação favorável para o milho segunda safra no Centro-Oeste e para o trigo no Sul, em um monitoramento internacional voltado às condições das lavouras e ao ambiente climático global.
Fonte: gov.br
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Rio Grande do Sul terá fim de semana seco e volta da chuva na próxima semana

O Rio Grande do Sul deve ter tempo mais seco ao longo do fim de semana, antes da volta da instabilidade nos próximos dias. Segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 27/2026, a chuva deve retornar entre segunda-feira (6) e terça-feira (7) em praticamente todo o estado, com os maiores volumes previstos para a metade Norte.
O boletim foi elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Para sexta-feira (3), a previsão indica declínio das temperaturas e possibilidade de geada em diversas regiões do estado. Também há chance de rajadas de vento nas regiões litorâneas e em áreas adjacentes.
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No sábado (4), e até a manhã de domingo (5), a frente fria que ingressou no estado a partir da quinta-feira anterior deixa de influenciar o tempo no território gaúcho. Com isso, não há previsão de chuva significativa na maior parte das regiões.
Ao final de domingo (5), uma nova frente fria deve se aproximar do estado, favorecendo a volta da instabilidade. Na segunda-feira (6) e na terça-feira (7), a previsão é de chuva em todas as regiões, com maiores acumulados novamente concentrados na metade Norte.
Na quarta-feira (8), o sistema perde força e se afasta, reduzindo sua influência sobre o estado. A previsão indica apenas chuva isolada.
Ao longo da semana, os acumulados de precipitação devem variar entre zero e 50 milímetros, com pontos isolados podendo superar esse volume.
Atualizado semanalmente, o boletim agrometeorológico reúne informações sobre o tempo e acompanha a situação de diferentes culturas e criações de animais no Rio Grande do Sul.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Inmet prevê maior demanda hídrica nas lavouras em julho

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê temperaturas acima da média histórica ao longo de julho em grande parte do Brasil, com maior intensidade na porção Centro-Norte do território nacional. Segundo o instituto, o cenário eleva a demanda hídrica das culturas agrícolas e pode reduzir o armazenamento de água no solo, com efeitos sobre lavouras em desenvolvimento, pastagens e sistemas produtivos mais dependentes das precipitações.
De acordo com o Inmet, o quadro climático terá efeitos distintos conforme a cultura e a região. No Centro-Oeste, grande parte das lavouras de milho segunda safra e algodão está na fase final do ciclo produtivo, período em que o tempo seco favorece a maturação.
Para o algodão, o instituto afirma que as temperaturas mais elevadas favorecem a abertura dos capulhos, reduzem a incidência de doenças associadas ao excesso de umidade e ampliam as janelas operacionais de colheita. No oeste do Estado da Bahia, a previsão também tende a beneficiar a fase final do ciclo da cultura e o avanço da colheita.
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Em outra direção, o Inmet indica maior necessidade de atenção ao manejo hídrico nas lavouras de feijão terceira safra na Região Nordeste e nos cultivos irrigados da Região Sudeste. Segundo o instituto, os efeitos do calor podem comprometer o florescimento e o enchimento de grãos do feijão terceira safra.
Em áreas dos Estados de Mato Grosso e Goiás, o tempo seco tende a reduzir os níveis de armazenamento de água no solo. Já na Região Sul, o prognóstico aponta volumes de chuva próximos ou acima da média climatológica na maior parte do período, condição que, segundo o Inmet, favorece o desenvolvimento das culturas de inverno pela adequada disponibilidade hídrica.
Ao mesmo tempo, o instituto destaca que, nas culturas de inverno da região Sul, a combinação de umidade e temperaturas elevadas favorece a ocorrência de doenças fúngicas.
O cenário projetado pelo Inmet para julho combina aquecimento acima da média em grande parte do País com efeitos distintos entre regiões e culturas, exigindo atenção ao manejo hídrico, ao desenvolvimento das lavouras e às condições fitossanitárias no campo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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