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3 de julho de 2026

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Queda nos preços da soja e foco na colheita limitam negociações expressivas em Mato Grosso

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

As vendas de soja e milho da safra 2025/26 em Mato Grosso seguem à passos “lentos”. A desvalorização dos grãos é apontada como um dos principais fatores que limitam as negociações. Enquanto o preço do cereal caiu 3,61%, o da oleaginosa recuou 3,96% em relação a dezembro.

As vendas de soja no primeiro mês de 2026 alcançaram 49,49% da produção prevista, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), avanço mensal de 5,34 pontos percentuais em relação a dezembro. Tal progresso está atrelado à necessidade de alguns produtores fazerem caixa.

Apesar das negociações da oleaginosa 2025/26, ressalta o Instituto, estarem à frente do observado na safra 2024/25 no mesmo período de 48,97%, as mesmas ainda estão atrasadas em comparação com a média dos últimos cinco anos de 52,55%.

No que se refere ao valor médio da soja no estado, o indicador encerrou o mês em R$ 104,12 a saca de 60 quilos. De acordo com o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, a expectativa do produtor mato-grossense era que houvesse uma aceleração nas vendas, principalmente, com a entrada da safra ou com o avanço dos preços.

Ele ressalta que o produtor vive um momento em que “está meio que numa encruzilhada”, pois necessita comercializar nos próximos meses, uma vez que “nós não temos espaço” e “desafios”. “Ele precisa fazer caixa também pela necessidade de composição para pagar as contas. E o desafio para tudo isso é essa pressão”.

Rentabilidade em cima da produtividade da soja

Conforme Gauer, o que se tem visto é o produtor mato-grossense “fazer média para baixo”. “Como os preços estão caindo e a comercialização avançando, temos visto uma pressão nas margens. De maneira geral o que temos visto, assim como aconteceu na safra passada, ele vai ser agraciado por uma produtividade melhor do que esperava”.

A expectativa é de que a rentabilidade no campo “melhore um pouco, não por causa de preço, mas por conta de produzir mais”, salienta.

Em relação à safra 2026/27 o relatório do Imea, divulgado nesta segunda-feira (9), mostra que a comercialização da soja atingiu 1,46% da produção prevista, avanço de 0,70 ponto percentual no comparativo mensal. O progresso segue lento no comparativo com as vendas iniciais da temporada 2025/26, que em janeiro de 2025 estavam em 2,65%, e a média histórica de 7,62%.

O ritmo decorre da elevada oferta no mercado e dos preços ainda pressionados. O preço médio da safra 26/27 negociado no mês foi de R$ 102,33 a saca.

Mais Milho Mafra Santa Catarina Juliano Ambrosini/Canal Rural Mato Grosso
Foto: Juliano Ambrosini/Canal Rural Mato Grosso

Milho “acelerado” ante safra anterior

Quanto à safra 2025/26 de milho 32% dela estava travada em janeiro, foi observado um avanço de 5,49 pontos percentuais, em relação a safra 2024/25 no mesmo período. Naquela época, o estado estava com apenas 26,51% da produção negociada.

Contudo, destaca o Imea, na variação mensal com dezembro a atual temporada apresentou expansão de apenas 2,77 pontos percentuais nas negociações e está atrasada ante os 37,39% da média das últimas cinco safras.

O Instituto pontua que o cenário na comercialização é explicado por um maior foco do produtor na semeadura do cereal.

Em relação ao preço do cereal futuro, houve queda mensal de 3,61%, com média de R$ 44,29 a saca negociada.

Algodão Pluma foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso 1
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Cotonicultores mais dispostos para negociar

O algodão também apresenta avanços nas vendas. Em janeiro a comercialização de pluma safra 2025/26 atingiu 54,81% da produção projetada, representando um avanço mensal de 8,10 pontos percentuais no comparativo mensal. O resultado decorre de os cotonicultores estarem mais dispostos em negociar em meio ao avanço do plantio.

Quando comparado com o ciclo 2024/25 no período analisado observa-se que as atuais vendas estão 5,99 pontos percentuais à frente. Em contrapartida, assim como na soja e no milho, está atrás da média histórica de 55,90%.

Em relação a temporada 2026/27, o Imea trouxe a primeira divulgação de comercialização, que alcançou 5,35% da produção prevista de pluma. Desta forma, as negociações se encontram 1,96 ponto percentual adiantadas quando comparadas às do mesmo período da safra 2025/26, porém 2,16 pontos percentuais atrás no comparativo com a média dos últimos cinco anos.


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Relatório da Amis incorpora dados da Conab sobre milho e trigo no Brasil

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As informações de monitoramento agrícola e de acompanhamento das safras brasileiras elaboradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) passaram a integrar o relatório divulgado pelo Sistema de Informação do Mercado Agrícola (Amis) na quinta-feira (2). Na edição de julho do Crop Monitor, o documento apontou condições favoráveis para as lavouras de milho e trigo no Brasil até 28 de junho.

O relatório internacional é coordenado pelo Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Geoglam) e reúne observações por satélite, modelagem climática e avaliações técnicas para analisar a produção agrícola em escala mundial.

Na leitura sobre o Brasil, a edição de julho classificou como favoráveis as condições do milho segunda safra, com destaque para a região Centro-Oeste. O trigo também apareceu com avaliação favorável, com foco nas lavouras do Sul do país. No documento, a classificação favorável é usada para descrever condições próximas à média.

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Segundo a Conab, as análises apresentadas no relatório convergem com os boletins recentes produzidos pela companhia para o acompanhamento das safras nacionais. A inclusão desses dados em uma publicação de alcance internacional amplia a presença das informações sistematizadas pela estatal em avaliações voltadas ao mercado agrícola global.

O relatório da Amis também traz projeções climáticas sobre a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 e no início de 2027, com eventuais influências sobre precipitações e temperatura. Além do cenário brasileiro, o documento reúne informações sobre o desenvolvimento do trigo e do milho nas principais regiões produtoras dos cinco continentes.

A edição de julho do Crop Monitor da Amis incorporou os dados da Conab e manteve avaliação favorável para o milho segunda safra no Centro-Oeste e para o trigo no Sul, em um monitoramento internacional voltado às condições das lavouras e ao ambiente climático global.

Fonte: gov.br

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Rio Grande do Sul terá fim de semana seco e volta da chuva na próxima semana

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O Rio Grande do Sul deve ter tempo mais seco ao longo do fim de semana, antes da volta da instabilidade nos próximos dias. Segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 27/2026, a chuva deve retornar entre segunda-feira (6) e terça-feira (7) em praticamente todo o estado, com os maiores volumes previstos para a metade Norte.

O boletim foi elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Para sexta-feira (3), a previsão indica declínio das temperaturas e possibilidade de geada em diversas regiões do estado. Também há chance de rajadas de vento nas regiões litorâneas e em áreas adjacentes.

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No sábado (4), e até a manhã de domingo (5), a frente fria que ingressou no estado a partir da quinta-feira anterior deixa de influenciar o tempo no território gaúcho. Com isso, não há previsão de chuva significativa na maior parte das regiões.

Ao final de domingo (5), uma nova frente fria deve se aproximar do estado, favorecendo a volta da instabilidade. Na segunda-feira (6) e na terça-feira (7), a previsão é de chuva em todas as regiões, com maiores acumulados novamente concentrados na metade Norte.

Na quarta-feira (8), o sistema perde força e se afasta, reduzindo sua influência sobre o estado. A previsão indica apenas chuva isolada.

Ao longo da semana, os acumulados de precipitação devem variar entre zero e 50 milímetros, com pontos isolados podendo superar esse volume.

Atualizado semanalmente, o boletim agrometeorológico reúne informações sobre o tempo e acompanha a situação de diferentes culturas e criações de animais no Rio Grande do Sul.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Inmet prevê maior demanda hídrica nas lavouras em julho

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê temperaturas acima da média histórica ao longo de julho em grande parte do Brasil, com maior intensidade na porção Centro-Norte do território nacional. Segundo o instituto, o cenário eleva a demanda hídrica das culturas agrícolas e pode reduzir o armazenamento de água no solo, com efeitos sobre lavouras em desenvolvimento, pastagens e sistemas produtivos mais dependentes das precipitações.

De acordo com o Inmet, o quadro climático terá efeitos distintos conforme a cultura e a região. No Centro-Oeste, grande parte das lavouras de milho segunda safra e algodão está na fase final do ciclo produtivo, período em que o tempo seco favorece a maturação.

Para o algodão, o instituto afirma que as temperaturas mais elevadas favorecem a abertura dos capulhos, reduzem a incidência de doenças associadas ao excesso de umidade e ampliam as janelas operacionais de colheita. No oeste do Estado da Bahia, a previsão também tende a beneficiar a fase final do ciclo da cultura e o avanço da colheita.

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Em outra direção, o Inmet indica maior necessidade de atenção ao manejo hídrico nas lavouras de feijão terceira safra na Região Nordeste e nos cultivos irrigados da Região Sudeste. Segundo o instituto, os efeitos do calor podem comprometer o florescimento e o enchimento de grãos do feijão terceira safra.

Em áreas dos Estados de Mato Grosso e Goiás, o tempo seco tende a reduzir os níveis de armazenamento de água no solo. Já na Região Sul, o prognóstico aponta volumes de chuva próximos ou acima da média climatológica na maior parte do período, condição que, segundo o Inmet, favorece o desenvolvimento das culturas de inverno pela adequada disponibilidade hídrica.

Ao mesmo tempo, o instituto destaca que, nas culturas de inverno da região Sul, a combinação de umidade e temperaturas elevadas favorece a ocorrência de doenças fúngicas.

O cenário projetado pelo Inmet para julho combina aquecimento acima da média em grande parte do País com efeitos distintos entre regiões e culturas, exigindo atenção ao manejo hídrico, ao desenvolvimento das lavouras e às condições fitossanitárias no campo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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