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Milho em alta: Juína aposta na segunda safra para impulsionar a pecuária

Localizada no noroeste de Mato Grosso, Juína vive um momento de reorganização produtiva que amplia o protagonismo do município no agronegócio estadual. A diversidade de atividades, aliada à regularização ambiental e ao avanço dos investimentos privados, vem fortalecendo a economia local e abrindo novas perspectivas de crescimento sustentável.
Tradicionalmente ligada à base florestal e à pecuária, a cidade passa por um processo de transição marcado pela segurança jurídica e pela ampliação das cadeias produtivas. Para o produtor rural Alcides Szulczewski Filho, esse cenário cria condições concretas para novos ciclos de desenvolvimento. “É uma das cidades hoje mais pujante, tendo em vista várias frentes. Podemos citar o setor madeireiro, que é muito forte aqui, é uma madeira totalmente legalizada dentro de áreas documentadas”, diz.
Ele observa que a legalização trouxe estabilidade para quem produz. “É uma segurança jurídica que nós do setor buscávamos há muito tempo e agora conseguimos chegar em um ponto que dá para trabalhar de forma legal, preservando o meio ambiente e explorando apenas aquelas árvores que estão maduras para o abate”, completa em entrevista ao Projeto Mais Milho.

Soja ocupa áreas degradadas e sinaliza nova fronteira agrícola
Além da madeira, do minério e da pecuária, a agricultura começa a redesenhar a paisagem produtiva de Juína. Áreas antes ocupadas por pastagens degradadas estão sendo convertidas em lavouras de soja, com resultados que surpreendem os produtores e reforçam o potencial agrícola da região.
O produtor rural Renato Tozzo destaca que mesmo solos com menor teor de argila têm respondido bem. “Tem áreas que a gente está produzindo soja com 18% de argila e ela está dando 70 sacas de soja”, relata. Já em áreas mais argilosas, o desempenho também chama atenção. “Tenho uma área de 75% de argila aqui tem uma produção altíssima”, acrescenta.
Diante dos resultados, os investimentos seguem em ritmo de crescimento. “O potencial agrícola da nossa região é excelente. Agora a gente vem diversificando as nossas máquinas e aumentando as nossas áreas também”, conta Renato à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Milho amplia renda e fortalece a integração com a pecuária
Na sequência da soja, o milho ganha espaço como alternativa estratégica de renda e como elo fundamental com a pecuária. O grão passa a integrar a alimentação animal, estimula sistemas mais intensificados e cria expectativa de maior agregação de valor dentro do próprio município.
O prefeito de Juína, Paulo Augusto Veronese, avalia que esse movimento amplia as oportunidades de industrialização. “Nós temos a base florestal muito forte e hoje uma oferta de biomassa na região, além do milho que está chegando, com possibilidade de instalação de indústrias que necessitam dessa biomassa para geração de energia”, pontua.
Ele ressalta que o aumento da produção também fortalece a busca por novos investimentos. “Com a produção de milho aumentando, a gente está almejando investimentos, principalmente com relação ao etanol. Essa mudança de modelo de negócio tem ajudado muito na economia e tem trazido muitas oportunidades”, observa. Para o prefeito, o milho passou a ser um componente central da estratégia produtiva local, contribuindo para agregar valor à pecuária.

Clima favorece produtividade e mantém consumo na região
As condições climáticas de Juína também colaboram para o bom desempenho das lavouras. O engenheiro agrônomo Joelton Simionatto acompanha de perto a evolução da cultura e destaca a regularidade das chuvas. “A gente tem chuvas bem regulares, a janela é bem definida, e plantando milho até dia 20 de fevereiro conseguimos excelentes produtividades”, explica.
Mesmo em áreas mais baixas, os resultados têm sido consistentes. “O milho tem se mostrado responsivo em produtividade, com médias de 140, 160 sacas e, em algumas áreas melhores, até 180 sacas”, detalha. Segundo ele, a maior parte da produção permanece no próprio município. “Como a pecuária é bastante intensificada, a demanda de milho é grande e praticamente nada do que se produz aqui hoje vai para fora”, relata.
Integração recupera áreas e projeta novos ciclos de crescimento
Na fazenda de Alcides Szulczewski Filho, os primeiros 700 hectares de milho marcam a estreia da cultura em um sistema integrado com a pecuária. O produtor conta ao Canal Rural Mato Grosso que o início exige atenção especial ao manejo do solo. “Como estamos produzindo em áreas mistas, nos primeiros anos é bom fazer uma correção melhor no solo, porque ele é um pouco diferenciado”, diz.
A proposta, conforme ele, não substitui a atividade pecuária, mas amplia suas possibilidades. “A pecuária não vai se perder no caminho porque a agricultura chegou, ela vai integrar junto com a agricultura”, afirma. O planejamento inclui soja, milho, algodão e gergelim, com uso das áreas na entressafra para a engorda do gado.
Ao projetar o futuro, Alcides resume a percepção de quem aposta no município. “Juína é um monstro adormecido no desenvolvimento de Mato Grosso”.

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Relatório da Amis incorpora dados da Conab sobre milho e trigo no Brasil

As informações de monitoramento agrícola e de acompanhamento das safras brasileiras elaboradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) passaram a integrar o relatório divulgado pelo Sistema de Informação do Mercado Agrícola (Amis) na quinta-feira (2). Na edição de julho do Crop Monitor, o documento apontou condições favoráveis para as lavouras de milho e trigo no Brasil até 28 de junho.
O relatório internacional é coordenado pelo Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Geoglam) e reúne observações por satélite, modelagem climática e avaliações técnicas para analisar a produção agrícola em escala mundial.
Na leitura sobre o Brasil, a edição de julho classificou como favoráveis as condições do milho segunda safra, com destaque para a região Centro-Oeste. O trigo também apareceu com avaliação favorável, com foco nas lavouras do Sul do país. No documento, a classificação favorável é usada para descrever condições próximas à média.
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Segundo a Conab, as análises apresentadas no relatório convergem com os boletins recentes produzidos pela companhia para o acompanhamento das safras nacionais. A inclusão desses dados em uma publicação de alcance internacional amplia a presença das informações sistematizadas pela estatal em avaliações voltadas ao mercado agrícola global.
O relatório da Amis também traz projeções climáticas sobre a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 e no início de 2027, com eventuais influências sobre precipitações e temperatura. Além do cenário brasileiro, o documento reúne informações sobre o desenvolvimento do trigo e do milho nas principais regiões produtoras dos cinco continentes.
A edição de julho do Crop Monitor da Amis incorporou os dados da Conab e manteve avaliação favorável para o milho segunda safra no Centro-Oeste e para o trigo no Sul, em um monitoramento internacional voltado às condições das lavouras e ao ambiente climático global.
Fonte: gov.br
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Rio Grande do Sul terá fim de semana seco e volta da chuva na próxima semana

O Rio Grande do Sul deve ter tempo mais seco ao longo do fim de semana, antes da volta da instabilidade nos próximos dias. Segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 27/2026, a chuva deve retornar entre segunda-feira (6) e terça-feira (7) em praticamente todo o estado, com os maiores volumes previstos para a metade Norte.
O boletim foi elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Para sexta-feira (3), a previsão indica declínio das temperaturas e possibilidade de geada em diversas regiões do estado. Também há chance de rajadas de vento nas regiões litorâneas e em áreas adjacentes.
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No sábado (4), e até a manhã de domingo (5), a frente fria que ingressou no estado a partir da quinta-feira anterior deixa de influenciar o tempo no território gaúcho. Com isso, não há previsão de chuva significativa na maior parte das regiões.
Ao final de domingo (5), uma nova frente fria deve se aproximar do estado, favorecendo a volta da instabilidade. Na segunda-feira (6) e na terça-feira (7), a previsão é de chuva em todas as regiões, com maiores acumulados novamente concentrados na metade Norte.
Na quarta-feira (8), o sistema perde força e se afasta, reduzindo sua influência sobre o estado. A previsão indica apenas chuva isolada.
Ao longo da semana, os acumulados de precipitação devem variar entre zero e 50 milímetros, com pontos isolados podendo superar esse volume.
Atualizado semanalmente, o boletim agrometeorológico reúne informações sobre o tempo e acompanha a situação de diferentes culturas e criações de animais no Rio Grande do Sul.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Inmet prevê maior demanda hídrica nas lavouras em julho

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê temperaturas acima da média histórica ao longo de julho em grande parte do Brasil, com maior intensidade na porção Centro-Norte do território nacional. Segundo o instituto, o cenário eleva a demanda hídrica das culturas agrícolas e pode reduzir o armazenamento de água no solo, com efeitos sobre lavouras em desenvolvimento, pastagens e sistemas produtivos mais dependentes das precipitações.
De acordo com o Inmet, o quadro climático terá efeitos distintos conforme a cultura e a região. No Centro-Oeste, grande parte das lavouras de milho segunda safra e algodão está na fase final do ciclo produtivo, período em que o tempo seco favorece a maturação.
Para o algodão, o instituto afirma que as temperaturas mais elevadas favorecem a abertura dos capulhos, reduzem a incidência de doenças associadas ao excesso de umidade e ampliam as janelas operacionais de colheita. No oeste do Estado da Bahia, a previsão também tende a beneficiar a fase final do ciclo da cultura e o avanço da colheita.
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Em outra direção, o Inmet indica maior necessidade de atenção ao manejo hídrico nas lavouras de feijão terceira safra na Região Nordeste e nos cultivos irrigados da Região Sudeste. Segundo o instituto, os efeitos do calor podem comprometer o florescimento e o enchimento de grãos do feijão terceira safra.
Em áreas dos Estados de Mato Grosso e Goiás, o tempo seco tende a reduzir os níveis de armazenamento de água no solo. Já na Região Sul, o prognóstico aponta volumes de chuva próximos ou acima da média climatológica na maior parte do período, condição que, segundo o Inmet, favorece o desenvolvimento das culturas de inverno pela adequada disponibilidade hídrica.
Ao mesmo tempo, o instituto destaca que, nas culturas de inverno da região Sul, a combinação de umidade e temperaturas elevadas favorece a ocorrência de doenças fúngicas.
O cenário projetado pelo Inmet para julho combina aquecimento acima da média em grande parte do País com efeitos distintos entre regiões e culturas, exigindo atenção ao manejo hídrico, ao desenvolvimento das lavouras e às condições fitossanitárias no campo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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