Sustentabilidade
Farsul: Exportações do agro caem em janeiro, apesar de diversificação de mercados de proteína – MAIS SOJA

A Farsul divulgou, nesta terça-feira (09), os resultados das exportações gaúchas de janeiro de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve uma queda de 13,7% no valor exportado (um total de US$ 1,06 bilhão em comparação com US$ 1,2 bilhão no mesmo período de 2025) e de 12,1% no volume, um total de 1,4 milhões de toneladas. Em janeiro de 2025, o estado havia exportado 1,6 milhões de toneladas. Esse resultado é um reflexo de condições econômicas menos favoráveis em alguns mercados e da redução de oferta de produtos relevantes da pauta exportadora.
O valor total exportado pelo Estado no período foi de US$ 1,44 bilhões, com o agronegócio sendo responsável por 73% deste montante (US$ 1,06 bilhões). Em termos de volume, o agronegócio representou 87% do total estadual no período.
Bons resultados em proteína animal e recorde de desempenho no arroz não conseguiram segurar a queda da soja e trigo.
O mercado de soja em grãos ainda sofre com os efeitos da estiagem, que acabou impactando a oferta do produto. Já o trigo sofre com baixos preços no mercado mundial. No setor de proteína, houve aumento expressivo das vendas de boi vivo para a Turquia. Em janeiro de 26, foram vendidos US$ 45 milhões e 15 mil toneladas, antes US$ 15 milhões e 6 mil toneladas em janeiro de 25.
Já o arroz apresentou um recorde de exportação para o mês de janeiro, com aumento de valor e volume, um movimento interessante diante do excesso de oferta do produto. Arroz em casca teve como principal destino a Venezuela, e arroz quebrado, Senegal e Países Baixos.
A carne bovina teve como principal destino a China, com US$ 9,6 milhões e 1,5 mil toneladas. O mercado da América do Norte teve aumento de vendas para o Canadá e México, o que compensou as quedas de venda para os Estados Unidos. Na Europa, o Reino Unido se torna cada vez mais um mercado relevante para o produto.
Houve também aumentos nas vendas para o exterior de carne de frango, a despeito das reduções de embarques para o Oriente Médio e China (que teve embarques zerados no período). Principais destinos foram Países Baixos, México, África do Sul, Bélgica e Espanha.
As Filipinas seguem como importante parceiro comercial no setor de carne suína, com US$ 37,8 milhões e 16 mil toneladas, mas o Chile teve um papel importante neste mercado, com US$ 7,6 milhões e 3,2 mil toneladas em janeiro de 2026.
O setor de fumo e derivados teve queda importante das vendas para a China. Foram exportados US$ 117 milhões e 14,6 mil toneladas em janeiro, menos da metade do mesmo período de 25.
Os produtos florestais, principalmente a celulose, também tiveram queda, que passaram de US$ 74 milhões e 131 mil toneladas em janeiro de 2025 para US$ 51 milhões e 103 mil toneladas em janeiro de 2026.
Sobre a guerra comercial com os Estados Unidos, as exportações do RS caíram de US$ 61 milhões para US$ 38 milhões, queda de 38%, enquanto o volume passou de 38 mil toneladas para 34 mil toneladas, queda de 9%.
Os principais parceiros comerciais do estado em dezembro foram a Ásia (exceto Oriente Médio), que manteve-se como o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho, totalizando US$ 514 milhões e 766 mil toneladas. Em segundo lugar aparece a Europa, com exportações de US$ 197 milhões, sendo US$ 131 milhões destinados à União Europeia. O Oriente Médio ocupou a terceira posição, com US$ 103 milhões.
Quanto aos países, a China permanece como principal destino, com US$ 191 milhões, representando 18% do valor exportado pelo agronegócio gaúcho. Na sequência destacam-se Índia (6%), Indonésia (5,9%), Países Baixos (5,5%) e Vietnã (4,7%), evidenciando a importância da diversificação de mercados, especialmente no continente asiático.
Fonte: Farsul
Autor:Farsul
Site: Farsul
Sustentabilidade
Fundamentos internacionais começam a mostrar viés mais construtivo ao mercado de arroz – MAIS SOJA

A consolidação de uma safra volumosa no Mercosul, associada ao avanço praticamente final da colheita no Brasil, mantém o mercado físico abastecido e limita movimentos mais consistentes de recuperação nas cotações. “Ao mesmo tempo, parte dos agentes passa a monitorar com maior atenção fatores internacionais que podem alterar gradualmente o equilíbrio global ao longo do segundo semestre”, destaca o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
No Brasil, a colheita nacional já supera 94% da área estimada, enquanto o Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão total dos trabalhos, consolidando uma produção estadual próxima de 7,9 milhões de toneladas (base casca) e uma safra brasileira ao redor de 11 milhões de toneladas.
“A produtividade média gaúcha significativa, acima de 8,8 toneladas por hectare em importantes regiões produtoras, somada ao bom rendimento de engenho e à elevada incidência de grãos inteiros, reforça a percepção de ampla disponibilidade física no mercado interno”, ressalta Oliveira.
Nesse ambiente, as cotações seguem trabalhando com viés pressionado, embora ainda relativamente sustentadas pela postura defensiva dos produtores mais capitalizados. Na Fronteira Oeste, as referências orbitam entre R$ 57 e R$ 59 por saca de 50 quilos, enquanto Campanha e Depressão Central operam entre R$ 56 e R$ 58. Nas regiões de maior qualidade industrial, como Zona Sul e Planícies Costeiras, os negócios permanecem entre R$ 62 e R$ 65.
O início da temporada já apresenta déficit na balança comercial do arroz, com importações superiores às exportações, reforçando a necessidade de retomada mais consistente do fluxo exportador para equilíbrio do mercado doméstico.
Apesar disso, o ambiente internacional começa a apresentar elementos potencialmente mais construtivos. “Chicago já opera perto de US$ 13 por quintal curto, refletindo percepção mais firme em relação aos fundamentos globais”, exemplifica.
O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou redução de área e produção mundial para 2025/26, além de estoques finais ligeiramente menores frente à temporada anterior. “Além disso, os riscos climáticos voltam a ganhar relevância”, acrescenta o consultor.
O retorno das discussões envolvendo El Niño, aliado às ondas de calor na Índia, excesso de chuvas em Bangladesh, custos elevados de fertilizantes, combustíveis e crédito agrícola mais caro, amplia o monitoramento sobre a capacidade produtiva global nas próximas temporadas, avalia o analista.
A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (14) cotada a R$ 60,24, queda de 2,29% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o recuo era de 4,40%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 21,16%.
Autor/Fonte: Rodrigo Ramos/ Agência Safras News
Sustentabilidade
Colheita do milho deve começar com atenção voltada às condições climáticas no Estado – MAIS SOJA

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 deve começar no final de maio, em meio a um cenário de atenção para às condições climáticas no Estado. A previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS), órgão ligado à Semadesc, indica temperaturas acima da média e distribuição irregular das chuvas entre os meses de junho a agosto de 2026, fatores que podem influenciar diretamente o andamento das operações no campo; a umidade dos grãos, e a logística de escoamento da produção.
Com a aproximação da entrada das máquinas nas lavouras, produtores rurais acompanham as condições meteorológicas para definir estratégias de colheita e transporte da produção. Em períodos de maior calor e baixa umidade, o ritmo das operações tende a acelerar, favorecendo a secagem natural dos grãos. Por outro lado, a ocorrência de chuvas isoladas pode provocar paralisações pontuais e impactar o fluxo logístico.
“A previsão climática exige atenção principalmente para o planejamento das operações no campo. Durante a colheita, o produtor também precisa redobrar os cuidados com a prevenção de incêndios, principalmente em áreas com grande volume de palhada seca. Temperaturas elevadas e baixa umidade favorecem a propagação do fogo”, destaca o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.
A expectativa é de avanço gradual da colheita durante junho e julho, período considerado estratégico para armazenagem, transporte e comercialização da safra sul-mato-grossense.
O monitoramento climático ganhou ainda mais relevância após os impactos registrados nas últimas safras em Mato Grosso do Sul. De acordo com dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, o milho segunda safra 2023/2024 sofreu perdas provocadas pelo estresse hídrico em diversas regiões do Estado. Mais de 90% dos municípios sul-mato-grossenses registraram impactos relacionados à falta de chuva, resultando em redução no potencial produtivo das lavouras.
“Nos últimos anos, o produtor rural enfrentou períodos prolongados de estiagem e irregularidade climática que afetaram diretamente o desenvolvimento das lavouras. Por isso, o acompanhamento das previsões meteorológicas se tornou uma ferramenta importante para o planejamento das operações no campo”, pontua Gabriel.
Outro ponto acompanhado pelo setor produtivo é a probabilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Os modelos climáticos indicam 92% de chance de formação do fenômeno no trimestre junho-julho-agosto, com tendência de intensificação ao longo do segundo semestre de 2026.
A presença do El Niño pode provocar mudanças no padrão climático do Estado, como temperaturas acima da média, períodos mais secos e aumento da variabilidade das chuvas, impactando diretamente as operações no campo e o planejamento agrícola.
Milho
Segundo dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, a expectativa para o milho segunda safra 2025/2026 é de área cultivada estimada em 2,206 milhões de hectares, produtividade média projetada em 84,2 sacas por hectare e produção de aproximadamente 11,139 milhões de toneladas.
Até o momento, o milho segunda safra apresenta predominância de lavouras em boas condições no Estado, cenário que mantém expectativa positiva para a safra sul-mato-grossense.
Fonte: Aprosoja/MS
Sustentabilidade
Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado finalizou a semana

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta sexta-feira (15). Mesmo com a forte valorização do dólar ao longo do dia, as cotações registraram poucas alterações, pressionadas pelas novas perdas em Chicago.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, a combinação entre a queda na Bolsa e a postura retraída do produtor voltou a limitar a comercialização.
“Chicago teve novamente uma tela vermelha, o produtor ficou afastado do mercado e houve pouco movimento nas negociações”, afirma.
O analista destaca que o ritmo perdeu força na reta final da semana, após momentos mais positivos nos dias anteriores. “Na semana houveram bons negócios, mas de quinta até hoje o mercado ficou travado”, resume.
Cotações médias da saca de soja
- Passo Fundo (RS): R$ 124
- Santa Rosa (RS): R$ 125
- Cascavel (PR): R$ 118
- Rondonópolis (MT): R$ 108
- Dourados (MS): R$ 111
- Rio Verde (GO): R$ 110
- Porto de Paranaguá (PR): R$ 129
- Porto de Rio Grande (RS): R$ 130
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa acentuada nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A frustração do tão aguardado encontro entre Donald Trump e Xi Jinping colocou o mercado nos menores níveis em duas semanas. Assim, a perda semanal ficou em 2,57% na posição março.
“O encontro finalmente ocorreu, mas com efeito negativo para os contratos. Na quinta, os contratos caíram acentuadamente, movimento que se estendeu na sexta. Tudo por conta da falta de informações precisas sobre possíveis novas compras de soja norte-americana por parte dos chineses. Essa expectativa vinha sustentando as cotações ao longo do ano”, detalha o analista.
Trump se limitou a dizer que os agricultores estudunidenses ficarão satisfeitos com os acordos comerciais firmados com a China durante sua visita oficial a Pequim. Segundo ele, a China comprará bilhões de dólares em soja de seu país.
Contudo, ele não apresentou detalhes sobre novos contratos, volumes ou prazos relacionados às compras anunciadas.
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Silveira ressalta que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, manteve o mesmo tom evasivo. Greer disse que Washington espera acordos envolvendo “dezenas de bilhões de dólares” em compras agrícolas chinesas ao longo dos próximos três anos.
De acordo com Greer, os entendimentos não envolvem apenas soja, mas um conjunto mais amplo de produtos agropecuários americanos. Ele ainda ressaltou que a China continua cumprindo o acordo firmado em outubro do ano passado para a importação de 25 milhões de toneladas anuais de soja dos Estados Unidos.
O representante comercial afirmou que a maior parte das novas compras deverá ocorrer mais adiante ao longo do ano.
Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 15,50 centavos de dólar, ou 1,29%, a US$ 11,77 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,76 1/2 por bushel, com retração de 13,25 centavos de dólar ou 1,11%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,80 ou 0,54% a US$ 334,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,88 centavos de dólar, com ganho de 0,22 centavo ou 0,29%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,58%, sendo negociado a R$ 5,0663 para venda e a R$ 5,0643 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0176 e a máxima de R$ 5,0816. Na semana, a valorização ficou em 3,5%.
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