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Operação da PF e Exército mira oficinas mecânicas que escondiam máquinas usadas em garimpo ilegal em terra indígena de MT

Escavadeiras, tratores e outros maquinários estavam sendo ocultados em oficinas para dificultar a fiscalização, segundo a Polícia Federal.
Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em casas e comércios nos dois municípios. A operação contou com o apoio do Exército Brasileiro e teve os mandados expedidos pela 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Cáceres.
As investigações tiveram início a partir de informações repassadas pela Polícia Rodoviária Federal, que apontaram a possível participação de empresários no armazenamento e manutenção de equipamentos usados em garimpos ilegais. Conforme a PF, escavadeiras, tratores e outros maquinários estavam sendo ocultados em oficinas para dificultar a fiscalização.
Segundo a polícia, o objetivo da ação é desarticular a logística do garimpo ilegal na região. O material apreendido será analisado para ajudar na identificação de financiadores da atividade. Os envolvidos podem responder por crimes ambientais e por usurpação de bens da União.
Histórico de exploração ilegal
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Maquinário apreendido — Foto: Polícia Federal
A Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda (MT) lidera, em 2025, o ranking nacional de alertas de garimpo, com 1.814 detecções, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Com uma área de 67 mil hectares e habitada por grupos indígenas da etnia Nambiquara, a TI Sararé está entre as mais afetadas pelo garimpo ilegal no Brasil, segundo o Ibama. Estima-se que aproximadamente 2 mil hectares tenham sido devastados pela exploração ilegal de ouro, impulsionada por organizações criminosas armadas que atuam na região.
A região foi alvo de uma ação da Polícia Federal no último dia 12, que investiga suspeitos de movimentar R$ 200 milhões com a extração e venda ilegal de ouro e pedras preciosas
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‘Exportação de soja deve reduzir o ritmo no 2º semestre e mercado tende a ficar mais calmo’, diz Vlamir Brandalizze

A soja em Mato Grosso fechou julho com a maior média de preços do ano. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a saca foi negociada, em média, a R$ 116,74, alta de 9,49% em relação a junho e de 3,91% na comparação com julho de 2025.
De acordo com o analista de mercado Vlamir Brandalizze, a valorização foi impulsionada pela combinação entre a alta das cotações na Bolsa de Chicago e o fortalecimento da demanda pela soja brasileira no mercado internacional. Segundo Brandalizze, o cenário favoreceu a comercialização da oleaginosa pelos produtores, que aproveitaram o momento para avançar nas vendas.
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Apesar do bom desempenho dos preços, o cenário é diferente para a indústria de esmagamento, que segue enfrentando desafios no mercado interno. O analista explica que a expectativa de aumento da mistura obrigatória de biodiesel não se confirmou em julho, reduzindo o potencial de crescimento da demanda por óleo de soja. Além disso, o consumo doméstico segue pressionado pelo ritmo mais lento da economia.
“A indústria esperava que o governo aumentasse a mistura do biodiesel para ampliar a demanda interna, mas isso não aconteceu. Outro fator é a demanda reprimida por óleo para consumo humano e para a indústria, devido à desaceleração da economia brasileira”, diz o especialista.
“Principalmente em Mato Grosso, o farelo de soja enfrenta uma concorrência forte com o DDG do milho. Isso acaba apertando o mercado da indústria”, completa Brandalizze.
O que esperar?
Para os próximos meses, Brandalizze avalia que o mercado deve entrar em um período de menor movimentação. A expectativa é de desaceleração das exportações brasileiras no segundo semestre, enquanto a oferta de DDG continuará aumentando com a expansão da indústria de etanol de milho.
“A exportação da soja deve diminuir o ritmo agora no segundo semestre. Espera-se um mercado mais calmo, sem aquela pressão de demanda aquecida. Vamos ter uma oferta maior de DDG, além da concorrência do óleo de milho produzido pelas usinas de etanol”, comenta.
Na avaliação do analista, esse conjunto de fatores deve manter o mercado doméstico mais equilibrado até o fim do ano.
“Não espero uma demanda muito aquecida. A indústria deve continuar trabalhando em um cenário de maior competição e de consumo interno mais moderado durante o restante do ano”, conclui.
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Ananias ameaça desfiliar críticos de Wellington no PL; Veja print!

Declaração em grupo de WhatsApp reforça tensão interna no Partido Liberal durante a campanha
O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que filiados que fizerem críticas públicas ao candidato ao Governo, Wellington Fagundes (PL), poderão ser convidados a deixar a sigla, inclusive aqueles que ocupam cargos eletivos.
A declaração foi feita em um grupo de apoiadores do partido no WhatsApp. Em resposta a uma notícia sobre a liberdade de integrantes do PL para não fazer campanha a Wellington, Ananias escreveu que ninguém é obrigado a pedir votos para o candidato, mas que quem fizer campanha contra Wellington ou o senador José Medeiros poderá ser solicitado a se desfiliar.
A manifestação ocorre em meio ao acirramento da crise interna do PL após a aliança com o MDB e a entrada da deputada estadual Janaina Riva na chapa majoritária, movimento que provocou resistência de parte das lideranças municipais e de aliados do partido.
Nos últimos dias, também vieram à tona articulações para uma possível punição a prefeitos do PL que demonstraram apoio a outras candidaturas ao Governo do Estado, evidenciando o racha interno da legenda durante o período eleitoral.
Veja o print
Agro Mato Grosso
Lei garante frete mínimo no transporte de cargas; saiba o que muda

Lei sancionada nesta quarta-feira (5) traz garantias ao pagamento do piso mínimo do frete a motoristas no transporte rodoviário de cargas. O texto aumenta a fiscalização sobre o pagamento do frete e combate o comércio ilegal de mercadorias.
A lei obriga a apresentação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes de o caminhão iniciar a viagem.
O CIOT garantirá, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que todas contratações de frete pagarão o piso mínimo. Caso contrário, o código não será emitido e fretes irregulares serão bloqueados ainda na fase de contratação.
O código está vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais. De acordo com a ANTT, a fiscalização do cumprimento das novas regras será automática e em larga escala. Dessa forma, o CIOT também é um mecanismo de combate ao comércio ilegal, de produtos sem nota fiscal.
Com a sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a medida provisória editada em março vira uma regra permanente.
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