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6 de agosto de 2026

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Presidente da Aprosoja questiona eficácia do pacote de Lula contra impactos do tarifaço de Trump

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O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Lucas Costa Beber, disse que não confiança no pacote de R$ 30 bilhões, anunciado pelo presidente Lula, para socorrer empresas afetadas pela tarifa de 50% dos Estados Unidos.

Beber disse que a proposta tem alcance limitado e não mitigará situação de todos os setores que devem ser atingidos. O governo federal, segundo ele, deveria ter conversado com os empresários antes da montar o pacote.

“Eu não acredito nesse pacote, o governo prometeu socorro para os produtores do sul que vem, há cinco anos, enfrentando secas e enchentes, e não ajudou [os produtores] aqui dentro do país [no início dos problemas na produção]. O presidente insiste em brigar com a maior economia do mundo e que é o país que mais investe no Brasil”, disse.

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O pacote foi anunciado na terça-feira (13). A principal medida é uma linha de crédito de R$ 30 milhões para ajudar empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump. O acesso ficará disponível a quem se comprometer a manter os empregos.

Beber disse que o argumento do governo federal de que preserva a soberania nacional, ao não entrar em negociação com os EUA, não se sustenta, pois o país não teria mecanismo para gerar segurança alimentar dos brasileiros, por dependência de produtos de outros países.

“Quando o presidente fala que nós temos que defender a nossa soberania, eu pergunto até onde vai a nossa soberania, se não temos nem segurança alimentar. Somos um país com o maior potencial de crescimento no fornecimento de produtores agrícolas, porém, nós importamos 85% dos nossos fertilizantes para produzir alimentos”, disse.

O empresário criticou a postura de Lula ao optar pela exploração do tema da “desdolarização” do mercado internacional, enquanto outros países, também afetados pelas tarifas mais alta de Trump, tem buscado negociação para a redução da cobrança.

“Nós temos que dialogar, primeiro tentar a negociação. Não podemos insistir em falar em desdolarização; nem a Rússia, nem a Índia, nem a China está falando em desdolarização. Eu não sei por que o presidente insiste nisso e acaba criando mais dificuldades nas negociações”, afirmou.

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Dança das cadeiras: Abilio oficializa novos secretários de Obras e de Educação na Capital

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Edson Brasil comandará a Infraestrutura a partir desta quinta-feira (6), enquanto Reginaldo Teixeira assume de vez a gestão da Educação

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, oficializou nesta quarta-feira (5), Edson Nivaldo Brasil de Oliveira como secretário municipal de Infraestrutura e Obras. Já Reginaldo Alves Teixeira, que respondia pela pasta e também interinamente pela Educação, foi efetivado como secretário municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de form a definitiva.

A nomeação de Edson Brasil reforça a estratégia da gestão de manter o ritmo das obras estruturantes em andamento na capital. Ele já está atuando nesta quinta-feira (6).

Com experiência em infraestrutura e gestão pública, o novo secretário assume a missão de dar continuidade aos projetos de pavimentação, drenagem, construção e manutenção da infraestrutura urbana. Já a efetivação de Reginaldo Teixeira na Educação consolida o trabalho que vinha sendo desenvolvido de forma interina à frente da pasta, garantindo continuidade às ações voltadas à rede municipal de ensino.

O prefeito Abilio Brunini destaca que as nomeações fortalecem a gestão e asseguram a continuidade dos projetos estratégicos da Prefeitura. “Estamos reforçando nossa equipe com profissionais preparados e comprometidos com resultados. O Edson chega para avançar e dar sequência às ações que já vinham sendo desenvolvidas na Infraestrutura, mantendo o foco em obras que melhoram a qualidade de vida da população. Da mesma forma, a efetivação do Reginaldo na Educação garante estabilidade e continuidade ao trabalho que já vem sendo realizado”, afirmou.

Curriculo de Edson Brasil

Engenheiro civil, Edson Brasil possui mais de dez anos de experiência em gestão pública, projetos de infraestrutura e fiscalização de obras públicas. Ao longo da carreira, atuou na Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), onde exerceu funções de superintendência e coordenação técnica, liderando equipes responsáveis por obras estruturantes de grande porte e projetos estratégicos para o Estado.

Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e em Direito pela Universidade de Cuiabá (UNIC), Edson também possui mestrado internacional em BIM Management para Infraestrutura e especializações em Engenharia Rodoviária, Engenharia e Segurança do Trabalho, Administração Pública e Gestão Governamental.

Entre os principais trabalhos desenvolvidos estão a coordenação técnica da retomada das obras do BRT em Cuiabá, a gestão de obras remanescentes da Copa do Mundo, a condução de projetos de pavimentação e drenagem urbana, além da retomada e conclusão de empreendimentos estratégicos, como o Hospital Universitário Júlio Müller e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres. Também atuou na iniciativa privada em projetos de infraestrutura e construção de pontes, além de exercer a docência no curso de Engenharia Civil.

Ao longo da trajetória profissional, recebeu reconhecimentos da Sinfra-MT pela contribuição na retomada do BRT de Cuiabá, pela liderança em projetos de infraestrutura e pela atuação na revitalização do Hospital Universitário Júlio Müller, consolidando uma carreira voltada ao planejamento, fiscalização e entrega de obras públicas.

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Operação tira de circulação criminosos condenados por homicídio e tráfico no interior

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Mandados foram cumpridos em Rondonópolis nesta quarta-feira (5). Penas somadas de dois dos presos ultrapassam 60 anos de prisão

A Polícia Civil de Mato Gross cumpriu, nesta quarta-feira (5.8), quatro mandados de prisão em Rondonópolis durante uma ação integrada da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em apoio à Polinter de Cuiabá. Entre os presos estão condenados por diferentes crimes e um investigado com prisão preventiva decretada.

A operação teve início após o recebimento dos mandados judiciais. Com base em diligências da DHPP para localizar os alvos, todos os mandados expedidos pela Justiça foram cumpridos.

O primeiro mandado foi cumprido em um sítio localizado na região da Gleba Rio Vermelho, onde os policiais localizaram um homem, de 46 anos, com mandado de regressão cautelar expedido pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Rondonópolis. Ele possui condenação pelos crimes de tráfico de drogas e roubo qualificado, com pena remanescente de 33 anos, 11 meses e 10 dias, a ser cumprida em regime fechado.

Outro homem, de 44 anos, foi localizado na região central de Rondonópolis. Contra ele havia mandado de regressão cautelar expedido pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Rondonópolis. O preso possui condenação pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo, roubo, furto qualificado e receptação, com pena remanescente de 28 anos, 3 meses e 17 dias, em regime fechado.

O terceiro mandado foi cumprido contra um homem, de 62 anos, condenado pelo crime de homicídio. Ele foi localizado às margens do Anel Viário e possuía ordem judicial de regressão cautelar expedida pela 4ª Vara Criminal de Rondonópolis, referente ao cumprimento de pena remanescente de seis anos em regime fechado.

A quarta prisão ocorreu no bairro Jardim Participação II, onde os policiais localizaram um homem, de 36 anos, alvo de mandado de prisão preventiva pelo crime de tráfico de drogas. A ordem judicial foi expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os presos foram cientificados sobre a existência dos mandados, sem registro de intercorrências. Após os procedimentos legais realizados na DHPP de Rondonópolis, os quatro homens foram encaminhados às unidades prisionais, onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário.

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‘Exportação de soja deve reduzir o ritmo no 2º semestre e mercado tende a ficar mais calmo’, diz Vlamir Brandalizze

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Divulgação Embrapa Soja

A soja em Mato Grosso fechou julho com a maior média de preços do ano. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a saca foi negociada, em média, a R$ 116,74, alta de 9,49% em relação a junho e de 3,91% na comparação com julho de 2025.

De acordo com o analista de mercado Vlamir Brandalizze, a valorização foi impulsionada pela combinação entre a alta das cotações na Bolsa de Chicago e o fortalecimento da demanda pela soja brasileira no mercado internacional. Segundo Brandalizze, o cenário favoreceu a comercialização da oleaginosa pelos produtores, que aproveitaram o momento para avançar nas vendas.

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Apesar do bom desempenho dos preços, o cenário é diferente para a indústria de esmagamento, que segue enfrentando desafios no mercado interno. O analista explica que a expectativa de aumento da mistura obrigatória de biodiesel não se confirmou em julho, reduzindo o potencial de crescimento da demanda por óleo de soja. Além disso, o consumo doméstico segue pressionado pelo ritmo mais lento da economia.

“A indústria esperava que o governo aumentasse a mistura do biodiesel para ampliar a demanda interna, mas isso não aconteceu. Outro fator é a demanda reprimida por óleo para consumo humano e para a indústria, devido à desaceleração da economia brasileira”, diz o especialista.

“Principalmente em Mato Grosso, o farelo de soja enfrenta uma concorrência forte com o DDG do milho. Isso acaba apertando o mercado da indústria”, completa Brandalizze.

O que esperar?

Para os próximos meses, Brandalizze avalia que o mercado deve entrar em um período de menor movimentação. A expectativa é de desaceleração das exportações brasileiras no segundo semestre, enquanto a oferta de DDG continuará aumentando com a expansão da indústria de etanol de milho.

“A exportação da soja deve diminuir o ritmo agora no segundo semestre. Espera-se um mercado mais calmo, sem aquela pressão de demanda aquecida. Vamos ter uma oferta maior de DDG, além da concorrência do óleo de milho produzido pelas usinas de etanol”, comenta.

Na avaliação do analista, esse conjunto de fatores deve manter o mercado doméstico mais equilibrado até o fim do ano.

“Não espero uma demanda muito aquecida. A indústria deve continuar trabalhando em um cenário de maior competição e de consumo interno mais moderado durante o restante do ano”, conclui.

O post ‘Exportação de soja deve reduzir o ritmo no 2º semestre e mercado tende a ficar mais calmo’, diz Vlamir Brandalizze apareceu primeiro em Canal Rural.

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