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“Mato Grosso dá certo porque o Governo do Estado teve ousadia”, afirma governador de SP

Governador de São Paulo destacou resultados positivos da economia e da gestão
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a ousadia do Governo de Mato Grosso em criar soluções disruptivas para os problemas têm feito o estado se destacar em âmbito nacional.
A declaração foi feita nesta quinta-feira (14.8), durante o Prosa Agro, evento promovido pelo Itaú BBA no Hotel Gran Odara, em Cuiabá, que reuniu lideranças políticas e empresariais do agronegócio.
“O Mauro Mendes é um governador que inspira muito, é um governador que fez o que precisava fazer. Arrumou as contas, arrumou o estado, está fazendo investimento, então Mato Grosso é uma grande referência, é um grande exemplo e o Mauro nos inspira muito”, disse Tarcísio.
O governador paulista destacou a capacidade do Governo de Mato Grosso em enfrentar gargalos logísticos, citando projetos estratégicos como a duplicação da BR-163, uma rodovia federal cuja concessão foi assumida pelo Governo de Mato Grosso após anos de entraves.
“A BR-163 foi assumida num gesto de ousadia pela Governo, através da MT Par, em uma jogada que saiu da cabeça do Mauro e do Cidinho [presidente do Conselho Administrativo da Nova Rota do Oeste]. Mato Grosso está dando certo porque houve ousadia do governo”, disse.
Também painelista no evento, o governador Mauro Mendes lembrou que a BR-163, principal rota de escoamento da produção agrícola do estado, é hoje a maior obra de infraestrutura rodoviária em andamento no país.
“Assumimos o compromisso com a ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] de asfaltar em oito anos e, em quatro, esse compromisso estará cumprido. Já entregamos mais de 100 km de duplicação e mais 130 serão entregues neste ano, salvando vidas e aumentando a competitividade da nossa produção”, pontuou.
Mauro também citou outros investimentos que estão transformando a logística interna, como a pavimentação de cerca de mil quilômetros por ano e a autorização da primeira ferrovia estadual do país.
“Cada vez que expandimos a infraestrutura, aumentamos a competitividade e abrimos novas fronteiras agrícolas. É assim que Mato Grosso mantém o crescimento e garante um futuro sustentável. Hoje Mato Grosso é um exemplo de Brasil que dá certo”, concluiu.
O Prosa Agro debateu temas como integração logística, infraestrutura e perspectivas econômicas para o agronegócio, reforçando o papel de Mato Grosso como um dos principais motores da economia brasileira.
Também participaram do evento: o vice-governador Otaviano Pivetta; o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, e o vice Joci Piccini: o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda; o presidente do Conselho Administrativo da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos; o ex-governador Blairo Maggi; o presidente do Instituto Mato-grossense da Carne, Caio Penido; e mais de 350 clientes do Itaú BBA.
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Seminário em Londrina debate liderança do Brasil na produção de soja

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou do VIII Seminário Desafios da Liderança Brasileira na Produção Mundial da Soja, realizado na terça (4) e na quarta (5), em Londrina (PR). Promovido pela Embrapa Soja, o encontro reuniu especialistas, representantes do setor produtivo, pesquisadores e autoridades para discutir desafios e oportunidades da cadeia da soja no cenário global.
A programação abordou temas ligados ao mercado externo, à produção e à indústria. Entre os assuntos discutidos estiveram as relações comerciais entre Brasil e China, as transformações na economia chinesa e estratégias para fortalecer a liderança brasileira no mercado chinês.
O seminário também tratou dos efeitos das mudanças climáticas sobre a produtividade e a qualidade da soja, além da implantação do Serviço de Avaliação de Equipamentos Classificadores de Soja pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Outro tema debatido foi o papel do biodiesel na descarbonização das cadeias produtivas.
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Pela CNA, acompanharam os debates o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas, Endrigo Dalcin, e a assessora técnica Jerusa Rech. Na terça (4), Dalcin moderou a conferência de abertura, com o tema "Geopolítica Global e seus efeitos sobre o agronegócio mundial", conduzida pelo pesquisador da Embrapa Meio Ambiente e chefe de Relações Internacionais, Marcelo Morandi.
Ao avaliar o encontro, Dalcin afirmou que os debates reforçaram os desafios e as oportunidades para o agro brasileiro. Segundo ele, os painéis sobre a relação entre Brasil e China trouxeram alertas e oportunidades para o presente e o futuro da produção agrícola. Também destacou a necessidade de buscar novos mercados para os produtos agrícolas brasileiros, com capacidade de absorver o crescimento da produção e contribuir para a renda dos produtores.
Para a CNA, o seminário reforçou a importância de acompanhar as transformações do mercado internacional e de construir estratégias para ampliar a competitividade da soja brasileira, diversificar destinos de exportação e fortalecer a sustentabilidade e a eficiência da cadeia produtiva.
Fonte: cnabrasil.org.br
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Falta de mão de obra desafia o agro de Mato Grosso

A modernização das propriedades rurais elevou a necessidade de profissionais preparados para operar máquinas e desempenhar diferentes funções no campo. Em Mato Grosso, porém, encontrar mão de obra qualificada continua sendo um dos principais entraves para o setor, em um momento em que a tecnologia exige trabalhadores cada vez mais capacitados.
Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com o Senar-MT, revela que mais de 62% dos produtores do estado enfrentam alta dificuldade para contratar novos funcionários. A maior demanda é por operadores de máquinas agrícolas, reflexo da crescente mecanização das atividades.
Diante desse cenário, muitas propriedades têm concentrado esforços na formação dos próprios colaboradores, criando oportunidades para quem chega ao campo sem experiência e demonstra interesse em construir uma carreira no agro.
Foi esse o caminho percorrido por Bruno Miguel Pancini Nunes. Formado em Direito, ele trabalhava na advocacia quando recebeu o convite para passar uma safra como motorista de caminhão em uma fazenda. A experiência temporária acabou se transformando em uma nova profissão.
Hoje, Bruno é gerente de produção da Fazenda Bom Princípio, em Nova Mutum, onde são cultivados soja, milho e feijão. Casado e pai de duas filhas, ele afirma que toda a renda da família vem da atividade rural. “Foi o primeiro emprego no agro e é onde eu estou até hoje. A renda sai 100% daqui”.

Crescimento profissional dentro da fazenda
O ingresso definitivo aconteceu poucos meses depois da primeira safra, quando surgiu uma vaga fixa na propriedade. A partir dali, a rotina passou a ser de aprendizado constante, acompanhando de perto todas as etapas da produção agrícola.
Sem qualquer contato anterior com a agricultura, Bruno aprendeu a profissão no dia a dia, com o apoio da equipe da fazenda. “Eu cheguei aqui e não tinha noção do que era uma plantação, uma lavoura. Com o tempo fui aprendendo, o Lucas foi me ensinando, também aprendi com o agrônomo da fazenda e fui pegando experiência”, diz ao Patrulheiro Agro.
Ao longo dos anos, passou por diferentes funções até assumir a gerência. A experiência prática fez com que dominasse atividades que vão além da administração da propriedade. “Hoje em dia eu planto, colho, puxo com caminhão, fazemos carregamentos. O agro não é uma coisa só. Todo dia você está fazendo uma coisa diferente”.
A mudança de área também não deixa espaço para arrependimentos. “Não, de jeito nenhum. O agro é muito melhor. Trabalhar com isso daqui é muito gratificante e a remuneração é muito melhor do que a advocacia”.

Investimento nas equipes ganha espaço
Na Fazenda Bueno, em Ipiranga do Norte, a estratégia para enfrentar a escassez de profissionais passa pelo desenvolvimento dos próprios colaboradores. A propriedade familiar entende que reter trabalhadores depende tanto da capacitação quanto da criação de um ambiente em que as pessoas tenham perspectivas de crescimento.
Responsável pelas áreas administrativa, financeira e de recursos humanos, a agricultora Edina Ferreira Bueno observa que o desafio começa antes mesmo da contratação. “Hoje isso é um grande desafio. Você trazer o pessoal da cidade para o campo, motivar as pessoas para elas ficarem aqui e criar um ambiente atrativo, com diferenciais que façam elas quererem permanecer”, afirma à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.
A fazenda conta com nove funcionários, além da participação do pai e de três irmãos da família. Em vez de buscar apenas profissionais já qualificados, a aposta tem sido identificar o potencial de quem ingressa na propriedade.
Um dos exemplos é um colaborador que chegou como trabalhador temporário durante a construção da unidade de armazenagem e, ao longo de quatro anos, ampliou as responsabilidades dentro da fazenda. “Hoje ele é tratorista, está fazendo habilitação para dirigir caminhão, opera pá carregadeira e já resolve um monte de problema. O negócio hoje é você investir na sua equipe”.
Para Edina, oportunidades existem para quem deseja seguir carreira no agro. “A pessoa que tem interesse, que gosta disso, tem muita oportunidade. Esse problema é geral. Todo produtor tem essa necessidade e falta profissional qualificado”.

Profissionais de outros estados ajudam a suprir a demanda
A dificuldade para encontrar mão de obra qualificada na região tem levado produtores a ampliar a busca por trabalhadores em outros estados. Em algumas propriedades, a contratação de profissionais de fora se tornou uma alternativa para manter as operações durante os períodos de maior demanda.
É o que também acontece na Fazenda Bueno. Além da equipe fixa, trabalhadores vieram do Rio Grande do Sul, Maranhão e até do Paraguai para atender as necessidades da propriedade.
O agricultor Auri Antônio Ferreira Bueno conta ao Canal Rural Mato Grosso que encontrar profissionais na própria região nem sempre é possível. “A pessoa que vem colher para nós vem lá do Rio Grande do Sul. Dois aqui são do Maranhão que tocam o armazém. Um outro estava no Paraguai e veio morar para cá. Aqui é difícil encontrar”.
Mesmo com esse reforço, a participação da família continua sendo necessária nos períodos de colheita. “Na colheita da soja eu também ajudo a colher. Hoje a mão de obra não é fácil, então tem que ir se virando nós da família mesmo”.
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Moagem de cana no Centro-Sul cai 14,5% em junho, diz Unica

As usinas do Centro-Sul processaram 69,791 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em junho da safra 2026/27, contra 81,622 milhões de toneladas em igual mês do ciclo anterior, queda de 14,50%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). No período, a produção de açúcar recuou, enquanto o etanol registrou alta na comparação anual.
Ao fim de junho, 255 unidades produtoras estavam em operação na região Centro-Sul. Desse total, 235 eram usinas com processamento de cana, 11 empresas produtoras de etanol de milho e nove unidades flex.
Segundo a Unica, a qualidade da matéria-prima melhorou no mês. O nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) chegou a 141,68 quilos por tonelada de cana, alta de 2,91% sobre junho do ano passado.
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Mesmo com esse avanço no ATR, a produção de açúcar caiu para 3,903 milhões de toneladas em junho, volume 26,33% inferior ao registrado no mesmo mês da safra 2025/26.
Na produção de etanol, o Centro-Sul somou 3,796 bilhões de litros, crescimento de 2,47% na comparação anual. Desse total, o etanol hidratado alcançou 2,260 bilhões de litros, com recuo de 1,00%, enquanto o etanol anidro atingiu 1,536 bilhão de litros, alta de 8,06%.
A destinação da cana reforçou esse movimento. Em junho, 58,57% da matéria-prima processada foi direcionada à produção de etanol, acima dos 50,51% observados no mesmo mês da safra anterior.
O etanol de milho também ampliou participação no resultado mensal. Do volume total produzido em junho, 20,98% tiveram o cereal como matéria-prima. A produção a partir do milho chegou a 796,13 milhões de litros, aumento de 8,40% em relação a igual período do ano passado.
Os dados de junho mostram menor moagem de cana no Centro-Sul na safra 2026/27, com recuo na produção de açúcar e avanço da produção de etanol, em um mês marcado por maior destinação da cana ao biocombustível e crescimento do etanol de milho.
Fonte: Estadão Conteúdo
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