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17 de junho de 2026

Aprosoja MT

Aprosoja MT leva debate sobre adubação nitrogenada em milho à Rodada Técnica em Juara

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O encontro reuniu produtores, pesquisadores e técnicos para apresentar resultados das pesquisas desenvolvidas pelos CTECNOs

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) promoveu, nesta quinta-feira (14.08), em Juara, o quarto dia da etapa Oeste da Rodada Técnica. O encontro reuniu produtores, pesquisadores e técnicos para apresentar resultados das pesquisas desenvolvidas pelos Centros Tecnológicos da Aprosoja (CTECNOs) e discutir estratégias eficientes de adubação nitrogenada na cultura do milho.

Para a delegada coordenadora do núcleo Vale do Arinos, Jaqueline Piovesan, a Rodada Técnica é uma oportunidade de aproximar o conhecimento científico da realidade do produtor rural, auxiliando a melhorar a produtividade e rentabilidade em sua lavoura.

“Hoje nós recebemos o resultado das pesquisas realizadas pelo CTECNO Parecis aqui no Vale do Arinos. Esse evento foi muito importante, trouxe muito conhecimento aos nossos produtores, sem dúvidas vão poder aproveitar toda essa expertise dos nossos pesquisadores para melhorar a sua produção, melhorar a qualidade do seu produto, a saúde dos vegetais e trazer muitos ganhos tanto produtivos quanto de rentabilidade do seu negócio, trazendo saúde financeira e perenidade para os negócios daqui da região”, destacou.

A pesquisadora da Aprosoja MT, Daniela Facco, ressaltou que o manejo correto do nitrogênio é um dos pontos-chave para altas produtividades no milho, principalmente em solos de textura média e arenosa.

“Entre os assuntos abordados, falamos sobre adubação nitrogenada no milho. Nele, abordamos questões relacionadas à dose de adubação, época e parcelamento de adubação em diferentes ambientes de produção, solos de textura média e arenosa. Abordamos assuntos de como esses ambientes são exigentes em adubação nitrogenada, principalmente solos de textura arenosa, porém com potencial produtivo menor e o quanto a época da aplicação do fertilizante impacta o rendimento da cultura, onde acertar o momento de adubação nitrogenada é mais importante, muitas vezes, do que incrementar a dose aplicada”, explicou.

O produtor rural do Vale do Arinos, Jean Bordignon, reforçou que eventos como esse trazem informações valiosas para o dia a dia do produtor rural na lavoura e agradeceu a iniciativa da Aprosoja Mato Grosso em prol dos produtores rurais.

“A rodada técnica é extremamente importante para nós produtores porque ela nos aproxima da informação. Como os dados são coletados em uma região semelhante à nossa. É muito interessante que a Aprosoja MT nos aproxime dessas informações com que a gente possa implementar no dia a dia nas nossas propriedades. Ela mostra a importância que a associação tem dentro da nossa atividade rural, pois ela proporciona conhecimento, pesquisa, desenvolvimento técnico, melhoramento e aperfeiçoamento da nossa atividade. Obrigado a Aprosoja MT, mais uma vez, por trazer conhecimento ao interior”, afirmou.

A Rodada Técnica encerra a etapa Oeste nesta sexta-feira (15.08), no município de Nova Maringá, às 18h30, no Sindicato Rural.

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Agro Mato Grosso

20º Circuito Aprosoja MT inicia última semana com abertura na região Leste em Gaúcha do Norte

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O evento apresentou ações da entidade e promoveu debates sobre como a geopolítica impacta o agronegócio

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) deu início, nesta segunda-feira (15.06), à última semana de programação do 20º Circuito Aprosoja MT, desta vez na região Leste do estado, com abertura no núcleo de Gaúcha do Norte. O evento reúne produtores rurais, lideranças e representantes da sociedade para apresentar as principais ações desenvolvidas pela entidade ao longo dos últimos anos, além de promover debates sobre temas estratégicos para o setor produtivo.

Nesta edição, os participantes acompanham a palestra “Geopolítica: Como o mundo funciona?”, que traz uma análise sobre os impactos do cenário internacional no agronegócio brasileiro, abordando como conflitos, transformações econômicas e decisões globais podem influenciar diretamente a produção no campo.

Ao longo dos próximos dias, a diretoria da Aprosoja MT percorrerá mais sete núcleos da região Leste, em um importante momento de prestação de contas, alinhamento institucional e aproximação com os produtores rurais. Para o delegado coordenador do núcleo de Gaúcha do Norte, Jhonatan Loss, o Circuito Aprosoja MT representa uma oportunidade de fortalecer o diálogo entre a entidade e os associados, além de ampliar o acesso às informações que impactam diretamente o setor.

“Acredito que isso é muito importante para impactar diretamente os produtores, porque ajuda a ampliar a visão sobre como funciona o sistema econômico global. Muitas vezes, um conflito fora do nosso país interfere diretamente dentro da propriedade rural, influenciando fatores como commodities, fertilizantes, frete e até a valorização da nossa moeda. Ter esse entendimento dá ao produtor mais clareza e preparo para se planejar melhor diante de situações futuras que possam ocorrer no mercado internacional”, salientou Jhonatan.

Durante a programação, o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, destacou a importância do debate geopolítico e como decisões mundiais impactam diretamente o setor do agronegócio mato-grossense.

“Com o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para um cessar-fogo de 60 dias e a possível reabertura do Estreito de Ormuz, surgem questionamentos importantes: como isso pode impactar o preço dos fertilizantes? Esse acordo realmente vai se sustentar? E a reabertura do estreito deve se concretizar? Durante o Circuito da Aprosoja MT, estamos acompanhando e entendendo como esses movimentos geopolíticos influenciam diretamente a agricultura mato-grossense”, destacou o vice-presidente.

Nesta edição, os participantes também acompanharam a palestra do cientista geopolítico Professor HOC, que abordou os impactos do cenário geopolítico mundial sobre o agronegócio brasileiro. Segundo o palestrante, compreender os movimentos geopolíticos é essencial para que o produtor rural possa se antecipar a tendências e avaliar os impactos que podem influenciar diretamente os custos de produção, exportações e o posicionamento do agro brasileiro no cenário mundial.

“Ainda existem muitas incertezas e pontos que precisam ser esclarecidos. E mesmo que o acordo seja assinado, há divergências entre as partes. Enquanto os Estados Unidos afirmam que o conflito está resolvido, as informações que vêm do Irã apontam para algo diferente: um acordo temporário, sujeito a novas negociações e possíveis mudanças no futuro. Isso significa que ainda não há garantia de que o fluxo de petróleo, gás e fertilizantes pelo estreito esteja totalmente normalizado. E, mesmo que seja liberado, como tenho comentado nas outras cidades e apresentações, existe um desafio operacional para retomar toda a logística. Esse processo não acontece da noite para o dia e pode levar alguns meses. Vamos continuar acompanhando e, ao longo da semana, trago as novidades para vocês”, pontuou o cientista geopolítico.

O 20º Circuito Aprosoja MT segue consolidando seu papel como ponte entre a entidade e os produtores, reforçando o compromisso de representar, informar e preparar o setor para os desafios e oportunidades do agronegócio em Mato Grosso e no Brasil. Nesta terça-feira a equipe da Aprosoja MT segue para Canarana.

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Agro Mato Grosso

Circuito Aprosoja MT encerra programação da região Oeste em Tangará da Serra

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Produtores e associados da região marcaram presença nos sete núcleos visitados pela entidade. Na próxima semana o Circuito chega à região Leste

Após percorrer mais de 1.400 quilômetros pela região Oeste de Mato Grosso, o Circuito Aprosoja MT encerrou sua trajetória na região com a última etapa realizada em Tangará da Serra. Ao todo, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) já passou por 29 núcleos da entidade, impactando mais de 4 mil pessoas com a palestra “Geopolítica: como o mundo funciona”, ministrada pelo cientista político Heni Ozi Cukier, conhecido nacionalmente como Professor HOC.

Para o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, os números demonstram a relevância do Circuito e reforçam o compromisso da entidade em estar cada vez mais próxima dos produtores rurais em todas as regiões do estado.

“Já percorremos mais de 5.200 quilômetros, visitamos 29 núcleos, impactamos cerca de 4.200 pessoas e concluímos três regiões do estado. Encerramos hoje a região Oeste, aqui em Tangará da Serra. Além de levar informações sobre geopolítica, ouvimos as demandas dos produtores, apresentamos o cenário dos últimos três anos e mostramos as ações desenvolvidas pela Aprosoja MT. Aos produtores da região Oeste, nosso muito obrigado pela participação. Na próxima semana estaremos na região Leste para concluir essa jornada”, destacou Bier.

Em Tangará da Serra, a delegada coordenadora do núcleo, Patricia Pasa, ressaltou a importância da presença constante da Aprosoja MT junto aos associados e destacou as ações desenvolvidas para atender às necessidades específicas da região. Segundo ela, o Circuito é um dos eventos mais aguardados pelos produtores locais e costuma reunir um público diversificado.

“Sempre é uma honra receber o Circuito em Tangará da Serra. O evento é muito prestigiado pelos associados, pelo público urbano, por autoridades municipais e pelas forças de segurança. Além disso, os palestrantes convidados sempre despertam grande interesse. Recebemos participantes da universidade, representantes da Unemat, integrantes da Aldeia Parabubure e produtores de diferentes localidades, o que torna o público bastante diversificado”, afirmou.

Patrícia também destacou que uma das principais pautas trabalhadas pelo núcleo é a segurança no campo, especialmente por meio do fortalecimento do patrulhamento rural e da prevenção aos incêndios durante o período de estiagem.

“Neste ano estamos intensificando o trabalho de cadastramento dos produtores no SICRAF, sistema integrado utilizado pelo Corpo de Bombeiros. Por meio dele, o produtor informa a localização da propriedade e quais recursos possui para auxiliar em eventuais ocorrências de incêndio, como caminhão-pipa, brigadistas, tratores e outros equipamentos. Esse banco de dados permite que o Corpo de Bombeiros tenha mais eficiência no atendimento das ocorrências, sabendo previamente quais estruturas de apoio estão disponíveis em cada propriedade. O núcleo de Tangará da Serra assumiu essa mobilização junto aos associados e acreditamos que essa iniciativa poderá ser ampliada para outros núcleos futuramente”, explicou.

Responsável pela palestra apresentada ao longo do Circuito, Professor HOC destacou o interesse dos produtores em compreender como os acontecimentos internacionais influenciam diretamente a atividade agropecuária. Durante o encontro, um dos temas abordados foi o impacto do conflito entre Rússia e Ucrânia sobre o fornecimento de fertilizantes e os custos de produção.

“Muitas pessoas perguntam o que acontece com o preço dos fertilizantes e dos combustíveis caso a guerra termine. A resposta é que os efeitos não são imediatos. Primeiro, é preciso que exista uma solução sólida e duradoura para o conflito, algo que ainda gera muitas dúvidas diante das constantes idas e vindas das negociações. Mesmo em um cenário de acordo definitivo, ainda seriam necessários entre quatro e seis meses para que as cadeias logísticas e o fluxo de produtos fossem normalizados. Por isso, o produtor precisa acompanhar esses movimentos para tomar decisões estratégicas sobre a compra de insumos. Hoje, o cenário ainda é de incerteza”, avaliou o cientista político.

Na próxima semana, a Aprosoja MT dará início à etapa final da 20ª edição do Circuito, percorrendo municípios da região Leste de Mato Grosso.

Confira a programação da próxima semana:
15/06 – Gaúcha do Norte – 18h30
16/06 – Canarana – 18h30
17/06 – Querência – 18h30
18/06 – Confresa – 18h30

19/06 – Água Boa – 18h30

20/06 – Nova Xavantina – 8h30

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT defende articulação internacional com parâmetros globais de sustentabilidade

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Durante a Rio Nature & Climate Week, entidade levou ao presidente da COP30 proposta para construção de uma agenda global da agricultura tropical

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) defendeu, durante a Rio Nature & Climate Week, no Rio de Janeiro, em atuação conjunta com a Aprosoja Brasil, a necessidade de o Brasil liderar uma articulação internacional para tropicalizar as métricas e metodologias globais de sustentabilidade aplicadas à produção agropecuária.

A proposta foi apresentada pelo presidente da entidade, Lucas Costa Beber, ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, em agenda realizada durante o evento. A iniciativa busca corrigir uma distorção relevante no debate ambiental: boa parte dos critérios internacionais utilizados para avaliar sustentabilidade agrícola foi construída a partir da realidade de países de clima temperado, especialmente do hemisfério norte, sem considerar adequadamente as particularidades da produção tropical.

Segundo o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, quando esses parâmetros são aplicados ao Brasil sem a devida adaptação técnica, acabam produzindo uma leitura incompleta e, muitas vezes, injusta sobre o produtor brasileiro. O país combina elevada produtividade, tecnologia, conservação ambiental dentro da propriedade rural e uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo. Ainda assim, segue sendo frequentemente julgado por métricas que não traduzem a realidade dos trópicos.

O presidente da Aprosoja MT, destaca ainda que o Brasil precisa deixar de apenas reagir às regras internacionais e passar a participar diretamente da construção desses critérios. “O produtor brasileiro não pode ser avaliado por uma régua construída para outra realidade produtiva, climática e ambiental. O Brasil tem ciência, escala, legislação e experiência prática para liderar esse debate. Sustentabilidade nos trópicos precisa ser medida com critérios compatíveis com os trópicos”, afirmou ele.

A proposta deriva do documento apresentado pela Aprosoja MT na COP30 e dos debates conduzidos em conjunto com a Aprosoja Brasil, representando a evolução prática daquela agenda: transformar o diagnóstico sobre a agricultura tropical em uma articulação internacional capaz de influenciar os critérios globais de sustentabilidade.

A iniciativa busca dar voz aos países que sustentam parte expressiva da segurança alimentar global e que, ao mesmo tempo, enfrentam desafios próprios de clima, solo, pressão por conservação, logística, rastreabilidade e competitividade internacional. Para Lucas Costa Beber, tropicalizar os parâmetros de sustentabilidade significa qualificar o debate, aumentar a transparência e permitir que consumidores, mercados e organismos internacionais compreendam melhor os atributos reais da produção brasileira.

Em um cenário de tensões comerciais, disputas geopolíticas e uso crescente da agenda ambiental como instrumento de restrição de mercado, a entidade avalia que o Brasil precisa transformar sua experiência produtiva e ambiental em liderança internacional.

“Essa não é apenas uma pauta do agro. É uma pauta de soberania, ciência e segurança alimentar. O mundo precisa de alimentos, mas também precisa reconhecer que há diferentes formas de produzir com responsabilidade. A agricultura tropical tem muito a ensinar e o Brasil tem legitimidade para conduzir essa construção”, destacou o presidente da Aprosoja MT.

Com a iniciativa, a Aprosoja MT reforça sua atuação na defesa de uma sustentabilidade baseada em ciência, segurança jurídica, rastreabilidade e reconhecimento da realidade produtiva brasileira. O objetivo é proteger o produtor de julgamentos distorcidos, ampliar a confiança dos mercados e posicionar o Brasil como protagonista na definição dos parâmetros globais da agricultura sustentável.

(com Assessoria)

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