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Aprosoja MT

Aprosoja MT leva debate sobre adubação nitrogenada em milho à Rodada Técnica em Juara

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O encontro reuniu produtores, pesquisadores e técnicos para apresentar resultados das pesquisas desenvolvidas pelos CTECNOs

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) promoveu, nesta quinta-feira (14.08), em Juara, o quarto dia da etapa Oeste da Rodada Técnica. O encontro reuniu produtores, pesquisadores e técnicos para apresentar resultados das pesquisas desenvolvidas pelos Centros Tecnológicos da Aprosoja (CTECNOs) e discutir estratégias eficientes de adubação nitrogenada na cultura do milho.

Para a delegada coordenadora do núcleo Vale do Arinos, Jaqueline Piovesan, a Rodada Técnica é uma oportunidade de aproximar o conhecimento científico da realidade do produtor rural, auxiliando a melhorar a produtividade e rentabilidade em sua lavoura.

“Hoje nós recebemos o resultado das pesquisas realizadas pelo CTECNO Parecis aqui no Vale do Arinos. Esse evento foi muito importante, trouxe muito conhecimento aos nossos produtores, sem dúvidas vão poder aproveitar toda essa expertise dos nossos pesquisadores para melhorar a sua produção, melhorar a qualidade do seu produto, a saúde dos vegetais e trazer muitos ganhos tanto produtivos quanto de rentabilidade do seu negócio, trazendo saúde financeira e perenidade para os negócios daqui da região”, destacou.

A pesquisadora da Aprosoja MT, Daniela Facco, ressaltou que o manejo correto do nitrogênio é um dos pontos-chave para altas produtividades no milho, principalmente em solos de textura média e arenosa.

“Entre os assuntos abordados, falamos sobre adubação nitrogenada no milho. Nele, abordamos questões relacionadas à dose de adubação, época e parcelamento de adubação em diferentes ambientes de produção, solos de textura média e arenosa. Abordamos assuntos de como esses ambientes são exigentes em adubação nitrogenada, principalmente solos de textura arenosa, porém com potencial produtivo menor e o quanto a época da aplicação do fertilizante impacta o rendimento da cultura, onde acertar o momento de adubação nitrogenada é mais importante, muitas vezes, do que incrementar a dose aplicada”, explicou.

O produtor rural do Vale do Arinos, Jean Bordignon, reforçou que eventos como esse trazem informações valiosas para o dia a dia do produtor rural na lavoura e agradeceu a iniciativa da Aprosoja Mato Grosso em prol dos produtores rurais.

“A rodada técnica é extremamente importante para nós produtores porque ela nos aproxima da informação. Como os dados são coletados em uma região semelhante à nossa. É muito interessante que a Aprosoja MT nos aproxime dessas informações com que a gente possa implementar no dia a dia nas nossas propriedades. Ela mostra a importância que a associação tem dentro da nossa atividade rural, pois ela proporciona conhecimento, pesquisa, desenvolvimento técnico, melhoramento e aperfeiçoamento da nossa atividade. Obrigado a Aprosoja MT, mais uma vez, por trazer conhecimento ao interior”, afirmou.

A Rodada Técnica encerra a etapa Oeste nesta sexta-feira (15.08), no município de Nova Maringá, às 18h30, no Sindicato Rural.

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Aprosoja MT

Legado que Construímos: produtor de Nova Mutum segue os passos de sua família apesar das dificuldades

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Um amor que atravessa gerações, passado de pai para filho, sustentado pela coragem, pela fé e pelo compromisso com a terra. A história do agricultor Cristiano Costa Beber, produtor rural de Nova Mutum, se mistura à própria construção da agricultura de Mato Grosso, um legado que se iniciou muito antes dele e que segue firme até os dias de hoje.

Natural de Pejuçara (RS), Cristiano chegou ainda criança a Mato Grosso, acompanhado de seu pai e movido pelo mesmo sonho que trouxe milhares de famílias ao Centro-oeste: produzir, crescer e construir um futuro no campo. Mas esta história começa a ser construída alguns anos antes.

“Nossa história começou em 1945. Meu avô produzia pinga, tinha um alambique. Era o que dava para fazer na época. Depois, nos anos 1960, meu pai foi para o quartel e lá incentivaram ele a plantar. Ele convenceu meus avós a apostar no trigo. Mais tarde, com a chegada da soja, fomos migrando aos poucos”, relembra.

Na década de 1970, a soja já fazia parte da rotina da família no Rio Grande do Sul. Com a expansão do grão e a busca por novas oportunidades, o destino passou a ser as terras mato-grossenses, ainda marcadas por inúmeras incertezas. Em meados da década de 1980, os tios de Cristiano foram os primeiros a se mudar para o estado.

“Era tudo estrada de chão, de Cuiabá até Nova Mutum. Não tinha água, não tinha energia. Chegaram a furar um poço de 60 metros e não encontraram água. Naquela época nós tínhamos o conhecimento técnico que temos hoje”, conta.

A caminhada foi marcada por perdas. Em 1985, a família enfrentou o luto pela mãe de Cristiano. Três anos depois, um assalto à propriedade de um dos tios abalou ainda mais a estrutura familiar, levando-os a se afastarem da atividade agrícola por um período.

Entretanto, desistir de um sonho nunca foi uma opção na família Costa Beber. Em 1991, o pai de Cristiano decidiu recomeçar e a família se mudou definitivamente para Mato Grosso, retomando o plantio de soja. Os primeiros anos foram promissores, até que em 1994, uma forte crise atingiu o setor.

“O que a gente plantava não pagava os custos. Eu lembro até hoje de assistir a uma reportagem em que chamaram os agricultores de caloteiros. Aquilo me doeu muito, principalmente pelo meu pai, que sempre foi um homem honesto”, relembra, emocionado.

No final da década de 1990, surgiu a oportunidade de adquirir uma nova propriedade em Nova Mutum. Com o apoio do pai, Cristiano e um dos irmãos deram início a um novo capítulo, porém o falecimento do irmão que seria seu sócio testou novamente a força da família.

“Foi mais um choque para todos nós. Minha cunhada voltou para o Sul, e eu e minha esposa ficamos aqui tocando a propriedade. É a fazenda em que moramos hoje”, comenta Cristiano.

Apesar das adversidades, nenhuma dor superou a força de vontade de Cristiano e sua família, que continuaram o legado construído pelo seu avô e expandiram os negócios sem deixar que as dificuldades superassem o amor pelo campo.

“Nós nunca desistimos, dos três irmãos que vieram para o Mato Grosso, os filhos, todos eles tiveram amor pela lavoura. Os que estudaram estão na lavoura, querem a lavoura, e nunca teve entre os primos, os irmãos, alguém que desistiu”, diz ele orgulhoso.

Ao relembrar o início da família em Mato Grosso, ele destaca as dificuldades que hoje parecem distantes, mas que moldaram o caráter de quem ficou. Mais do que tecnologia ou estrutura, o que sustentou a família Costa Beber ao longo das décadas foi um conjunto de valores transmitidos de geração em geração.

“O pai sempre nos cobrou honestidade, ensinou a sempre fazer as coisas certas. Ele dizia que seguindo os bons exemplos, dando certo para outros, também daria certo para nós. Isso ficou enraizado na nossa família.”

A união familiar sempre foi um dos pilares dessa trajetória. Casado desde 1998, Cristiano reconhece a importância de sua esposa para a construção de seu negócio. Hoje, o legado segue vivo através de seus filhos, os gêmeos Gabriel e Rafael, que cresceram na fazenda acompanhando de perto a rotina no campo. Atualmente, ambos estudam agronomia e já se preparam para manter viva a história da família.

“Quando eles disseram que iam fazer agronomia, foi uma alegria enorme. Os dois juntos, com amor pela lavoura. Eles moram em Minas Gerais, onde estão estudando, mas vêm nas safras e cada um pega uma máquina. Eles estão ansiosos para voltar e tocar a propriedade”, afirma Cristiano com brilho no olhar.

Para Cristiano, o orgulho de ser produtor rural vai além dos resultados econômicos. Está na relação com a terra, no cuidado com o solo e no respeito aos recursos naturais. “A terra é o bem mais precioso que nós temos. O solo, o clima, isso é a nossa riqueza. A gente precisa cuidar, corrigir, melhorar. É o nosso negócio, é o nosso ganho”, enfatiza o produtor.

Olhando para trás, Cristiano resume sua trajetória com gratidão, orgulho e esperança. “É um orgulho ser produtor. Está no sangue da gente. Ver uma plantinha nascer, crescer e colher os frutos é uma realização. Eu não me vejo fazendo outra coisa. O legado da nossa família é acreditar. Acreditar na agricultura, na união da família e que, no fim, tudo vai dar certo”, finaliza.

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Agro Mato Grosso

Programa Soja Legal de MT avança com nova estrutura

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O Programa Soja Legal, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), entrou, em 2025, em uma nova fase, mais técnico, robusto e conectado às demandas atuais do agro e da sociedade. A reformulação marca o início de um ciclo voltado à valorização de boas práticas ambientais, trabalhistas e sociais, com a criação de um sistema de categorização em três níveis, Bronze, Prata e Ouro, que reconhece o comprometimento do produtor mato-grossense com a sustentabilidade.

Mais do que cumprir normas, o novo Soja Legal se tornou uma ferramenta de gestão e transparência, auxiliando o produtor a conhecer melhor sua propriedade e planejar melhorias contínuas. O programa atua em diferentes frentes, legislação ambiental, trabalhista, regularidade fundiária, boas práticas agrícolas e gestão responsável, com base em requisitos legais.

“Cada vez mais diante das narrativas, o Programa Soja Legal é uma maneira de fazer um raio-x da propriedade e mostrar que os produtores já fazem um bom trabalho, tanto na área ambiental, social e trabalhista, dentro da sua propriedade, preocupado com os recursos naturais, recursos humanos, trazendo sempre a produção alinhada com a sustentabilidade e a responsabilidade social”, destacou Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja MT.

Segundo ele, a nova estrutura é também um passaporte de credibilidade para o produtor mato-grossense. “O programa, de fato, é o passaporte para mostrar ao mundo a sustentabilidade do nosso produtor, de conquistar novos mercados e também, através de números e dados, desfazer as narrativas lá de fora que nossos concorrentes comerciais acabam muitas vezes disseminando sobre a agricultura brasileira. O Programa Soja Legal é esse passaporte que mostra que a nossa agricultura é responsável e, acima de tudo, contribui para um mundo melhor”, disse.

Nova estrutura

O vice-presidente da Aprosoja MT e coordenador da Comissão de Sustentabilidade, Luiz Pedro Bier, explica que a reformulação tornou o programa mais técnico e moderno, com novas etapas e ferramentas digitais que garantem confiabilidade às informações.

“O programa ficou mais robusto. Hoje nós sistematizamos a coleta de evidências, deixando o produtor preparado para uma certificação. Ele foi moldado para atender também à visão do mercado financeiro e, por fim, temos agora um diagnóstico socioambiental feito numa fase prévia, em que a área do produtor entra no sistema da Aprosoja MT. Assim conseguimos monitorar qualquer alteração que venha a ocorrer na propriedade, como novos embargos ou outras questões ambientais, e avisar o produtor”, avaliou.

Esse diagnóstico é o ponto de partida da jornada dentro do Soja Legal. A partir das informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e da visita técnica, é elaborado um relatório que identifica pontos fortes e oportunidades de melhoria. Conforme o percentual de conformidade, a propriedade recebe uma classificação Bronze (50% a 75%), Prata (75% a 91%) ou Ouro (92% a 100%), e um plano de aprimoramento contínuo é estabelecido para quem ainda não alcançou os níveis mais altos de adequação.

A produtora Daiana Costa Beber, delegada coordenadora do Núcleo de Nova Mutum e uma das primeiras na categoria Ouro, conta que decidiu participar do programa para avaliar, de forma técnica, o nível de conformidade da fazenda às leis e boas práticas.

“Nós sempre buscamos produzir de forma sustentável, respeitando o que prescrevem as leis e também o meio ambiente. Com o Programa Soja Legal, pensamos que seria interessante verificar a aderência das nossas práticas ao que estabelece a legislação. Foi interessante ver que atendemos muito bem a todas as normas e, além disso, o processo serviu de incentivo para melhorarmos a gestão e a propriedade como um todo”, afirmou.

Para ela, o diagnóstico foi completo e trouxe aprendizados importantes. “O que chamou muita atenção foi o olhar técnico e detalhista da equipe que fez a implantação. Tivemos vários insights de fazer ajustes e melhorias tanto na gestão quanto em práticas sustentáveis”, acrescentou. Para Daiana Costa Beber, a iniciativa é essencial para dar visibilidade ao trabalho responsável que o produtor já realiza em Mato Grosso.

“O Programa Soja Legal mostra como o produtor mato-grossense já está comprometido com uma produção responsável. Ele ajuda a dar visibilidade e cria uma imagem positiva para o agro do estado. Sabemos que o mercado busca cada vez mais saber a origem da soja. Então, ter uma certificação como essa pode sim se tornar um diferencial competitivo, abrindo portas e valorizando o nosso produto”, concluiu.

Valorização das boas práticas

O novo Soja Legal consolida o papel de Mato Grosso como referência mundial em sustentabilidade. Ao mesmo tempo em que orienta o produtor sobre suas obrigações legais, o programa oferece segurança técnica e reconhecimento público, pilares essenciais para o futuro da agricultura.

Mais do que uma atualização, essa nova fase representa um marco na valorização das boas práticas e da imagem do agro mato-grossense. Fazer parte é fazer certo e o produtor de Mato Grosso, mais uma vez, mostra que sustentabilidade, produtividade e responsabilidade podem caminhar lado a lado.

Para fazer parte do programa, o produtor deve entrar em contato com o Canal do Produtor pelo telefone (65) 3027-8100.

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT realiza visitas técnicas no CTECNO Parecis e Araguaia e Giro de Pesquisa no Vale do Guaporé

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) vai realizar, ao longo do mês de janeiro e início de fevereiro, uma série de eventos técnicos em diferentes regiões do estado, com foco na difusão de conhecimento, apresentação de resultados de pesquisas e fortalecimento da tomada de decisão no campo. A programação inclui visitas técnicas aos Centros Tecnológicos Parecis e Araguaia, além do Giro de Pesquisa no Vale do Guaporé, em parceria com o Instituto Mato-grossense de Agronegócio (Iagro MT).

No dia 15 de janeiro, acontece o CTECNO Parecis, em Campo Novo do Parecis, com a realização das visitas técnicas em comemoração aos 10 anos do Centro Tecnológico. O evento tem início às 7h30 e vai apresentar aos produtores um compilado dos principais resultados obtidos ao longo da última década de pesquisas, oferecendo um panorama claro e aplicável dos estudos desenvolvidos pelo centro, além de um painel com o biólogo e apresentador Richard Rasmussen e o produtor rural e ex-ministro da Agricultura Antônio Cabrera.

Já no dia 28 de janeiro, a Aprosoja MT realiza a Visita Técnica ao Centro Tecnológico do Araguaia (CTECNO Araguaia), em Nova Nazaré. O evento acontece a partir das 7h, com foco na apresentação de pesquisas conduzidas na região e na troca de informações técnicas entre produtores, pesquisadores e profissionais do setor. As inscrições para esta visita técnica já estão abertas.

Encerrando a programação da primeira safra, no dia 11 de fevereiro, será realizado o Giro de Pesquisa Vale do Guaporé, em Pontes e Lacerda. Um dia de visita técnica dedicado à apresentação de resultados de campo e discussão de temas estratégicos para a produção agrícola da região. As inscrições para o Giro de Pesquisa serão abertas ainda no mês de janeiro.

Com essa agenda, a Aprosoja MT reforça seu compromisso com o conhecimento técnico, aproximando a pesquisa do produtor rural e contribuindo para uma agricultura cada vez mais eficiente e alinhada às realidades regionais de Mato Grosso.

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