Connect with us
17 de junho de 2026

Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Milho sobe em Chicago com apoio externo, apesar de fundamentos de oferta ainda pressionados – MAIS SOJA

Published

on


A cotação do milho, para o primeiro mês em Chicago, igualmente subiu nesta última semana de abril. O bushel do cereal fechou o dia 30/04 em US$ 4,64, contra US$ 4,55 uma semana antes.

Tal comportamento se deve aos fatores externos ligados à guerra no Oriente Médio e ao reposicionamento, na ponta compradora, dos Fundos. Mesmo porque, pelo lado da oferta, o plantio da nova safra do cereal, nos EUA, avança muito bem, tendo chegado a 25% da área esperada até o dia 26/04, contra 19% na média. Ao mesmo tempo, 7% das lavouras semeadas já estavam germinadas, contra 4% na média.

Quanto às exportações estadunidenses de milho, na semana encerrada em 23/04 as mesmas atingiram a 1,6 milhão de toneladas, chegando a um volume total já embarcado, no atual ano comercial, de 53,4 milhões de toneladas, o qual supera largamente os pouco mais de 40 milhões de toneladas embarcados no mesmo período do ano anterior.

Outro elemento que ajuda os preços do milho no mercado internacional vem da Europa. Informações dão conta de que o cereal deverá perder área semeada neste ano, diante dos altos custos de fertilizantes e energia. Na União Europeia a área poderá ser inferior a 8 milhões de hectares em 2026, pela primeira vez no século XXI. O contexto atual deixa as margens, aos produtores, muito reduzidas, além dos riscos elevados devido às constantes mudanças climáticas que também lá ocorrem.

Especificamente na França, a área de milho em grão pode diminuir de 10% a 15% este ano. Na Polônia, a área deve diminuir ligeiramente, ficando em 1,25 milhão de hectares. Na Alemanha, ao contrário, espera-se um aumento de 3,5% na área semeada com o cereal, porém, a mesma é pequena, devendo atingir a um total de 507.000 hectares (cf. Reuters).

E no Brasil, os preços se mantiveram estáveis. No Rio Grande do Sul as principais praças continuaram praticando R$ 57,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 52,00 e R$ 63,00/saco. Com a colheita de verão atingindo a 62% no país (cf. Conab), o mercado volta suas atenções ao desenvolvimento da safrinha, cujo plantio está encerrado.

Nesse caso, existem preocupações quanto ao clima quente e seco em muitas regiões do país. Espera-se uma colheita menor do que a registrada no ano anterior. E pelo lado da comercialização, a demanda continua relativamente fraca, com a maioria dos consumidores usando seus estoques. Como existe a forte possibilidade de os estoques de passagem, para o próximo ano, serem elevados, os consumidores aguardam para comprar na expectativa de preços menores nas próximas semanas Em relação à safrinha, segundo a Conab, a situação das lavouras nacionais, neste final de abril, estava com 26,1% em desenvolvimento vegetativo, 44,4% em floração, 29,2% em enchimento de grãos e 0,3% em maturação.

Enfim, segundo a Secex, nos primeiros 16 dias úteis de abril, o Brasil exportou 443.081 toneladas de milho, aumentando a média diária em 210,5% sobre a média de todo o mês de abril do ano passado. O preço recebido pela tonelada exportada recuou 6,5%, ficando em US$ 254,30 em abril de 2026 contra US$ 272,00 de abril de 2025.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


undefined


 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

Continue Reading

Sustentabilidade

Safra de incertezas? Custos elevados, endividamento e El Niño extremo tiram o sono do sojicultor e ameaçam rentabilidade

Published

on


Imagem gerada por IA

O vazio sanitário da soja já está em vigor em diversas regiões do Brasil e, em outras, começa em breve. O período, essencial para o controle da ferrugem asiática, também marca o início dos preparativos para a safra 2026/27. No entanto, o cenário para o próximo ciclo preocupa o produtor rural.

Mesmo após uma safra 2025/26 recorde, o clima de otimismo não se sustenta. O setor enfrenta uma combinação delicada de fatores, como endividamento agrícola, dificuldade de acesso ao crédito, custos elevados com insumos e preços pressionados no mercado.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

A Aprosoja São Paulo alerta que o momento exige cautela redobrada. A relação de troca, indicador importante para o produtor, segue desfavorável, exigindo planejamento rigoroso.
“Vamos para a próxima safra com incertezas constantes, tanto no cenário nacional quanto internacional, especialmente em relação aos fertilizantes e insumos. Mais do que nunca, é preciso fazer conta e agir com cautela”, destaca Andrey Rodrigues, presidente da associação.

Em Goiás, após o encerramento da safrinha, o estado entra no período de vazio sanitário. Por lá, cerca de 20% da safra 2026/27 já foi comercializada, com produtores aproveitando oportunidades de barter para antecipar a compra de insumos. Ainda assim, o ritmo de negócios segue abaixo da média histórica para esta época do ano.

O retorno do El Niño

Além das questões econômicas, o clima surge como o principal fator de preocupação. O retorno do El Niño reacende o alerta no campo. O fenômeno deve ganhar intensidade ao longo do segundo semestre de 2026 e pode se estender até o início de 2027. Para a sojicultura, isso representa mudanças importantes no regime de chuvas e aumento do risco de eventos climáticos extremos.

De acordo com projeções meteorológicas, o Centro-Oeste e o Sudeste devem enfrentar atraso no início das chuvas, o que pode comprometer a janela ideal de plantio. A regularização das precipitações é esperada apenas entre o fim de outubro e o início de novembro.

Por fim, no Sul do país, o cenário é oposto, com a tendência de aumento no volume de chuvas, o que pode favorecer a produtividade. Já no Matopiba e em áreas do Norte e Nordeste, a previsão é de redução das chuvas e elevação das temperaturas, aumentando o risco de perdas e atrasos no plantio.

O post Safra de incertezas? Custos elevados, endividamento e El Niño extremo tiram o sono do sojicultor e ameaçam rentabilidade apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Como a disponibilidade de nitrogênio altera a distribuição da produtividade de grãos na planta de soja – MAIS SOJA

Published

on


A produtividade da soja é resultado da interação entre fatores genéticos, ambientais e de manejo, sendo determinada principalmente pela disponibilidade de recursos durante o ciclo da cultura. Recentemente, têm surgido o questionamento quanto à capacidade da Fixação biológica de nitrogênio (FBN) e do solo em atender às exigências de nitrogênio visando altas produtividades na soja (Salvagiotti et al., 2008; Cafaro La Menza et al., 2020). Embora diversos estudos já tenham demonstrado que a limitação de nitrogênio (N) pode reduzir a produtividade da soja (Cafaro La Menza et al., 2017), ainda existem lacunas sobre como esse nutriente afeta os componentes de rendimento ao longo da arquitetura da planta.

Nesse contexto, um estudo conduzido por Bonfanti et al. (2025) em nove ambientes irrigados nos Estados Unidos, comparou um tratamento com suprimento abundante de N (Full-N) com outro dependente exclusivamente do N do solo e da FBN (Zero-N), o resultado obtivo foi de um ganho médio de 984 kg ha-1 na produtividade de grãos, evidenciando a importância desse nutriente para a maximização do rendimento da cultura.

A resposta produtiva foi resultado da combinação entre aumento do número de sementes (+7%) e do peso individual das sementes (+11%). Entretanto, esses componentes responderam de maneira distinta dentro da planta. O incremento no número de sementes concentrou-se principalmente nos nós da região média-superior do dossel, em função do aumento do número de vagens, enquanto o peso das sementes apresentou resposta positiva em praticamente todas as posições da planta. O número de sementes por vagem foi pouco influenciado pelo suprimento de N (Figura 1).

Figura 1. Efeito da disponibilidade de nitrogênio sobre: (a) produtividade de grãos, (b) peso de sementes, (c) o número de sementes e (d) número de vagens, em diferentes posições da planta de soja. Os círculos amarelos representam os nós da haste principal e os triângulos verdes os ramos. Os valores expressam a diferença entre os tratamentos com alta disponibilidade de nitrogênio (Full-N) e baixa disponibilidade (Zero-N), considerando nove ambientes de avaliação. A linha vermelha indica a resposta média ao longo do dossel, dividido em cinco estratos conforme a posição relativa dos nós na planta.
Adaptado de Bonfanti et al. (2025)

Os resultados demonstram que o manejo adequado do N pode ampliar o potencial produtivo da soja. A compreensão da distribuição dos componentes de rendimento ao longo do dossel permite identificar quais regiões da planta são mais responsivas ao suprimento de N e oferece subsídios para estratégias de manejo voltadas à obtenção de maiores rendimentos.

Referências:

BONFANTI, L. et al. Soybean seed yield distribution within the canopy as affected by nitrogen supply. Crop Science, v. 65, n. 2, mar. 2025. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/csc2.70033 >, acesso: 18/05/2026.

CAFARO LA MENZA, N. et al. Insufficient nitrogen supply from symbiotic fixation reduces seasonal crop growth and nitrogen mobilization to seed in highly productive soybean crops. Plant, cell & environment, v. 43, n.8, p. 1958-1972, 2020. Disponível em: < https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32430922/ > ,acesso: 15/05/2026

CAFARO LA MENZA, N. et al. Is soybean yield limited by nitrogen supply? FieldCrops Research, v. 213, p. 204-212, 2017. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0378429017307797 >, acesso: 14/05/2026

SALVAGIOTTI, F. et al. Nitrogen uptake, fixation and response to fertilizer n in soybeans: a review. Field Crops Research, V. 108, n.1, p. 1-13, 2008. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378429008000555 >, acesso: 15/05/2026

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

Continue Reading

Sustentabilidade

China reforça segurança alimentar e amplia estratégia para se tornar potência agrícola global – MAIS SOJA

Published

on


A China está promovendo uma profunda reorganização de seu sistema agroalimentar com o objetivo de reduzir vulnerabilidades externas, fortalecer a segurança nacional e consolidar sua posição como potência agrícola global. A análise faz parte do estudo “O dilema da segurança alimentar na China: fases históricas e perspectivas”, publicado pelo Insper Agro Global neste mês.

Transformação agrícola

Segundo o levantamento, a política agrícola chinesa passou por uma transformação significativa ao longo dos últimos 70 anos. Se nos primeiros planos quinquenais a agricultura era subordinada ao processo de industrialização, atualmente ela ocupa papel central na estratégia nacional do país. Hoje, a China é o maior produtor, consumidor e importador mundial de alimentos, mas enfrenta limitações estruturais importantes: abriga cerca de 20% da população mundial, enquanto dispõe de apenas 8% das terras aráveis e 6% da água doce do planeta.

Metas ambiciosas

O estudo destaca que o 14º Plano Quinquenal (2021-2025) elevou a segurança alimentar ao mesmo nível estratégico de áreas como energia e finanças. Já o 15º Plano Quinquenal (2026-2030) amplia essa diretriz ao estabelecer metas ambiciosas, como elevar a produção de grãos para 725 milhões de toneladas, alcançar 85% de autossuficiência em sementes e ampliar a mecanização agrícola para mais de 80%.

Fatores externos

A mudança foi impulsionada por fatores externos recentes, entre eles a guerra comercial entre China e Estados Unidos, a pandemia de Covid-19 e os impactos da guerra na Ucrânia sobre os mercados globais de alimentos e fertilizantes. Nesse contexto, o governo chinês passou a tratar a segurança alimentar como elemento fundamental da segurança nacional.

Nova estratégia

Outro destaque da nova estratégia é a chamada “Grande Abordagem Alimentar”, que incorpora investimentos em biotecnologia, biologia sintética e proteínas alternativas. O objetivo é ampliar as fontes de abastecimento alimentar e reduzir a dependência de produtos importados, especialmente da soja, principal vulnerabilidade do sistema alimentar chinês. Atualmente, o país depende do exterior para cerca de 85% do consumo desse grão.

Risco de limitações

Apesar dos investimentos em inovação e produtividade, os pesquisadores alertam que a agricultura está sujeita a limitações físicas, climáticas e biológicas que tornam a substituição das importações um processo gradual. Por isso, a expectativa não é de uma redução abrupta das compras internacionais, mas de uma gestão mais estratégica das dependências externas.

Brasil e China

Para o Brasil, principal fornecedor agrícola da China, a tendência é de manutenção da relevância comercial, especialmente em cadeias como soja, carnes e outros produtos agroalimentares. O estudo aponta que a complementaridade entre as duas economias continua elevada, embora o cenário exija atenção crescente às mudanças regulatórias, tecnológicas e produtivas promovidas pelo governo chinês.

Transformação gradual

A avaliação final dos pesquisadores é que a nova estratégia chinesa não representa uma ameaça imediata às exportações brasileiras, mas sinaliza uma transformação gradual da forma como o país asiático administra sua segurança alimentar. Nesse cenário, acompanhar a evolução das políticas chinesas e diversificar a pauta exportadora brasileira serão fatores decisivos para manter a competitividade no mercado internacional.

Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
Com informações do Insper Agro Global
FONTE

Autor:Por Larissa Machado – Com informações do Insper Agro Global

Site: SNA

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT