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Como o mercado de soja fechou o mês de abril? Ritmo lento dita negócios; saiba mais

O mercado brasileiro de soja encerrou o mês de abril com preços estáveis e baixo volume de negociações, refletindo um período de cautela por parte dos produtores. Ao longo do mês, as vendas foram pontuais, com foco no encerramento da colheita e na expectativa por condições mais favoráveis de comercialização.
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Entre os principais fatores que influenciam a formação de preços, o cenário foi misto. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros apresentaram leve valorização, enquanto no Brasil o câmbio atuou de forma negativa, com a queda do dólar frente ao real pressionando os preços internos.
Preços no Brasil
No mercado físico, houve pequenas variações nas cotações. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Cascavel (PR), o avanço foi de R$ 120,00 para R$ 121,00, enquanto em Rondonópolis (MT) os preços passaram de R$ 108,00 para R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), a cotação saiu de R$ 130,00 para R$ 131,00.
Contratos futuros de soja
Os contratos futuros com vencimento em julho, os mais negociados em Chicago, acumularam alta de 0,75% no mês, sendo cotados a US$ 11,95 por bushel no dia 30. O suporte veio, principalmente, da valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio e de sinais de retomada na demanda norte-americana.
Soja em Chicago
No cenário internacional, o mercado acompanha expectativas envolvendo os Estados Unidos e a China, com possíveis acordos comerciais que possam impulsionar as exportações da oleaginosa. Ainda assim, o ambiente segue pressionado pela ampla oferta global, com destaque para a safra recorde brasileira, boa produção na Argentina e perspectivas positivas para o plantio americano.
Câmbio
Internamente, o câmbio segue como fator limitante. O dólar operou abaixo de R$ 5,00 no fim de abril, sendo cotado a R$ 4,997 no dia 30, acumulando queda de 3,5% no mês. A entrada de capital estrangeiro, atraído pelos juros elevados no Brasil, contribuiu para a valorização do real e impactou negativamente a competitividade das exportações.
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É amanhã: acompanhe a premiação Personagem Soja Brasil 25/26 ao vivo!

Nesta quinta-feira (18) acontece a cerimônia do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26, na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O evento acontece durante a programação do Fiap 2026 e reúne lideranças do agronegócio para anunciar os homenageados desta edição.
Para assistir é simples, acione o lembrete e acompanhe, ao vivo, pelo link abaixo:
A premiação reconhece personalidades que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento da cadeia da soja no Brasil, valorizando o trabalho de produtores rurais, pesquisadores e profissionais que impulsionam a evolução do setor. Os vencedores foram escolhidos em duas categorias: uma por votação popular e outra por avaliação de um júri técnico especializado.
Não perca!
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Agro mantém confiança no futuro apesar de juros altos e restrição de crédito

Juros elevados, crédito mais restrito e margens apertadas seguem pressionando o agronegócio brasileiro. Ainda assim, a avaliação de lideranças do setor reunidas na Febrasem – Feira Brasileira de Sementes, realizada em Rondonópolis, é de que o momento exige cautela, mas não compromete os fundamentos que sustentam a produção agropecuária em Mato Grosso.
O tema permeou debates e palestras durante o primeiro dia do evento, que reuniu produtores, empresas, pesquisadores e representantes de entidades ligadas à cadeia de sementes. Um dos destaques da programação foi a palestra do especialista em comércio internacional Marcos Jank, que abordou o posicionamento do Brasil no cenário global e as oportunidades para o agro nos próximos anos.
A preocupação com os custos de produção e a disponibilidade de crédito apareceu em diferentes momentos da feira. Ao mesmo tempo, lideranças destacaram a capacidade de adaptação dos produtores e a confiança na próxima safra.
Para o presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Nelson Croda, o cenário é desafiador, marcado por juros altos, custos elevados e escassez de recursos. “É um ano bastante desafiador. Todos sabem das dificuldades, juros altos, custos altos e escassez de recursos”.

Resiliência no campo
Apesar das dificuldades, Croda avalia que a atividade agropecuária já demonstrou, em outros momentos, capacidade para superar períodos de adversidade. “Não é a primeira crise e não será a última, mas o produtor sabe se reinventar, ele tem resiliência”. Segundo ele, essa característica ajudou a impulsionar o desenvolvimento do estado. “Mato Grosso evoluiu desde que cheguei há 30 anos aqui no estado”.
A percepção de que a atual crise é passageira também foi compartilhada pelo presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain. Conforme ele, os desafios enfrentados pelo setor estão ligados principalmente ao mercado. “Nós temos sim uma crise, que é uma crise de mercado. Ela vai passar”.
Na avaliação de Tomain, o comportamento dos produtores demonstra essa confiança. “O produtor de Mato Grosso é visionário e mesmo diante das dificuldades eles não desanimam”.
Ao falar sobre a importância do segmento de sementes para a agricultura mato-grossense, ele destacou o papel da inovação no avanço da produtividade. “São vocês que desenvolvem as sementes e colocaram Mato Grosso onde ele está”.
A força do estado também foi associada à organização construída pelas diferentes cadeias produtivas. Tomain afirmou ainda que essa integração ajuda a explicar o protagonismo mato-grossense no cenário nacional.
“Todas as cadeias produtivas de Mato Grosso estão organizadas e é isso o que diferencia o estado dos demais e o coloca sempre à frente”, disse. Para ele, os resultados alcançados são consequência direta da adoção de tecnologia e do investimento em conhecimento. “Hoje Mato Grosso é o estado mais produtivo do Brasil e do Mundo. Isso é tecnologia, ciência e potencial”.
Presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Paulo Pinto ressaltou que encontros voltados à troca de conhecimento e experiências se tornam ainda mais importantes em momentos de instabilidade. “É nesses períodos de crise que se precisa investir em eventos como estes”.

Brasil de olho em novos mercados
Palestrante do primeiro dia da Febrasem, Marcos Jank levou aos participantes uma análise sobre as transformações do comércio global e os espaços que podem ser ocupados pelo Brasil nas próximas décadas.
De acordo com o especialista, a China continuará exercendo papel central para o agronegócio brasileiro. “China é o grande destino do agro brasileiro. Hoje o Brasil é um grande fornecedor da China e vice-versa. O Brasil explodiu com a guerra comercial entre EUA e China”.
Jank destacou que a posição alcançada pelo país foi construída ao longo de décadas por meio da pesquisa, da inovação e da parceria entre instituições públicas e privadas. “O Brasil hoje não pensa no longo prazo, mas já pensou. Na década de 1970 com a Embrapa, universidades, centros de pesquisa. Hoje é mais o setor privado”.
O especialista também apontou que o Brasil possui diferenciais competitivos capazes de ampliar sua presença internacional, especialmente em áreas ligadas à agricultura tropical e à bioenergia. “Nós temos políticas desde a década de 1970 que estão aqui e que podem ser aproveitadas por todos: agricultura tropical e bioenergia”.
Embora a China siga como principal mercado, Jank acredita que as oportunidades para o agro brasileiro vão além da relação comercial com o país asiático. “A gente tem oportunidades quando se fala em segurança alimentar, não são só China. Nós temos Ásia e África”.
A mensagem deixada ao público da Febrasem foi de que, apesar dos desafios enfrentados no presente, o Brasil continua reunindo condições para ampliar sua participação nos mercados globais. Para as lideranças presentes no evento, a combinação entre tecnologia, pesquisa, organização das cadeias produtivas e capacidade de adaptação dos produtores segue sendo um dos principais ativos do agro brasileiro.
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Preços do arroz voltam a cair no RS com oferta elevada e demanda enfraquecida

Os preços do arroz em casca registraram nova queda no Rio Grande do Sul, interrompendo o movimento de recuperação observado no início de junho. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que aponta o aumento da oferta disponível e as dificuldades na comercialização do arroz beneficiado como os principais fatores de pressão sobre o mercado.
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Segundo os pesquisadores, a ampla disponibilidade do cereal tem mantido os compradores cautelosos, em um momento em que as indústrias enfrentam dificuldades para escoar o produto beneficiado. Esse cenário reduz o interesse por novas aquisições de matéria-prima e contribui para o recuo das cotações.
Demanda externa não sustenta preços
De acordo com o Cepea, a demanda internacional segue ativa e continua oferecendo alternativas de comercialização para parte dos produtores. No entanto, o efeito das exportações sobre os preços internos tem sido limitado diante da oferta elevada disponível no mercado doméstico.
Além disso, os mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) perderam força como fator de sustentação das cotações.
Indústrias mantêm postura cautelosa
Outro fator que pesa sobre o mercado é a dificuldade na venda do arroz beneficiado. Com menor fluidez nos negócios, as indústrias têm reduzido o ritmo das compras de arroz em casca, ampliando a pressão sobre os preços pagos ao produtor.
Na avaliação do Cepea, a combinação entre oferta abundante, demanda industrial enfraquecida e menor impacto dos mecanismos de sustentação do mercado mantém o cenário desafiador para as cotações do cereal no estado.
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