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Bayer lança soja Intacta 5+ no Brasil

Tecnologia tolera cinco herbicidas, protege contra lagartas e deve chegar ao mercado na safra 2027/28
A Bayer anunciou o lançamento da soja Intacta 5+. Trata-se de nova biotecnologia contendo tolerância a cinco moléculas herbicidas e cinco proteínas para o manejo de lagartas. A empresa prevê variedades comerciais prontas para a safra 2027/28. A apresentação ocorreu no centro de inovação da empresa, em Paulínia.
O CEO da divisão agrícola da Bayer no Brasil, Márcio Santos (na foto), explicou que uma revisão interna de processos, iniciada em 2023, acelerou o lançamento da nova geração de soja no país. Trata-se de tecnologia que integra um grupo de dez blockbusters previstos para a próxima década.
Novos herbicidas
A soja Intacta 5+ oferece tolerância a cinco herbicidas: dicamba e glifosato (presentes na tecnologia 2 Xtend); e mesotriona, glufosinato e 2,4-D.
Como resultado, o uso da nova tecnologia permitirá escolhas de herbicidas pré e pós-emergentes mais adaptados à realidade de cada produtor. Isso amplia a precisão do controle de plantas daninhas. A proposta foca no controle de buva, capim pé-de-galinha, capim-amargoso, caruru e cravorana.
A Intacta 5+ expressa:
- o gene EPSPS, proveniente da bactéria Agrobacterium tumefaciens (cepa CP4), que confere tolerância ao glifosato;
- o gene dmo de Stenotrophomonas maltophilia, que codifica a proteína DMO a qual confere tolerância ao herbicida dicamba;
- o gene TDO de Oryza sativa que expressa a proteína tricetona dioxigenase (TDO) a qual confere tolerância ao herbicida mesotriona;
- o pat de Streptomyces viridochromogenes, que codifica a proteína PAT, a qual confere tolerância ao herbicida glufosinato; e
- o gene ft_t.1, uma versão modificada do gene R-2,4-diclorofenoxipropionato dioxigenase (Rdpa) de Sphingobium herbicidovorans, que expressa uma proteína FT_T.1 (FOPs e 2,4-D dioxigenase) a qual confere tolerância ao herbicida 2,4-D.
Controle de lagartas
A nova tecnologia também permite o manejo de 9 espécies de lagartas. A soja Ipro protegia contra Anticarsia gemmatalis, Chloridea virescens, Chrysodeixis includens e Crocidosema aporema. A Intacta 2 Xtend acrescentou Helicoverpa armigera e Spodoptera cosmioides.
Agora, além das seis citadas, a Intacta 5+ facilita o manejo de outras três espécies: Elasmopalpus lignosellus, Rachiplusia nu e Spodoptera eridania.
Isso acontece porque o sistema de proteção contra insetos usa cinco proteínas: Cry2Ab2, Cry1A.105, Cry1Ac, Cry1A.2 e Cry1B.2. As duas últimas foram acrescentadas na nova tecnologia.
As duas novas proteínas quiméricas de Bacillus thuringiensis (Bt), Cry1A.2 e Cry1B.2, foram construídas utilizando domínios específicos, minimizando a sobreposição de receptores.
A Cry1A.2 tem sequência com cerca de 75% de similaridade com proteínas relacionadas, como Cry1A.107 e Cry1A.105, mas com diferenças que evitam resistência cruzada.
Por sua vez, a composição de Cry1B.2 resulta em aproximadamente 60% de identidade de sequência com proteínas relacionadas a Cry1F nos domínios 2 e 3, mas apenas aproximadamente 30% no domínio 2, diferenciando-a de toxinas comerciais como Cry1Ac ou Cry1F.

Demonstrações e comercialização
A Bayer iniciará a instalação de campos de teste na próxima safra. Demonstrará a tecnologia em eventos por todo o país. A comercialização deve ocorrer a partir da safra 2027/28, dependendo da aprovação de países importadores. No Brasil, a tecnologia já recebeu autorização.
A empresa organiza parcerias com agricultores, pesquisadores e demais agentes da cadeia. A meta é chegar ao lançamento com pelo menos 13 variedades adaptadas às principais regiões. Nos dois primeiros anos de mercado, a oferta pode superar 200 variedades.
Agro Mato Grosso
MT intensifica combate ao bicudo na reta final da safra de algodão

Com o beneficiamento do algodão entrando na reta final em Mato Grosso, a atenção do setor produtivo se volta para o controle do bicudo-do-algodoeiro. Na última semana de outubro, a incidência da praga aumentou na maioria das regiões do estado, segundo levantamento do IMAmt, braço técnico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.
O cenário levou a Ampa a reforçar o alerta aos agricultores sobre a necessidade de manter as medidas de combate ao inseto mesmo durante o desenvolvimento da soja. As tigueras, plantas voluntárias de algodão que nascem entre as lavouras de grãos, servem de abrigo e alimento para o bicudo. Por isso, a recomendação é eliminar esses focos imediatamente, manter as armadilhas ativas e recorrer à aplicação de inseticidas quando necessário.
Nas unidades de beneficiamento, os trabalhos também se aproximam da conclusão. A maior parte das algodoeiras já processou entre 65% e 80% da produção, enquanto algumas instalações da região Centro-Leste atingiram 97% do volume previsto.
Plantio da soja chega a 89%
Paralelamente aos cuidados fitossanitários, Mato Grosso se aproxima da conclusão da semeadura da soja 2026/27. Até 30 de outubro, a operação havia alcançado 89,05% da área estimada, favorecida pelo retorno das chuvas em regiões que enfrentavam maior irregularidade climática, como o Noroeste do estado.
Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento, o ritmo da semeadura contribui para o planejamento da próxima etapa do calendário agrícola. A conclusão dos trabalhos dentro do período adequado é importante para assegurar condições mais favoráveis ao cultivo do milho e do algodão de segunda safra no início do próximo ano.
O processamento da fibra, a proximidade do fim da semeadura e a vigilância contra o bicudo marcam a transição entre as etapas da produção agrícola em Mato Grosso. Nesse período, o cumprimento das recomendações fitossanitárias e a atenção aos prazos de cultivo são fundamentais para preservar o potencial produtivo da próxima temporada.
Agro Mato Grosso
MT lidera o Brasil na produção de biomassa nativa e salto impressiona entre 2021 e 2025

Levantamento do IBGE aponta que participação do estado no cenário nacional saltou de 8,2% para 21,5%, impulsionada pelo uso nas caldeiras das agroindústrias.
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Ex-técnico do TCE paga fiança de R$ 97 mil e é libertado de prisão pela Justiça

Jocimauro Bento do Carmo está na lista de pessoas investigadas como membros de suposta organização que desviou ao menos R$ 75 milhões
O ex-servidor do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Jocimauro Bento do Carmo, foi libertado ontem (4) pela Justiça após pagar fiança de R$ 97,2 mil. Ele estava preso desde o dia 29 de outubro durante o cumprimento mandados judiciais da Operação Tomada de Contas.
A juíza Henriqueta Fernanda Lima, do Núcleo do Juízo das Garantias, disse que Jocimauro fora preso por ter sido encontrada uma arma de fogo em sua casa pela Polícia Federal. Ele esteve na lista de alvos de mandado de busca e apreensão.
Jocimauro Bento do Carmo exercia o cargo de técnico de controle público no TCE-MT no gabinete do conselheiro afastado José Carlos Novelli. A Polícia Federal o aponta como o destinatário de R$ 3 milhões no esquema de pagamentos com suposta participação de agências de publicidade.
A Operação Tomada de Contas atingiu a cúpula do Tribunal de Contas, implicando o presidente Sérgio Ricardo de Almeida e outros quatro conselheiros em esquema que teria desviado ao menos R$ 75 milhões.
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