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20 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Plantio direto minimiza impactos da falta de chuva nas lavouras do oeste de Mato Grosso

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6º Episódio do MT Clima e Mercado mostra situação das lavouras em Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis

A Quarta Temporada do Mato Grosso Clima e Mercado chegou nesta terça-feira (25.11) aos núcleos de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis. No sexto episódio, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) acompanhou o andamento da safra 2025/26 em mais duas regiões do estado, marcadas pelo atraso das chuvas no início do plantio.

Em Tangará da Serra, o produtor Geraldo Cesar Preto explicou que a semeadura só avançou após a segunda quinzena de outubro, quando as precipitações voltaram de forma mais regular. Segundo ele, o plantio direto ajudou a reduzir os impactos da estiagem inicial em algumas áreas.

“O nosso plantio foi iniciado na segunda quinzena de outubro em função das chuvas que ocorreram no final de setembro, mas que logo foram interrompidas. A partir do momento que nós iniciamos o plantio, ele foi contínuo, sem interrupções por falta de precipitações. Alguns produtores aqui da região que plantaram no final de setembro, perceberam que as lavouras sofreram um pouco, mas com o plantio direto, milho e braquiária, em função da quantidade de matéria orgânica, as áreas superaram esse início difícil”, disse o produtor ao reforçar que as práticas sustentáveis vem colaborando com a produção.

Sobre o estado atual das lavouras, Geraldo afirma que o desenvolvimento tem sido positivo. “Agora as chuvas estão colaborando, apesar de não serem grandes quantidades. A expectativa, por enquanto, é de uma boa produtividade. Não temos muitos relatos de problemas com aplicações, estamos controlando as ervas daninhas, iniciamos as aplicações de fungicidas. Já a expectativa de colheita vai depender se o clima vai continuar colaborando”, afirmou.

Em Campo Novo do Parecis, a delegada coordenadora do núcleo, Clarete Brolio, conversou com o produtor Alessio Martelli sobre as condições do plantio na região.

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“Tivemos variações dentro do município, mas no geral foram em pontos isolados em que tivemos pouca chuva. A maior parte do plantio começou com bastante umidade, muitos plantaram 50 % da área e quando tivemos uma pausa nas precipitações, tivemos que esperar para finalizar toda a área. Nós mesmo começamos a plantar dia 18 de setembro, que era o programado, e acabamos dia 15 de outubro, dentro da data prevista”, contou Martelli.

O produtor avalia que o desenvolvimento das lavouras tem gerado uma boa expectativa para a safra, mas lembra que a questão logística pode trazer desafios no período de colheita, principalmente para quem não possui estrutura própria.

“Os armazéns da cidade são praticamente os mesmos desde quando cheguei aqui. A produção cresceu, graças à tecnologia e ao aumento da produtividade por hectare, mas a capacidade de armazenagem não acompanhou esse avanço. Em algumas fazendas até tivemos ampliação, mas ainda é pouco. Para quem não tem armazém próprio, a situação deve ser mais difícil este ano, porque a colheita da soja deve vir em duas etapas. Sem espaço para guardar na propriedade, muitos produtores podem enfrentar dificuldades”, completa.

A delegada coordenadora de Campo Novo do Parecis, reforçou a relevância do Mato Grosso Clima e Mercado para os produtores. “Eu considero o MT Clima e Mercado uma iniciativa muito importante para nós produtores. É uma forma de acompanhar a realidade de outras regiões e entender, de fato, o que está acontecendo no campo. E a Aprosoja MT mostra a verdade, não apenas defende o setor, mas apresenta a realidade como ela é.”, disse Clarete Brolio.

Com o sexto episódio, a Aprosoja MT segue mostrando como o clima têm afetado de maneira diferente cada microrregião do estado. Nesta quarta-feira (26.11), a série passa pelos núcleos de Sapezal, Campos de Júlio e Comodoro.

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Avião que caiu em fazenda e deixou dois pilotos mortos em MT estava em fase de teste após manutenção, diz delegado

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avião de pequeno porte que caiu em uma fazenda e deixou dois pilotos mortos, em Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, nessa sexta-feira (18), havia passado por manutenção em uma empresa de Primavera do Leste antes de realizar o voo. As vítimas foram identificadas como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos. (VIDEO ABAIXO)

Segundo o delegado Éric Martins, a aeronave passou por alguns reparos antes da decolagem.

“Inicialmente, com as informações que nós temos até agora, esse avião estava tendo uma manutenção. Então, estavam sendo trocadas algumas peças, fazendo alguns reparos, e foi feito um voo teste para essa aeronave. Pouco depois de levantar voo, ele veio a ter algum tipo de falha e teve o acidente“, explicou.

Zelicio era piloto profissional e estava conduzindo a aeronave. Rafael também era piloto e, acompanhava o voo para aprendizagem.

“Até o presente momento, a gente tem noção de que a pessoa mais idosa era realmente piloto, fazia uso dessa profissão, e a pessoa mais nova estava em treinamento, em aprendizagem”, disse o delegado.

Ainda não há confirmação oficial sobre o modelo do avião envolvido no acidente. Funcionários da empresa Soma informaram que a aeronave seria um Comp Air 7SL, mas a informação ainda depende de confirmação pelos órgãos responsáveis pela apuração do acidente.

Em nota, a empresa Soma Aviação afirmou que irão aguardar o laudo do órgão responsável pela investigação o Cenipa.

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Entenda o caso

 

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo a Polícia Civil, a queda ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 17h35, junto com uma Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ainda não há informações sobre quanto tempo o avião permaneceu no ar antes da queda. As circunstâncias e as causas do acidente também deverão ser apuradas.

Quando chegaram na propriedade, os bombeiros encontraram a aeronave em chamas e localizaram os corpos dos dois ocupantes. Um médico do Samu confirmou as mortes ainda no local.

O impacto da aeronave provocou um incêndio que se espalhou pela vegetação da fazenda. Segundo o Corpo de Bombeiros, entre 4 e 5 mil metros quadrados de pastagem foram queimados. Os militares combateram o incêndio e conseguiram controlar as chamas. Em seguida, fizeram o rescaldo da área para evitar novos focos.

Essa é a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, apenas uma vítima foi identificada oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos.

Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução

Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução

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Fisioterapeuta morre após carro bater contra carreta em Tangará da Serra I MT

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A fisioterapeuta Ana Carolina de Brito Ramos, de 41 anos, morreu após o carro que ela conduzia bater de frente com uma carreta, na rodovia MT-358, em Tangará da Serra, a 320 km de Cuiabá, nesse sábado (19).

Segundo a Polícia Civil, os veículos trafegavam em sentidos opostos e o acidente ocorreu em um trecho de pista reta.

O motorista da carreta, de 35 anos, relatou à polícia que seguia pela rodovia quando viu o carro da vítima vindo no sentido contrário. Segundo ele, ao se aproximarem, o carro teria entrado repentinamente na frente da carreta.

O motorista disse ainda que não soube informar o motivo da manobra e que não havia outro veículo à frente que pudesse ter provocado o deslocamento. Com a batida, Ana Carolina ficou presa às ferragens e morreu ainda no local.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou os procedimentos para retirar o corpo da vítima do veículo.

O local foi periciado e a Polícia Civil investiga as causas do acidente.

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Dengue em Cuiabá chega a mais de 800 casos e número cresce nas últimas semanas

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Cuiabá chegou a 878 casos confirmados de dengue em 2026, segundo o boletim mais recente da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O número vem crescendo nas últimas semanas: eram 569 casos na semana 27, em julho; 739 na semana 33, em agosto; e 878 na semana 36, em setembro.

Apesar desse aumento, a Secretaria de Saúde informa que a média de casos registrados por semana está 6% abaixo da observada em 2025. Na semana mais recente, foram notificados três novos casos, enquanto outros 110 registros incluídos no total eram referentes a semanas anteriores.

Três pessoas morreram em Cuiabá em decorrência da dengue neste ano, segundo o boletim.

As equipes de saúde já vistoriaram 805.397 imóveis em Cuiabá neste ano. Desse total, 87.158 imóveis foram tratados, 97.270 depósitos receberam tratamento e 23.268 foram eliminados.

O número de imóveis vistoriados também aumentou ao longo do ano:

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  • Semana 27: 597.753 imóveis;
  • Semana 33: 756.353 imóveis;
  • Semana 36: 805.397 imóveis.

Em relação à chikungunya, o boletim registra 133 casos confirmados em 2026, sem óbitos. O número de notificações acumuladas é de 143 e a média semanal é de quatro casos, 98,7% inferior à registrada em 2025.

Já em relação à Zika, foram registradas nove notificações e três casos confirmados, com incidência acumulada de 0,4 caso por 100 mil habitantes e sem registro de óbitos.

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