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5 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Plantio direto minimiza impactos da falta de chuva nas lavouras do oeste de Mato Grosso

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6º Episódio do MT Clima e Mercado mostra situação das lavouras em Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis

A Quarta Temporada do Mato Grosso Clima e Mercado chegou nesta terça-feira (25.11) aos núcleos de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis. No sexto episódio, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) acompanhou o andamento da safra 2025/26 em mais duas regiões do estado, marcadas pelo atraso das chuvas no início do plantio.

Em Tangará da Serra, o produtor Geraldo Cesar Preto explicou que a semeadura só avançou após a segunda quinzena de outubro, quando as precipitações voltaram de forma mais regular. Segundo ele, o plantio direto ajudou a reduzir os impactos da estiagem inicial em algumas áreas.

“O nosso plantio foi iniciado na segunda quinzena de outubro em função das chuvas que ocorreram no final de setembro, mas que logo foram interrompidas. A partir do momento que nós iniciamos o plantio, ele foi contínuo, sem interrupções por falta de precipitações. Alguns produtores aqui da região que plantaram no final de setembro, perceberam que as lavouras sofreram um pouco, mas com o plantio direto, milho e braquiária, em função da quantidade de matéria orgânica, as áreas superaram esse início difícil”, disse o produtor ao reforçar que as práticas sustentáveis vem colaborando com a produção.

Sobre o estado atual das lavouras, Geraldo afirma que o desenvolvimento tem sido positivo. “Agora as chuvas estão colaborando, apesar de não serem grandes quantidades. A expectativa, por enquanto, é de uma boa produtividade. Não temos muitos relatos de problemas com aplicações, estamos controlando as ervas daninhas, iniciamos as aplicações de fungicidas. Já a expectativa de colheita vai depender se o clima vai continuar colaborando”, afirmou.

Em Campo Novo do Parecis, a delegada coordenadora do núcleo, Clarete Brolio, conversou com o produtor Alessio Martelli sobre as condições do plantio na região.

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“Tivemos variações dentro do município, mas no geral foram em pontos isolados em que tivemos pouca chuva. A maior parte do plantio começou com bastante umidade, muitos plantaram 50 % da área e quando tivemos uma pausa nas precipitações, tivemos que esperar para finalizar toda a área. Nós mesmo começamos a plantar dia 18 de setembro, que era o programado, e acabamos dia 15 de outubro, dentro da data prevista”, contou Martelli.

O produtor avalia que o desenvolvimento das lavouras tem gerado uma boa expectativa para a safra, mas lembra que a questão logística pode trazer desafios no período de colheita, principalmente para quem não possui estrutura própria.

“Os armazéns da cidade são praticamente os mesmos desde quando cheguei aqui. A produção cresceu, graças à tecnologia e ao aumento da produtividade por hectare, mas a capacidade de armazenagem não acompanhou esse avanço. Em algumas fazendas até tivemos ampliação, mas ainda é pouco. Para quem não tem armazém próprio, a situação deve ser mais difícil este ano, porque a colheita da soja deve vir em duas etapas. Sem espaço para guardar na propriedade, muitos produtores podem enfrentar dificuldades”, completa.

A delegada coordenadora de Campo Novo do Parecis, reforçou a relevância do Mato Grosso Clima e Mercado para os produtores. “Eu considero o MT Clima e Mercado uma iniciativa muito importante para nós produtores. É uma forma de acompanhar a realidade de outras regiões e entender, de fato, o que está acontecendo no campo. E a Aprosoja MT mostra a verdade, não apenas defende o setor, mas apresenta a realidade como ela é.”, disse Clarete Brolio.

Com o sexto episódio, a Aprosoja MT segue mostrando como o clima têm afetado de maneira diferente cada microrregião do estado. Nesta quarta-feira (26.11), a série passa pelos núcleos de Sapezal, Campos de Júlio e Comodoro.

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Agro Mato Grosso

MT intensifica combate ao bicudo na reta final da safra de algodão

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Com o beneficiamento do algodão entrando na reta final em Mato Grosso, a atenção do setor produtivo se volta para o controle do bicudo-do-algodoeiro. Na última semana de outubro, a incidência da praga aumentou na maioria das regiões do estado, segundo levantamento do IMAmt, braço técnico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.

O cenário levou a Ampa a reforçar o alerta aos agricultores sobre a necessidade de manter as medidas de combate ao inseto mesmo durante o desenvolvimento da soja. As tigueras, plantas voluntárias de algodão que nascem entre as lavouras de grãos, servem de abrigo e alimento para o bicudo. Por isso, a recomendação é eliminar esses focos imediatamente, manter as armadilhas ativas e recorrer à aplicação de inseticidas quando necessário.

Nas unidades de beneficiamento, os trabalhos também se aproximam da conclusão. A maior parte das algodoeiras já processou entre 65% e 80% da produção, enquanto algumas instalações da região Centro-Leste atingiram 97% do volume previsto.

Plantio da soja chega a 89%

Paralelamente aos cuidados fitossanitários, Mato Grosso se aproxima da conclusão da semeadura da soja 2026/27. Até 30 de outubro, a operação havia alcançado 89,05% da área estimada, favorecida pelo retorno das chuvas em regiões que enfrentavam maior irregularidade climática, como o Noroeste do estado.

Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento, o ritmo da semeadura contribui para o planejamento da próxima etapa do calendário agrícola. A conclusão dos trabalhos dentro do período adequado é importante para assegurar condições mais favoráveis ao cultivo do milho e do algodão de segunda safra no início do próximo ano.

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O processamento da fibra, a proximidade do fim da semeadura e a vigilância contra o bicudo marcam a transição entre as etapas da produção agrícola em Mato Grosso. Nesse período, o cumprimento das recomendações fitossanitárias e a atenção aos prazos de cultivo são fundamentais para preservar o potencial produtivo da próxima temporada.

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Agro Mato Grosso

MT lidera o Brasil na produção de biomassa nativa e salto impressiona entre 2021 e 2025

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Levantamento do IBGE aponta que participação do estado no cenário nacional saltou de 8,2% para 21,5%, impulsionada pelo uso nas caldeiras das agroindústrias.

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Agro Mato Grosso

Grupo de teatro de MT leva Amazônia, Cerrado e Pantanal a festival internacional na África

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O grupo mato-grossense Tibanaré leva os três biomas de Mato Grosso ao palco de um festival internacional de teatro em Cabo Verde, na África. Com a Amazônia, Cerrado e Pantanal em foco, a companhia foi selecionada para apresentar o espetáculo infantojuvenil Fubá Play na 32ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact 2026), realizada entre os dias 2 e 7 de novembro, na ilha de São Vicente.

A montagem tem cenário inspirado na diversidade ambiental do estado e mistura teatro, tecnologia e jogos interativos. Durante a apresentação, as crianças participam de votações que definem os rumos da história e influenciam as ações do personagem, as imagens projetadas e a trilha sonora.

O espetáculo acompanha Fubá, protagonista que vive em uma casa-bolha tecnológica e enfrenta desafios ao longo da narrativa. As escolhas do público interferem diretamente no desenvolvimento das cenas.

A apresentação marca o retorno do grupo ao festival. Na edição anterior, o Tibanaré levou ao evento o espetáculo ‘Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros’, que combina teatro e dança sem diálogos.

Trajetória internacional

Fundado em 2006, em Mato Grosso, o Grupo Tibanaré desenvolve trabalhos que misturam teatro, palhaçaria, dança e outras linguagens artísticas.

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O Mindelact é um dos principais encontros de artes cênicas da África de língua portuguesa e reúne artistas e companhias de diferentes países. A seleção é resultado de uma articulação iniciada no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2025, realizado em Fortaleza (CE).

O encontro reúne profissionais do setor cultural e cria oportunidades para a circulação de produções brasileiras no exterior. Além das participações no Mindelact, a companhia já esteve em feiras internacionais de artes cênicas no Chile e nos Estados Unidos e em festivais na Turquia, China, Chile e Angola.

A viagem conta com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), que custeou as passagens aéreas. O festival não cobre as despesas de deslocamento dos artistas.

Grupo Tibanaré encena 'Tomara que Chova' no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

Grupo Tibanaré encena ‘Tomara que Chova’ no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

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