Featured
MT anuncia laboratório de análise de solo e pesquisa para substituir o uso de mercúrio

O Governo de Mato Grosso anunciou durante a abertura da Expominério 2025, nesta quarta-feira (26), que os recursos da TFRM, a taxa estadual destinada ao controle, acompanhamento e fiscalização das atividades minerárias, serão aplicados na criação de um laboratório de análise de solo em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Além disso, foi divulgado também o financiamento de uma pesquisa para substituir o uso do mercúrio na extração de ouro no Estado.
“Esses investimentos serão custeados com dinheiro deste tributo, que está sob tutela do governo, para que possa prestar, aqui dentro do Estado, um excelente serviço e com rapidez, com baixo custo e eficiência”, afirmou o governador Mauro Mendes.
O governador destacou que a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) estuda outras formas de aplicar os recursos da TFRM conforme a legislação e com o objetivo de criar novos mecanismos que impulsionem o crescimento e desenvolvimento do setor mineral de Mato Grosso.
Durante o evento, o governador também sancionou a lei que cria o selo mineral social e o selo mineral sustentável, propostos pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi. As certificações irão reconhecer empresas que adotem boas práticas sociais, ambientais e de governança, estimulando a mineração responsável e reconhecendo as boas práticas das empresas do setor.
“O selo vem para valorizar quem trabalha certo, quem cuida do meio ambiente e gera emprego e renda. Nós temos trabalhado, por meio do Grupo de Trabalho da Mineração, a construção de políticas públicas como a lei Educa Mineração, que já está nas escolas, com parcerias técnicas, com ações para o Vale do São Lourenço e com debates que resultaram na primeira minuta da Política Estadual de Recursos Minerais”, destacou o deputado.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, ressaltou que o setor tem se fortalecido e que o governo trabalha em uma governança robusta para atrair investidores, especialmente por meio da Invest MT.
“O setor da mineração está cada vez mais forte. A governança está estruturada, e a Invest MT tem desempenhado papel importante. Já temos escritório em Xangai e iniciamos conversas com o Canadá, que é referência mundial em mineração. Estamos trabalhando para trazer novas empresas, novas tecnologias e mais emprego e renda para o Estado”.
Um dos organizadores da Expominério, Disney de Paula, afirmou que a feira representa um divisor de águas para o setor mineral do Centro-Oeste. Ele explicou que a edição deste ano reúne mais de 120 expositores, oferece mais de 40 horas de conteúdo técnico e discute temas como descarbonização, transição energética, mineração sem mercúrio, novas tecnologias e modernização da legislação.
“Não existe economia verde sem mineração responsável, técnica e inovadora. Mato Grosso hoje é o quinto maior produtor de minerais do país e o setor cresceu 53 vezes desde 2004, um avanço extraordinário. Se continuar seguindo esse ritmo, temos total capacidade de entrar para o top 30 nacional nos próximos anos. O futuro já desponta no horizonte com terras raras, onde 18 empresas já pesquisam em Mato Grosso, com novos pedidos protocolados na Agência Nacional de Mineração”, disse Disney.
O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, ressaltou que a mineração está cada vez mais integrada à modernização tecnológica e à qualificação da mão de obra em várias regiões do Estado. Ele destacou também que o setor gera mais de 8 mil empregos diretos e tem potencial para ampliar a agregação de valor à produção mineral, de forma a manter mais etapas produtivas dentro de Mato Grosso.
“Precisamos agregar mais valor aqui dentro. O setor tem potencial para ser um dos grandes motores da indústria mato-grossense nos próximos anos”, disse.
A Expominério 2025 segue até sexta-feira (28), no Centro de Eventos do Pantanal, com palestras, minicursos, rodadas de negócios e painéis técnicos.
Featured
Mato Grosso registra criação de 2,2 mil vagas com carteira assinada em setembro

Mato Grosso encerrou o mês de setembro com a criação de 2.233 empregos com carteira assinada e chegou a 39.681 novos postos de trabalho no acumulado de janeiro a setembro de 2026. O resultado foi impulsionado principalmente pelos setores de serviços e agropecuária, que registraram saldos positivos no mês. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Em setembro, foram registradas 53.927 contratações e 51.694 demissões no Estado. O setor de serviços liderou a geração de empregos, com saldo de 1.757 vagas, seguido pela agropecuária, com 1.043, e pelo comércio, com 299. Já a indústria e a construção civil fecharam mais postos do que abriram, com saldos negativos de 602 e 264 vagas, respectivamente.
O desempenho da agropecuária chama a atenção porque setembro marca o início do plantio da safra de soja 2026/2027 em Mato Grosso. A movimentação nas propriedades rurais amplia a necessidade de trabalhadores para o preparo do solo, operação de máquinas e outras atividades ligadas à produção agrícola.
O ciclo também movimenta setores como transporte, armazenamento, comércio de insumos e prestação de serviços. Enquanto Mato Grosso criou mais de mil empregos no campo, a agropecuária brasileira registrou saldo negativo de 4.381 vagas no mesmo período.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Mayran Beckman, os números mostram a importância da atividade agropecuária e da diversificação da economia para a manutenção dos empregos.
“O início do plantio da soja movimenta não apenas as propriedades rurais, mas toda uma cadeia de atividades que depende da produção agrícola. Mato Grosso tem essa característica de integrar o agronegócio à indústria, ao comércio e aos serviços. Mesmo com oscilações em alguns setores, seguimos criando oportunidades de trabalho, principalmente no interior, onde o crescimento econômico se reflete na geração de emprego e renda”, destacou a secretária.
No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o saldo positivo foi registrado em todos os cinco grandes setores da economia. Serviços liderou a abertura de vagas, com 17.933 novos empregos, seguido pela agropecuária (7.432), construção civil (6.815), indústria (4.805) e comércio (2.697). Ao todo, foram 529.994 admissões e 490.313 desligamentos entre janeiro e setembro.
Outro destaque de setembro foi a maior participação feminina nas novas vagas. As mulheres responderam por um saldo de 1.222 empregos, contra 1.011 entre os homens. A faixa etária de 18 a 24 anos concentrou a maior parte das novas oportunidades, e o levantamento também registrou 331 trabalhadores estrangeiros entre os contratados.
Com os resultados, Mato Grosso encerrou setembro com 987.057 vínculos de trabalho com carteira assinada. O setor de serviços concentra o maior número, com 351.969, reforçando sua importância na economia estadual.
Featured
Bolsonaristas de Mato Grosso apoiam candidatura de Rogério Marinho a presidente do Senado

Chegada de senador à Mesa Diretora seria parte do plano que teve sucesso na montagem da maior bancada do PL para a próxima legislatura
Senadores eleitos e em mandato por Mato Grosso apoiam a candidatura do Rogério Marinho (PL-RN) para presidente do Senado, a partir de 2027. Wellington Fagundes, José Medeiros e o suplente eleito Odílio Balbinotti participaram ontem (4) da reunião do Partido Liberal (PL) de lançamento de candidatura de Marinho.
Eles defendem a escolha de Marinho para presidente da Mesa Diretora como parte sequencial da estratégia que iniciou com as campanhas eleitorais e sucesso na montagem da maior bancada bolsonarista no Senado.
José Medeiros afirmou em suas redes sociais que a eleição de Marinho “passa obrigatoriamente pelo resgate da democracia, por um parlamento que faça cumprir a Constituição e que não assista passivamente ela [a democracia] ser destruída”.
Ele faz referência aos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por atos considerados por parte dos congressistas como inconstitucionais. Medeiros mesmo é autor de alguns pedidos, principalmente do ministro Alexandre de Moraes.
Porém, o mais recente, na semana seguinte ao segundo turno da eleição presidencial, foi contra o ministro Cristiano Zanin, que autorizou a extensão do horário de votação, sem, segundo o parlamentar, justificar o motivo da ordem.
A articulação para a eleição da Mesa Diretora do Senado inicia com três candidaturas. Além de Rogério Marinho, o atual presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) tenta permanecer no cargo, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro, quer ser a primeira mulher eleita ao cargo.
Featured
Após atingir menor preço em 11 semanas, soja sobe em Chicago

Os preços da soja registram alta na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira (5), interrompendo uma sequência de oito pregões consecutivos de queda. O movimento é impulsionado pela valorização do petróleo em Nova York, que favorece uma recuperação técnica das cotações da oleaginosa.
Por volta das 8h56 (horário de Brasília), os contratos futuros com vencimento em janeiro eram negociados a US$ 12,0625 por bushel, avanço de 4 centavos de dólar, equivalente a 0,33%, em relação ao fechamento anterior.
Segundo a Safras News, a recuperação ocorre após os contratos acumularem perdas expressivas nas últimas sessões, pressionados pelo avanço da colheita norte-americana e por uma demanda chinesa abaixo das expectativas.
Soja atingiu menor preço em 11 semanas
Na quarta-feira (4), os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa, atingindo os menores patamares em 11 semanas.
A posição janeiro fechou cotada a US$ 12,0225 por bushel, recuo de 11,75 centavos de dólar, ou 0,96%.
Já os contratos com vencimento em março terminaram a sessão a US$ 12,1025 por bushel, queda de 10,50 centavos de dólar, equivalente a 0,86%.
Além da desvalorização do petróleo, o cenário de oferta e demanda contribuiu para pressionar as cotações.
Safra recorde nos EUA e demanda chinesa pressionam preços
O avanço da colheita de soja nos Estados Unidos continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre o mercado internacional.
Os produtores norte-americanos estão colocando no mercado a maior safra da história, ampliando a disponibilidade do grão e limitando uma recuperação mais consistente dos preços.
Do lado da demanda, as compras chinesas seguem abaixo das expectativas dos agentes do mercado. Apesar das vendas recentes, o ritmo de aquisição pela China ainda não foi suficiente para compensar a pressão exercida pela oferta elevada.
Nesse cenário, a valorização do petróleo favorece uma reação das cotações nesta quinta-feira, mas os fundamentos de oferta e demanda continuam pesando sobre o mercado da soja em Chicago.
Sustentabilidade23 horas agoMercado brasileiro de milho deve ter dia lento nos negócios – MAIS SOJA
Business22 horas agoPlantio de soja ganha ritmo, mas irregularidade das chuvas mantém alerta para trabalhos em campo
Sustentabilidade13 horas agoFarsul alerta para o risco de caducidade da MP 1376 – MAIS SOJA
Sustentabilidade17 horas agoIMEA: Semeadura do milho acelera na Argentina, enquanto MT monitora clima para a safra 26/27 – MAIS SOJA
Featured23 horas agoPara tentar evitar processo disciplinar, vereador Jeferson Siqueira ameniza pressão sobre suplente
Sustentabilidade22 horas agoTrigo/BR: Colheita avança no Sul, mas clima reduz produtividade e qualidade dos grãos – MAIS SOJA
Business21 horas agoEm Brasília, governo de SP cobra mudanças nas regras de renegociação de dívidas rurais
Business15 horas agoProdutor de tabaco poderá acompanhar a classificação das folhas dentro de sua propriedade

















