Sustentabilidade
Clima favorável impulsiona safra 2025/26; desafios operacionais e margens pressionadas exigem atenção, aponta Itaú BBA – MAIS SOJA

O Itaú BBA divulgou, na última quinta-feira (27), uma atualização das perspectivas do agronegócio para o ciclo 2025/26. O estudo, produzido pela Consultoria Agro do banco, revela que o setor enfrentará um cenário de volatilidade no mercado internacional e custos pressionados, enquanto aguarda impactos climáticos moderados nas principais culturas.
De acordo com Cesar de Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, a conjuntura global, influenciada por dinâmicas geopolíticas, condições climáticas e oscilações cambiais, terá papel central na definição dos resultados da próxima safra. “Embora as condições climáticas apontem para um desenvolvimento positivo em grande parte das regiões agrícolas do Brasil, fatores como custos de produção, câmbio e o comportamento dos mercados internacionais exigem que o produtor adote uma gestão financeira e operacional ainda mais cuidadosa”, afirma Alves.
No caso da soja, as perspectivas climáticas positivas para Brasil e Argentina devem levar a produção sul-americana a níveis recordes, com margens pressionadas devido à forte concorrência no mercado global e volatilidade no comportamento da demanda chinesa. Já o milho safrinha segue como aposta atrativa para diversas regiões, embora os atrasos no plantio da soja, especialmente em Goiás e Minas Gerais, possam limitar a área destinada à cultura.
Na pecuária, a carne bovina deve enfrentar uma redução de oferta em 2026, com impacto positivo nos preços, enquanto o setor avícola, após os desafios da gripe aviária em 2025, se mostra bem-posicionado para manter resultados sólidos. A suinocultura, por sua vez, encerra 2025 com recordes de produção e exportação, mas é necessário atenção às oscilações na demanda externa para dar continuidade ao ritmo de crescimento em 2026.
O açúcar e o etanol seguem como destaques, com produção de etanol em alta, impulsionada pelo aumento da mistura anidro-gasolina no mercado interno. No entanto, o balanço global aponta para um excesso de oferta de açúcar, o que pode pressionar os preços no curto prazo.
As culturas de trigo, arroz e algodão enfrentam desafios associados à dinâmica cambial e à ampla oferta global, limitando a competitividade brasileira em alguns mercados. No entanto, o setor de café mostra sinais de recuperação, com uma safra potencialmente maior em 2026 e perspectivas globais de preços relativamente firmes, embora com volatilidade elevada.
O relatório também destaca que o mercado global de fertilizantes, embora tenha registrado redução de preços desde as máximas observadas em 2025, segue em níveis altos e sensível a riscos geopolíticos. No Brasil, a logística das entregas para a próxima safra exigirá atenção redobrada, dado o ritmo mais lento de comercialização dos insumos.
Alves reitera a necessidade de uma gestão de riscos eficiente – por parte de produtores, tradings e indústrias – para lidar com um cenário global volátil. “A gestão eficiente e a inovação tecnológica serão fundamentais para os resultados do agronegócio brasileiro no ciclo 2025/26, sobretudo em um momento em que a concorrência global se acirra e o ambiente operacional exige mais resiliência”, finaliza o executivo.
Mais informações sobre o relatório Atualização das Perspectivas 2025/26 em: Agronegócio | Itaú BBA
Fonte: Assessoria de Imprensa Itaú
Sustentabilidade
Chicago fecha em alta no milho com demanda nos EUA e valorização nos preços do petróleo – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com alta nos preços. O mercado buscou suporte nos sinais de demanda para o milho e o etanol norte-americano, em meio à continuidade do movimento de alta nos preços do petróleo com a continuidade da guerra no Oriente Médio.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2025/26, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 1.530.800 toneladas na semana encerrada em 5 de março. O Japão liderou as compras, com 670.000 toneladas. Para a temporada 2026/27, foram mais 500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 800 mil e 2,2 milhões de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 4,62 1/2, com alta de 2,25 centavos, ou 0,48%, em relação ao fechamento anterior. A posição julho fechou a sessão a US$ 4,74 por bushel, avanço de 2,00 centavos ou 0,42% em relação ao fechamento anterior.
Autor/Fonte: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
Sustentabilidade
Comercialização de soja e milho apresenta ritmo cauteloso em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

A comercialização da safra 2025/2026 de soja em Mato Grosso do Sul alcançou 32,5% do volume estimado até fevereiro de 2026, de acordo com levantamento apresentado no relatório Preço x Comercialização, elaborado pela Aprosoja/MS com dados da consultoria Granos.
Somente no mês de fevereiro, o volume comercializado da nova safra foi de 4,5%, contribuindo para o avanço do percentual acumulado no estado. O relatório também aponta que o preço médio ponderado da safra 2025/2026, considerando o volume já comercializado até o final de fevereiro, foi de R$ 115,46 por saca.
Segundo a análise apresentada no documento, o andamento da comercialização da safra atual apresenta um comportamento mais cauteloso quando comparado a ciclos anteriores, especialmente nas fases iniciais.
No caso do milho, os dados referentes à safra 2024/2025 indicam que o volume comercializado atingiu 86% da produção estimada até fevereiro de 2026, após negociações de 4% registradas no mês. O percentual acumulado permanece quatro pontos percentuais abaixo do observado no mesmo período da safra anterior.
O relatório aponta ainda que o preço médio disponível do milho no estado foi de R$ 50,06 por saca em fevereiro de 2026, enquanto o preço médio futuro foi de R$ 49,87 por saca, valores cerca de 16% inferiores aos registrados em fevereiro de 2025. Considerando o volume efetivamente negociado, o preço médio ponderado foi de R$ 51,87 por saca.
Para a safra 2025/2026 de milho, o levantamento indica que 1,1% do volume foi comercializado em fevereiro, totalizando 14% da produção estimada negociada até o momento, percentual 0,5 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior. O preço médio ponderado do volume já comercializado está em R$ 50,97 por saca.
De acordo com o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, “esse comportamento reflete a estratégia adotada pelos produtores diante de um cenário de alta produção e de um mercado ainda marcado por incertezas”.
Para acessar o boletim completo, clique, Milho – Soja
Fonte: Aprosoja/MS
Sustentabilidade
Mesmo com colheita avançando, ferrugem exige atenção em áreas tardias de soja – MAIS SOJA

A colheita da soja no Brasil vem avançando nos últimos dias. De acordo com a última atualização de progresso da safra da Conab de 9 de março de 2026, cerca de 50,6% da soja brasileira já foi colhida. Enquanto o Mato Grosso se aproxima do fim da colheita com produtividades acima do esperado, o avanço ocorre em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e algumas regiões de Santa Catarina, favorecido pelo tempo mais seco.
Já Paraná e no Rio Grande do Sul, enfrentam redução do potencial produtivo ou aceleração do ciclo por déficit hídrico, enquanto Bahía, Tocantins, Maranhão e Piauí têm atrasos na colheita devido ao excesso de chuvas. No Pará, a colheita já foi finalizada em parte das áreas e segue próxima da conclusão em outras, com boas produtividades (Conab, 2026).
Embora a colheita de soja tenha avançado de forma significativa nos últimos dias, No Sul do Brasil ainda existem lavouras tardias em estádios sensíveis do desenvolvimento. No Rio Grande do Sul, grande parte das áreas encontra-se entre as fases de florescimento, enchimento de grãos e maturação. Em Santa Catarina e no Paraná, apesar do início da colheita em algumas regiões, ainda há lavouras em pleno enchimento de grãos.
Nesse cenário, o monitoramento das áreas, principalmente das lavouras mais tardias, deve ser intensificado para minimizar perdas causadas por fatores bióticos, como a ferrugem-asiática. Embora parte da região Sul, especialmente o Rio Grande do Sul, esteja enfrentando baixos volumes de precipitação e períodos de déficit hídrico, o aumento recente dos registros da doença acende um alerta para a necessidade de reforçar as estratégias de manejo e controle. A intensificação dessas medidas é fundamental para evitar perdas adicionais na produtividade da soja decorrentes da ferrugem.
As atualizações do Consórcio Antiferrugem demonstram que atualmente 334 casos da ferrugem-asiática já forma relatados em lavouras comerciais na safra 2025/2026. O Paraná concentra a maioria dos casos (156), entretanto, 60 casos já foram relatados no Rio Grande do Sul (figura 1). Considerando que grande parta das lavouras ainda estão em pleno desenvolvimento, reforçar os cuidados com o manejo da ferrugem é determinante para reduzir o impacto da doença na produtividade da soja, especialmente em lavouras próximas as áreas de ocorrência da doença.
Figura 1. Ocorrência da ferrugem-asiática na safra 2025/2026 por Estado (UF) de ocorrência. Atualização do Consórcio Antiferrugem de 12 de março de 2026.
Vale destacar que, visando maior eficiência no controle e um manejo mais adequado da resistência do patógeno aos fungicidas, recomenda-se que as medidas de controle da ferrugem-asiática sejam adotadas de forma preventiva, antes do estabelecimento da doença nas lavouras. Essa estratégia contribui para aumentar a eficácia dos fungicidas e reduzir o risco de perdas produtivas.
Clique aqui para ver as atualizações do Consórcio Antiferrugem e confira se há algum caso relatado próximo de você.
Referências:
CONSÓRCIO ANTIFERRUGEM. MAPA DE DISPERSÃO. Consórcio Antiferrugem: Parceria público-privada no combate à ferrugem asiática da soja, 2026. Disponível em: < http://www.consorcioantiferrugem.net/#/main >, acesso em: 12/03/2026.
CONAB. ACOMPANHAMENTO DAS LAVOURAS: 02/3 A 08/03/2026; MONITORAMENTO DAS CONDIÇÕES DAS LAVOURAS. Companhia Nacional de Abastecimento, 2026. Disponível em: < https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/progresso-de-safra/acompanhamento-das-lavouras-02-03-a-08-03-26/monitoramento-das-condicoes-das-lavouras >, acesso em: 12/03/2026.

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