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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Câmara Setorial do Algodão e Derivados encerra 2025 com previsão de alta nas exportações e cautela na produção – MAIS SOJA

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A Câmara Setorial do Algodão realizou, na última terça-feira, 02/12, seu encontro final de 2025, reunindo lideranças da cadeia produtiva para discutir cenários, desafios e prioridades para o próximo ano. A reunião foi coordenada pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, com participação das associações estaduais da Bahia (Abapa), Goiás (Agopa), Mato Grosso (Ampa), Mato Grosso do Sul (Ampasul), Minas Gerais (Amipa) e Piauí (Apipa).

Representantes da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), e demais entidades que compõem o setor também participaram. O grupo analisou o balanço da safra 2024/2025, tendências de mercado e as propostas de políticas públicas para fortalecer o consumo de algodão no Brasil e no exterior.

Piccoli destacou a importância de uma agenda coordenada entre governo e setor privado para que o algodão brasileiro recupere protagonismo na indústria têxtil. “O crescimento do consumo de algodão depende de políticas públicas que valorizem a fibra natural. Ao contrário das fibras sintéticas, ela não representa riscos à saúde humana nem causa impacto ambiental duradouro. Essa pauta precisa avançar simultaneamente no mercado interno e no internacional”, afirmou.

Atuação da Abrapa

Piccoli citou os esforços da Abrapa para viabilizar aos cotonicultores o acesso ao Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Prepo), tendo em vista que o preço atual do algodão em pluma encontra-se abaixo do preço mínimo, ou o acesso a uma linha de crédito específica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que permita os produtores obterem o recurso para não serem obrigados a vender o seu algodão por preço muito baixo. Medidas que visam permitir que os produtores possam honrar os seus compromissos e aguardar para fechar contratos quando os preços estiverem melhores.

O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, argumentou que o acesso a instrumentos como o CPR-BNDES ou ao Pepro é decisivo para garantir o equilíbrio da atividade em um momento marcado por volatilidade de preços e aumento dos custos financeiros. Portocarrero explicou que com o crédito mais restrito e a elevação do estoque global pressionando as cotações internacionais, produtores têm enfrentado menor capacidade de giro e maior exposição ao risco. “A implementação desses programas permitiria suavizar perdas econômicas, assegurar liquidez e preservar a capacidade de investimento dos cotonicultores, fatores essenciais para que o país mantenha sua competitividade nas próximas safras”.

De acordo com o diretor, a Abrapa já levou a questão ao Ministro da Agricultura e Pecuária, Calos Fávaro. “Nós estivemos com o Ministro Fávaro em Cuiabá, para discutirmos a retomada desta demanda e hoje, estamos protocolando oficialmente a solicitação através da Câmara Setorial”.

Produção nacional

A Abrapa apresentou a primeira projeção para a safra 2026, apontando uma retração estratégica da produção. A área plantada deve cair 5,5% em relação a 2025, resultando em uma produção estimada de 3,829 milhões de toneladas, queda de 9,9% frente às 4,1 milhões de toneladas colhidas em 2024/2025.

O presidente da Associação Matogrossense de Produtores de Algodão (Ampa), Orcival Guimarães, citou o endividamento do setor e a alta dos juros como fatores de risco para o crescimento da cotonicultura do país. “O momento é de cautela, pelo excesso de oferta de algodão no mundo. Diante do cenário atual de endividamento interno e juros altos, estamos prevendo a redução de 10% da safra no Mato Grosso”, ponderou.

Para a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessadra Zanotto, a falta de crédito e o risco da cultura são fatores que afetam todos os estados produtores. A tendência é de que a produção da Bahia também diminua, principalmente nas lavouras que não fazem o uso da irrigação. “A Bahia está prevendo uma redução de 2,5%. As áreas irrigadas serão as maiores produtoras no próximo ano.”, concluiu a presidente.

Exportações brasileiras

O diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, apresentou dados do fechamento do ano safra, que confirmam que o Brasil segue exportando mais do que qualquer outro país, porém com uma receitar menor. “Isso se deve ao fato de que os preços de algodão seguem em queda, incentivados pelo grande volume de oferta no mercado mundial”, analisou o diretor A projeção do Cotton Brazil é de que em 2026, a participação do Brasil nas exportações globais de algodão aumente em 2%, alcançando o patamar recorde de 33%, com um volume total de 3,1 milhões de toneladas.

Apesar da diminuição do volume exportado do Brasil, a China ainda aparece como o principal comprador da pluma brasileira, representando 20% da participação no ano comercial 2025/2026, enquanto o Brasil detém 41% do market share do mercado chinês. A Índia está entre os destaques mais positivos. O país importou 92 mil toneladas de algodão brasileiro e atualmente ocupa a segunda colocação entre os maiores compradores, com 17% do total das exportações realizadas entre julho e novembro de 2025.

Duarte também aproveitou a reunião para mostrar como Agência Brasileira de Promoções de Exportações e Investimentos (Apex) influenciou no crescimento das exportações brasileiras, destacando o papel das parcerias público privadas no sucesso da pluma nacional. De acordo com o diretor, “Desde que a Apex começou a trabalhar conosco, na consolidação do Cotton Brazil, a receita das exportações brasileiras dobrou. Saltamos de US$ 2,6 bilhões em 2019 para US$ 5,2 bilhões em 2024”.

O presidente da Anea, Dawid Wajis, citou a conjuntura internacional como um gerador de incertezas para o mercado. Para Wajis, “O acordo entre Estados Unidos e China trouxe um pouco mais de clareza ao mercado, contudo ainda existem muitas incertezas de será o funcionamento em relação ao algodão”.

Desafios do consumo doméstico

O diretor-superintendente e presidente emérito da Abit, Fernando Pimentel, chamou atenção para os desafios competitivos enfrentados pela indústria nacional, sobretudo diante do preço do fio importado da China, que chega ao Brasil por valores inferiores ao do próprio algodão exportado pelo país asiático. “Essa assimetria compromete a competitividade da indústria brasileira e exige a adoção de medidas que equilibrem o jogo e protejam uma cadeia que é estratégica para o país”, disse Pimentel.

Ele também pontuou que o avanço das fibras sintéticas precisa ser enfrentado com uma agenda integrada de comunicação, modernização regulatória e aproximação do varejo e do consumidor. De acordo com Pimentel, as fibras sintéticas avançaram no país, em 2005 elas representavam 37% do total utilizado pela indústria, hoje são 56% das fibras consumidas pela indústria. “O Brasil tem condições de ampliar o uso do algodão, mas isso requer informação, previsibilidade regulatória e articulação setorial. É um movimento que precisa partir de toda a cadeia”, completou. O presidente da Abit também apresentou uma proposta da indústria para aumentar o consumo do algodão no Brasil, contemplando os seguintes eixos de ação:

– Pesquisa, desenvolvimento e inovação;

– Competitividade e mercado;

– Comunicação e sustentabilidade;

– Articulação institucional;

– Inteligência de mercado.

A próxima reunião da Câmara Setorial está programada para 23 de março de 2026, quando serão retomadas as discussões sobre competitividade, expansão do consumo interno e estratégia para o fortalecimento internacional da pluma brasileira.

Fonte: Assessoria de Imprensa Abrapa



 

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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