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9 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Câmara Setorial do Algodão e Derivados encerra 2025 com previsão de alta nas exportações e cautela na produção – MAIS SOJA

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A Câmara Setorial do Algodão realizou, na última terça-feira, 02/12, seu encontro final de 2025, reunindo lideranças da cadeia produtiva para discutir cenários, desafios e prioridades para o próximo ano. A reunião foi coordenada pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, com participação das associações estaduais da Bahia (Abapa), Goiás (Agopa), Mato Grosso (Ampa), Mato Grosso do Sul (Ampasul), Minas Gerais (Amipa) e Piauí (Apipa).

Representantes da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), e demais entidades que compõem o setor também participaram. O grupo analisou o balanço da safra 2024/2025, tendências de mercado e as propostas de políticas públicas para fortalecer o consumo de algodão no Brasil e no exterior.

Piccoli destacou a importância de uma agenda coordenada entre governo e setor privado para que o algodão brasileiro recupere protagonismo na indústria têxtil. “O crescimento do consumo de algodão depende de políticas públicas que valorizem a fibra natural. Ao contrário das fibras sintéticas, ela não representa riscos à saúde humana nem causa impacto ambiental duradouro. Essa pauta precisa avançar simultaneamente no mercado interno e no internacional”, afirmou.

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Atuação da Abrapa

Piccoli citou os esforços da Abrapa para viabilizar aos cotonicultores o acesso ao Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Prepo), tendo em vista que o preço atual do algodão em pluma encontra-se abaixo do preço mínimo, ou o acesso a uma linha de crédito específica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que permita os produtores obterem o recurso para não serem obrigados a vender o seu algodão por preço muito baixo. Medidas que visam permitir que os produtores possam honrar os seus compromissos e aguardar para fechar contratos quando os preços estiverem melhores.

O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, argumentou que o acesso a instrumentos como o CPR-BNDES ou ao Pepro é decisivo para garantir o equilíbrio da atividade em um momento marcado por volatilidade de preços e aumento dos custos financeiros. Portocarrero explicou que com o crédito mais restrito e a elevação do estoque global pressionando as cotações internacionais, produtores têm enfrentado menor capacidade de giro e maior exposição ao risco. “A implementação desses programas permitiria suavizar perdas econômicas, assegurar liquidez e preservar a capacidade de investimento dos cotonicultores, fatores essenciais para que o país mantenha sua competitividade nas próximas safras”.

De acordo com o diretor, a Abrapa já levou a questão ao Ministro da Agricultura e Pecuária, Calos Fávaro. “Nós estivemos com o Ministro Fávaro em Cuiabá, para discutirmos a retomada desta demanda e hoje, estamos protocolando oficialmente a solicitação através da Câmara Setorial”.

Produção nacional

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A Abrapa apresentou a primeira projeção para a safra 2026, apontando uma retração estratégica da produção. A área plantada deve cair 5,5% em relação a 2025, resultando em uma produção estimada de 3,829 milhões de toneladas, queda de 9,9% frente às 4,1 milhões de toneladas colhidas em 2024/2025.

O presidente da Associação Matogrossense de Produtores de Algodão (Ampa), Orcival Guimarães, citou o endividamento do setor e a alta dos juros como fatores de risco para o crescimento da cotonicultura do país. “O momento é de cautela, pelo excesso de oferta de algodão no mundo. Diante do cenário atual de endividamento interno e juros altos, estamos prevendo a redução de 10% da safra no Mato Grosso”, ponderou.

Para a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessadra Zanotto, a falta de crédito e o risco da cultura são fatores que afetam todos os estados produtores. A tendência é de que a produção da Bahia também diminua, principalmente nas lavouras que não fazem o uso da irrigação. “A Bahia está prevendo uma redução de 2,5%. As áreas irrigadas serão as maiores produtoras no próximo ano.”, concluiu a presidente.

Exportações brasileiras

O diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, apresentou dados do fechamento do ano safra, que confirmam que o Brasil segue exportando mais do que qualquer outro país, porém com uma receitar menor. “Isso se deve ao fato de que os preços de algodão seguem em queda, incentivados pelo grande volume de oferta no mercado mundial”, analisou o diretor A projeção do Cotton Brazil é de que em 2026, a participação do Brasil nas exportações globais de algodão aumente em 2%, alcançando o patamar recorde de 33%, com um volume total de 3,1 milhões de toneladas.

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Apesar da diminuição do volume exportado do Brasil, a China ainda aparece como o principal comprador da pluma brasileira, representando 20% da participação no ano comercial 2025/2026, enquanto o Brasil detém 41% do market share do mercado chinês. A Índia está entre os destaques mais positivos. O país importou 92 mil toneladas de algodão brasileiro e atualmente ocupa a segunda colocação entre os maiores compradores, com 17% do total das exportações realizadas entre julho e novembro de 2025.

Duarte também aproveitou a reunião para mostrar como Agência Brasileira de Promoções de Exportações e Investimentos (Apex) influenciou no crescimento das exportações brasileiras, destacando o papel das parcerias público privadas no sucesso da pluma nacional. De acordo com o diretor, “Desde que a Apex começou a trabalhar conosco, na consolidação do Cotton Brazil, a receita das exportações brasileiras dobrou. Saltamos de US$ 2,6 bilhões em 2019 para US$ 5,2 bilhões em 2024”.

O presidente da Anea, Dawid Wajis, citou a conjuntura internacional como um gerador de incertezas para o mercado. Para Wajis, “O acordo entre Estados Unidos e China trouxe um pouco mais de clareza ao mercado, contudo ainda existem muitas incertezas de será o funcionamento em relação ao algodão”.

Desafios do consumo doméstico

O diretor-superintendente e presidente emérito da Abit, Fernando Pimentel, chamou atenção para os desafios competitivos enfrentados pela indústria nacional, sobretudo diante do preço do fio importado da China, que chega ao Brasil por valores inferiores ao do próprio algodão exportado pelo país asiático. “Essa assimetria compromete a competitividade da indústria brasileira e exige a adoção de medidas que equilibrem o jogo e protejam uma cadeia que é estratégica para o país”, disse Pimentel.

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Ele também pontuou que o avanço das fibras sintéticas precisa ser enfrentado com uma agenda integrada de comunicação, modernização regulatória e aproximação do varejo e do consumidor. De acordo com Pimentel, as fibras sintéticas avançaram no país, em 2005 elas representavam 37% do total utilizado pela indústria, hoje são 56% das fibras consumidas pela indústria. “O Brasil tem condições de ampliar o uso do algodão, mas isso requer informação, previsibilidade regulatória e articulação setorial. É um movimento que precisa partir de toda a cadeia”, completou. O presidente da Abit também apresentou uma proposta da indústria para aumentar o consumo do algodão no Brasil, contemplando os seguintes eixos de ação:

– Pesquisa, desenvolvimento e inovação;

– Competitividade e mercado;

– Comunicação e sustentabilidade;

– Articulação institucional;

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– Inteligência de mercado.

A próxima reunião da Câmara Setorial está programada para 23 de março de 2026, quando serão retomadas as discussões sobre competitividade, expansão do consumo interno e estratégia para o fortalecimento internacional da pluma brasileira.

Fonte: Assessoria de Imprensa Abrapa



 

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Sustentabilidade

Clima nos EUA e ajuste de posições pressionam milho em Chicago, que fecha em baixa – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços baixos. O cereal foi pressionado por um movimento de ajuste de posições antes do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para sexta-feira, enquanto o clima favorável à colheita no país também pesou sobre as cotações.

O mercado esperou, em relação ao relatório de sexta-feira, uma redução na produção e nos estoques dos Estados Unidos na safra 2026/27, além de queda nos estoques globais da mesma temporada. O avanço do petróleo em Nova York e os sinais de demanda pelo produto dos EUA seguiram limitando as perdas durante todo o pregão.

O clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos deve permanecer predominantemente mais quente e seco nas próximas semanas, reduzindo os riscos de atrasos na colheita e de geadas. Segundo o USDA, 5% da área de milho havia sido colhida até 6 de setembro, ante 4% no mesmo período do ano passado e média de 3% nos últimos cinco anos. Entre as lavouras, 56% estavam em condições boas ou excelentes, 27% em situação regular e 17% entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 57%, 26% e 17%, respectivamente.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 182.880 toneladas de milho ao México, a serem entregues na safra 2026/27. Toda operação envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100.000 toneladas do grão, feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.

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Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,27 3/4, baixa de 5,75 centavos, ou 1,07% relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 5,43 1/4, recuo de 5,75 centavos, ou 1,04% por bushel em relação ao fechamento anterior.

 

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Sustentabilidade

Clima nos EUA e ajuste de posições pressionam milho em Chicago, que fecha em baixa – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços baixos. O cereal foi pressionado por um movimento de ajuste de posições antes do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para sexta-feira, enquanto o clima favorável à colheita no país também pesou sobre as cotações.

O mercado esperou, em relação ao relatório de sexta-feira, uma redução na produção e nos estoques dos Estados Unidos na safra 2026/27, além de queda nos estoques globais da mesma temporada. O avanço do petróleo em Nova York e os sinais de demanda pelo produto dos EUA seguiram limitando as perdas durante todo o pregão.

O clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos deve permanecer predominantemente mais quente e seco nas próximas semanas, reduzindo os riscos de atrasos na colheita e de geadas. Segundo o USDA, 5% da área de milho havia sido colhida até 6 de setembro, ante 4% no mesmo período do ano passado e média de 3% nos últimos cinco anos. Entre as lavouras, 56% estavam em condições boas ou excelentes, 27% em situação regular e 17% entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 57%, 26% e 17%, respectivamente.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 182.880 toneladas de milho ao México, a serem entregues na safra 2026/27. Toda operação envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100.000 toneladas do grão, feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.

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Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,27 3/4, baixa de 5,75 centavos, ou 1,07% relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 5,43 1/4, recuo de 5,75 centavos, ou 1,04% por bushel em relação ao fechamento anterior.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

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Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mercado de biológicos projeta crescimento de dois dígitos para a próxima safra – MAIS SOJA

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Foi dada a largada para a Safra 26/27. Mesmo em meio às incertezas climáticas, mudanças políticas e redução no crédito agrícola, o setor prevê expansão no mercado, em especial no mercado de soluções biológicas. Tal otimismo se deve aos dados divulgados recentemente pelo CropData, portal da CropLife Brasil, que mostraram um crescimento de 15% na área tratada com bioinsumos durante a entressafra — período historicamente mais fraco para vendas.

Para a safra 2026/2027, a Koppert, líder global em soluções biológicas para o agro, projeta mais um salto: expansão de mais de 20%, puxada pela substituição de tratamentos químicos e pelo aumento da adoção de bioinsumos por parte dos agricultores brasileiros.

Segundo o CEO da Koppert Brasil, Gustavo Herrmann, o movimento é parte de uma transformação mais ampla. “O produtor rural vem incorporando novas soluções ao manejo fitossanitário, não apenas por razões ambientais ou regulatórias, mas principalmente porque busca eficiência econômica. Em um contexto de margens mais apertadas, tecnologias capazes de elevar produtividade e reduzir riscos ganham relevância estratégica”, afirma.

O levantamento da CropLife Brasil reforça essa trajetória: no primeiro quadrimestre de 2026, a área tratada com biológicos somou 31 milhões de hectares no país, sinalizando que o avanço do setor é estrutural, não conjuntural. Ou seja, o biológico já não é mais uma “alternativa complementar” no manejo, mas parte essencial no pacote tecnológico das principais culturas do país.

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Segmentos em destaque

Os bioinseticidas são apontados como o principal vetor para o crescimento do setor, impulsionados pelo controle de pragas na safrinha de milho. Para o Gerente de Marketing Estratégico da Koppert, Christian Menegatti, o segmento de inseticidas contra lagartas em cereais deve crescer acima de 60% na próxima safra.

Outra categoria que deve despontar é a de biofungicidas, com índice superior a 40%. “Esses movimentos se devem ao aumento da adoção e também à substituição de alguns tratamentos químicos por soluções biológicas em diversas culturas”, explica Menegatti.

Para responder a essas oportunidades, a Koppert tem reforçado seu portfólio. Nos últimos 12 meses, a empresa lançou o Buick Evo® (SfMNPV) e o Macan® (Bacillus velezensis CECT8237), bioinseticida e fungicida voltados ao controle biológico de pragas e doenças, e Trichodermil® FS (Trichoderma asperelloides 1306), que amplia a atuação da empresa no segmento de tratamento de sementes (TS).

Expansão internacional

As expectativas ganham um fôlego a mais com o projeto Renera, que visa promover a tecnologia e o conhecimento brasileiros em bioinsumos agrícolas aos demais países da América Latina. O programa, uma iniciativa em parceria com a CropLife Brasil e a ApexBrasil, foi apresentado pela primeira vez ao público argentino no final de agosto, durante o evento Missão Brasil-Argentina que reuniu representantes do governo, produtores e especialistas dos dois países, em Buenos Aires.

Presente no Brasil desde 2011, a Koppert exerce papel central na disseminação de tecnologias biológicas no campo brasileiro. O reconhecimento transcende o setor: a empresa está entre as dez empresas mais inovadoras do agronegócio brasileiro, segundo o Prêmio Valor Inovação, uma das premiações empresariais mais prestigiadas do país.

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Com mais de 30 subsidiárias no mundo, a Koppert mantém seu compromisso com produtos que integram eficiência econômica e sustentabilidade ao manejo fitossanitário.


A KOPPERT BRASIL

 A Koppert, líder mundial em controle biológico, trabalha para agricultores em todo o mundo desde 1967, promovendo a sustentabilidade e a rentabilidade de cultivos, preservando a biodiversidade na agricultura, e contribuindo para sistemas alimentares mais seguros.

Está presente no Brasil desde 2011 e, atualmente, conta com três modernas unidades de produção: a de microbiológicos, localizada na cidade de Piracicaba, e as unidades de formulações e de macrobiológicos, que ficam na vizinha Charqueada, todas no estado de São Paulo.

A empresa possui infraestrutura completa para atender à crescente demanda do mercado agrícola por defensivos biológicos, tornando a agricultura brasileira mais sustentável, saudável, regenerativa e em harmonia com a natureza. Com processos produtivos padronizados, seguros e altamente tecnificados, garante confiabilidade e qualidade ao seu completo portfólio de produtos, além da aplicação de macrobiológicos via drones, por meio da Natutec® by Koppert.

A empresa conta ainda com departamento próprio de Pesquisa & Desenvolvimento para aperfeiçoamento de tecnologias de controle biológico para a agricultura tropical, e é parceira do SparcBIO (São Paulo Advanced Research Center for Biological Control) e do Gazebo, primeiro hub de inovação do agronegócio especializado em tecnologias voltadas para o controle biológico do país.

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Fonte: Assessoria de imprensa



 

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