Agro Mato Grosso
Circuito Aprosoja MT chega à 20ª edição no estado com foco e futuro do agro

Evento em Alto Taquari reúne produtores e lideranças, destaca conquistas da entidade e reforça a importância do cenário global para as decisões no campo
Na noite desta segunda-feira (04.05), o município de Alto Taquari marcou o início da 20ª edição do Circuito Aprosoja MT, uma das principais iniciativas de aproximação e fortalecimento do setor produtivo em Mato Grosso. Promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), o evento abriu a agenda de encontros pela região sul do estado, reunindo produtores rurais, lideranças e a comunidade local.
Realizado na sede do Sindicato Rural, o encontro contou com a participação de cerca de 100 pessoas, iniciando uma edição que promete ampliar o debate sobre os desafios e as oportunidades do agronegócio diante de um cenário global cada vez mais dinâmico e interconectado.
Na abertura, o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, apresentou um panorama estratégico das principais frentes de atuação da entidade nos últimos anos. Entre os destaques, estão a atuação decisiva contra a moratória da soja, o trabalho institucional que contribuiu para a não reedição do FETHAB 2 após o encerramento da atual legislação, em 31 de dezembro de 2026, e a manutenção do congelamento do FETHAB, medidas consideradas fundamentais para garantir segurança jurídica e competitividade ao produtor mato-grossense.
“Iniciamos o 20º Circuito Aprosoja MT pela região sul trazendo um balanço dos últimos três anos de atuação da entidade, diante das crises e dos desafios políticos enfrentados no país. Também trouxemos o Professor HOC para discutir geopolítica e o cenário mundial, temas essenciais para entender não apenas o futuro do planeta, mas, principalmente, do nosso setor”, destacou o presidente.
Como parte da programação, o público acompanhou a palestra “Geopolítica: como o mundo funciona?”, ministrada pelo cientista político Heni Ozi Cukier, o Professor HOC, referência nacional em geopolítica e segurança internacional. A proposta é ampliar a compreensão dos produtores sobre como os movimentos globais influenciam diretamente mercados, commodities e decisões estratégicas no campo.
“Fico muito contente em participar deste circuito. Falar sobre geopolítica faz toda a diferença, porque o mundo não para e isso impacta diretamente a economia, as commodities e o agronegócio. Quem entende esses movimentos está mais preparado para enfrentar cenários desafiadores e até identificar oportunidades”, afirmou o palestrante.
Para o delegado coordenador do núcleo de Alto Taquari, Guilherme Kok, o Circuito representa mais do que um evento técnico, é um espaço de diálogo e alinhamento entre a entidade e os produtores, fortalecendo a representatividade do setor.
“Esse evento é fundamental para manter os associados informados sobre o que acontece no mundo, apresentar novidades e reforçar os cuidados que precisamos ter diante das constantes mudanças. Além disso, aproxima a entidade dos produtores, fortalece a interação entre todos e deixa o setor mais unido e alinhado”, ressaltou.
Entre os participantes, a percepção é de que iniciativas como essa são fundamentais para a tomada de decisão no dia a dia da atividade rural. O delegado do núcleo de Alto Taquari, João Pedro Carvalho Oliveira, destacou a relevância do conteúdo apresentado e os impactos práticos das discussões.
“A palestra trouxe um tema muito atual e importante para nós, ajudando a entender como os conflitos e disputas globais afetam diretamente o comércio, os preços e a nossa realidade no campo. Foi uma escolha muito acertada e, sem dúvida, um evento que vai agregar conhecimento aos produtores em todo o estado”, afirmou.
Ao longo das próximas semanas, o Circuito Aprosoja MT seguirá percorrendo os 35 núcleos da entidade em todo o estado, passando pelas regiões norte, leste e oeste. A expectativa é consolidar, mais uma vez, o evento como um dos principais canais de integração, informação e fortalecimento do agronegócio mato-grossense.
Confira a programação desta semana:
05/05 – Alto Garças – 8h30
05/05 – Rondonópolis – 18h30
06/05 – Jaciara – 18h30
07/05 – Primavera do Leste – 18h30
08/05 – Paranatinga – 8h30
08/05 – Campo Verde – 18h30
Agro Mato Grosso
Fazendeiro é condenado por degradação na Terra Indígena Marãiwatséd, em MT

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um fazendeiro a recuperar 145,81 hectares degradados dentro da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. A sentença, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, também determinou que ele não realize atividades incompatíveis com a recuperação ambiental e fixou indenização por dano moral coletivo.
A ação civil pública apurou o impedimento da regeneração de floresta nativa e a manutenção de lavoura de soja mesmo após o embargo da área. Em 2008, fiscais do Ibama constataram a degradação e aplicaram multa de R$ 7,86 milhões. Em 2010, nova fiscalização encontrou plantação de soja na área embargada, resultando em outra multa, de R$ 1 milhão, e na apreensão de 47 mil sacas do produto.
A área originalmente discutida na ação tinha 1.571,20 hectares. Como 1.425,39 hectares já eram objeto de outro processo, a sentença analisou os 145,81 hectares remanescentes.
O fazendeiro deverá apresentar, em até 90 dias após o trânsito em julgado, um plano de recuperação de área degradada (PRAD) e executá-lo até a completa recuperação da área. A sentença também estabeleceu que eventual indenização por danos materiais será aplicada apenas se a recuperação for tecnicamente impossível ou houver descumprimento injustificado das medidas determinadas.
A indenização por dano moral coletivo foi fixada em 5% do valor da reparação material, a ser calculado posteriormente. Segundo a sentença, a degradação atingiu extensa área de floresta amazônica dentro de terra indígena e continuou mesmo após o embargo, afetando bem ambiental coletivo e território destinado constitucionalmente ao povo Xavante.
Os valores deverão ser destinados ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública, com preferência para projetos de recuperação da própria Terra Indígena Marãiwatsédé.
A decisão é de primeira instância e pode ser contestada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Agro Mato Grosso
Ave rara e ameaçada é registrada em área de preservação em MT

Marianinha-de-cabeça-amarela foi encontrada durante monitoramento ambiental no reservatório da Usina Hidrelétrica Colíder.
Uma marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), ave ameaçada de extinção, foi registrada nesse fim de semana por uma equipe de monitoramento ambiental na área de preservação do reservatório de uma usina hidrelétrica, entre Nova Canaã do Norte e Colíder, a 696 km e 650 km de Cuiabá, respectivamente.
O registro foi feito durante um trabalho de acompanhamento dos animais que vivem na região. De acordo com a equipe, a identificação da ave ajuda os pesquisadores a conhecer melhor a fauna local e a reunir informações para ações de proteção da espécie.
A marianinha-de-cabeça-amarela é classificada como “em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o que significa que existe um alto risco de extinção. A ave é difícil de ser encontrada e costuma viver nas partes mais altas das árvores da Amazônia.
Com cerca de 23 centímetros, a ave tem cabeça alaranjada, rosto e pescoço amarelos, peito branco e corpo verde. Ela faz parte da mesma família dos papagaios e periquitos e também é conhecida como periquito-d’anta.
A espécie também é encontrada no Peru e na Bolívia. Ela vive principalmente em florestas preservadas e se alimenta de frutos, pétalas e néctar de flores. Ao espalhar sementes, ajuda no crescimento de novas plantas e na renovação das florestas.
A ave faz seus ninhos em buracos de árvores que ficam entre 15 e 30 metros de altura. A reprodução acontece principalmente em janeiro, quando a fêmea coloca ovos branco-amarelados.
Agro Mato Grosso
Avião que buscaria deputado Júlio Campos em MT pousa às margens de rodovia após emergência

Aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.
O avião que buscaria o deputado Júlio Campos (União) realizou um pouso de emergência em Araguaiana, a 570 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (22). Conforme informações da assessoria, o parlamentar não estava na aeronave no momento do acidente.
A aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.
“Por motivos ainda desconhecidos a referida aeronave teve que fazer um pouso de emergência as margens da rodovia MT-100, na ocasião a aeronave estava apenas com o comandante a bordo, estamos providenciando comunicado as autoridades competentes. O comandante passou por avaliação médica no local e já foi liberado”, informou a empresa de táxi aéreo.
Um vídeo gravado no local mostra a aeronave às margens de uma estrada, próximo a uma fazenda (vídeo abaixo). Alguns carros circulavam na região no momento do pouco, mas nenhum veículo foi atingido.
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Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução
Segundo a assessoria, a situação foi controlada rapidamente e não há feridos. As circunstâncias que levaram ao pouso de emergência ainda são investigadas.
A aeronave de prefixo PT-VOD é um bimotor de pequeno porte, modelo Neiva EMB-810D Seneca III, usada para táxi aéreo no estado. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, ela foi fabricada em 1991.
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