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Sustentabilidade

Cobertura do solo no manejo de plantas – MAIS SOJA

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O uso de plantas de cobertura é uma estratégia eficiente para o manejo de plantas específicas nas lavouras, além de contribuir para o aumento da produtividade de grãos. Resultados de pesquisa recentes serão apresentados pela Embrapa Trigo durante a CerealTec , no dia 2 de outubro.

No experimento da Embrapa Trigo, conduzido na entrada de outono/inverno na Região Sul, avaliou o impacto econômico do uso de culturas de cobertura no controle de plantas produzidas e da produtividade das culturas de trigo e da soja. Os pesquisadores constataram incrementos nos rendimentos de trigo e soja cultivados em sucessão, principalmente em função da menor competição com plantas.

De acordo com o pesquisador Leandro Vargas, o manejo de plantas específicas deve contemplar também a entressafra e não se restringir apenas ao período de pré-semeadura das culturas com a dessecação da área com herbicidas. Na Região Sul, entretanto, uma falha recorrente é a prática do pousio, quando as áreas descobertas até a semeadura do trigo, sem qualquer controle das plantas descobertas. “Muitas vezes, a colheita da soja termina em março e a semeadura do trigo ocorre apenas em junho ou julho. Nesse intervalo, a área fica em pousio, favorecendo a infestação por plantas vegetais que se desenvolvem e tornam o controle mais difícil e oneroso na pré-semeadura, além da produção de grande quantidade de sementes, que reforçam o banco de sementes do solo”, explica o pesquisador. Ele destaca que há diversas opções de gramíneas e leguminosas que podem ser utilizadas como culturas de cobertura no outono, entre a colheita da soja e a implantação das culturas de inverno.

Cobertura de inverno: custo ou investimento?

No experimento conduzido pela Embrapa, foram analisados ​​os custos de implantação (sementes, operações e herbicidas) de diferentes culturas de cobertura — como aveia-preta, centeio, nabo e ervilhaca — e seu impacto no balanço econômico da produção de trigo e soja ( veja a figura abaixo ). Para a avaliação dos resultados, atualmente-se o preço médio regional praticado em maio de 2025, fixado em R$ 70,00 por saca de trigo e R$ 120,00 por saca de soja (60 kg de grãos).

A área mantida em pousio, utilizada como testemunha, recebeu custo de R$ 495,00 por hectare devido à necessidade de duas aplicações de herbicidas na dessecação para controle de plantas vegetais. Nesse sistema, a produtividade de grãos foi inferior, resultando em balanço econômico negativo de –R$ 495,00 em função das dificuldades de controle das plantas produzidas na pré-semeadura tanto do trigo como da soja.

O uso da aveia-preta como planta de cobertura recebeu custo de R$ 340,00 por hectare. Em comparação com o pousio, o trigo cultivado após a aveia registrada incremento de 5 sacas por hectare, enquanto a soja apresentou ganho de 4 sacas por hectare. Considerando os gastos com insumos e exportações agrícolas frente à renda obtida com a comercialização dos grãos, o balanço econômico foi positivo de R$ 350,00 por hectare para o trigo e R$ 492,00 por hectare para a soja.

Já o uso do nabo como cobertura teve custo de R$ 370,00 por hectare. O trigo cultivado após o nabo apresentou incremento, em relação ao pousio, de 7 sacas por hectare, enquanto a soja cultivada após o trigo registrado ganho de 5,6 sacas por hectare. O balanço econômico foi positivo, resultando em R$ 497,00 por hectare no trigo e R$ 672,00 por hectare na soja.

Contudo, o melhor desempenho foi obtido quando se utilizou um mix de aveia-preta + nabo, cujo custo de implantação foi de R$ 415,00 por hectare. Nesse sistema, os ganhos de produtividade, em relação ao pousio, foram de 9 sacas por hectare no trigo e 8,4 sacas por hectare na soja, gerando balanço econômico de R$ 630,00 no trigo e R$ 1.008,00 na soja. O consórcio de aveia-preta + nabo destacou-se por formar uma palhada densa e uniforme, favorecendo o maior crescimento das culturas com melhor controle de plantas relevantes, resultando no maior incremento de produtividade e melhor balanço econômico observado.

“O manejo de plantas econômicas com culturas de cobertura, especialmente o consórcio de aveia-preta + nabo, apresenta vantagens econômicas e agronômicas importantes em relação ao pousio, aumentando a produtividade de trigo e soja cultivadas em sucessão à cobertura, evitando a competição com plantas específicas e proporcionando maior retorno financeiro aos produtores”, ressalta o pesquisador Leandro Vargas.

Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS) Embrapa Trigo

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.

“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.

O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.

Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.

Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.

Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.

De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.

O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.

Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.

A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.

Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.

“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.

No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.

“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.

No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.

Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.

Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.

“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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