Sustentabilidade
Trigo/Ceema: Mercado do trigo mostra reação com alta nos preços no Sul – MAIS SOJA

Comentários referentes ao período entre 13/03/2026 e 19/03/2026
As cotações do trigo, após subirem a US$ 6,18/bushel no dia 13/03 (a maior cotação desde o dia 13/06/2024), recuaram um pouco durante a semana, porém, fecharam a quinta-feira (19) nos melhores níveis dos dois últimos anos. O primeiro mês cotado fechou em US$ 6,08/bushel, contra US$ 5,92 uma semana antes.
Enquanto isso, na Europa, a produção de trigo macio para a União Europeia e o Reino Unido, somados, deverá atingir a 142,6 milhões de toneladas em 2026, ficando abaixo das 148,7 milhões produzidas em 2025. A expectativa é de que a produtividade do trigo caia em relação aos níveis excepcionais de 2025. No caso do milho, a projeção foi elevada para 60,7 milhões de toneladas, e a da canola em 21,1 milhões de toneladas (cf. Coceral).
Vale destacar que, até o dia 10/03, 55% da produção de trigo de inverno nos EUA estava sob algum nível de estiagem, percentual bem acima dos 27% registrados no mesmo período do ano passado. Além disso, há os efeitos da guerra no Oriente Médio.
E no Brasil, os preços melhoram lentamente. As principais praças gaúchas fecharam a semana com R$ 58,00/saco, enquanto no Paraná os mesmos oscilaram entre R$ 62,00 e R$ 64,00. Na prática, os vendedores estão mais firmes nos preços pedidos. As cotações externas mais elevadas e uma leve desvalorização do Real auxiliaram neste comportamento.
E como já indicado no boletim passado, em 2026 os produtores brasileiros de trigo tendem a colher sua menor safra do cereal dos últimos cinco anos. Segundo projeções da Conab, a área semeada deverá ficar em 2,32 milhões de hectares, com recuo de 4,92% sobre o ano passado. A produtividade média é aguardada em 2.978 quilos/ha no país, com recuo de 7,5% sobre a de 2025. Com isso, a produção final no corrente ano deverá alcançar, em clima normal, 6,9 milhões de toneladas, ou seja, cerca de um milhão de toneladas a menos do que o colhido no ano passado. Isso equivale a 12,3% de redução. Lembrando que analistas privados (Safras & Mercado) indicam que “a área plantada em 2026/2027 pode cair até 40% em relação há quatro anos atrás, ou um recuo de 15,5% em relação à temporada anterior, para 1,99 milhão de hectares.
O que vem assombrando os produtores, com razão, são os altos custos de produção, agora puxados pelos fertilizantes e diesel novamente, devido a guerra no Oriente Médio. Além disso, os custos do seguro agrícola, o crédito limitado e as perdas financeiras registradas nas safras recentes também reduzem a disposição dos produtores de assumir riscos maiores. Em tais condições, os produtores brasileiros devem ficar atentos aos seguintes pontos: evolução das condições das lavouras no Hemisfério Norte; competitividade entre exportadores como Rússia, União Europeia e Argentina; movimentação dos fundos no mercado futuro; e variações no câmbio, que impactam diretamente a paridade de importação (cf. Safras & Mercado).
Enfim, o mercado de trigo no Sul do país segue moderado, com negócios pontuais e o frete assumindo protagonismo devido ao seu aumento de preços. No Rio Grande do Sul a semana foi relativamente calma, com operações realizadas principalmente na modalidade FOB, próximas de R$ 1.200,00/tonelada. Para contratos futuros, o trigo também gira em torno de R$ 1.200,00 sobre rodas no porto de Rio Grande. O mercado aponta ainda que cerca de 85% da safra já foi comercializada, restando pouco mais de 500.000 toneladas até o fim do ano. A expectativa é de que exportações e cabotagem alcancem 2 milhões de toneladas. Já em Santa Catarina, o mercado começa a dar sinais de reação, ainda que com poucos negócios efetivados.
O trigo pão diferido é negociado a R$ 1.250,00/tonelada, enquanto o trigo branco segue sem demanda. Há continuidade na procura por produto gaúcho e paraguaio, principalmente no oeste do estado. Negócios com trigo tipo 2 foram registrados a R$ 1.050,00/tonelada, e moinhos seguem comprando no Rio Grande do Sul. No Paraná, o frete também começa a pressionar o mercado, afetando tanto o trigo quanto as farinhas. Os preços FOB estão entre R$ 1.320,00 e R$ 1.350,00/tonelada. O trigo branqueador foi negociado a R$ 1.400,00 entregue nos moinhos. No mercado externo, o trigo paraguaio é ofertado a US$ 253,00/tonelada no norte do estado, enquanto o argentino chega a US$ 270,00 nacionalizado em Paranaguá, com poucos negócios recentes (cf. TF Agronômica).
Fonte: Ceema

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: CEEMA
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156,13 sacas de soja por hectare. É possível? – MAIS SOJA

Um dos principais desafios para alcançar a alta produtividade na lavoura de soja é o manejo de doenças. Em áreas localizadas em elevadas altitudes, esse desafio é dobrado, por conta dos longos períodos de molhamento foliar, condição altamente favorável à incidência de fungos causadores de ferrugem-asiática, mofo-branco e mancha púrpura.
Por isso, o consultor Daicon Godeski Moreira recomendou um programa de fungicidas para a Agrícola Lourival Ruthes, de Major Vieira (SC).
“Para a elaboração do programa, consideramos diversos aspectos, como a suscetibilidade da cultivar, a época de semeadura, o histórico da área, as condições ambientais e, principalmente, a eficiência de cada fungicida para as doenças de maior ocorrência. Todas as decisões de posicionamento e escolha dos produtos foram baseadas em resultados de pesquisa conduzidos ao longo de vários anos”, detalha.
Moreira acrescenta que, no manejo de pragas, a prioridade foi o monitoramento constante da lavoura. “As aplicações foram realizadas de forma criteriosa, considerando as espécies presentes, seus níveis populacionais e o momento ideal de controle, permitindo intervenções precisas e eficientes”, observa o consultor.
Estas estratégias contribuíram para Moreira registrar a produtividade de 156,13 sacas de soja por hectare e se tornar consultor campeão Sul da categoria Sequeiro e também o grande campeão nacional do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja safra 25/26, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB).
“Participar do Desafio do CESB nos desafia a buscar um nível ainda maior de eficiência em todas as decisões de manejo. Mais do que competir, é uma oportunidade de validar anos de pesquisa e mostrar que altas produtividades são consequência de planejamento, conhecimento técnico e execução de qualidade. Conquistar o título nacional com o recorde histórico de produtividade demonstra que, quando cada decisão é baseada em critérios técnicos e científicos, é possível elevar significativamente o potencial produtivo da soja”, analisa.
Potencial Produtivo – Moreira enfatiza que a combinação entre escolha adequada da cultivar, posicionamento correto dos insumos, monitoramento frequente e solo bem construído permitiram explorar o máximo potencial produtivo da cultura.
Entre os principais fatores relacionados ao solo, ele destaca a correção da descompactação em profundidade, o equilíbrio dos nutrientes e a construção gradual da fertilidade ao longo dos anos. “Esses fatores proporcionaram um ambiente favorável para o desenvolvimento radicular e para o melhor aproveitamento de água e nutrientes, permitindo que a cultura expressasse seu máximo potencial”.
De forma geral, segundo ele, a principal decisão foi fundamentar todas as estratégias de manejo em dados de pesquisa. “Desde o planejamento da área até as intervenções realizadas durante o ciclo da cultura, todas as decisões foram tomadas com base em conhecimento técnico, histórico da área e monitoramento constante da lavoura”.
Para o consultor, o Desafio do CESB estimula produtores, consultores e pesquisadores a buscarem continuamente mais conhecimento, testarem novas estratégias e validarem tecnologias que possam ser aplicadas no campo. “Acredito que esse seja o maior legado do CESB: mostrar que a alta produtividade é resultado de pesquisa, planejamento, monitoramento e decisões técnicas bem fundamentadas”, efatiza.
Parceria baseada na confiança – A inscrição dos campeões Sul da categoria Sequeiro e dos grandes campeões nacionais (produtor Lourival Ruthes e consultor Daicon Godeski Moreira) foi feita pela empresa ICL, que patrocina o CESB há mais de 11 anos.
João Pascoalino, Gerente de serviços digitais da ICL, lembra que a parceria entre a empresa e o CESB é resultado de uma trajetória baseada em valores que permanecem os mesmos, independentemente das transformações que a empresa vivenciou nesse período.
De acordo com Pascoalino, o principal benefício da parceria com o CESB é permitir que as tecnologias da ICL sejam constantemente avaliadas dentro dos ambientes mais exigentes da agricultura brasileira.
Além disso, de acordo com o gerente, o CESB desempenha um papel muito importante como agente independente de validação. “Quando os resultados são apresentados, não é a ICL afirmando que suas tecnologias estão entre as melhores do mercado. São os dados obtidos nas áreas auditadas e a credibilidade construída pelo próprio CESB que demonstram a presença das nossas soluções entre produtores que alcançam alguns dos maiores rendimentos da soja brasileira”.
“Em um mercado altamente competitivo, isso representa algo extremamente valioso: transformar desempenho agronômico em credibilidade técnica. E poucas iniciativas conseguem fazer isso com a mesma relevância e reconhecimento que o CESB conquistou ao longo dos anos”, acrescenta.
O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, ICL, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.
Fonte: Assessoria de imprensa

Sustentabilidade
Pedidos de recuperação judicial no agronegócio crescem 27% no 1º semestre de 2026 – MAIS SOJA

O agronegócio registrou 474 pedidos de recuperação judicial no primeiro semestre de 2026, alta de 27% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Serasa Experian. O avanço ocorre depois de o setor alcançar, no ano passado, o maior volume de pedidos entre os segmentos econômicos analisados pela instituição: foram 1.990 recuperações judiciais em 2025, crescimento de 56% em relação a 2024.
O aumento dos pedidos ocorre em um cenário de maior pressão sobre a capacidade financeira dos produtores rurais, que enfrentam dificuldades para renegociar dívidas, preservar o acesso ao crédito e manter o fluxo financeiro necessário à continuidade da produção.
Para o advogado Victor Hugo Rocha, sócio-fundador da Rocha & Rocha Advogados, a recuperação judicial passou a ocupar um espaço maior entre as alternativas disponíveis ao produtor diante da dificuldade de reestruturar as obrigações diretamente com credores.
“A recuperação judicial passa a ser uma alternativa quando o produtor já não consegue reorganizar suas dívidas pelas vias tradicionais. O crescimento dos pedidos mostra que existe uma dificuldade de renegociação antes que o endividamento comprometa a continuidade da atividade”, afirma.
Outro indicador da pressão sobre o patrimônio rural é o número de propriedades levadas a leilão. Dados apresentados na 3ª Conferência Estadual de Direito e Agronegócio da OAB-SP apontam que 14.129 propriedades rurais foram levadas a leilão em 2025, alta de 30% em relação ao ano anterior. Na avaliação de Rocha, o aumento das execuções de garantias amplia a importância de mecanismos de reestruturação que possam ser utilizados antes da perda dos ativos vinculados às operações de crédito.
“Quando a execução das garantias acontece sem mecanismos eficientes de renegociação, o impacto pode ultrapassar a dívida e atingir o próprio patrimônio utilizado na atividade rural. Por isso, a capacidade de reestruturação antes da execução é um ponto importante para o produtor”, explica.
O ambiente de renegociação também inclui medidas específicas adotadas pelo governo. A Medida Provisória 1.376/2025 estabeleceu regras para a renegociação de dívidas de produtores rurais atingidos por eventos climáticos extremos. A medida, no entanto, enfrenta questionamentos relacionados aos critérios de elegibilidade, à burocracia para acesso às condições previstas e ao alcance das medidas.
Além das dificuldades de renegociação, o endividamento rural pode ser influenciado por fatores como eventos climáticos, custos de produção, preços das commodities e condições de acesso ao crédito. A combinação desses elementos pode reduzir a capacidade de pagamento do produtor e aumentar a necessidade de reestruturação das dívidas.
Para o advogado, a discussão sobre recuperação judicial no campo também envolve a preservação da atividade produtiva.
“No agronegócio, a dívida está diretamente ligada à capacidade de continuidade da produção. Quando o produtor perde os ativos essenciais à operação, a solução da dívida pode representar também a interrupção da própria atividade. Por isso, o momento e a forma como a reestruturação é feita são determinantes”, afirma Rocha.
O crescimento das recuperações judiciais coloca em evidência, portanto, a relação entre endividamento, crédito, garantias e continuidade da produção rural, em um setor que depende de capital para financiar ciclos produtivos e está sujeito a fatores que podem alterar significativamente sua capacidade de pagamento.
Sobre a Rocha & Rocha Advogados
Fundada em 2014, em Londrina (PR), a Rocha & Rocha Advogados atua nacionalmente na governança tributária de grandes contribuintes. O escritório nasceu da combinação de dois perfis complementares: Ciro Rocha, com visão técnica aprofundada sobre o funcionamento do Fisco; Vanessa Rocha, com liderança voltada à estruturação, ao crescimento da operação e à incorporação de tecnologia como instrumento de governança; e Victor Hugo Rocha, especialista em planejamento tributário e Reforma Tributária.
Com mais de 100 profissionais, mais de 400 clientes ativos e presença em Londrina, Brasília, São Paulo e Curitiba, a Rocha & Rocha integra expertise jurídica e contábil para atuar onde a complexidade tributária exige mais do que conformidade: exige método, previsibilidade e decisão estratégica.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Posicionamento de fungicidas multissítios de forma associada a sítio específicos contribui para o controle de doenças – MAIS SOJA

O uso de fungicidas multissítios constitui uma das principais e mais importantes estratégias de manejo para a resistência de fungos a fungicidas. Por atuarem em diferentes pontos metabólicos do fungo, os fungicidas multissítios representam um baixo risco de resistência.
Entretanto, esses fungicidas apresentam algumas limitações. Por agirem em diferentes pontos metabólicos, os fungicidas multissítios não podem penetrar na planta, pois podem assumir uma papel fitotóxico. Nesse contexto, os fungicidas multissítios devem ser pulverizados nas partes suscetíveis do hospedeiro com objetivo de formar uma camada protetora e impedir o desenvolvimento de infecções fúngicas (Godoy et al., 2022).
Figura 1. Alguns locais de ação de fungicidas na célula do fungo.
Sendo assim, a eficácia desses produtos esta muito condicionada ao momento de aplicação e a interferência de fatores ambientais e climáticos, como a ocorrência de chuvas por exemplo. Sobretudo, mesmo com algumas limitações, esse grupo de fungicidas apresenta benefícios indiscutíveis, que vão além da contribuição no manejo da resistência de doenças a fungicidas.
Quando posicionados de forma estratégica, os fungicidas multissítios se tornam excelentes aliados no controle de doenças complexas como a ferrugem-asiática da soja. Ensaios cooperativos realizados pela Embrapa na safra 2024/2025 demonstram que a associação de fungicidas multissítios como o clorotalonil com fungicidas como piraclostrobina + tebuconazol aumentou em 63% o controle da doença, enquanto a adição de mancozebe ao fungicida protioconazol + picoxistrobina proporcionou um incremento no controle da ferrugem de 60% para 76% (Godoy et al., 2025).
Esses resultados reforçam a importância do posicionamento dos fungicidas multissítios de forma associada a fungicidas sítio específicos no manejo e controle de doenças preocupantes da soja. Além do aumento no controle das doenças, conforme observado por Cerezolli et al. (2018), a utilização de fungicidas multissítios como Clorotalonil, Oxicloreto de cobre e Mancozeb contribui de forma benéfica para atrasar e evolução da ferrugem-asiática da soja, e portanto, devem ser utilizados de forma proativa no manejo fitossanitário da soja, especialmente em anos cujas condições climáticas e ambientais são mais favoráveis a evolução das doenças.
Veja mais: Apenas fungicidas multissítios são protetores?

Referências:
GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEM-ASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica n. 219, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1177349/1/Circ-Tec-219.pdf >, acesso em: 22/09/2026.
GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS MULTISSÍTIOS E PRODUTO BIOLÓGICO NO CONTROLE DA FERRUGEM-ASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora Pachyrhizi, NA SAFRA 2021/2022: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS EXPERIMENTOS COOPERATIVOS. Embrapa, Circular Técnica, n. 185, 2022. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1145703/1/Circ-Tec-185.pdf >, acesso em: 22/09/2026.
CEREZOLLI, L. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS MULTISITIOS UTILIZADOS NA CULTURA DA SOJA VISANDO O CONTROLE DA FERRUGEM ASIÁTICA. Anuário Pesquisa e Extensão UNOESC, São Miguel do Oeste, 2018. Disponível em: < file:///C:/Users/Cliente/Documents/Documentos/+%20SOJA/2021/1.%20TEXTOS/3.%20MAR/29.%20TEXTO%20-/artigo%20v%C3%ADvian.pdf >, acesso em: 22/09/2026.
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