Connect with us
23 de setembro de 2026

Business

Brasil deve reduzir importação de fertilizantes em até 12% mesmo com aumento da área plantada

Published

on


A importação de fertilizantes pelo Brasil deve recuar mais de 10% em 2026, mesmo diante da expectativa de crescimento da área cultivada na safra 2026/27. A projeção é que o país importe entre 40 milhões e 41 milhões de toneladas neste ano, volume próximo ao registrado em 2023 e inferior ao recorde de 45,5 milhões de toneladas alcançado em 2025.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

A estimativa foi apresentada durante o Mercado & Cia, que destacou os impactos dos preços elevados dos fertilizantes sobre as decisões dos produtores rurais.

De acordo com a análise, a área cultivada no Brasil deve se aproximar de 85 milhões de hectares no ciclo 2026/27, ante cerca de 84 milhões de hectares na temporada anterior. Apesar da expansão, o consumo de fertilizantes não deve acompanhar o crescimento da produção agrícola.

Advertisement

O cenário chama a atenção principalmente pela elevada dependência brasileira do mercado internacional. Atualmente, entre 80% e 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna os custos de produção especialmente sensíveis às oscilações dos preços internacionais.

Até setembro, os dados parciais apresentados pelo programa indicavam aproximadamente 27 milhões de toneladas importadas. Para alcançar a projeção de 40 milhões a 41 milhões de toneladas até dezembro, o Brasil precisaria manter, nos últimos meses do ano, um ritmo de importações semelhante ao observado no mesmo período de 2025.

Preços elevados pressionam produtores

A principal explicação apontada para a redução das importações é o encarecimento dos fertilizantes. As tensões geopolíticas e os conflitos internacionais têm pressionado os preços dos insumos, aumentando os custos da atividade agrícola.

Diante desse cenário, os produtores buscam alternativas para preservar a rentabilidade. Entre as estratégias estão a redução das quantidades aplicadas e a adoção de técnicas que permitam aproveitar melhor os nutrientes disponíveis.

Uma dessas alternativas é a aplicação de fertilizantes em taxa variável, tecnologia que permite distribuir os insumos de acordo com as necessidades específicas de cada área da propriedade.

Advertisement

A realização de análises de solo também ganha importância, pois ajuda a identificar as áreas que realmente precisam de adubação e a definir as quantidades adequadas para cada situação.

Com isso, o produtor pode reduzir desperdícios e otimizar os investimentos, sem necessariamente realizar cortes uniformes na adubação de toda a lavoura.

A expectativa é de que o Brasil encerre 2026 com uma área cultivada maior, mas com um volume de fertilizantes importados significativamente inferior ao do ano passado. O movimento evidencia a preocupação dos agricultores com os custos de produção e a busca por maior eficiência no uso dos insumos.

O post Brasil deve reduzir importação de fertilizantes em até 12% mesmo com aumento da área plantada apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

Disputa entre indústrias e exportadores eleva preços do arroz no RS

Published

on


Foto: Paulo Lanzetta

Os preços do arroz em casca seguem firmes no Rio Grande do Sul, impulsionados pela disputa entre as indústrias brasileiras e os compradores internacionais. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta restrita e a necessidade de recomposição dos estoques industriais têm levado compradores a elevar os valores oferecidos aos produtores.

Apesar de um ligeiro aumento da presença de vendedores no mercado nos últimos dias, a disponibilidade do cereal continua limitada. Produtores mais capitalizados permanecem retraídos, à espera de novas valorizações, enquanto aqueles com necessidade de caixa intensificaram as negociações, inclusive para financiar o preparo do solo para a safra 2026/27.

Do lado comprador, algumas indústrias voltaram a atuar com maior intensidade no mercado. Empresas que anteriormente priorizavam a aquisição de arroz já armazenado em suas próprias estruturas passaram a buscar novos lotes para recompor os estoques.

Diante da resistência dos produtores em aceitar as ofertas vigentes, parte dos compradores precisou reajustar os preços para garantir o abastecimento.

Exportações ampliam disputa pelo arroz brasileiro

De acordo com o Cepea, a concorrência pela matéria-prima é mais intensa nas regiões próximas ao Porto do Rio Grande, onde a demanda internacional continua aquecida.

Advertisement

A baixa disponibilidade de arroz com rendimento inferior a 57% de grãos inteiros, geralmente destinado à exportação, levou compradores do mercado externo a disputar também lotes com rendimento de 58%.

Com isso, os exportadores passaram a concorrer diretamente com as indústrias brasileiras por uma parcela maior da oferta disponível, intensificando a pressão sobre os preços.

Segundo os pesquisadores, esse movimento provocou uma valorização mais acentuada dos lotes com rendimento de 58% em comparação com aqueles de rendimento mais elevado.

A combinação entre oferta limitada, necessidade de abastecimento das indústrias e demanda externa mantém o mercado gaúcho aquecido, com produtores atentos às oportunidades de comercialização.

O post Disputa entre indústrias e exportadores eleva preços do arroz no RS apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

Preços do milho no curto prazo serão determinados por 4 fatores

Published

on


Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural

O contrato de dezembro do milho em Chicago encerrou a semana passada com queda de 0,94%. No Brasil, o vencimento de novembro da B3 seguiu em direção oposta, fechando a R$ 76,29 por saca, com leve alta de 0,16%.

A plataforma de Inteligência de Mercado da Grão Direto, a Grainsights, aponta os fatores que podem influenciar nos preços do cereal no curto prazo. Acompanhe:

  • Colheita nos EUA: o ritmo acelerado da colheita continua pressionando o mercado no curto prazo. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), um volume cada vez maior de grãos começa a chegar aos armazéns e ao mercado. “Esse aumento da oferta aumenta a disponibilidade física e reduz o poder de barganha dos produtores nas regiões onde a colheita está mais avançada. Com mais milho disponível, os prêmios locais tendem a recuar e os preços dos contratos de curto prazo ficam mais pressionados”, destaca a plataforma. A atenção agora se volta para o avanço da colheita nas próximas semanas, já que um ritmo forte pode aumentar ainda mais a oferta e limitar as chances de recuperação das cotações.
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
  • Clima na América do Sul: com a colheita no Hemisfério Norte avançando, o mercado deve voltar a atenção para o clima no Brasil e na Argentina. De acordo com a Grainsights, o comportamento das chuvas durante o plantio da soja será importante para definir o calendário da próxima safrinha de milho. Atrasos no plantio ou problemas no desenvolvimento das lavouras podem reduzir a janela ideal para o cereal e aumentar as preocupações com a produtividade da safra de 2027.
  • Etanol e exportações: o mercado vai acompanhar de perto o consumo de milho pelas usinas de etanol nos Estados Unidos. A manutenção de uma demanda próxima de 5,6 bilhões de bushels (142,25 milhões de toneladas) será importante para dar suporte aos preços. Se os juros altos do Fed reduzirem o crescimento da economia e o consumo de combustíveis, as usinas podem diminuir a moagem, aumentando a pressão sobre o milho. “Ao mesmo tempo, os EUA precisarão manter a competitividade nas exportações para cumprir a projeção de 3,275 bilhões de bushels do USDA. Com o Brasil exportando a safrinha em ritmo forte e a Argentina com estoques elevados, a disputa por compradores, principalmente na Ásia, deve ser bastante acirrada”, destaca.
  • Tensões geopolíticas persistentes: o mercado continuará atento às instabilidades na Ucrânia e no Oriente Médio. Conflitos e ataques no Mar Negro podem afetar o fluxo de grãos e aumentar a preocupação com a oferta global. “Ao mesmo tempo, um petróleo mais caro, com o Brent próximo de US$ 105, eleva os custos de transporte e frete marítimo. Esse cenário pode aumentar a volatilidade dos preços agrícolas e trazer suporte às cotações, caso os riscos sobre a oferta e os custos de logística se intensifiquem”, ressalta a Grainsights.

O post Preços do milho no curto prazo serão determinados por 4 fatores apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Negócios com a soja? Saiba se preços subiram ou caíram no mercado em dia de poucas negociações

Published

on


Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve poucas mudanças nesta terça-feira (22), com cotações praticamente estáveis e baixo ritmo de negócios. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, muitas das ofertas observadas ao longo do dia foram apenas nominais.

No mercado disponível, o cenário permaneceu travado e com poucas ofertas, diante do volume já negociado. “Não houve grande ímpeto de negócios ao longo do dia”, observa Silveira.

Para a safra nova, também não houve reporte de negócios firmes. Os prêmios tiveram poucas alterações, assim como o dólar e a Bolsa de Chicago, mantendo as cotações praticamente estabilizadas.

No mercado físico, as principais praças brasileiras apresentaram poucas mudanças nesta terça-feira.

Advertisement

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 155,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 156,00
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 152,00 para R$ 151,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 149,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 163,00 para R$ 162,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 163,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira (22). Após operar em alta no meio do pregão, o mercado reverteu o movimento, em meio à cautela antes da reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, prevista para quinta-feira (24), na Casa Branca.

Os operadores esperam que o encontro possa resultar em novas compras chinesas da oleaginosa norte-americana, mas mantêm uma postura cautelosa diante da possibilidade de poucos avanços concretos nas negociações comerciais. O mercado também espera possíveis mudanças nas tarifas de importação aplicadas pela China à soja dos Estados Unidos.

As expectativas foram reforçadas na segunda-feira (21), após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmar que teve conversas bem-sucedidas com autoridades chinesas durante o fim de semana.

Além disso, os agentes refletiram o discurso de Trump na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante o pronunciamento, o presidente afirmou que os Estados Unidos poderão chegar a um acordo com o Irã após as eleições de meio de mandato, previstas para 3 de novembro.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar ou 0,18%, a US$ 13,25 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,41 1/4 por bushel, com retração de 2,75 centavos de dólar ou 0,20%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,30 ou 0,62%, a US$ 370,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,92 centavos de dólar, com perda de 0,93 centavo ou 1,35%.

Advertisement

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,08%, negociado a R$ 5,1027 para venda e a R$ 5,1007 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0972 e a máxima de R$ 5,1357.

O post Negócios com a soja? Saiba se preços subiram ou caíram no mercado em dia de poucas negociações apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT