Sustentabilidade
Arroz/RS: Colheita do arroz avança no RS com boa produtividade – MAIS SOJA

Na cultura do arroz irrigado, predominam as lavouras em maturação e em colheita nas diversas regiões produtoras.
As condições climáticas no período, como a continuidade de tempo firme, favoreceram a redução da umidade dos grãos e a evolução das operações de colheita. De maneira geral as
produtividades têm se mantido satisfatórias. Há registros de resultados elevados em diversos talhões, apesar das variações associadas às condições meteorológicas ocorridas durante o período reprodutivo.
Em parte das lavouras, especialmente naquelas submetidas a menor radiação solar e a episódios de temperaturas mais baixas durante o emborrachamento e enchimento de grãos, observam-se limitações na formação de panículas e ocorrência de grãos malformados, o que reflete em redução do rendimento em comparação ao potencial inicial. Ainda assim, a qualidade do grão colhido está, de modo geral, boa, com bom rendimento de engenho.
O manejo da irrigação se encontra em fase de finalização, e ocorre a retirada gradual da água dos quadros para viabilizar a colheita. A disponibilidade hídrica está satisfatória na maior parte das regiões produtoras, sustentando o desenvolvimento adequado das lavouras
até o final do ciclo.
Seguem as atividades de monitoramento fitossanitário, com atenção a pragas e doenças típicas da fase final, bem como práticas de manejo pós-colheita em áreas já colhidas.
A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.744 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, o tempo seco favoreceu a perda de umidade dos grãos e o avanço da colheita. Em Uruguaiana, cerca de 15% dos 71.090 hectares cultivados foram colhidos. As produtividades estão inferiores às obtidas na safra passada, inclusive em áreas com as mesmas cultivares, devido à baixa radiação solar entre o final de dezembro e início de janeiro, além das temperaturas reduzidas durante o emborrachamento e enchimento de grãos, que resultaram em falhas de panículas e grãos gessados.
Situação semelhante é relatada em Alegrete e Manoel Viana, onde as produtividades estão pouco abaixo da expectativa inicial. Apesar disso, a qualidade dos grãos colhidos está satisfatória até o momento. Em São Borja, há dificuldades operacionais relacionadas ao fornecimento de óleo diesel, que precisa ser adquirido em pequenas quantidades, o que pode impactar o ritmo da colheita.
Na de Pelotas, a colheita avançou aceleradamente em todos os municípios produtores. A distribuição das fases indica 64% das lavouras maduras e prontas para colheita, 12% em enchimento de grãos e 24% colhidas. As condições climáticas do período permitiram a continuidade das operações e favoreceram o desenvolvimento final das lavouras, consolidando o potencial produtivo em grande parte das áreas.
Na de Santa Maria, a área cultivada está estimada em 124.415 hectares. A colheita supera 20%, e cerca de 50% das lavouras estão em maturação. As produtividades confirmam desempenho elevado, com médias superiores a 8.000 kg/ha. Em São João do Polêsine, as lavouras colhidas apresentam produtividade média de 9.000 kg/ha. Em talhões colhidos, os
rizicultores realizaram práticas de manejo, como gradagem superficial, visando reduzir o banco de sementes de arroz vermelho e outras plantas daninhas. O cenário produtivo indica safra cheia na região.
Na de Santa Rosa, as lavouras se encontram em fase final de ciclo. Os produtores estão reduzindo gradualmente a irrigação nas áreas em preparação para o início da colheita nos próximos dias, que está condicionado às condições meteorológicas e à umidade dos grãos, fatores determinantes para a qualidade, especialmente no rendimento de grãos inteiros.
Na de Soledade, 5% estão em florescimento, 40% em enchimento de grãos, 35% em maturação e 20% colhidos. As produtividades são satisfatórias, e há excelente qualidade de grãos, com destaque para o rendimento de engenho. Segue o monitoramento fitossanitário, especialmente para percevejos e brusone, com intervenções conforme a necessidade.
Comercialização (saca de 50 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,54%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 54,68 para R$ 55,52.
Fonte: Emater
Sustentabilidade
Panorama do trigo 26/27: Colheita atinge 21,6% no país sob alerta sanitário e climático no Sul – MAIS SOJA

Trigo/BR: 21,6% colhido. No RS, o tempo seco favoreceu a entrada das máquinas para os manejos. A boa luminosidade e as temperaturas adequadas favoreceram o desenvolvimento. As geadas da semana não atingiram as regiões em que as lavouras estão em fase reprodutiva.
No PR, as lavouras apresentam bom desenvolvimento no geral. A colheita é priorizada nos intervalos sem chuva. A produtividade encontra-se baixa até o momento. Em SC, no Oeste e Extremo Oeste, as áreas mais precoces estão em espigamento, florescimento e enchimento de grãos, sendo as mais sensíveis à continuidade das chuvas. No Meio-Oeste, nos Planaltos e na Serra, predominam o alongamento e o emborrachamento. A pressão fitossanitária segue elevada, com atenção à giberela, à ferrugem, ao oídio e às manchas foliares.
Em SP, as chuvas e as temperaturas baixas geram grande preocupação, observando-se grãos com germinação na própria planta nas regiões com excesso de chuva. Em MG, a colheita está bastante adiantada, sem perdas causadas pelas chuvas na fase final de maturação e colheita.
Em GO, restam alguns pivôs para o encerramento da colheita, sem perdas causadas pelas chuvas recentes. Em MS, apesar do período chuvoso, a colheita foi finalizada. Na BA, a colheita segue conforme as lavouras atingem o ponto de colheita.
Fonte: Conab
Sustentabilidade
IMEA: Custos de produção do milho avançam em MT, enquanto Conab projeta safra maior em 26/27 – MAIS SOJA

Segundo o Projeto Custo de Produção Agropecuário MT (Senar/Imea), em ago/26, o custeio do milho da safra 26/27 em MT foi estimado em R$ 3.780,59/ha, alta de 0,05% frente a jul/26 e de 13,89% ante a safra 25/26. Apesar da relativa estabilidade mensal, o avanço anual do custeio ainda reflete os patamares mais elevados dos principais insumos da cultura, em um cenário de volatilidade no mercado internacional de fertilizantes.
Entre os principais componentes, os defensivos apresentaram o maior aumento anual de 23,37%, para R$ 910,23/ha, seguidos pelas sementes e pelos fertilizantes e corretivos, ambos com alta de 9,08%, para R$ 848,08/ha e R$ 1.550,94/ha, respectivamente. Juntos, esses três grupos representam 87,53% do custeio. O Custo Operacional Efetivo (COE) foi estimado em R$ 5.507,85/ha, alta de 14,60% ante a safra 25/26, enquanto o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.378,56/ha, avanço de 9,70% ante à safra passada, mantendo as margens do produtor pressionadas diante do avanço dos custos.
Confira os principais destaques do boletim:
- VALORIZAÇÃO: o preço do milho em Chicago avançou 4,21% frente à semana passada, encerrando o período cotado a US$ 5,32/bu, sustentado pela piora das condições das lavouras nos EUA.
- ALTA: o dólar compra Ptax avançou 1,15% ante à semana passada, encerrando o período cotado a R$ 5,16/US$, diante do aumento da aversão ao risco global e das incertezas fiscais no Brasil.
- QUEDA: o preço da saca de milho na bolsa Cepea apresentou baixa de 1,30% ante a semana passada, encerrando a semana cotada a R$ 69,43/sc.
Em set/26, a Conab projetou a produção BR de milho da safra 25/26 em 144,01 mi de t, alta anual de 1,27%.
A área cultivada alcançou 22,60 mi de ha em 25/26, avanço de 3,49% ante 24/25, enquanto a produtividade média recuou 1,42%, para 106,20 sc/ha. O menor rendimento em alguns estados limitou a produção, mas a expansão da área sustentou a oferta. Na demanda, o consumo doméstico foi projetado em 98,20 mi de t, alta de 7,82%, impulsionada pela maior absorção pelas usinas. As exportações cresceram 5,49%, para 43,92 mi de t, ampliando o escoamento e mantendo os estoques em 15,65 mi de t. Para 26/27, a produção foi projetada em 148,00 mi de t, avanço de 2,77%, sustentado pela expansão da área, enquanto o rendimento dependerá das condições climáticas e das janelas de semeadura.
O consumo interno deve crescer 6,73%, para 104,81 mi de t, apoiado pelo maior uso para ração, entrada de novas usinas e ampliação da moagem, enquanto as exportações avançam 4,78%, para 46,02 mi de t. Com a maior absorção do cereal, os estoques finais tendem a recuar para 14,53 mi de t.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
156,13 sacas de soja por hectare. É possível? – MAIS SOJA

Um dos principais desafios para alcançar a alta produtividade na lavoura de soja é o manejo de doenças. Em áreas localizadas em elevadas altitudes, esse desafio é dobrado, por conta dos longos períodos de molhamento foliar, condição altamente favorável à incidência de fungos causadores de ferrugem-asiática, mofo-branco e mancha púrpura.
Por isso, o consultor Daicon Godeski Moreira recomendou um programa de fungicidas para a Agrícola Lourival Ruthes, de Major Vieira (SC).
“Para a elaboração do programa, consideramos diversos aspectos, como a suscetibilidade da cultivar, a época de semeadura, o histórico da área, as condições ambientais e, principalmente, a eficiência de cada fungicida para as doenças de maior ocorrência. Todas as decisões de posicionamento e escolha dos produtos foram baseadas em resultados de pesquisa conduzidos ao longo de vários anos”, detalha.
Moreira acrescenta que, no manejo de pragas, a prioridade foi o monitoramento constante da lavoura. “As aplicações foram realizadas de forma criteriosa, considerando as espécies presentes, seus níveis populacionais e o momento ideal de controle, permitindo intervenções precisas e eficientes”, observa o consultor.
Estas estratégias contribuíram para Moreira registrar a produtividade de 156,13 sacas de soja por hectare e se tornar consultor campeão Sul da categoria Sequeiro e também o grande campeão nacional do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja safra 25/26, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB).
“Participar do Desafio do CESB nos desafia a buscar um nível ainda maior de eficiência em todas as decisões de manejo. Mais do que competir, é uma oportunidade de validar anos de pesquisa e mostrar que altas produtividades são consequência de planejamento, conhecimento técnico e execução de qualidade. Conquistar o título nacional com o recorde histórico de produtividade demonstra que, quando cada decisão é baseada em critérios técnicos e científicos, é possível elevar significativamente o potencial produtivo da soja”, analisa.
Potencial Produtivo – Moreira enfatiza que a combinação entre escolha adequada da cultivar, posicionamento correto dos insumos, monitoramento frequente e solo bem construído permitiram explorar o máximo potencial produtivo da cultura.
Entre os principais fatores relacionados ao solo, ele destaca a correção da descompactação em profundidade, o equilíbrio dos nutrientes e a construção gradual da fertilidade ao longo dos anos. “Esses fatores proporcionaram um ambiente favorável para o desenvolvimento radicular e para o melhor aproveitamento de água e nutrientes, permitindo que a cultura expressasse seu máximo potencial”.
De forma geral, segundo ele, a principal decisão foi fundamentar todas as estratégias de manejo em dados de pesquisa. “Desde o planejamento da área até as intervenções realizadas durante o ciclo da cultura, todas as decisões foram tomadas com base em conhecimento técnico, histórico da área e monitoramento constante da lavoura”.
Para o consultor, o Desafio do CESB estimula produtores, consultores e pesquisadores a buscarem continuamente mais conhecimento, testarem novas estratégias e validarem tecnologias que possam ser aplicadas no campo. “Acredito que esse seja o maior legado do CESB: mostrar que a alta produtividade é resultado de pesquisa, planejamento, monitoramento e decisões técnicas bem fundamentadas”, efatiza.
Parceria baseada na confiança – A inscrição dos campeões Sul da categoria Sequeiro e dos grandes campeões nacionais (produtor Lourival Ruthes e consultor Daicon Godeski Moreira) foi feita pela empresa ICL, que patrocina o CESB há mais de 11 anos.
João Pascoalino, Gerente de serviços digitais da ICL, lembra que a parceria entre a empresa e o CESB é resultado de uma trajetória baseada em valores que permanecem os mesmos, independentemente das transformações que a empresa vivenciou nesse período.
De acordo com Pascoalino, o principal benefício da parceria com o CESB é permitir que as tecnologias da ICL sejam constantemente avaliadas dentro dos ambientes mais exigentes da agricultura brasileira.
Além disso, de acordo com o gerente, o CESB desempenha um papel muito importante como agente independente de validação. “Quando os resultados são apresentados, não é a ICL afirmando que suas tecnologias estão entre as melhores do mercado. São os dados obtidos nas áreas auditadas e a credibilidade construída pelo próprio CESB que demonstram a presença das nossas soluções entre produtores que alcançam alguns dos maiores rendimentos da soja brasileira”.
“Em um mercado altamente competitivo, isso representa algo extremamente valioso: transformar desempenho agronômico em credibilidade técnica. E poucas iniciativas conseguem fazer isso com a mesma relevância e reconhecimento que o CESB conquistou ao longo dos anos”, acrescenta.
O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, ICL, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.
Fonte: Assessoria de imprensa

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