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MP mira cartel e aumentos abusivos nos preços dos combustíveis vendidos em MT

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) intensificou, nos últimos dias, em vários municípios, sua atuação para coibir aumentos arbitrários nos preços dos combustíveis e prevenir práticas abusivas que violem os direitos dos consumidores em diferentes regiões do estado.
Diante de um cenário de instabilidade no mercado internacional de petróleo, marcado por forte oscilação de preços e reflexos diretos no abastecimento nacional, o MPMT adotou medidas preventivas e fiscalizatórias.
“O objetivo, então, é que a população se conscientize e que a gente evite que especulações que ocorram em razão da guerra, do aumento do combustível no exterior, do aumento do preço do barril, enfim, que isso seja repassado de forma imediata, sem uma justificativa jurídica e financeira, diretamente ao consumidor. O consumidor não pode ser lesado, principalmente porque o combustível é um elemento essencial. Então, o objetivo é a defesa do consumidor”, explicou o promotor de Justiça de Porto Alegre do Norte, Brício Britzke.
Em Porto Alegre do Norte, as Promotorias de Justiça emitiram nota técnica e participaram de uma operação integrada com a Polícia Civil. O documento orienta os fornecedores a, em caso de eventual restrição no abastecimento, priorizarem serviços públicos essenciais, como saúde, segurança e transporte.
Além disso, recomenda a atuação dos Procons municipais na fiscalização dos preços e no encaminhamento de eventuais irregularidades aos órgãos competentes, fortalecendo uma atuação integrada na proteção da coletividade.
“A legislação é clara ao vedar a elevação de preços sem justa causa. Sempre que houver indícios de lucro arbitrário ou prática abusiva, o Ministério Público adotará as medidas cabíveis para resguardar os direitos da coletividade”, destacou a promotora de Justiça de Porto Alegre do Norte, Giedra Meneses.
Em Água Boa, também foi emitida nota técnica e realizada operação conjunta. “Esta operação deve-se a um aumento súbito e injustificado de preços que ocorreu recentemente na cidade, logo após o anúncio de ações bélicas dos Estados Unidos contra o Irã. O aumento foi considerado desproporcional e repentino, pois não houve tempo para racionamento ou qualquer outro fator que o justificasse, o que levantou suspeitas de concertação de preços (cartel) e abuso no lucro excessivo”, explicou o promotor de Justiça Luis Alexandre Lima Lentisco.
O promotor explica ainda que a situação no município será apurada, pois pode configurar crimes contra a economia popular, a ordem tributária e a ordem econômica. “Além das sanções criminais, os envolvidos podem enfrentar repercussões administrativas, como multas por infração ao sistema brasileiro de concorrência, e repercussões cíveis, incluindo pedidos de indenização coletiva pela Promotoria Cível. Se as provas confirmarem que o aumento foi injustificado ou combinado, todas as medidas cabíveis serão tomadas.”
Em Querência, também foi instaurado procedimento para apurar possíveis práticas abusivas relacionadas à antecipação indevida de reajustes, baseada apenas na expectativa de desabastecimento.
Por meio de despacho expedido pela Promotoria de Justiça de Querência, o MPMT determinou que todos os postos de combustíveis do município encaminhem, no prazo de 72 horas, cópias das notas fiscais de aquisição dos últimos 30 dias, histórico detalhado dos preços praticados no mesmo período e informações sobre estoque e previsão de reposição.
“Sabemos que há um cenário de instabilidade no mercado internacional, mas isso não autoriza práticas especulativas. A legislação é clara ao vedar aumentos sem justa causa, e o Ministério Público está atento para coibir esse tipo de conduta”, destacou a promotora de Justiça de Querência, Daniela Moreira Augusto.
Também foi requisitado ao Poder Executivo municipal um levantamento oficial dos preços cobrados nos postos, a fim de subsidiar a análise técnica do caso. A Promotoria de Justiça de Querência ainda recomendou formalmente que os estabelecimentos se abstenham de promover aumentos injustificados, garantam transparência aos consumidores e assegurem o abastecimento de atividades e serviços essenciais, evitando prejuízos à economia local e à população.
Operação Ícaro – no sábado (14), o MPMT atuou em conjunto com a Polícia Civil na realização da Operação Ícaro, nos municípios de Confresa, Porto Alegre do Norte, Canabrava do Norte e São José do Xingu.
A ação teve caráter educativo e preventivo, com o objetivo de orientar proprietários e responsáveis por postos de combustíveis acerca da legalidade dos preços praticados e dos limites impostos pela legislação consumerista. A iniciativa foi motivada por denúncias recebidas ao longo da semana, que apontavam variações expressivas e injustificadas nos valores cobrados ao consumidor final.
Ao todo, 11 postos de combustíveis em Confresa, além de estabelecimentos localizados nos demais municípios alcançados pela operação, receberam Nota Técnica conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil, contendo orientações claras sobre a vedação de aumentos sem justa causa, a proibição de condutas especulativas e a necessidade de transparência na formação dos preços.
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Plantio de soja chega a 54,3%, com estado na liderança acima de 90%

O plantio de soja no Brasil alcançou 54,3% da área estimada para a safra 2026/27, segundo a última atualização da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, os trabalhos estavam em 42,8%, o que representa um avanço de 26,9% no ritmo da semeadura.
O índice também supera o registrado no mesmo período do ano passado, quando 47,7% da área estava plantada. Na comparação anual, o avanço é de 13,8%. Já em relação à média dos últimos cinco anos, de 51,8%, o percentual atual representa um crescimento de 4,8%.
Plantio por estado
Entre os estados produtores, Mato Grosso lidera o avanço da semeadura, com 90,8% da área já plantada. Na sequência aparecem São Paulo, com 70%, Mato Grosso do Sul, com 68%, Paraná, com 62%, e Goiás, com 58%.
Minas Gerais registra 36,5% da área semeada, seguido pela Bahia, com 25%. Santa Catarina aparece com 19,3%, Tocantins tem 18%, enquanto o Rio Grande do Sul soma 11%. No Maranhão, o plantio chega a 9%, e no Piauí, a 3%.
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Conselheiro investigado pela PF tem carros de luxo e empresa com capital de R$ 3,4 milhões

Alisson Carvalho de Alencar, apontado como destinatário de R$ 8 milhões em esquema, foi procurador do TCE antes de ser nomeado conselheiro
A Polícia Federal aponta que o conselheiro de Contas, Alisson Carvalho de Alencar, comprou carros de luxo, no período em que recebeu dinheiro no suposto esquema de pagamentos no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
Ele teria comprado uma Porsche Cayenne, cujo preço no mercado atual varia entre R$ 79 mil e mais de R$ 1,3 milhão; e ainda uma BMW X2, cujo cotação fica em torno de R$ 500 mil. Segundo a PF, o patrimônio de Alisson de Alencar seria incompatível com o salário em cargos públicos.
Além dos carros de luxo, o conselheiro de teria participação em uma holding familiar cujo capital está estimado pela Polícia Federal em R$ 3,4 milhões. Alisson, a mãe e um irmão, já falecido, seriam os donos da holding.
O advogado Alisson Carvalho de Alencar foi nomeado conselheiro do TCE-MT no fim de 2025, para o lugar do conselheiro Valter Albano que se aposentava na ocasião, mas continuaria como membro de uma comissão permanente no Tribunal.
Ele já estava lotado no TCE-MT antes de chegar um dos postos mais alto. Alisson foi procurador de Contas até o dia 22 de dezembro de 2025. Ele entrou como investigado na Operação Tomada de Contas por supostamente ter sido o destinatário de R$ 8,1 milhões no esquema fraudulento. O dinheiro teria sido repassado a ele entre janeiro e outubro do ano passado.
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Prazo de inscrição para 50 mil vagas remanescentes do Fies termina nesta terça-feira

Estudantes devem se inscrever pelo Portal Único de Acesso; resultado da chamada única será divulgado em 16 de novembro
O prazo de inscrição para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referentes ao segundo semestre de 2026, termina nesta terça-feira (3). Os estudantes interessados podem se inscrever exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Para isso, é preciso fazer login pela conta da plataforma Gov.br.
O programa oferece financiamento para estudantes que desejam cursar o ensino superior em faculdades privadas bem avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC). O Fies cobre as mensalidades do curso e permite que o estudante pague, com condições facilitadas, o valor financiado após a conclusão da graduação.
Nesta edição, as vagas remanescentes são destinadas exclusivamente à contratação do financiamento no segundo semestre letivo deste ano, sem possibilidade de extensão do prazo.
Uma das etapas do processo seletivo vai verificar se os candidatos pré-selecionados têm condições de acompanhar as atividades acadêmicas e concluir o semestre com aproveitamento suficiente.
Quem pode participar
Para participar, é necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas de conhecimentos e nota acima de zero na redação. O estudante não pode ter participado do exame como treineiro.
O candidato também precisa ter renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos, de acordo com o edital.
Na parte acadêmica, o candidato pré-selecionado deve ter condições de cumprir a frequência mínima exigida pela instituição privada de ensino superior neste segundo semestre letivo de 2026.
Vagas
Ao todo, são 50 mil vagas distribuídas pelo país. O edital reserva 50% dessas vagas remanescentes a candidatos com renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo e inscrição atualizada no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). Para essa verificação, serão consideradas as informações cadastrais atualizadas até 8 de outubro de 2026.
Os estudantes pré-selecionados nessa modalidade poderão solicitar financiamento de até 100% dos encargos educacionais, conforme as regras do programa.
O resultado da chamada única está previsto para 16 de novembro.
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