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18 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Nortão de MT vive nova onda de crescimento e atrai mercado de capitais

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Mato Grosso deve encerrar 2026 com crescimento de 6,6% no PIB, o triplo da média nacional, segundo projeções de mercado. Esse fôlego econômico tem transformado o Norte do estado: cidades como Lucas do Rio Verde e Sorriso deixaram de ser apenas polos agrícolas e passaram a se consolidar como centros de um mercado imobiliário e logístico em forte expansão.

Com investimentos em urbanização que já superam R$ 500 milhões, de acordo com balanços municipais, a região passou a atrair cada vez mais a atenção do mercado financeiro. É nesse cenário que o Semear Banco de Investimento (SBI) participa do Show Safra 2026, evento que será realizado entre os dias 23 e 27 de março em Lucas do Rio Verde. A presença no evento, viabilizada por meio de parceria com a Romancini Incorporadora, tem como objetivo apresentar o crédito estruturado como alternativa para um mercado que não para de crescer.

Para Raphael Coutinho, head comercia ldo SBI, a dificuldade de acesso ao crédito nos bancos tradicionais abriu espaço para soluções financeiras que antes eram mais comuns no eixo Rio–São Paulo. Segundo ele, o empresário de Mato Grosso amadureceu e hoje busca maior independência financeira para garantir que projetos e expansões não sejam interrompidos.

“O investidor local percebeu que não precisa mais ficar refém das linhas de crédito tradicionais para tirar um loteamento ou um armazém do papel. No Show Safra, nosso foco é mostrar que instrumentos como o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) oferecem a flexibilidade que o caixa dessas empresas precisa, permitindo que os investimentos acompanhem o ritmo acelerado da região”, explica Coutinho.

A estratégia ganha força com a parceria da Romancini Incorporadora, referência em projetos imobiliários emLucas do Rio Verde. A união reúne quem conhece de perto aregião e o déficit habitacional da região com a engenharia financeira necessária para captar volumes de recursos no mercado de capitais.

Além do setor imobiliário, a participação no evento também busca originar oportunidades em áreas com o agro, logística, comércio e indústria. O banco ainda mira operações de fusões e aquisições (M&A) e a estruturação de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), ferramentas que contribuem para profissionalizar a gestão de capital das empresas locais.

Esse movimento reflete uma mudança na forma como o interior do estado financia seu desenvolvimento. Ao aproximar a sofisticação do mercado de capitais de quem projeta prédios, armazéns e indústrias, a instituição ajuda a sustentar o ritmo acelerado de crescimento regional. A presença no Show Safra reforça esse suporte financeiro, considerado essencial para acompanhar a nova etapa de urbanização e industrialização do Norte de Mato Grosso.

 

FIQUE SABENDO

O Semear Banco de Investimento (SBI) nasceu da união entre o Banco Semear e a RSA Capital. Depois de quase 10 anos de uma parceria de sucesso, houve a aquisição de 30% da RSA Capital oficializada em 2024 após a autorização do Banco Central.

A nova instituição combina o relacionamento do Banco Semear com a expertise da RSA Capital no mercado de capitais, atuando de forma especializada em operações estruturadas, crédito e investimentos, com foco nos setores agro e imobiliário. Entre as soluções oferecidas estão CRA, CRI e financiamentos estruturados sob medida para empresas de médio e grande porte.

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Agro Mato Grosso

CTECNO Parecis transforma pesquisa em resultados e atrai visitantes

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Estação de pesquisa recebeu produtores, técnicos e empresas para apresentar estudos e soluções para o campo

Em apenas um mês, o Centro Tecnológico (CTECNO) Parecis recebeu 79 visitantes distribuídos em sete visitas técnicas realizadas na estação de pesquisa, localizada em Campo Novo do Parecis. A programação reuniu produtores rurais associados, consultores, gerentes de fazenda, coordenadores técnicos e representantes de empresas ligadas ao setor agrícola, fortalecendo a troca de conhecimento entre pesquisa e campo.

Entre os participantes estiveram produtores e profissionais da área técnica, que acompanharam de perto os experimentos desenvolvidos na estação e discutiram alternativas para aumentar a eficiência produtiva em diferentes ambientes de cultivo.

Segundo o coordenador de pesquisa do CTECNO Parecis, Rodrigo Hammerschmitt, as visitas permitiram que os participantes observassem diretamente o comportamento das culturas implantadas em solos de diferentes características, especialmente em áreas arenosas, que representam um dos principais desafios para a agricultura brasileira. “Foi um momento para produtores, técnicos e consultores observarem o campo e verificarem quais práticas realmente trazem resultados. Nosso objetivo é mostrar o que funciona em cada ambiente e como essas informações podem ser aplicadas dentro das propriedades para gerar maior retorno sobre o investimento”, destacou.

Durante as visitas, os participantes conheceram experimentos relacionados à rotação de culturas, uso de plantas de cobertura, manejo de fertilidade, posicionamento de híbridos de milho e estratégias de adubação nitrogenada. Também foram apresentados resultados históricos acumulados ao longo de aproximadamente dez anos de pesquisas conduzidas na estação.

Nas áreas experimentais, os visitantes puderam comparar o desempenho das culturas em solos arenosos, com menos de 15% de argila, e em solos de textura média, observando diferenças no desenvolvimento das plantas e nos resultados produtivos. As vitrines de híbridos de milho também permitiram avaliar o comportamento das diferentes genéticas em ambientes distintos e sob diferentes épocas de semeadura.

De acordo com Hammerschmitt, os estudos desenvolvidos no CTECNO Parecis buscam oferecer informações que auxiliem produtores e técnicos na tomada de decisões mais assertivas. “A busca por conhecimento é o principal objetivo dessas visitas. Os trabalhos realizados aqui ajudam a identificar quais manejos são mais eficientes, quais materiais apresentam melhor adaptação e quais estratégias permitem reduzir riscos e aumentar a rentabilidade das propriedades. Isso traz mais segurança para as decisões tomadas no campo”, explicou.

Um dos diferenciais da estação é o foco em pesquisas voltadas para solos arenosos, condição presente em grande parte das áreas agrícolas da região e que exige estratégias específicas de manejo. Os estudos envolvem desde o uso mais eficiente de fertilizantes e corretivos até a avaliação de plantas de cobertura e o posicionamento de cultivares de soja e híbridos de milho.

“No Brasil existem poucas estruturas de pesquisa trabalhando especificamente com esse tipo de ambiente. Os resultados gerados pelo CTECNO Parecis servem como um importante aliado para o produtor, ajudando a tornar essas áreas mais produtivas, econômicas e sustentáveis”, ressaltou o coordenador.

Além das visitas técnicas realizadas ao longo do ano, o CTECNO Parecis promove dois grandes eventos de campo. Em janeiro ocorre o Dia de Campo de Soja e, em abril, o Dia de Campo de Milho e Plantas de Cobertura. As informações geradas também são compartilhadas com os produtores por meio de rodadas técnicas realizadas nos núcleos da Aprosoja Mato Grosso em diversas regiões do estado. Além disso, todas as pesquisas desenvolvidas nos CTECNOs são divulgadas por meio de boletins e circulares técnicas, disponibilizados nos canais de comunicação da Aprosoja MT e do IAGRO. Esses conteúdos apresentam informações oriundas de experimentos de longa duração e de trabalhos pontuais relacionados ao comportamento genético das culturas da soja e do milho.

A estação de pesquisa permanece aberta para receber visitantes durante todo o ano. Produtores, técnicos e demais interessados podem agendar visitas para conhecer os experimentos em andamento e acompanhar de perto os trabalhos desenvolvidos pelo CTECNO Parecis.

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Presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber assume presidência interina da Aprosoja Brasil

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Ele substitui Maurício Buffon, que concorrerá a deputado federal por Tocantins

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, assumiu nesta terça-feira (16.06), em Brasília, a presidência interina da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), entidade na qual exerce a vice-presidência deste 2024.

Lucas Costa Beber substitui Mauricio Buffon, que se licenciou no dia 3 de junho para concorrer ao cargo de deputado federal pelo estado de Tocantins nas eleições deste ano. O mandato interino será exercido por um período de quatro meses.

De acordo com o presidente da Aprosoja MT, o seu compromisso será dar continuidade à atuação do presidente Maurício Buffon, que sempre foi marcada pela defesa dos interesses da maioria dos produtores do país.

“Assumo com muita responsabilidade a missão de substituir o Maurício nos próximos meses. Ele tem feito um excelente trabalho à frente da Aprosoja Brasil. Seguiremos firmes em pautas fundamentais para o setor, como o endividamento rural agrícola, a reforma tributária, a segurança jurídica, o enfrentamento a abusos contra os produtores, a exemplo da Moratória da Soja, das cobranças indevidas de royalties e de outros temas que impactam diretamente quem produz”, declarou.

Segundo Lucas Costa Beber, a Aprosoja Brasil continuará trabalhando pela valorização da imagem do setor, pelo reconhecimento da importância da agricultura perante a sociedade brasileira e pela defesa da nossa imagem no mercado internacional, mostrando a responsabilidade social, econômica e ambiental do produtor brasileiro.

“Todas as Aprosojas estaduais podem contar comigo, assim como todos os produtores. Estaremos sempre focados na defesa do interesse da maioria, com responsabilidade, diálogo e firmeza”, acrescentou.

Maurício Buffon avalia como positivo seu período como presidente da Aprosoja Brasil, iniciado em março de 2024 e que se encerra em março de 2027. Ele cita avanços importantes, como a aprovação da Lei dos Bioinsumos (Lei 15.070) e a Lei de Reciprocidade (Lei 15.122), mas aponta dificuldades na relação com o Poder Executivo.

“A Aprosoja é uma entidade que aponta soluções, mas há uma certa dificuldade quando o governo vê o agro como adversário. Tivemos avanços, como as leis de Bioinsumos e da Reciprocidade, que nasceram praticamente dentro da Aprosoja, mas podíamos ter alcançado mais se o governo olhasse com mais cuidado para o setor agrícola”, enfatizou.

É a segunda vez que um presidente da Aprosoja MT assume conjuntamente a presidência da Aprosoja Brasil. O primeiro a acumular as funções foi o produtor rural Rui Prado, entre 2007 e 2010.

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Microbioma de insetos abre novas rotas para o manejo de pragas

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Microrganismos associados a insetos podem produzir, modificar ou mediar sinais químicos usados em agregação, acasalamento, alimentação e escolha de hospedeiros. A conclusão aparece em trabalho que aponta quatro rotas principais de influência microbiana sobre a comunicação química dos insetos: produção direta de compostos orgânicos voláteis, fornecimento ou modificação de precursores de feromônios, alteração da função sensorial e neural do hospedeiro e efeitos dependentes de dieta, desenvolvimento, quorum sensing e microbiomas ambientais (DOI: 10.1002/ps.71015).

Os cientistas que realizaram o estudo consideram sistemas com maior evidência experimental aqueles nos quais a retirada de microrganismos causa perda do composto químico e do comportamento, seguida de recuperação após recolonização. Esse padrão aparece em estudos com a barata-germânica, Blattella germanica. Indivíduos sem microbiota produziram fezes sem vários ácidos carboxílicos voláteis ligados à agregação. A recolonização com bactérias intestinais restaurou o perfil químico e o comportamento de agregação.

Aplicação no campo

A aplicação mais próxima do campo envolve moscas-das-frutas. Leveduras e bactérias associadas à fermentação produzem etanol, ácido acético, álcoois fusel e ésteres. Esses compostos atraem adultos para locais de alimentação e oviposição. Iscas fermentativas com levedura e açúcar aumentaram capturas de Drosophila suzukii em comparação com iscas à base de vinagre ou misturas sintéticas em diversos sistemas. Os pesquisadores classificam essas ferramentas como promissoras para monitoramento e estratégias de atração e controle.

Os cientistas também destacam metabólitos de Xenorhabdus spp. Entre eles, fabclavinas e compostos relacionados apresentaram ação deterrente contra mosquitos em ensaios de laboratório. O trabalho cita ainda a geosmina, produzida por microrganismos do solo, como sinal capaz de provocar aversão em Drosophila. Esses exemplos indicam fontes microbianas para novos repelentes ou moduladores de comportamento.

Vetores agrícolas

O estudo também aborda vetores agrícolas. Em citros, alterações associadas a Candidatus Liberibacter modificam voláteis da planta, com aumento de salicilato de metila e atração do psilídeo-asiático-dos-citros, Diaphorina citri. Esse tipo de mudança pode favorecer a transmissão de patógenos. Também pode auxiliar no desenho de armadilhas ou sistemas de monitoramento baseados em odores induzidos por infecção.

Lacunas em estudos

Apesar do potencial, há lacunas importantes. Muitos estudos ainda mostram apenas associação entre insetos, microrganismos e voláteis. Falta conectar gene microbiano, metabólito e resposta comportamental. Os pesquisadores defendem ensaios com criação axênica, antibióticos, recolonização, cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas, eletroantenografia, sequenciamento, mutantes microbianos e testes em campo.

Os cientistas também alertam para o efeito do contexto. Substrato, dieta, idade do inseto, estágio de desenvolvimento, microbioma da planta e ambiente podem alterar o conjunto de microrganismos e o perfil de voláteis. Uma levedura pode emitir misturas distintas em sacarose, polpa de fruta ou tecido vegetal. Por isso, iscas testadas em laboratório podem perder desempenho em pomares, armazéns ou lavouras com fundo odorífero complexo.

Engenharia de microbiomas

A engenharia de microbiomas surge como rota mais ambiciosa. A revisão cita microrganismos modificados para produzir voláteis atrativos ou repelentes, além de paratransgênese com simbiontes de insetos. Essas abordagens ainda exigem contenção, avaliação de risco ambiental, análise de transferência gênica, persistência no ambiente e aceitação regulatória. O uso operacional em lavouras permanece distante.

Para o manejo integrado de pragas, os pesquisadores sugerem aplicações em monitoramento, sistemas push-pull, iscas de atração e morte, técnica do inseto estéril e manejo pós-colheita. A prioridade recai sobre ferramentas com validação química, resposta sensorial demonstrada e ensaios de campo replicados. Sem essa sequência, descobertas sobre microbioma e semioquímicos tendem a permanecer no nível experimental.

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