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21 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Construção da Produtividade: técnica de manejo integrado pode elevar produtividade da soja em mais de 7 sacas por hectare, demonstra estudo recente – MAIS SOJA

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Maior cultura agrícola do Brasil em volume e área, a soja deve alcançar 169,6 milhões de toneladas na safra 2024/25, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que representa um aumento de 14,8% em relação ao ciclo anterior. Apesar de sua relevância econômica e da contribuição direta para o PIB do agronegócio, a oleaginosa pode enfrentar perdas expressivas de produtividade por conta de doenças de solo causadas por fungos e ataques de nematoides, condições climáticas adversas e manejo inadequado da lavoura.

Nesse cenário, ganha relevância o conceito da Construção da Produtividade, técnica proposta pela Agrocete – multinacional brasileira especializada em fisiologia e nutrição vegetal, tecnologia de aplicação e bioinsumos –, que entende resultados consistentes não como frutos de ações isoladas, mas de um manejo integrado que vai desde o preparo da área de plantio até a colheita.

Resultados de estudos recentes reforçam a eficácia da prática: no Instituto Goiano de Agricultura (IGA), em Montividiu (GO), a prática elevou a produtividade em até 14,15%, resultando em mais 7,76 sacas por hectare, em comparação à área testemunha. Já em Arapoti (PR), os testes registraram um incremento ainda maior, de até 26,5% e 14,8 sacas por hectare, confirmando ganhos expressivos quando o manejo é aplicado de forma completa ao longo do ciclo da soja.

Construção da Produtividade foi estruturada pela Agrocete a partir de mais de 330 estudos científicos, feitos em parceria com 90 instituições de pesquisa. O intuito é promover o equilíbrio do ambiente agrícola, maximizando os recursos disponíveis e os resultados no campo.

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Para isso, é preciso combinar uma série de práticas que se complementam, seguindo três eixos principais: Plantio, Vigor e Enraizamento; Arranque e Força no Crescimento; e Tecnologia de Aplicação. “Em vez de buscar soluções pontuais diante de problemas já instalados, o manejo integrado antecipa as necessidades da lavoura e cria condições para que a planta expresse todo o seu potencial produtivo desde o início do ciclo.

Isso significa agir de forma preventiva, fortalecendo cada etapa do desenvolvimento para reduzir riscos e aproveitar ao máximo os recursos investidos. O portfólio da Agrocete, com cerca de 70 produtos, desempenha um papel central nessa estratégia, oferecendo soluções para cada etapa, todas compatíveis entre si”, pontua Andrea de Figueiredo Giroldo, diretora de marketing e desenvolvimento técnico da Agrocete.  

O primeiro pilar, Plantio, Vigor e Enraizamento, é visto como a principal fase para que as demais também alcancem sucesso e gerem resultados expressivos em produtividade. Nesse momento, são utilizadas soluções biológicas para tratamento de sementes e aplicação no sulco, reforços nutricionais e compostos orgânicos benéficos, que promovem enraizamento vigoroso, fixação de nitrogênio, maior tolerância ao estresse e controle biológico de pragas e doenças de solo.

Depois, a etapa Arranque e Força no Crescimento sustenta o desenvolvimento robusto e saudável das plantas, essencial para o acúmulo de energia e assimilados que, posteriormente, serão convertidos em grãos. Nesse estágio, o manejo combina estímulos fisiológicos, reforços nutricionais e proteção biológica, formando plantas mais ramificadas, fortes e resistentes a estresses bióticos e abióticos. Por fim, o terceiro eixo, Tecnologia de Aplicação, assegura que todas as soluções biológicas, nutricionais e fisiológicas, tenham eficácia no campo, potencializando também a ação dos defensivos agrícolas. A aplicação correta de adjuvantes é determinante, pois mesmo os melhores insumos podem não render todo o seu potencial sem a técnica de aplicação adequada.

Resultados em campo

Dois estudos recentes, realizados durante a safra 2024/2025, validam os benefícios da prática. Em cada estudo, foram testadas diferentes combinações de produtos da linha GRAP, que abrange fertilizantes foliares com diferentes funções, adjuvantes, inoculantes para fixação biológica de nitrogênio, bioestimulantes, bionematicidas, biofungicidas e produtos biológicos multifuncionais capazes de promover crescimento, solubilizar fósforo e contribuir para o manejo integrado da lavoura.

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“Além do aumento da produtividade, em um dos estudos registramos resultados como mais número e peso de vagens, mais grãos por planta e estrutura de planta capaz de sustentar carga maior. No outro, em que o foco era avaliar a eficácia dos produtos contra nematoides e outros patógenos do solo, observamos maior peso de mil grãos, controle de doenças de final de ciclo e redução desses organismos no solo e nas raízes”, explica Luis Felipe Dresch, gerente de desenvolvimento técnico e de mercado (DTM) da Agrocete.

Em Arapoti (PR), na Fazenda Mutuca – reconhecida por seu papel no desenvolvimento do Plantio Direto na Palha –, foram testados quatro tipos de manejo: área testemunha; padrão da fazenda, com uso de insumos concorrentes; aplicação de soluções da linha GRAP no sulco do plantio; e manejo completo, com diferentes produtos da linha ao longo do ciclo. O manejo completo superou a testemunha em 14,8 sacas por hectare (+26,5%) e o padrão da fazenda em 3,46 sacas por hectare (+4,9%), refletindo também em um ganho de 8,35% no retorno econômico. Além disso, as soluções aplicadas em conjunto durante todo o ciclo produtivo promoveram melhorias significativas na estrutura e na qualidade das plantas: as vagens ficaram mais pesadas (+46% e +60% frente à testemunha e ao padrão, respectivamente), com mais vagens (+7,4% e +12,1%) e mais grãos por planta (+8,8% e +7,8%). A estrutura da planta também foi beneficiada, com maior diâmetro de haste (+8,9% e +14,9%) e mais ramos laterais (+21,4% e +25,9%), indicando maior capacidade de sustentar a carga positiva.

O segundo estudo, conduzido na área experimental do Instituto Goiano de Agricultura (IGA), em Montividiu (GO), avaliou seis estratégias de manejo, que foram desde a área testemunha até diferentes combinações com os defensivos biológicos da linha GRAP da Agrocete – BIOSTAT (bionematicida) e BeesTRIC (biofungicida) –, aplicados no tratamento de sementes, no sulco de plantio e em estágios vegetativos da soja, além de um tratamento com produto concorrente. As estratégias testaram os biológicos isoladamente ou em combinação, com o objetivo de potencializar a proteção contra nematoides e doenças de solo e fortalecer o vigor das plantas ao longo do ciclo.

Na soja, a presença de nematoides e outros patógenos é um desafio constante: além de danificar diretamente as raízes, eles também criam condições favoráveis para o desenvolvimento de outras doenças, alteram a microbiota do solo e diminuem a longevidade das plantas, impactando diretamente a produtividade. Anteriormente, o controle era feito por meio de nematicidas químicos, mas o uso constante e aumento das doses pode criar resistência. “Introduzir produtos biológicos, como fungos e bactérias benéficas, aliados a soluções nutricionais que estimulam o crescimento radicular, reduz os dados e controla a população dessas pragas de forma natural, sem comprometer a saúde do solo. É um movimento estratégico e preventivo que, em vez de reagir aos problemas, protege a planta diariamente, acompanhando seu crescimento e desenvolvimento”, ressalta Dresch.

Os resultados do estudo do IGA confirmam a eficácia do manejo integrado. A combinação de BIOSTAT e BeesTRIC, aplicados no sulco e complementados pelo BeesTRIC nos estágios vegetativos V4 e V5, elevou a produtividade de 47,8 para 54,57 sacas por hectare, um aumento de 14,15% (+7,76 sc/ha). O peso de mil grãos também subiu em 3,9%, de 162 g para 168,4 g. As doenças de final de ciclo (DFCs), como crestamento foliar e mancha-parda, tiveram menor impacto quando os produtos foram aplicados, com destaque para o BeesTRIC no tratamento de sementes, que reduziu a severidade das DFCs em 57,4% aos 60 dias após a emergência. O BIOSTAT, aplicado no tratamento de sementes, mostrou eficiência contra a população de Helicotylenchus spp., com redução 49% no solo aos 45 dias e de 36% aos 75 dias. O efeito permaneceu significativo até o final do ciclo, sendo o único tratamento com eficácia relevante nesse período.

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“Os patógenos de solo estão interligados e essa presença conjunta aumenta significativamente os problemas radiculares e a severidade das doenças. Para controlar esses efeitos de forma eficiente, é fundamental adotar um manejo que combine diferentes soluções biológicas e nutricionais, atuando de maneira preventiva e estratégica ao longo de todo o ciclo da soja. Integrar o manejo significa, por exemplo, utilizar um bionematicida junto a um biofungicida, reduzindo nematoides e fungos no solo, potencializando o efeito de controle e permitindo que a cultura se sobressaia”, explica Weder Nunes Ferreira Junior, pesquisador em fitopatologia e nematologia do Instituto Goiano de Agricultura (IGA). 

No entanto, ele afirma que é preciso entender a dinâmica de cada tecnologia, para posicioná-las corretamente quanto a dose, forma de aplicação e combinação com outras soluções. “Temos observado um avanço significativo na questão de compatibilidade entre produtos, não apenas sobre um microrganismo inibir o outro, mas sobre como combiná-los potencializa o efeito de controle. No estudo, observamos que o biofungicida tem efeito nematicida e o bionematicida também apresenta grande efeito de controle para nematoides. Com o manejo integrado, conseguimos aumentar a eficácia de controle e o incremento de produtividade. Quando aplicamos novamente o biofungicida no quarto estágio vegetativo, esse efeito foi ainda maior, pois esses microrganismos também atuam como bioestimulantes e promotores de crescimento, além de reduzirem manchas foliares e doenças de solo a partir desse estágio”, complementa o pesquisador. 

Sustentabilidade e manejo integrado 

A Construção da Produtividade não busca apenas produzir mais, mas produzir melhor e de forma duradoura. Ao preservar a microbiota do solo, reduzir a dependência exclusiva de defensivos químicos e posicionar biológicos e nutrientes de forma estratégica, o manejo se torna mais seguro para aplicadores e para o meio ambiente, além de aumentar a resiliência do sistema produtivo. Em um setor que precisa ampliar a oferta de alimentos sem expandir a fronteira agrícola, ganhos de eficiência por hectare representam a estratégia mais responsável, unindo retorno econômico e práticas sustentáveis.

Nesse contexto, a Agrocete tem investido constantemente em soluções que promovem uma agricultura equilibrada, reunindo ciência, prática e tecnologia. Hoje, quase metade dos produtos da empresa é classificada como sustentável e, em 2024, essas soluções representaram 76% das vendas no Brasil. O portfólio inclui fertilizantes especiais, inoculantes biológicos e biodefensivos, com destaque para bioinsumos voltados à nutrição, estímulo ao crescimento e controle de pragas e doenças, além de produtos formulados com matérias-primas orgânicas ou capazes de reduzir o uso de defensivos químicos, tornando a lavoura mais eficiente e resiliente.

Reforçando esse movimento, a multinacional brasileira, com sede em Ponta Grossa (PR), anunciou um investimento de R$ 11 milhões na construção de uma nova planta dedicada à produção de biodefensivos, já em andamento. Além disso, a empresa destinará 5% do faturamento anual em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e prevê o lançamento de oito novos produtos biológicos até 2027, desenvolvidos internamente ou em parceria com empresas de biotecnologia. “Com a nova planta, os lançamentos previstos e o investimento contínuo em P&D, ampliamos nossa capacidade de oferecer produtos biológicos cada vez mais inovadores e sustentáveis, atendendo às demandas do mercado de forma consistente”, finaliza Andrea de Figueiredo Giroldo, diretora de marketing e desenvolvimento técnico da Agrocete.   

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Sobre a Agrocete:

Fundada em 1980, e completando 45 anos em 2025, a Agrocete é uma multinacional brasileira, com sede em Ponta Grossa (PR) e unidades nos Estados Unidos, México e Paraguai, com referência internacional na área de adjuvantes, fisiológicos, biológicos e nutrição.

A Agrocete tem uma das maiores e mais avançadas plantas fabris de inoculantes biológicos do mundo e é certificada pela ISO 9001, de gestão e qualidade, e pela ISO 14001, de gestão ambiental. Também é reconhecida pelo selo Together for Sustainability, iniciativa global que certifica empresas com uma indústria química segura e comprometida com o meio ambiente.

A empresa é pioneira na produção de fertilizantes especiais e inoculantes no Brasil e se destaca pela inovação e modernidade tecnológica, do laboratório ao campo. Prova disso, é a implantação de uma unidade para o desenvolvimento, validação e testagem de produtos inovadores, como os biológicos de controle e biofertilizantes, e da Universidade Agrocete, para capacitação dos colaboradores da empresa.

Para mais informações, acesse: www.agrocete.com.br

Fonte: Assessoria de imprensa Agrocete

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El Niño exige atenção redobrada no manejo da soja e decisões mais rápidas na safra 2026/27 – MAIS SOJA

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A soja brasileira inicia a safra 2026/27 diante de um cenário climático que pode exigir estratégias fitossanitárias diferentes entre as regiões produtoras. Com previsão de maior intensidade do El Niño entre outubro e dezembro de 2026 e possibilidade de permanência do fenômeno até abril de 2027, o comportamento das chuvas e das temperaturas deve influenciar não apenas o estabelecimento das lavouras, mas também as condições para o manejo de doenças, plantas daninhas e pragas.

No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a expectativa de precipitações acima da média entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027 coloca o excesso de umidade entre os principais pontos de atenção. Já no Centro-Oeste e Norte, há previsão de períodos de menor precipitação e altas temperaturas, exigindo planejamento para enfrentar estes desafios.

Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Gustavo Corsini, as diferenças regionais mostram que o planejamento não pode se limitar à expectativa de chuva. “A escolha de cultivares adaptadas, o preparo do solo, o tratamento de sementes e a disponibilidade de ferramentas na fazenda para o manejo fitossanitário ganham importância diante de uma safra em que as janelas de aplicação podem sofrer alterações em relação ao que vinha sendo adotado”, explica.

Região Sul: excesso de chuva pode ampliar a pressão de doenças

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Nas áreas sujeitas a maior umidade, o primeiro desafio está no estabelecimento da lavoura. Solos compactados, com drenagem deficiente ou acúmulo de água, podem favorecer doenças radiculares, como a podridão-radicular de fitoftora, e comprometer a emergência das plantas. Por isso, o tratamento de sementes e a escolha de materiais adaptados às condições locais devem fazer parte das decisões anteriores à semeadura.

Em anos chuvosos, o monitoramento também precisa considerar o período de molhamento foliar prolongado e temperaturas amenas, que favorecem o desenvolvimento de doenças como a ferrugem-asiática, uma das principais preocupações fitossanitárias nas lavouras do Sul. Nesse cenário, o manejo fitossanitário precisa ser ainda mais racional, com atenção ao momento adequado para aplicação dos fungicidas.

“O produtor precisa considerar que, em um cenário de maior umidade, a janela de aplicação pode variar. Se houver uma sequência de dias chuvosos, por exemplo de 5 dias, e o intervalo entre as aplicações estimada é de 12 dias, então pode se estender para 17 dias, comprometendo os tratos fitossanitários. Por isso, ter as tecnologias adequadas e planejar as operações passa a ser uma estratégia eficiente de manejo”, reforça Corsini.

Entre as tecnologias disponíveis para o manejo de doenças está o SUGOY, fungicida desenvolvido para a cultura da soja, com formulação que reúne protetor agregado e três mecanismos de ação. Essa solução contribui para o manejo da ferrugem-asiática e da resistência, além de oferecer praticidade ao produtor por dispensar a necessidade de mistura com outros produtos.

Centro-Oeste e Cerrado: estabelecimento da lavoura é prioridade

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No Cerrado, em regiões do Centro-Oeste e Norte, a possibilidade de chuvas mais espaçadas e temperaturas elevadas pode aumentar a preocupação com períodos de menor disponibilidade hídrica. Nesse cenário, a formação de um sistema radicular bem desenvolvido é uma das estratégias para reduzir os impactos de eventuais períodos de estresse.

A presença de nematoides, a compactação do solo e a ocorrência de alumínio em níveis que limitam o desenvolvimento das raízes estão entre os fatores que podem comprometer essa etapa. Por isso, o manejo deve começar antes da semeadura, com avaliação das condições da área e adoção de medidas que favoreçam o desenvolvimento inicial da soja.

Uma das opções para esse planejamento é investir no tratamento de sementes. O CERTEZA N é um fungicida para tratamento de sementes que também possui registro para o manejo de nematoides, além de controlar importantes doenças de solo, como mofo-branco, antracnose e espécies de Fusarium. Sua tecnologia de aderência às sementes contribui para a resistência à lavagem pela chuva e para a manutenção da proteção durante o período inicial de desenvolvimento.

“Quando o produtor escolhe uma tecnologia que também auxilia no manejo de nematoides, ele amplia essa proteção sem acrescentar uma nova operação ao processo. É uma solução que agrega eficiência ao manejo integrado e contribui para preservar o potencial produtivo da cultura desde o início do ciclo”, destaca o gerente de marketing regional da IHARA.

Plantas daninhas e pragas também exigem atenção

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Além dos desafios relacionados às doenças, o cenário climático pode favorecer a ocorrência de plantas daninhas. No Centro-Oeste, a possibilidade de períodos de menor umidade reforça a importância do controle das invasoras desde o início do ciclo, já que o inverno foi chuvoso, o que favoreceu apresentação de plantas daninhas agora no início de setembro.  É importante evitar a competição por água e nutrientes  na fase em que a soja ainda está em desenvolvimento.

Entre as espécies que exigem atenção estão o capim-pé-de-galinha e o caruru, cuja presença tem aumentado em áreas produtoras. Para contribuir com esse manejo, o produtor pode utilizar herbicidas seletivos de pré-emergência, como o YAMATO SC, que possui longo efeito residual. A tecnologia atua antes da emergência das plantas daninhas, ajudando a manter a lavoura protegida durante uma fase importante do desenvolvimento da soja.

Ensaios conduzidos por instituições de ensino e pesquisa registraram índices superiores a 90% de controle sobre caruru e capim-pé-de-galinha, em comparação aos tratamentos padrão de pré-emergência. O produto também apresenta seletividade para a cultura, com resultados que não observaram sintomas de fitotoxicidade ou impactos sobre a produtividade da safra ou da sucessão.

O manejo de pragas também deve ser considerado. Em condições de menor umidade e temperaturas mais elevadas, a redução da atuação de fungos entomopatogênicos e a aceleração do ciclo de desenvolvimento dos insetos podem favorecer o aumento da pressão de pragas.

“No ano passado, em condições climáticas consideradas normais, houve um incremento de 50% a mais no manejo de mosca-branca. Para o atual cenário, os agricultores devem ficar cientes de que não apenas a mosca-branca, mas outras pragas, podem aumentar consideravelmente nesse ciclo, como percevejos e lagartas”, enfatiza Gustavo.

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Por isso, o monitoramento frequente e a adoção de estratégias de manejo integrado são fundamentais para identificar a necessidade de controle e evitar que as infestações avancem.

Planejamento deve considerar clima, operação e mercado

Diante de um cenário climático que pode ampliar a diferença entre as regiões produtoras, o planejamento da safra 2026/27 deve considerar não apenas o potencial produtivo, mas também a capacidade de realizar as operações no momento adequado. No Sul, isso significa estar preparado para períodos de chuva que podem dificultar a entrada de máquinas e o cumprimento das aplicações. No Centro-Oeste e Norte, o foco está na formação da lavoura e na redução dos estresses iniciais que podem comprometer o desenvolvimento das plantas.

Para Corsini, a adaptação às condições de cada região será determinante. “O agricultor brasileiro é resiliente e consegue se planejar de forma eficaz. Mas, diante de um cenário de maior variabilidade climática, é importante que ele tenha as ferramentas corretas disponíveis no momento certo, porque a janela de aplicação pode ser diferente da habitual e a tomada de decisão precisa ser mais rápida”, comenta.

A expectativa de diferenças regionais também reforça a importância de acompanhar o mercado. Eventuais perdas provocadas por excesso ou falta de chuva podem ser parcialmente compensadas por um cenário de preços mais favorável. Por isso, além do monitoramento das lavouras e das condições climáticas, o acompanhamento das cotações e o planejamento comercial devem fazer parte das decisões do produtor ao longo da safra.

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SOBRE A IHARA

A IHARA é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que há 60 anos leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa como uma marca que tem a credibilidade e a confiança dos seus clientes. A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a IHARA ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da IHARA.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

El Niño será o pesadelo da soja? Calor de 42°C, veranico e chuva irregular ameaçam safra; saiba onde

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Imagem gerada por IA

O início do plantio da soja na safra 2026/27 exige atenção redobrada dos produtores diante dos efeitos do El Niño sobre o clima brasileiro. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o fenômeno pode favorecer uma combinação de chuva irregular, temperaturas elevadas e eventos meteorológicos mais extremos ao longo do ciclo.

Müller explica que o aquecimento dos oceanos interfere na atmosfera e aumenta a quantidade de vapor de água disponível, elevando também a energia para a formação de eventos meteorológicos mais intensos.

“Se eu tenho mais calor, tenho mais vapor de água indo para a atmosfera, consequentemente, mais energia. E essa energia é toda transferida para, muitas vezes, eventos climáticos mais extremos e com mais frequência”, comenta.

Chuva deve firmar a partir de outubro

Para o Centro-Oeste, Müller aponta que as chuvas devem ganhar força a partir da segunda quinzena de outubro. O cenário é especialmente importante para Mato Grosso, onde parte das áreas produtoras ainda precisa recuperar a umidade do solo.

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“Mato Grosso como um todo não está com reposição íntegra do solo. Precisa chover 100, 150 milímetros para desdar esse mapa de Mato Grosso”, diz.

O meteorologista também destaca que a distribuição da chuva pode ser bastante irregular entre as regiões. Em áreas como Ipiranga do Norte, Sinop e Sorriso, em Mato Grosso, ele identifica uma condição de transição, com diferenças na disponibilidade de precipitação.

Segundo Müller, o produtor precisa acompanhar de perto essa distribuição porque o comportamento das chuvas não será necessariamente uniforme durante o início da safra.

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Novembro acende alerta para veranico e calor

Novembro também exige atenção. Müller comenta que algumas regiões podem enfrentar períodos de veranico, justamente em uma fase importante para o desenvolvimento das lavouras.

Ao mesmo tempo, o Centro-Oeste pode registrar temperaturas muito elevadas. A previsão apresentada pelo meteorologista indica possibilidade de marcas entre 40°C e 42°C em algumas áreas.

A combinação entre calor intenso e períodos de menor precipitação aumenta a atenção sobre a disponibilidade de água no solo durante o estabelecimento das lavouras.

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Sul pode enfrentar excesso de chuva

Enquanto o Centro-Oeste chama atenção pela possibilidade de chuva irregular e temperaturas elevadas, o cenário é diferente no Sul.

Müller aponta possibilidade de excesso de chuva em áreas do Paraná e de Santa Catarina. Já no Norte, a tendência apresentada é de precipitação abaixo da média acompanhada de temperaturas elevadas.

Além das condições para as lavouras, o cenário de chuva no Norte também pode trazer impactos para a logística de transporte de grãos pelo Arco Norte.

O meteorologista também comenta sobre o uso de anos anteriores para tentar antecipar o comportamento climático da safra atual. “O clima nunca é igual. A similaridade é uma ferramenta para você agregar numa explicação oficial de previsão. Mas ela não pode ser levada a ferro e fogo”, afirma.

Por isso, Müller reforça a necessidade de acompanhar a evolução das condições meteorológicas durante o plantio. “De uma forma geral, cautela nesse início de plantio. Chuvas firmando a partir de 15 de outubro”, diz.

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Estresse hídrico pode comprometer

O alerta climático também chama atenção para os possíveis efeitos do estresse hídrico sobre as lavouras. Nesse contexto, Reinaldo Bonnecarrere, vice-presidente da Elicit Plant para Brasil e América Latina, comenta que os impactos do estresse podem começar antes mesmo de os sinais aparecerem de forma evidente na lavoura.

“Quando vemos a folha murchando ou mudando de aspecto, muitas vezes ela já passou por uma série de alterações fisiológicas”, afirma.

Bonnecarrere explica que o impacto não depende apenas da quantidade de chuva, mas também do tempo de duração do período seco e da fase de desenvolvimento em que a planta se encontra.

“Não se trata apenas de ter ou não chuva. É preciso saber quanto tempo dura o intervalo sem precipitação e em que fase a planta está naquele momento”, diz.

Para ele, antecipar a atenção ao estresse é importante porque a retomada das chuvas não necessariamente recupera todo o potencial produtivo perdido pela planta. “Chuva depois do estresse pode recuperar a planta, mas não necessariamente recupera o potencial produtivo que ela perdeu”, afirma.

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Primavera começa com El Niño forte e exige atenção à distribuição das chuvas nas regiões produtoras – MAIS SOJA

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A primavera começa no Brasil no dia 22 de setembro, às 21h05, sob a influência de um El Niño forte, que deve ganhar intensidade nos próximos meses. Para o agronegócio, o ponto de atenção não está apenas no volume acumulado de chuva, mas também em como as precipitações serão distribuídas durante a estação em diferentes regiões produtoras.

“A primavera é um período de grande importância para o agronegócio. Em grande parte das regiões produtoras do país, tem início a semeadura da safra de grãos de verão. Além disso, as chuvas retornam às pastagens em diversas áreas produtoras de carne e leite e ocorre a florada do café, entre outras atividades”, diz Desirée Brandt, sócia-executiva e meteorologista da Nottus.

Segundo a Nottus, empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios, o cenário traz condições favoráveis para o início da primeira safra em áreas do Sudeste e Centro-Oeste. Por outro lado, exige acompanhamento da regularidade das chuvas e do comportamento do clima ao longo do ciclo agrícola.

A força do El Niño na primavera – O El Niño já está forte no Pacífico equatorial, com temperaturas superiores a 2°C acima da média, e a previsão indica aquecimento adicional nos próximos meses. O último relatório do NOAA aponta que há 98% de probabilidade de o fenômeno atingir nível muito forte ainda em 2026. A Nottus projeta a permanência do El Niño até o outono de 2027.

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A intensidade do fenômeno no Pacífico, porém, não determina de forma uniforme o comportamento da chuva no Brasil. No país, os efeitos variam conforme a região e podem incluir excesso de precipitação no Sul, além de maior irregularidade das chuvas em áreas do Sudeste e Centro-Oeste.

Início de safra favorável, com atenção para a safrinha – No Sudeste e no Centro-Oeste, a expectativa é de chuvas que podem superar a média em determinados períodos da primavera. O comportamento favorece o início da primeira safra, com condições de precipitação para culturas como soja e algodão. Porém, caso a estação chuvosa termine mais cedo, o milho de segunda safra pode enfrentar condições menos favoráveis. Por isso, além do volume acumulado, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo será determinante para o planejamento das lavouras.

Excesso de chuva no Sul – A previsão indica chuva acima da média e volumes expressivos durante a primavera no Sul. Os maiores acumulados tendem a se concentrar em Santa Catarina e Paraná, que já registram elevados volumes de precipitação. O excesso de chuva pode chegar a localidades de São Paulo e Mato Grosso do Sul, aumentando a atenção nas áreas agrícolas mais ao sul do Sudeste e do Centro-Oeste.

O Rio Grande do Sul também permanece no radar, diante da possibilidade de eventos extremos. A previsão, no entanto, aponta que as chuvas mais intensas devem se concentrar em Santa Catarina e Paraná.

Maior irregularidade no Matopiba e em áreas do Norte – No sentido oposto, o Matopiba, formado por áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e o centro-leste do Pará estão entre as regiões que exigem mais atenção. A previsão é de chuva abaixo da média no Nordeste, no norte de Minas Gerais e em parte do Norte durante novembro. Em áreas do norte de Minas Gerais e de Goiás e no nordeste de Mato Grosso, especialmente no Vale do Araguaia, o cenário não é de ausência de chuva, mas de maior irregularidade em comparação com outras áreas do Sudeste e Centro-Oeste.

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Chuva e calor exigem acompanhamento durante a estação – A primavera será marcada por temperaturas elevadas. As ondas de calor mais intensas e duradouras devem se concentrar no Norte e Nordeste, enquanto Sudeste e Centro-Oeste tendem a registrar médias acima do normal, com períodos de calor intenso menos prolongados.

Em novembro, a previsão indica chuva forte e risco de eventos extremos entre o Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul, enquanto as precipitações se espalham pelo Sudeste, Centro-Oeste, Acre, Rondônia e Amazonas. Em dezembro, o El Niño permanece atuante, mantendo as condições para chuvas e ventos fortes no Sul e nas áreas mais ao sul do Sudeste e do Centro-Oeste.

Para o agronegócio, o cenário reforça a necessidade de acompanhar a distribuição das chuvas durante toda a estação, considerando as características de cada região e o estágio das culturas. A evolução das condições meteorológicas pode interferir nas diferentes etapas das próximas safras, desde o início do plantio até o desenvolvimento das lavouras.

Sobre a Nottus

A Nottus é uma empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios. Com equipe altamente qualificada, traduz o grande volume de dados sobre fenômenos climáticos em boletins analíticos claros e objetivos, com informações direcionadas aos interesses de seus clientes. A Nottus avalia e consolida referências dos principais modelos de previsão meteorológica, como os americanos Global Ensemble Forecast System (GEFS), Global Forecast System (GFS) e Climate Forecast System (CFS) e o modelo europeu European Centre for Medium-Range Weather Forecasts (ECMWF), e também dados detalhados de monitoramento climático do Brasil para entregar soluções confiáveis e acessíveis ao público, valendo-se de tecnologia de ponta, análise de dados, machine learning e outras técnicas de inteligência artificial, e também do olhar experiente e acurado de seus especialistas.

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Fonte: Assessoria de imprensa


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