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5 de maio de 2026

Sustentabilidade

Construção da Produtividade: técnica de manejo integrado pode elevar produtividade da soja em mais de 7 sacas por hectare, demonstra estudo recente – MAIS SOJA

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Maior cultura agrícola do Brasil em volume e área, a soja deve alcançar 169,6 milhões de toneladas na safra 2024/25, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que representa um aumento de 14,8% em relação ao ciclo anterior. Apesar de sua relevância econômica e da contribuição direta para o PIB do agronegócio, a oleaginosa pode enfrentar perdas expressivas de produtividade por conta de doenças de solo causadas por fungos e ataques de nematoides, condições climáticas adversas e manejo inadequado da lavoura.

Nesse cenário, ganha relevância o conceito da Construção da Produtividade, técnica proposta pela Agrocete – multinacional brasileira especializada em fisiologia e nutrição vegetal, tecnologia de aplicação e bioinsumos –, que entende resultados consistentes não como frutos de ações isoladas, mas de um manejo integrado que vai desde o preparo da área de plantio até a colheita.

Resultados de estudos recentes reforçam a eficácia da prática: no Instituto Goiano de Agricultura (IGA), em Montividiu (GO), a prática elevou a produtividade em até 14,15%, resultando em mais 7,76 sacas por hectare, em comparação à área testemunha. Já em Arapoti (PR), os testes registraram um incremento ainda maior, de até 26,5% e 14,8 sacas por hectare, confirmando ganhos expressivos quando o manejo é aplicado de forma completa ao longo do ciclo da soja.

Construção da Produtividade foi estruturada pela Agrocete a partir de mais de 330 estudos científicos, feitos em parceria com 90 instituições de pesquisa. O intuito é promover o equilíbrio do ambiente agrícola, maximizando os recursos disponíveis e os resultados no campo.

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Para isso, é preciso combinar uma série de práticas que se complementam, seguindo três eixos principais: Plantio, Vigor e Enraizamento; Arranque e Força no Crescimento; e Tecnologia de Aplicação. “Em vez de buscar soluções pontuais diante de problemas já instalados, o manejo integrado antecipa as necessidades da lavoura e cria condições para que a planta expresse todo o seu potencial produtivo desde o início do ciclo.

Isso significa agir de forma preventiva, fortalecendo cada etapa do desenvolvimento para reduzir riscos e aproveitar ao máximo os recursos investidos. O portfólio da Agrocete, com cerca de 70 produtos, desempenha um papel central nessa estratégia, oferecendo soluções para cada etapa, todas compatíveis entre si”, pontua Andrea de Figueiredo Giroldo, diretora de marketing e desenvolvimento técnico da Agrocete.  

O primeiro pilar, Plantio, Vigor e Enraizamento, é visto como a principal fase para que as demais também alcancem sucesso e gerem resultados expressivos em produtividade. Nesse momento, são utilizadas soluções biológicas para tratamento de sementes e aplicação no sulco, reforços nutricionais e compostos orgânicos benéficos, que promovem enraizamento vigoroso, fixação de nitrogênio, maior tolerância ao estresse e controle biológico de pragas e doenças de solo.

Depois, a etapa Arranque e Força no Crescimento sustenta o desenvolvimento robusto e saudável das plantas, essencial para o acúmulo de energia e assimilados que, posteriormente, serão convertidos em grãos. Nesse estágio, o manejo combina estímulos fisiológicos, reforços nutricionais e proteção biológica, formando plantas mais ramificadas, fortes e resistentes a estresses bióticos e abióticos. Por fim, o terceiro eixo, Tecnologia de Aplicação, assegura que todas as soluções biológicas, nutricionais e fisiológicas, tenham eficácia no campo, potencializando também a ação dos defensivos agrícolas. A aplicação correta de adjuvantes é determinante, pois mesmo os melhores insumos podem não render todo o seu potencial sem a técnica de aplicação adequada.

Resultados em campo

Dois estudos recentes, realizados durante a safra 2024/2025, validam os benefícios da prática. Em cada estudo, foram testadas diferentes combinações de produtos da linha GRAP, que abrange fertilizantes foliares com diferentes funções, adjuvantes, inoculantes para fixação biológica de nitrogênio, bioestimulantes, bionematicidas, biofungicidas e produtos biológicos multifuncionais capazes de promover crescimento, solubilizar fósforo e contribuir para o manejo integrado da lavoura.

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“Além do aumento da produtividade, em um dos estudos registramos resultados como mais número e peso de vagens, mais grãos por planta e estrutura de planta capaz de sustentar carga maior. No outro, em que o foco era avaliar a eficácia dos produtos contra nematoides e outros patógenos do solo, observamos maior peso de mil grãos, controle de doenças de final de ciclo e redução desses organismos no solo e nas raízes”, explica Luis Felipe Dresch, gerente de desenvolvimento técnico e de mercado (DTM) da Agrocete.

Em Arapoti (PR), na Fazenda Mutuca – reconhecida por seu papel no desenvolvimento do Plantio Direto na Palha –, foram testados quatro tipos de manejo: área testemunha; padrão da fazenda, com uso de insumos concorrentes; aplicação de soluções da linha GRAP no sulco do plantio; e manejo completo, com diferentes produtos da linha ao longo do ciclo. O manejo completo superou a testemunha em 14,8 sacas por hectare (+26,5%) e o padrão da fazenda em 3,46 sacas por hectare (+4,9%), refletindo também em um ganho de 8,35% no retorno econômico. Além disso, as soluções aplicadas em conjunto durante todo o ciclo produtivo promoveram melhorias significativas na estrutura e na qualidade das plantas: as vagens ficaram mais pesadas (+46% e +60% frente à testemunha e ao padrão, respectivamente), com mais vagens (+7,4% e +12,1%) e mais grãos por planta (+8,8% e +7,8%). A estrutura da planta também foi beneficiada, com maior diâmetro de haste (+8,9% e +14,9%) e mais ramos laterais (+21,4% e +25,9%), indicando maior capacidade de sustentar a carga positiva.

O segundo estudo, conduzido na área experimental do Instituto Goiano de Agricultura (IGA), em Montividiu (GO), avaliou seis estratégias de manejo, que foram desde a área testemunha até diferentes combinações com os defensivos biológicos da linha GRAP da Agrocete – BIOSTAT (bionematicida) e BeesTRIC (biofungicida) –, aplicados no tratamento de sementes, no sulco de plantio e em estágios vegetativos da soja, além de um tratamento com produto concorrente. As estratégias testaram os biológicos isoladamente ou em combinação, com o objetivo de potencializar a proteção contra nematoides e doenças de solo e fortalecer o vigor das plantas ao longo do ciclo.

Na soja, a presença de nematoides e outros patógenos é um desafio constante: além de danificar diretamente as raízes, eles também criam condições favoráveis para o desenvolvimento de outras doenças, alteram a microbiota do solo e diminuem a longevidade das plantas, impactando diretamente a produtividade. Anteriormente, o controle era feito por meio de nematicidas químicos, mas o uso constante e aumento das doses pode criar resistência. “Introduzir produtos biológicos, como fungos e bactérias benéficas, aliados a soluções nutricionais que estimulam o crescimento radicular, reduz os dados e controla a população dessas pragas de forma natural, sem comprometer a saúde do solo. É um movimento estratégico e preventivo que, em vez de reagir aos problemas, protege a planta diariamente, acompanhando seu crescimento e desenvolvimento”, ressalta Dresch.

Os resultados do estudo do IGA confirmam a eficácia do manejo integrado. A combinação de BIOSTAT e BeesTRIC, aplicados no sulco e complementados pelo BeesTRIC nos estágios vegetativos V4 e V5, elevou a produtividade de 47,8 para 54,57 sacas por hectare, um aumento de 14,15% (+7,76 sc/ha). O peso de mil grãos também subiu em 3,9%, de 162 g para 168,4 g. As doenças de final de ciclo (DFCs), como crestamento foliar e mancha-parda, tiveram menor impacto quando os produtos foram aplicados, com destaque para o BeesTRIC no tratamento de sementes, que reduziu a severidade das DFCs em 57,4% aos 60 dias após a emergência. O BIOSTAT, aplicado no tratamento de sementes, mostrou eficiência contra a população de Helicotylenchus spp., com redução 49% no solo aos 45 dias e de 36% aos 75 dias. O efeito permaneceu significativo até o final do ciclo, sendo o único tratamento com eficácia relevante nesse período.

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“Os patógenos de solo estão interligados e essa presença conjunta aumenta significativamente os problemas radiculares e a severidade das doenças. Para controlar esses efeitos de forma eficiente, é fundamental adotar um manejo que combine diferentes soluções biológicas e nutricionais, atuando de maneira preventiva e estratégica ao longo de todo o ciclo da soja. Integrar o manejo significa, por exemplo, utilizar um bionematicida junto a um biofungicida, reduzindo nematoides e fungos no solo, potencializando o efeito de controle e permitindo que a cultura se sobressaia”, explica Weder Nunes Ferreira Junior, pesquisador em fitopatologia e nematologia do Instituto Goiano de Agricultura (IGA). 

No entanto, ele afirma que é preciso entender a dinâmica de cada tecnologia, para posicioná-las corretamente quanto a dose, forma de aplicação e combinação com outras soluções. “Temos observado um avanço significativo na questão de compatibilidade entre produtos, não apenas sobre um microrganismo inibir o outro, mas sobre como combiná-los potencializa o efeito de controle. No estudo, observamos que o biofungicida tem efeito nematicida e o bionematicida também apresenta grande efeito de controle para nematoides. Com o manejo integrado, conseguimos aumentar a eficácia de controle e o incremento de produtividade. Quando aplicamos novamente o biofungicida no quarto estágio vegetativo, esse efeito foi ainda maior, pois esses microrganismos também atuam como bioestimulantes e promotores de crescimento, além de reduzirem manchas foliares e doenças de solo a partir desse estágio”, complementa o pesquisador. 

Sustentabilidade e manejo integrado 

A Construção da Produtividade não busca apenas produzir mais, mas produzir melhor e de forma duradoura. Ao preservar a microbiota do solo, reduzir a dependência exclusiva de defensivos químicos e posicionar biológicos e nutrientes de forma estratégica, o manejo se torna mais seguro para aplicadores e para o meio ambiente, além de aumentar a resiliência do sistema produtivo. Em um setor que precisa ampliar a oferta de alimentos sem expandir a fronteira agrícola, ganhos de eficiência por hectare representam a estratégia mais responsável, unindo retorno econômico e práticas sustentáveis.

Nesse contexto, a Agrocete tem investido constantemente em soluções que promovem uma agricultura equilibrada, reunindo ciência, prática e tecnologia. Hoje, quase metade dos produtos da empresa é classificada como sustentável e, em 2024, essas soluções representaram 76% das vendas no Brasil. O portfólio inclui fertilizantes especiais, inoculantes biológicos e biodefensivos, com destaque para bioinsumos voltados à nutrição, estímulo ao crescimento e controle de pragas e doenças, além de produtos formulados com matérias-primas orgânicas ou capazes de reduzir o uso de defensivos químicos, tornando a lavoura mais eficiente e resiliente.

Reforçando esse movimento, a multinacional brasileira, com sede em Ponta Grossa (PR), anunciou um investimento de R$ 11 milhões na construção de uma nova planta dedicada à produção de biodefensivos, já em andamento. Além disso, a empresa destinará 5% do faturamento anual em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e prevê o lançamento de oito novos produtos biológicos até 2027, desenvolvidos internamente ou em parceria com empresas de biotecnologia. “Com a nova planta, os lançamentos previstos e o investimento contínuo em P&D, ampliamos nossa capacidade de oferecer produtos biológicos cada vez mais inovadores e sustentáveis, atendendo às demandas do mercado de forma consistente”, finaliza Andrea de Figueiredo Giroldo, diretora de marketing e desenvolvimento técnico da Agrocete.   

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Sobre a Agrocete:

Fundada em 1980, e completando 45 anos em 2025, a Agrocete é uma multinacional brasileira, com sede em Ponta Grossa (PR) e unidades nos Estados Unidos, México e Paraguai, com referência internacional na área de adjuvantes, fisiológicos, biológicos e nutrição.

A Agrocete tem uma das maiores e mais avançadas plantas fabris de inoculantes biológicos do mundo e é certificada pela ISO 9001, de gestão e qualidade, e pela ISO 14001, de gestão ambiental. Também é reconhecida pelo selo Together for Sustainability, iniciativa global que certifica empresas com uma indústria química segura e comprometida com o meio ambiente.

A empresa é pioneira na produção de fertilizantes especiais e inoculantes no Brasil e se destaca pela inovação e modernidade tecnológica, do laboratório ao campo. Prova disso, é a implantação de uma unidade para o desenvolvimento, validação e testagem de produtos inovadores, como os biológicos de controle e biofertilizantes, e da Universidade Agrocete, para capacitação dos colaboradores da empresa.

Para mais informações, acesse: www.agrocete.com.br

Fonte: Assessoria de imprensa Agrocete

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Sustentabilidade

Com safra recorde de soja, preços ficam sob pressão

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Foto: Agência Brasil

A safra brasileira de soja 2025/2026 pode alcançar 181 milhões de toneladas, segundo nova estimativa da consultoria Hedgepoint Global Markets. O volume recorde amplia a oferta no mercado e já provoca pressão sobre os preços no país.

A projeção foi revisada para cima em 1,5 milhão de toneladas em relação ao levantamento anterior. O avanço é resultado da alta produtividade em estados do Centro e do Norte, que compensou as perdas registradas no Rio Grande do Sul.

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Centro-Norte sustenta safra recorde

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado da consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque, o novo número já considera os impactos climáticos no Sul do país. “Esse novo número brasileiro já contempla as perdas no Rio Grande do Sul”, afirma.

Ele destaca que o estado não conseguiu atingir o potencial produtivo, mas ainda deve ter desempenho melhor que o da safra passada. “Mais uma vez, o Rio Grande do Sul não conseguiu colher uma safra cheia por conta de problemas climáticos”, diz.

Por outro lado, o analista ressalta o desempenho de outras regiões. “As produtividades de estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia surpreenderam e compensaram as perdas no Rio Grande do Sul”, explica.

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Com a colheita na reta final, a expectativa é de consolidação da produção. “A gente está vendo a consolidação realmente de uma supersafra, de 181 milhões de toneladas”, afirma.

No Rio Grande do Sul, a produção deve ficar em torno de 19,5 milhões de toneladas, abaixo do potencial próximo de 23 milhões.

Preços seguem pressionados

Com a oferta elevada e a colheita praticamente concluída, o mercado interno já sente os efeitos. Em algumas regiões, a soja é negociada abaixo de R$ 100 por saca.

Segundo Roque, o volume recorde pesa diretamente sobre as cotações. “Essa produção grande tem pressionado os preços no Brasil, em todas as regiões”, afirma.

Ele acrescenta que o cenário deve persistir no curto prazo. “A gente ainda entende que os preços devem continuar pressionados por um tempo”, diz.

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A valorização do real frente ao dólar também influencia a formação dos preços. “O dólar mais fraco não está ajudando na formação do preço”, completa.

Diante disso, os negócios seguem pontuais, com produtores mais cautelosos. “O produtor está segurando o seu produto porque não está satisfeito com os preços”, afirma.

Clima entra no radar para próxima safra

Para a temporada 2026/2027, o clima volta a ser um fator de atenção. Há possibilidade de influência do El Niño, com impacto potencial sobre as lavouras do Centro-Norte do Brasil.

“É um ponto de atenção muito importante, mas ainda é cedo”, avalia Roque.

Antes disso, o mercado acompanha o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, que está em fase de plantio e pode registrar aumento de área. As condições climáticas iniciais são favoráveis, mas ainda dependem de confirmação nas próximas semanas.

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preços se recuperam em abril, com oferta limitada e baixa liquidez – MAIS SOJA

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Impulsionadas pela oferta restrita e baixa liquidez, características típicas do período de entressafra, as cotações do trigo em grão consolidaram sua trajetória de recuperação em abril. Segundo o Cepea, vendedores estiveram retraídos, limitando a oferta no mercado spot, à espera de melhores condições de comercialização. Esse comportamento, somado à menor disponibilidade interna, mantém o ritmo de negócios reduzido.

Do lado da demanda, compradores com necessidade imediata acabam cedendo às cotações mais elevadas. No segmento de farelo de trigo, os preços seguiram em queda, pressionados pela combinação de demanda enfraquecida, elevada disponibilidade e maior competitividade com produtos substitutos. Quanto às farinhas, o comportamento foi mais estável, refletindo uma demanda relativamente equilibrada, de acordo com dados do Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea



FONTE
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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Como dobrar a produção de soja? – MAIS SOJA

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Enquanto a média nacional da soja patina nas 60 sacas por hectare, um método baseado na construção do perfil do solo através da saturação de magnésio está reescrevendo o teto produtivo no Brasil. A técnica, que fundamentou o recorde de 135,49 sc/ha da Agro Mallon no CESB 2025, será revelada pelo consultor Leandro Barcelos na série gratuita “As Verdades Ocultas para Colher Mais Soja“.

Com o objetivo de entregar independência técnica ao produtor, as aulas mostram como destravar a absorção de nutrientes e garantir resiliência hídrica. As inscrições para o treinamento online são limitadas e se encerram nesta terça-feira, dia 05/05.

Método inédito

Diferentemente de abordagens que buscam apenas tornar o cálculo de calagem mais preciso, o método desenvolvido por Leandro Barcelos propõe uma mudança de paradigma: não se trata apenas de neutralizar o pH, mas de desenhar a arquitetura química do perfil do solo. Com foco na saturação de magnésio como fator-chave para destravar a produtividade, a proposta rompe com o modelo tradicional baseado em cálcio e recomendações padronizadas, ao introduzir um cálculo por saturação na CTC em diferentes camadas do solo, permitindo que a planta desenvolva raízes mais profundas e aumente sua resistência a períodos de estresse hídrico.

O método de Barcelos fundamentou o recorde da Agro Mallon (Fazenda Santa Bárbara, Canoinhas/SC) no 17º Desafio do CESB (2025), com a marca histórica de 135,49 sc/ha. “O produtor aprendeu a olhar para o cálcio, mas esqueceu que o magnésio é o motor da clorofila e da absorção de fósforo. Sem o equilíbrio correto entre esses elementos, você pode aplicar o melhor adubo do mundo no sulco ou a lanço, que a planta não conseguirá processar”, afirma Barcelos.

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O Fim do “Voo às Cegas” na Adubação

O especialista alerta que a calagem convencional, muitas vezes aplicada apenas para elevar o pH do solo, tornou-se um dos maiores desperdícios financeiros do agronegócio. “O foco exclusivo no Cálcio ignora que o Magnésio é o fator limitante oculto na maioria das fazendas. Mesmo em solos considerados ‘corrigidos’, a falta de equilíbrio de bases trava o motor da clorofila e impede a absorção de fósforo, pago a peso de ouro”, explica o agrônomo.

Para romper essa barreira, a proposta de Barcelos substitui as receitas de balcão pelo cálculo por saturação de Magnésio na CTC (%Mg/CTC), analisando rigorosamente tanto a camada de 0 a 20 cm quanto a de 20 a 40 cm. Essa construção de perfil em profundidade é o que elimina a “barreira invisível” que condena a soja a explorar apenas a superfície. Além disso, Barcelos traz um alerta decisivo sobre a eficiência do insumo. “O carbonato de Magnésio tem maior dificuldade de dissociação que o de Cálcio. Se você não domina essa dinâmica química, o investimento fica parado na superfície e não vira produtividade”, explicou.

Dominar a química do perfil do solo permite que a planta nasça forte o suficiente para suportar janelas críticas de estresse hídrico, acessando reservas de água que o manejo comum não alcança. Segundo Barcelos, essa autonomia técnica é o que garante a segurança do produtor diante de um calendário agrícola apertado.

“Não adianta investir fortunas em fertilizantes de última geração se a porta de entrada da planta está bloqueada. É o paradoxo que vejo em todo o Brasil, lavouras morrendo de sede com água disponível logo abaixo, simplesmente porque o perfil do solo foi tratado como um depósito de insumos e não como um sistema biológico vivo”, pontua Leandro.

O Caso do CESB 2025

A prova de fogo desse manejo ocorreu na safra 2024/2025. Sob a consultoria de Leandro Barcelos e o uso do Método da ARDS (A Raiz da Solução), o produtor Charles Adriano Breda (gestor da fazenda AgroMallon) conseguiu colher mais de 135 sacas por hectare, mesmo enfrentando 18 dias de veranico.

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A resiliência hídrica, segundo o método, é fruto direto da correção do perfil do solo. Quando o magnésio e o cálcio estão em equilíbrio, a planta consegue aprofundar o sistema radicular para acessar o CAD (Capacidade de Água Disponível) em camadas de até 1,5 metros de profundidade.

“Um segredo técnico que poucos dominam é a relação entre Potássio e Magnésio. Muitos tentam aumentar o K para ganhar peso de grão, mas sem o Magnésio adequado na CTC, ocorre a inibição competitiva. O resultado? O produtor gasta com adubo, o nutriente compete entre si e a planta perde produtividade. O equilíbrio é o que destrava o sistema.”

Resultados Reais

A metodologia defendida por Leandro Barcelos é validada no campo por produtores de várias regiões do país, que transformaram o manejo em resultados históricos, mesmo sob pressão climática.

  • Eduardo Primon (Minas Gerais): O engenheiro agrônomo e produtor no Cerrado Mineiro, relata que o manejo focado nos pilares da raiz e fisiologia permitiu elevar a média global da fazenda de 70 para 90,5 sacas por hectare. Para ele, a planta precisa estar pronta para o “embate” contra o clima. “A soja é igual a um atleta de alta performance; qualquer manejo errado ou ‘tropeço’ no meio do caminho impede que se chegue às 100 sacas. Preparamos a planta para o estresse antes mesmo do plantio, o que nos garantiu recordes de 107 sacas em áreas monitoradas, mesmo com o clima adverso”, destaca Primon.
  • Márcio Natalli (Rio Grande do Sul): Em Boa Vista do Incra (RS), Natalli transformou a realidade da sua produção ao investir na construção do perfil do solo, elevando a sua média de 60 para 90 sacas por hectare. “Enquanto a vizinhança sentia o veranico, a nossa soja continuava verde e a procurar água no fundo. O salto para as 90 sacas é o resultado direto de um sistema radicular que trabalha onde o manejo comum não alcança. Sem raiz, não há teto produtivo que se sustente”, afirma o produtor.
  • Francisco Luçardo (Goiás): O produtor conseguiu romper a barreira das 70 sacas, atingindo o patamar das 100 sacas por hectare através do ajuste nutricional profundo. “Não basta apenas colocar adubo; é preciso garantir que o solo esteja equilibrado em profundidade para que a planta consiga absorver tudo o que oferecemos. Quando ajustamos esse equilíbrio, o investimento finalmente se transforma em produtividade real e grão no armazém”, resume Luçardo.
Capacitação e Independência Técnica

Para Leandro Barcelos, o papel do consultor estratégico é entregar o conhecimento certo que permita ao produtor retomar as rédeas da própria lavoura. “O produtor precisa parar de ficar na mão do balcão de vendas e de aceitar pacotes prontos. A lucratividade máxima só vem quando ele conquista a sua independência técnica, que é saber olhar para a análise de solo e decidir, com critério, o que e quando aplicar”, pontua.

A série gratuita “As Verdades Ocultas para Colher Mais Soja” precede o evento presencial ARDS Experience e serve como porta de entrada para o Treinamento A Raiz da Solução 2.0. O programa é focado em construir um perfil de solo resiliente, respeitando o custo-benefício e a realidade financeira de cada fazenda.

As inscrições para a série gratuita estão na reta final e podem ser realizadas pelo link abaixo até terça-feira (05/05) clique aqui

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Quem é Leandro Barcelos?

Especialista em fertilidade do solo e fisiologia vegetal com mais de 40 anos de vivência no campo, Leandro Barcelos é o consultor agronômico por trás da conquista do último campeonato nacional de produtividade de soja do CESB 2025. Natural do Rio Grande do Sul e filho de produtores, trilhou uma jornada resiliente: de produtor rural e caminhoneiro a gerente de fazenda, estudando ciência das plantas na cabine do caminhão após enfrentar perdas severas pela seca. Essa trajetória o levou a desenvolver um método exclusivo chamado A Raiz da Solução, que permite colher acima de 100 sc/ha em diversas regiões do Brasil. Sempre considerando o tempo necessário de cada fazenda para chegar às altas produtividades. Evoluir significa Transformar, ou seja, usar o mesmo dinheiro no local e forma certa , transforma a produtividade gerando mais lucro. Assim, a Raiz é a solução e produtividade é que paga conta.

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