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6 de novembro de 2026

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Plano Safra deve sair no início de junho, diz ministro da Agricultura

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Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

O governo trabalha para divulgar o novo Plano Safra no começo de junho. A perspectiva é do ministro da Agricultura, André de Paula, que participou nesta segunda-feira (4) de uma reunião com líderes do setor na sede da Sociedade Rural Brasileira (SRB), em São Paulo.

A prioridade, segundo o ministro, é a questão dos juros. “Se você não constrói soluções que deem acesso ao produtor rural, esse esforço terá sido em vão”, disse. Vale destacar, entretanto, que no ano passado o Plano Safra foi divulgado em 1º de julho, data limite para o início da vigência.

Em valores, o setor agropecuário espera um montante de pelo menos R$ 623 bilhões para o Plano Safra 2026/27, conforme documento entregue pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ao governo, na semana passada. “Eu acho que é factível ter um número mais alto e estamos trabalhando para isso”, afirmou De Paula.

Nesse contexto, o ministro reforçou que a confirmação do novo plano agrícola depende do Ministério da Fazenda. “Essas reuniões acontecem quase todo dia. Mas quem bate o martelo das prioridades e media eventuais conflitos de interesse é o presidente da República”, completou.

Ministro da Agricultura, André de Paula, participou de reunião na sede da Sociedade Rural Brasileira (SRB), em São Paulo

O novo Desenrola

A nova fase do programa de renegociação de dívidas do governo federal, lançado nesta segunda-feira (4), está sendo avaliada com cautela pelo agronegócio. Com o Desenrola 2.0, brasileiros de menor renda, estudantes, pequenas empresas e pequenos produtores rurais terão condições melhores para renegociar suas dívidas.

Apesar da nova fase do programa focar na agricultura familiar, que está sob responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), André de Paula disse que vai atuar como “advogado” do setor como um todo. Além disso, ele ressaltou que o Executivo tem plena consciência das dificuldades enfrentadas pelos produtores.

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“Nesse sentido, o Desenrola é um instrumento importante que o governo pode disponibilizar para mitigar os efeitos desse endividamento”, afirmou.

De acordo com a medida provisória que institui o Desenrola 2.0, os agricultores terão até 20 de dezembro para aderir ao programa.

Desenrola 2.0: bom ou ruim para o produtor?

Na avaliação do consultor em finanças do agronegócio, Ademiro Vian, medidas como o Desenrola levam a um endividamento sem precedentes.

“Ocorre que estão estimulando os produtores a entrarem nessa roda viva de dívidas com juros de mercado, estimulando o mercado de capitais e a emissão de CPRs”, alerta.

Segundo Vian, se para a sociedade geral a solução proposta pelo programa de renegociação de dívidas pode gerar uma inadimplência estrutural, para o setor rural essa avaliação é mais crítica. “Produtores rurais não têm renda mensal, não têm crédito consignado, não têm FGTS”, aponta.

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“Para o consumidor assalariado, o banco olha o comprometimento da renda mensal, se o valor da parcela consegue ser pago, podendo até ser diluído até caber no orçamento”, explica. No caso do produtor, contudo, a capacidade de pagamento é analisada ao fim da safra, independente do patrimônio dele.

Agro vive cenário de adversidades

O ministro reconheceu que o momento é desafiador para o setor e para a construção das políticas públicas. Segundo ele, o governo enfrenta “muitas adversidades” e trata o Plano Safra de forma transversal, envolvendo diferentes áreas.

Nesse sentido, André de Paula garantiu que não haverá hesitação na defesa do agro. “Não terei nenhum acanhamento de lutar para que a gente possa ter o maior sucesso possível nesse desafio”, afirmou, ao destacar que o resultado das medidas também impacta a confiança dos produtores.

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USDA registra venda de 136 mil toneladas de soja dos EUA para a China

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta sexta-feira (6) a venda de 136 mil toneladas de soja por exportadores privados norte-americanos para a China. A entrega está prevista para o ano comercial 2026/27. No mesmo comunicado, o órgão também registrou a venda de 101 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos, com entrega no mesmo período.

Segundo o USDA, as duas operações foram reportadas por exportadores privados dos Estados Unidos dentro do sistema de divulgação obrigatória de vendas externas.

No caso da soja, o volume negociado foi de 136 mil toneladas, com a China como destino comprador. Para o milho, a operação somou 101 mil toneladas, classificada pelo departamento como venda para destinos desconhecidos.

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As duas cargas têm entrega prevista para o ano comercial 2026/27. O USDA informou ainda que exportadores dos Estados Unidos são obrigados por lei a comunicar qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity realizada em um único dia, ou vendas de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino até o dia útil seguinte.

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O registro dessas operações integra o monitoramento oficial das exportações agrícolas norte-americanas e acompanha negócios de maior volume no mercado internacional de grãos.

Com isso, o USDA confirmou nesta sexta-feira (6) uma venda de soja para a China e uma venda de milho para destinos desconhecidos, ambas com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Calor acima da média aumenta demanda hídrica no Matopiba durante início da safra 26/27

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O avanço do El Niño, associado a temperaturas acima da média e à irregularidade das chuvas, aumenta a demanda hídrica nas áreas produtoras de soja do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). O cenário exige atenção dos produtores no início da safra 2026/27, período em que a disponibilidade de água no solo é fundamental para a semeadura e o estabelecimento das lavouras.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas máximas médias em setembro superaram a climatologia em mais de 2 °C em diversas localidades da região. Em Jacobina (BA), a anomalia chegou a 3 °C, enquanto em Morro do Chapéu (BA) atingiu 3,6 °C. Em outubro, o calor persistiu, com desvios de 3 °C em Cruz das Almas (BA) e 3,2 °C em Araguaína (TO). As temperaturas elevadas intensificam as perdas de água por evaporação e aumentam a necessidade de chuva para recuperar a umidade do solo.

O cenário ocorre em meio ao fortalecimento do El Niño no Oceano Pacífico Equatorial. Segundo o Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a anomalia da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 chegou a +2,47 °C em outubro de 2026. A previsão divulgada em 8 de outubro indicava a permanência do fenômeno nas categorias forte a muito forte até o trimestre de janeiro a março de 2027.

Apesar das condições de calor e da distribuição irregular das precipitações, houve avanço na recuperação da umidade do solo entre setembro e outubro, principalmente no Tocantins, onde os índices de armazenamento de água superaram 30% em alguns pontos. Os maiores volumes de chuva foram registrados no oeste e norte do estado e no sul da Bahia. Ainda assim, a recuperação hídrica permanece parcial em determinadas áreas, especialmente diante da elevada demanda atmosférica.

No oeste da Bahia, onde há áreas de cultivo de soja sob irrigação, o cenário exige acompanhamento da disponibilidade de água e ajustes no manejo, principalmente durante a emergência e o estabelecimento das plantas. Uma análise histórica da produtividade entre 1996 e 2025 mostra que o El Niño não está necessariamente associado à queda dos rendimentos no Matopiba. Na Bahia e no Piauí, por exemplo, 50% dos anos sob influência do fenômeno registraram produtividades acima da média histórica. No Tocantins, houve equilíbrio entre resultados na média e acima dela, enquanto no Maranhão predominaram rendimentos próximos à média.

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Para a safra 2026/27, os possíveis impactos estão relacionados principalmente às condições de implantação das lavouras, com reflexos sobre o avanço da semeadura, a uniformidade da emergência e a formação do estande de plantas. O desempenho final da soja dependerá da evolução das chuvas e das temperaturas nos próximos meses, especialmente durante a floração e o enchimento de grãos, fases de maior sensibilidade ao estresse hídrico. Por isso, o monitoramento climático e da umidade do solo será fundamental para orientar o manejo e reduzir os riscos ao longo do ciclo.

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Norte Show inicia preparativos para 2027 com 110 espaços comercializados e novas iniciativas

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A preparação para a Norte Show 2027 já movimenta o mercado de feiras agropecuárias em Sinop. Cerca de seis meses antes da abertura do evento, a organização contabiliza aproximadamente 110 terrenos com contratos assinados e cinco patrocinadores da edição de 2026 que já confirmaram participação no próximo ano. A feira será realizada de 20 a 23 de abril e chega à oitava edição em um cenário de incertezas econômicas que pode influenciar o volume de negócios.

O lançamento comercial ocorreu nesta quinta-feira (5), quando a Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso (Acrinorte) e o Sindicato Rural de Sinop apresentaram as primeiras definições para o evento. Com o tema “Os novos desafios do amanhã”, a organização pretende ampliar as oportunidades de negociação e aproximar produtores de informações que auxiliem nas decisões dentro das propriedades.

Apesar do início positivo da comercialização, ainda não há uma estimativa fechada para o volume financeiro que a feira poderá movimentar. O presidente da Acrinorte, Moisés Debastiani, condiciona essa projeção ao comportamento da economia brasileira nos primeiros meses de 2027, principalmente às condições de crédito disponíveis para o setor.

Segundo ele, as taxas de juros e as condições dos financiamentos terão influência direta na disposição dos produtores para realizar investimentos. A avaliação deverá ficar mais clara entre janeiro e março, período que antecede a feira.

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“Vai depender muito de janeiro, fevereiro e março para que lá em abril, durante a feira, a gente saiba como é que vão estar as taxas de juros, as questões dos financiamentos”, afirma Moisés. Mesmo diante das incertezas, a expectativa da organização é manter pelo menos os resultados da edição anterior.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Empresas de fora ampliam alcance da feira

A participação de empresas de diferentes regiões é uma das características da Norte Show. De acordo com Moisés, aproximadamente 60% dos expositores são de fora de Sinop, o que faz da infraestrutura do município um fator importante para a realização do evento.

Com cerca de 220 mil habitantes, Sinop concentra serviços utilizados por municípios do entorno, especialmente nas áreas de saúde, educação e transporte aéreo. Essa estrutura, pontua o presidente da Acrinorte, facilita o deslocamento de empresas, profissionais e visitantes que participam da feira, além de atender produtores de outras regiões.

O alcance do evento também ultrapassa as fronteiras de Mato Grosso. A organização recebe visitantes do sul do Pará, incluindo produtores de Novo Progresso, ampliando a conexão entre empresas fornecedoras e regiões de produção agropecuária.

Na edição anterior, a Norte Show registrou circulação de aproximadamente 120 mil pessoas e reuniu mais de 400 expositores. O movimento alcançou o comércio e o setor de serviços de Sinop, além das atividades realizadas no parque de exposições.

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A concentração de fabricantes, revendas, instituições financeiras e empresas de insumos permite que o produtor encontre diferentes alternativas comerciais em um mesmo espaço. A exposição reúne máquinas, implementos, veículos, sementes, fertilizantes, defensivos e serviços, com possibilidade de comparar produtos e condições de negociação.

Tecnologia e informação acompanham as mudanças no campo

A velocidade das transformações tecnológicas no agronegócio também deverá influenciar a programação de 2027. Equipamentos com novas tecnologias embarcadas e mudanças nos produtos utilizados nas lavouras estão entre os segmentos que devem apresentar novidades durante a feira.

Para Moisés, o intervalo entre uma edição e outra já é suficiente para modificar a oferta de soluções disponíveis no mercado. Até abril, quando o evento será realizado, a expectativa é que novos produtos e tecnologias sejam incorporados à exposição.

A programação também terá a renovação da parceria com o Empreende Brazil, responsável por contribuir com a agenda de palestras. Os conteúdos deverão abordar perspectivas econômicas, movimentos de mercado, oportunidades comerciais e temas relacionados à gestão dos negócios.

A proposta é aproximar especialistas dos produtores e empresários que precisam avaliar investimentos e estratégias em um ambiente de mudanças. A organização considera que a participação na feira deve ir além da compra de equipamentos e insumos, incluindo acesso a informações que ajudem a interpretar o mercado.

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Esse direcionamento acompanha o próprio tema escolhido para a próxima edição. Em vez de tratar os desafios do setor apenas como obstáculos, a organização pretende discutir alternativas para que os produtores identifiquem oportunidades e adaptem suas decisões às condições econômicas e produtivas.

presidente da Acrinorte, Moisés Debastiani
Foto: Norte Show/Assessoria de Imprensa

Feira amplia projetos educacionais e ambientais

A programação de 2027 também terá iniciativas que não estão diretamente relacionadas às negociações comerciais. Entre elas está o Norte Show Sustentável, projeto apresentado no lançamento e que estabelece a meta de reciclar 100% dos resíduos gerados durante o evento.

A iniciativa passa a integrar a organização da feira com uma proposta de ampliar a destinação adequada dos materiais produzidos durante os quatro dias de programação. O projeto também se relaciona às ações sociais desenvolvidas pela Acrinorte junto a entidades de Sinop.

Na área educacional, serão mantidos o Norte Show Kids, voltado às crianças; o Campus Norte Show, direcionado aos universitários; e o Norte para o Seu Futuro, destinado aos estudantes do terceiro ano do ensino médio. As atividades aproximam diferentes públicos do setor agropecuário e de suas possibilidades profissionais.

A ampliação dessas frentes ocorre em uma edição que terá como pano de fundo os desafios econômicos, tecnológicos e ambientais do agronegócio. Para Moisés, a construção do evento depende do envolvimento de empresas, entidades e profissionais que participam da organização.

O presidente destaca que a feira é resultado de um trabalho coletivo e que a expectativa para 2027 é manter a participação registrada nos anos anteriores. “É por isso que a feira acaba sendo mostrada e entregue da maneira que é. Porque não são apenas algumas poucas pessoas que desenvolvem isso. É um grupo muito grande de pessoas engajado nessa entrega da feira”.

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