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5 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Cobertura do solo no manejo de plantas – MAIS SOJA

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O uso de plantas de cobertura é uma estratégia eficiente para o manejo de plantas específicas nas lavouras, além de contribuir para o aumento da produtividade de grãos. Resultados de pesquisa recentes serão apresentados pela Embrapa Trigo durante a CerealTec , no dia 2 de outubro.

No experimento da Embrapa Trigo, conduzido na entrada de outono/inverno na Região Sul, avaliou o impacto econômico do uso de culturas de cobertura no controle de plantas produzidas e da produtividade das culturas de trigo e da soja. Os pesquisadores constataram incrementos nos rendimentos de trigo e soja cultivados em sucessão, principalmente em função da menor competição com plantas.

De acordo com o pesquisador Leandro Vargas, o manejo de plantas específicas deve contemplar também a entressafra e não se restringir apenas ao período de pré-semeadura das culturas com a dessecação da área com herbicidas. Na Região Sul, entretanto, uma falha recorrente é a prática do pousio, quando as áreas descobertas até a semeadura do trigo, sem qualquer controle das plantas descobertas. “Muitas vezes, a colheita da soja termina em março e a semeadura do trigo ocorre apenas em junho ou julho. Nesse intervalo, a área fica em pousio, favorecendo a infestação por plantas vegetais que se desenvolvem e tornam o controle mais difícil e oneroso na pré-semeadura, além da produção de grande quantidade de sementes, que reforçam o banco de sementes do solo”, explica o pesquisador. Ele destaca que há diversas opções de gramíneas e leguminosas que podem ser utilizadas como culturas de cobertura no outono, entre a colheita da soja e a implantação das culturas de inverno.

Cobertura de inverno: custo ou investimento?

No experimento conduzido pela Embrapa, foram analisados ​​os custos de implantação (sementes, operações e herbicidas) de diferentes culturas de cobertura — como aveia-preta, centeio, nabo e ervilhaca — e seu impacto no balanço econômico da produção de trigo e soja ( veja a figura abaixo ). Para a avaliação dos resultados, atualmente-se o preço médio regional praticado em maio de 2025, fixado em R$ 70,00 por saca de trigo e R$ 120,00 por saca de soja (60 kg de grãos).

A área mantida em pousio, utilizada como testemunha, recebeu custo de R$ 495,00 por hectare devido à necessidade de duas aplicações de herbicidas na dessecação para controle de plantas vegetais. Nesse sistema, a produtividade de grãos foi inferior, resultando em balanço econômico negativo de –R$ 495,00 em função das dificuldades de controle das plantas produzidas na pré-semeadura tanto do trigo como da soja.

O uso da aveia-preta como planta de cobertura recebeu custo de R$ 340,00 por hectare. Em comparação com o pousio, o trigo cultivado após a aveia registrada incremento de 5 sacas por hectare, enquanto a soja apresentou ganho de 4 sacas por hectare. Considerando os gastos com insumos e exportações agrícolas frente à renda obtida com a comercialização dos grãos, o balanço econômico foi positivo de R$ 350,00 por hectare para o trigo e R$ 492,00 por hectare para a soja.

Já o uso do nabo como cobertura teve custo de R$ 370,00 por hectare. O trigo cultivado após o nabo apresentou incremento, em relação ao pousio, de 7 sacas por hectare, enquanto a soja cultivada após o trigo registrado ganho de 5,6 sacas por hectare. O balanço econômico foi positivo, resultando em R$ 497,00 por hectare no trigo e R$ 672,00 por hectare na soja.

Contudo, o melhor desempenho foi obtido quando se utilizou um mix de aveia-preta + nabo, cujo custo de implantação foi de R$ 415,00 por hectare. Nesse sistema, os ganhos de produtividade, em relação ao pousio, foram de 9 sacas por hectare no trigo e 8,4 sacas por hectare na soja, gerando balanço econômico de R$ 630,00 no trigo e R$ 1.008,00 na soja. O consórcio de aveia-preta + nabo destacou-se por formar uma palhada densa e uniforme, favorecendo o maior crescimento das culturas com melhor controle de plantas relevantes, resultando no maior incremento de produtividade e melhor balanço econômico observado.

“O manejo de plantas econômicas com culturas de cobertura, especialmente o consórcio de aveia-preta + nabo, apresenta vantagens econômicas e agronômicas importantes em relação ao pousio, aumentando a produtividade de trigo e soja cultivadas em sucessão à cobertura, evitando a competição com plantas específicas e proporcionando maior retorno financeiro aos produtores”, ressalta o pesquisador Leandro Vargas.

Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS) Embrapa Trigo

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

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Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Baixa oferta e vendedor retraído sustentam recuperação de preço – MAIS SOJA

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Após a queda observada em junho, a cotação do algodão em pluma no mercado doméstico voltou a subir em julho, sobretudo na segunda quinzena do mês.

Segundo o Cepea, a recuperação dos preços esteve atrelada principalmente à postura firme dos vendedores, sustentada pelos valores mais altos no mercado internacional, pela oferta restrita de lotes de qualidade superior e pela necessidade imediata de parte dos compradores. Esse cenário ocorre em um momento em que a colheita e o beneficiamento estão em ritmo lento no Brasil e o saldo remanescente da safra 2024/25 de melhor qualidade permanece limitado.

De acordo com pesquisadores do Cepea, do lado da demanda, a indústria mantém postura cautelosa diante do desempenho ainda lento das vendas de manufaturados. Além disso, vendedores passam a priorizar o embarque dos contratos a termo à medida que a disponibilidade da safra nova aumenta gradualmente.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Colheita do milho ganha ritmo e entra na fase mais intensa em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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A colheita da segunda safra de milho segue avançando em Mato Grosso do Sul e entrou na fase mais intensa da temporada. De acordo com o Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, 37,3% da área cultivada já foi colhida, o equivalente a aproximadamente 823,5 mil hectares.

A região Sul está mais adiantada nas operações no campo, com média de 38,6% da área colhida. Em seguida, aparece a região Norte, com média de 37,5%, enquanto a região Centro registra 33,1%.

O avanço dos trabalhos acompanha o período de maior concentração da colheita no Estado e deve ganhar ainda mais ritmo nas próximas semanas.

As condições climáticas passam a ter influência direta sobre o ritmo das operações. A previsão meteorológica aponta possibilidade de chuvas, tempestades isoladas e rajadas de vento em regiões do sudoeste, sul, sudeste e leste do Estado, fatores que podem reduzir a janela para a entrada das máquinas nas lavouras.

Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o momento exige planejamento para que os produtores aproveitem os períodos de tempo firme. “Entramos na fase em que a colheita ganha intensidade em praticamente todas as regiões do Estado. Sempre que houver condições favoráveis, é importante manter o avanço das operações para reduzir a exposição das lavouras às instabilidades previstas para os próximos dias.”

Com relação aos dados econômicos, até 3 de agosto, 40,5% da produção da segunda safra havia sido negociada pelos produtores sul-mato-grossenses, percentual dois pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

No mercado interno, o preço médio da saca do milho permaneceu praticamente estável na última semana, sendo cotado a R$ 49,00 no Estado.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



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