Business
Com queda na agricultura, CNA prevê recuo no faturamento do agro em 2026

O faturamento da agropecuária brasileira deve atingir R$ 1,39 trilhão em 2026, com queda de 4,8% em relação a 2025. A estimativa é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e considera o Valor Bruto da Produção (VBP), indicador que mede a renda gerada dentro da porteira.
Segundo a entidade, o resultado reflete principalmente a redução dos preços reais recebidos pelos produtores, com menor influência das variações na produção.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Agricultura puxa recuo
Para a agricultura, o VBP está projetado em R$ 903,5 bilhões, queda de 5,9% na comparação anual.
A soja, principal cultura do país, deve registrar recuo leve de 0,5% no faturamento, mesmo com aumento de 3,71% na produção. Já o milho deve ter queda mais acentuada, de 6,9%, pressionado tanto pela redução dos preços (-4,9%) quanto pela menor produção (-2,05%).
Na cana-de-açúcar, a previsão é de diminuição de 5,6% no VBP, com impacto da queda nos preços (-5,2%), apesar de leve alta na produção (0,37%).
Por outro lado, o café arábica deve apresentar desempenho positivo. A estimativa é de alta de 10,4% no faturamento, impulsionada pelo avanço de 23,29% na produção, mesmo diante da expectativa de queda de 10,5% nos preços.
Pecuária tem queda mais moderada
Na pecuária, o VBP deve somar R$ 485,3 bilhões em 2026, recuo de 2,6% frente ao ano anterior.
A carne bovina aparece como exceção, com projeção de alta de 7,6% no faturamento. Para os demais produtos, a expectativa é de queda, refletindo preços mais baixos ao produtor.
As maiores reduções de receita devem ocorrer no leite (-19,1%), ovos (-13,3%), carne suína (-10,2%) e carne de frango (-5,8%).
O post Com queda na agricultura, CNA prevê recuo no faturamento do agro em 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Produção recorde não impede avanço das dívidas no campo em Mato Grosso, afirma Aprosoja

Mato Grosso aparece no topo do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) brasileiro, com R$ 213,5 bilhões, mas a liderança não afasta a pressão financeira enfrentada por produtores rurais. O número expressa o valor movimentado pela produção dentro das propriedades, mas não indica quanto sobra depois dos custos, juros e dívidas acumuladas.
A diferença entre produção e resultado financeiro ajuda a explicar um cenário que se repete em diferentes regiões do estado: propriedades com alta produção, mas com dificuldade para manter o fluxo de caixa e cumprir compromissos assumidos em safras anteriores.
Dados do Sicor/Banco Central apontam que Mato Grosso tinha, até abril de 2026, R$ 108,03 bilhões em carteira ativa de crédito rural. Desse total, R$ 21,78 bilhões estavam classificados como saldo problemático, reunindo operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas ou renegociadas.
O volume inclui R$ 2,20 bilhões em operações em atraso, R$ 5,25 bilhões inadimplentes, R$ 2,58 bilhões prorrogados e R$ 11,76 bilhões renegociados.
O que o VBP não mostra
O VBP brasileiro chegou a R$ 1,4 trilhão em maio de 2026, conforme dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Mato Grosso respondeu por 15% desse valor, mantendo a liderança nacional.
O indicador é calculado com base no volume produzido e nos preços recebidos pelos produtores. Por isso, revela a dimensão econômica da atividade, mas não mede rentabilidade, capitalização ou capacidade de pagamento das propriedades.
Na prática, o VBP não desconta custos como juros, arrendamento, frete, armazenagem, tributos, investimentos, perdas climáticas ou dívidas acumuladas de safras anteriores. Ou seja, um VBP elevado, portanto, não significa que a atividade tenha gerado margem suficiente para cobrir todas essas despesas.
É nesse intervalo entre o valor bruto da produção e o que efetivamente permanece no caixa que se concentra parte da discussão sobre o endividamento rural em Mato Grosso, conforme a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso). A produção segue elevada, mas o custo para mantê-la também aumentou, enquanto parte dos produtores ainda carrega compromissos financeiros de ciclos anteriores.
O diretor administrativo da Aprosoja Mato Grosso, Diego Bertuol, afirma que o acesso ao alongamento das dívidas tem sido um dos entraves.
“Mesmo com laudos técnicos, queda de preços, eventos climáticos e demonstração da capacidade de pagamento, muitos produtores encontram resistência na formalização dos alongamentos”, afirma Bertuol.
Mais custo, menos crédito
O aumento das despesas de produção é outro fator que pesa sobre a conta. Para a safra 2026/27, o custeio da soja em Mato Grosso deve chegar a R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação ao ciclo anterior, conforme levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário (CPA-MT), desenvolvido pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Mato Grosso (Senar-MT).
Fertilizantes e corretivos devem registrar alta de 5,40%, enquanto os defensivos agrícolas avançaram quase 11% na comparação com a safra anterior. O ponto de equilíbrio da atividade também subiu 9,13%, elevando a produtividade ou o preço necessário para que a produção se mantenha rentável.
Ao mesmo tempo, o crédito destinado à agricultura encolheu. Entre julho de 2025 e abril de 2026, as concessões para a agricultura, sem Pronaf e sem considerar CPR, caíram de R$ 258,2 bilhões para R$ 229,4 bilhões no país, redução aproximada de 11%.
A queda foi registrada justamente nas linhas mais ligadas ao funcionamento das propriedades. O custeio recuou 12%, o investimento caiu 25% e a comercialização teve redução de 20%. Juntas, as três modalidades tiveram diminuição de R$ 40,6 bilhões no período.
Bertuol observa que o volume anunciado no Plano Safra não corresponde, necessariamente, ao dinheiro que chega à produção. “O volume anunciado no Plano Safra 2025/2026 não reflete, necessariamente, o crédito que chega ao produtor”.
Dependência de recursos privados
Na soja, principal cultura de Mato Grosso, o financiamento da safra 2025/26 mostra uma participação maior de recursos privados. O sistema financeiro responde por 35,4% do funding, seguido pelas multinacionais, com 30,7%.
Os recursos próprios dos produtores representam 23,5% do financiamento. Já os bancos que operam recursos federais respondem por 5,1%, participação inferior à das revendas, que representam 5,3%.
Os dados indicam que o crédito rural oficial não acompanha, na mesma proporção, a necessidade de financiamento da produção. Com isso, frisa a Aprosoja Mato Grosso, produtores estão cada vez mais recorrendo ao sistema financeiro, às empresas que comercializam insumos e aos próprios recursos para sustentar o custeio.
O presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, avalia que a discussão precisa considerar o desequilíbrio entre custo, crédito, risco e receita. “A dificuldade está no desequilíbrio econômico da atividade: produzir custa cada vez mais, o crédito pesa no fluxo de caixa, os riscos climáticos aumentam e os preços recebidos nem sempre acompanham a elevação das despesas”.
Para ele, a reorganização das dívidas é necessária para preservar a capacidade de produção. “Medidas como o PL 5.122/2023 precisam avançar porque atacam o endividamento rural de forma estruturante. A proposta não pode ser tratada como simples custo fiscal. Ela reorganiza dívidas, viabiliza crédito e recompõe a capacidade de pagamento. Sem isso, ficam em risco a produção, a segurança alimentar e a sustentabilidade econômica da atividade rural”, pontua Beber.
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
O post Produção recorde não impede avanço das dívidas no campo em Mato Grosso, afirma Aprosoja apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.
Business
Colheita de café da Cooxupé avança para 20,1% até 19 de junho

A colheita de café na área de atuação da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) chegou a 20,1% até a quinta-feira (19), segundo levantamento divulgado pela cooperativa. Uma semana antes, o índice estava em 15,8%. A Cooxupé atua em mais de 370 municípios das regiões do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Média Mogiana do estado de São Paulo.
Os dados mostram avanço de 4,3 pontos porcentuais no intervalo de uma semana, em um acompanhamento que a cooperativa realiza durante a safra. A Cooxupé reúne mais de 22 mil cafeicultores e monitora semanalmente o andamento da colheita em sua área de atuação.
No recorte regional, as Matas de Minas registravam o maior percentual colhido até 19 de junho, com 25%. Em seguida apareciam o Sul de Minas, com 24,5%, e São Paulo, com 23,9%. O Cerrado Mineiro tinha o menor índice entre as áreas acompanhadas, com 11,7%.
Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural
Na comparação com o levantamento anterior, o avanço mais intenso ocorreu no Sul de Minas, com alta de 5,4 pontos porcentuais. Nas Matas de Minas, os trabalhos avançaram 5 pontos. No Cerrado Mineiro, a evolução foi de 3,2 pontos, enquanto em São Paulo o crescimento foi de 2,4 pontos.
O levantamento acompanha o ritmo da safra em uma das principais bases de produção cafeeira atendidas pela cooperativa. Os números indicam estágios diferentes entre as regiões monitoradas, com Matas de Minas, Sul de Minas e São Paulo mais adiantados do que o Cerrado Mineiro neste momento da colheita.
Até 19 de junho, a colheita de café na área acompanhada pela Cooxupé somava 20,1%, com maior avanço relativo no Sul de Minas e maior percentual colhido nas Matas de Minas.
Fonte: Estadão Conteúdo
O post Colheita de café da Cooxupé avança para 20,1% até 19 de junho apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Exportações podem atingir novo recorde em junho MT

Mesmo durante a entressafra, a ampla disponibilidade de algodão em pluma no Brasil e a necessidade de escoamento do excedente produtivo vêm mantendo intenso o ritmo de exportações.
De acordo com pesquisadores do Cepea, durante as últimas safras, o País consolidou sua capacidade de abastecer o mercado internacional de forma contínua ao longo do ano, diferentemente do padrão observado anteriormente, quando os embarques se concentravam no segundo semestre. Como resultado, as exportações brasileiras passaram a apresentar maior regularidade, alcançando recordes mensais inclusive em meses tradicionalmente marcados pela menor disponibilidade da pluma.
Segundo dados da Secex, os embarques brasileiros de algodão em pluma somaram 146,8 mil toneladas nos 14 primeiros dias úteis de junho/26. Embora esse volume ainda esteja 49,6% abaixo do registrado em maio/26, já supera em 10,6% o total embarcado em todo o mês de junho/25. A média diária atingiu 10,49 mil toneladas, expressivos 57,9% acima das 6,64 mil toneladas observadas no mesmo período do ano passado.
Se mantido o ritmo atual, as exportações podem alcançar cerca de 220 mil toneladas em junho, um novo recorde para o mês e superando com folga as 160,4 mil toneladas registradas em junho de 2024, até então o maior volume da série histórica da Secex para esse período.
Fonte: Cepea
Sustentabilidade22 horas agoClima favorece lavouras e Conab eleva estimativa de produção de algodão para 3,98 Mi de T – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso24 horas agoDéficit de armazenagem em MT impulsiona uso de silo bolsa para estocar milho nas propriedades
Business13 horas agoColheita do milho de inverno 2025/26 avança para 11% da área no Brasil
Business17 horas agoProdutor reduz ritmo das vendas de soja à espera por preços mais atrativos; confira as cotações
Agro Mato Grosso24 horas agoRaízes que transformam: a história de Osmar e Diovani Frizzo em Querência MT
Sustentabilidade21 horas agoVBP Agropecuário do Paraná cresce 13% e alcança R$ 212,6 bilhões em 2025 – MAIS SOJA
Business19 horas agoNovas tecnologias garantem potência, precisão e alta eficiência no manejo da lavoura
Business21 horas agoGoverno de Roraima projeta crescimento de 9,4% na área plantada de soja em 2026
















