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5 de setembro de 2026

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Seca extrema do El Niño atinge mais de um terço das ocupações humanas na Amazônia

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Mais de um terço (38%) das ocupações humanas existentes na Amazônia tiveram alta exposição aos efeitos do El Niño de 2024, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira (4) pelo MapBiomas. Entre as 5.673 localidades habitadas na região, 2.172 sofreram de forma intensa com o fenômeno.

O El Niño se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical e provoca alteração na circulação atmosférica, tornando os volumes de chuvas irregulares. Na Amazônia, o fenômeno causa secas severas e aumento na temperatura.

Diante da previsão meteorológica de que o evento seria especialmente forte — classificado como um “Super El Niño” —, os pesquisadores cruzaram dados sobre o índice de chuvas e a superfície de água sobre a terra para mapear como a Amazônia foi afetada.

Impacto no clima e nas águas

No período entre setembro e novembro de 2024, a superfície de água na Amazônia ficou 1,9 milhão de hectares abaixo da média histórica dos anos de 1985 a 2025. O volume de precipitação também foi inferior, ficando 27% abaixo da média esperada.

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Além da seca, a região enfrentou forte calor: a temperatura máxima média durante esses três meses teve uma alta significativa, ficando 2,6ºC acima do que é historicamente observado no mesmo período.

“Menos chuva e temperaturas mais elevadas aumentam a demanda evaporativa na atmosfera, favorecendo a perda de água do solo e o estresse hídrico da vegetação”, explica Bruno Ferreira, pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e membro da equipe do MapBiomas.

Comunidades vulneráveis

O estudo também analisou os efeitos do fenômeno sobre diferentes tipos de ocupação humana, abrangendo núcleos urbanos e rurais, territórios indígenas, comunidades quilombolas e assentamentos.

Os dados revelam que as populações desses locais foram fortemente atingidas. Cerca de 93% dos locais analisados (5.273 localidades) ficam a uma distância de até 5 quilômetros de áreas que sofreram redução da superfície de água.

“A seca também se manifesta na redução dos níveis dos rios, com consequências diretas para o transporte, o acesso à água, a pesca e outras atividades que dependem dos sistemas fluviais”, destaca Ferreira.

Histórico de desmatamento agrava a crise

Os dados de cobertura e uso da terra complementam e ajudam a explicar os fatores de exposição do bioma. Ao longo dos 41 anos da série histórica analisada, a Amazônia perdeu 3,9 milhões de hectares de vegetação nativa, o equivalente a uma redução de 14% de sua cobertura verde original.

Sobre o estudo:

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O levantamento utilizou dados da Coleção 11 do Mapbiomas (Cobertura e Uso da Terra), da Coleção 5 (Água) e da coleção beta (Atmosfera). O cruzamento de informações também contou com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre áreas habitadas e registros do Painel El Niño, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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Carro de passeio é destruído por incêndio misterioso no bairro Industrial em Lucas do Rio Verde

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Veículo estava estacionado na Avenida Maranhão quando foi tomado pelas chamas. Corpo de Bombeiros controlou o fogo e ninguém ficou ferido

Equipe da 13ª CIBM extinguiu as chamas e realizou o rescaldo; Ninguém ficou ferido e as causas do incêndio são desconhecidas

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu um incêndio em um veículo de passeio na madrugada desta sexta-feira (4.9), na Avenida Maranhão, no bairro Industrial, em Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá).

A equipe da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM) foi acionada via 193 por volta das 00h45 e prontamente se deslocou ao local. Ao chegar, os militares constataram que um carro de passeio, estacionado na via, estava tomado pelas chamas.

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Os bombeiros realizaram o combate direto ao fogo e adotaram as medidas de segurança necessárias para controlar as chamas, incluindo o acesso ao compartimento do motor. Após a extinção do incêndio, foi realizado o rescaldo para evitar uma possível reignição do fogo. Não houve registro de vítimas, e as causas do incêndio são desconhecidas

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Mirante da Orla do Porto é reaberto após reforma estrutural e ganha iluminação em LED

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Espaço estava interditado preventivamente devido a placas de metal soltas. Local volta a integrar o tradicional circuito turístico da capital

A estrutura havia sido interditada preventivamente pela Secretaria Municipal de Turismo. A medida ocorreu após a identificação de problemas de conservação que poderiam oferecer riscos aos visitantes.

Com a gestão do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Agricultura, Fellipe Corrêa, foram determinadas as intervenções necessárias para a recuperação do espaço.

Os serviços incluíram a correção das áreas deterioradas, recuperação da estrutura metálica e pintura do piso e do guarda-corpo.

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O mirante também recebeu nova iluminação em LED, ampliando a visibilidade e as condições de utilização do espaço no período noturno. A instalação foi realizada pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpur).

À frente da pasta de Turismo há três meses, Fellipe Corrêa destaca que o equipamento já estava interditado quando assumiu a secretaria e que a recuperação foi conduzida para permitir a retomada das visitas com segurança.

“Quando entrei na secretaria, o mirante já estava interditado porque algumas placas de metal estavam soltas e colocavam os turistas em risco. Determinamos o conserto do piso e, com a nova iluminação em LED, estamos entregando o espaço recuperado e aberto ao público”, contou.

Com a reabertura, o Mirante Rio Cuiabá passa a integrar novamente o circuito de visitação da Orla do Porto, uma das áreas tradicionais de Cuiabá. O local oferece vista para o Rio Cuiabá e para a ponte, além de estar próximo a equipamentos como o Museu do Rio, o Aquário Municipal e o Mercado do Porto.

A recuperação do mirante faz parte da estratégia de manutenção e qualificação dos pontos turísticos da capital, por meio da gestão municipal do prefeito Abilio Brunini, com foco na segurança dos visitantes e na disponibilização dos equipamentos públicos para moradores e turistas.

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Legumes e verduras elevam custo da cesta básica na primeira semana de setembro em Cuiabá

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O custo médio da cesta básica voltou a registrar aumento na primeira semana de setembro em Cuiabá. Levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) revelou que o conjunto de alimentos apresentou alta de 2,17% na variação semanal, alcançando a média de R$ 859,34. O valor também está 7,88% acima dos R$ 796,58 registrados no mesmo período do ano passado.

Conforme análise do instituto, a retomada da alta da cesta básica no início de setembro evidencia uma mudança nas condições de oferta, com os efeitos climáticos exercendo maior pressão sobre os preços dos produtos agrícolas.

Entre os alimentos que apresentaram as maiores variações na semana, o tomate registrou expressiva alta de 29,19%, chegando ao preço médio de R$ 9,01/kg. A variação pode estar relacionada ao clima chuvoso registrado em algumas lavouras, o que afetou a colheita e a qualidade dos frutos.

Cenário semelhante pode ser observado para a batata, que registrou alta de 10,04% na semana, atingindo a média de R$ 5,55/kg. O clima chuvoso relatado nas principais regiões produtoras afetou o cronograma de colheita, reduzindo a quantidade ofertada e contribuindo para a elevação dos preços.

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De acordo com o IPF-MT, o aumento expressivo em determinados alimentos demonstra que eventos climáticos podem provocar desequilíbrios temporários entre oferta e demanda, especialmente quando comprometem simultaneamente a colheita e a qualidade dos produtos.

Já o café apresentou movimento contrário, com queda de 3,55% na variação semanal, atingindo o valor médio de R$ 27,62/500 g. Diferente do tomate e da batata, a chuva reduziu a qualidade dos grãos, diminuindo a procura pelo produto e elevando os estoques, tanto no mercado doméstico quanto no internacional.

Sobre o mercado de café, o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou a importância dos estoques como forma de amenizar os impactos nos preços.

“A dinâmica observada no início de setembro reforça a importância dos estoques como mecanismo de amortecimento dos choques de oferta, como ocorreu com o café, enquanto produtos mais dependentes da colheita imediata apresentam maior sensibilidade às condições climáticas.”

Movimento semelhante também foi registrado na farinha de trigo, que apresentou retração de 0,89% no preço, atingindo o valor médio de R$ 5,15/kg. O levantamento mostrou ainda que, mesmo diante das preocupações relacionadas às lavouras e às importações, a baixa qualidade do produto e os estoques elevados podem ter contribuído para a redução dos preços.

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O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

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