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22 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Com sol e calor, semeadura do milho avança rapidamente no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A implantação da safra de milho apresentou forte avanço durante o período, favorecida pela redução da umidade superficial dos solos e pelo aumento da disponibilidade de radiação solar e das temperaturas.

Os cultivos apresentam germinação e emergência satisfatórias, além de estandes uniformes. Predominam áreas em estádios iniciais de desenvolvimento vegetativo. Nas lavouras semeadas em solo ainda excessivamente úmido ou submetidas a chuvas logo após a operação, ocorreram problemas pontuais de estabelecimento.

O ritmo de implantação está mais acelerado nas áreas de menor altitude e nas localidades com janela de semeadura do ZARC já estabelecida. Já em ambientes mais frios e em solos com maior dificuldade de drenagem, o avanço está mais lento. Em relação às condições fitossanitárias, há elevada incidência de cigarrinha-do-milho, inclusive em áreas sob rotação de culturas, além de danos localizados provocados por percevejos nas fases iniciais.

A estimativa realizada pela Emater/RS-Ascar aponta o plantio de 896.401 hectares de milho, sendo 7,42% superior à safra anterior. A produtividade projetada é de 7.711 kg/ha e a produção de aproximadamente 6,91 milhões de toneladas, representando incremento de 7,18%. A ampliação da área do cereal ocorre em um contexto de recuperação e consolidação da cultura no Estado.

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Na Safra 2025/2026, a área efetivamente cultivada foi de 812,5 mil hectares, sendo 13,1% superior à safra 2024/2025, e a produção alcançou aproximadamente 5,98 milhões de toneladas, também acima do ciclo precedente.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, estima-se o plantio de 63.682 hectares, com produtividade projetada de 6.551 kg/ha. Na Fronteira Oeste, em Maçambará, a semeadura evoluiu satisfatoriamente, favorecida por pancadas de chuva pontuais, umidade adequada do solo e elevação das temperaturas, que proporcionaram rápida germinação e bons estandes iniciais.

Nas áreas baixas e com maior dificuldade de drenagem, ainda há restrições à implantação, e os produtores estão preocupados com o comprometimento da janela de semeadura da soja subsequente. Em São Borja, a semeadura alcançou 60% dos 25.000 hectares previstos. As condições climáticas também beneficiaram a dessecação das plantas de cobertura, com rolo-faca isoladamente ou associado a herbicidas, para manejo de nabo, aveia, centeio e ervilhaca.

Na de Caxias do Sul, a estimativa é de 96.052 hectares cultivados e a produtividade projetada de 7.953 kg/ha. Os trabalhos de preparo das áreas têm sido efetuados, e a semeadura deverá iniciar em setembro.

Na de Erechim, projetam-se 44.915 hectares com produtividade de 8.956 kg/ha. A semeadura foi iniciada no período, alcançando aproximadamente 30% da área prevista. Na de Frederico Westphalen, a estimativa é de 86.660 hectares, com produtividade projetada de 8.119 kg/ha.

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Na de Ijuí, o período foi de intensa atividade de semeadura, elevando a área implantada para mais de 60%. A umidade do solo se tornou adequada a partir de 25/08, inicialmente nas áreas com menor quantidade de palhada e, posteriormente, nas demais. Diante do prognóstico de chuvas volumosas, parte dos produtores reduziu a profundidade de deposição das sementes. As áreas semeadas no início de agosto apresentaram excelente emergência, uniformidade de germinação e poucas falhas. Projeta-se o cultivo de 112.855 hectares com produtividade de 9.473 kg/ha.

As regiões administrativas de Lajeado, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre e Santa Maria apresentam, respectivamente, estimativas de 31.340 ha, 84.360 ha, 37.940 ha, 32.854 ha e 59.835 ha, com produtividades projetadas de 5.959 kg/ha, 9.359 kg/ha, 4.675 kg/ha, 4.419 kg/ha e 6.618 kg/ha. Na de Santa Rosa, a semeadura avançou expressivamente, alcançando 74% dos 174.288 hectares previstos. A produtividade projetada é de 8.353 kg/ha. As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, com estandes uniformes. Há elevada pressão de cigarrinha-domilho, o que levou os produtores a intensificarem o monitoramento e as aplicações de inseticidas; em algumas localidades, houve redução da população dessa praga na última semana.

Na de Soledade, 20% da área, estimada em 71.620 hectares, foi semeada. A produtividade projetada é de 5.659 kg/ha. A maior parte das áreas remanescentes se encontra preparada e dessecada para a implantação. A elevação das temperaturas nos últimos dias do período  contribuiu para a redução da umidade dos solos, para a germinação, a emergência e o desenvolvimento inicial das lavouras implantadas, que se encontram integralmente nesses estádios.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,43%, passando de R$ 60,23 para R$ 61,09.

Fonte: Emater/RS

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Sustentabilidade

Ferrugem-asiática em soja voluntária acende alerta para lavouras próximas – MAIS SOJA

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Com o avanço da semeadura da soja na safra 2026/2027, o monitoramento das condições ambientais, climáticas e fitossanitárias das áreas de cultivo torna-se indispensável para o planejamento das práticas de manejo e o ajuste de estratégias que favoreçam o crescimento, o desenvolvimento e a produtividade da cultura. Entre as principais práticas de manejo ao longo do ciclo da soja, destaca-se o posicionamento de fungicidas no programa fitossanitário, que deve considerar fatores como a suscetibilidade das cultivares às doenças, o histórico fitossanitário da área, a presença de patógenos e as condições ambientais favoráveis à ocorrência de doenças.

Nesse contexto, acompanhar a evolução dos casos de ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi) é fundamental para orientar o posicionamento dos fungicidas e planejar estratégias de manejo que contribuam para reduzir os danos causados pela doença, especialmente em áreas com condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Dependendo da suscetibilidade da cultivar e da severidade da doença, as perdas de produtividade decorrentes da ferrugem-asiática podem chegar a 90%, reforçando a importância do monitoramento e da adoção de medidas preventivas e de controle adequadas (Godoy et al., 2024).

Figura 1. Soja acometida pela ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi).
Foto: Godoy, C. V.

O fungo causador da ferrugem-asiática é considerado policíclico (com vários ciclos de infecção ao longo do desenvolvimento da cultura), e, é classificado como biotrófico, ou seja, depende de tecidos vivos do hospedeiro para sobreviver e se multiplicar (Oliveira et al., 2020). Além disso, pode acometer a soja em qualquer estádio do desenvolvimento das plantas, do período vegetativo até o final do ciclo. Essas características reforçam a necessidade da intensificar o monitoramento e manejo da ferrugem-asiática, especialmente em áreas com presença do patógeno em plantas voluntárias de soja, e/ou próximas a áreas com relato da doença.

Ainda que não tenham sido relatados casos de incidência da ferrugem-asiática em lavouras de soja na safra 2026/2027, Paraná e Rio Grande do Sul, já concentram casos de ferrugem-asiática em soja voluntária (figura 2). No Paraná, os principais casos foram relatados em Irati, Palmeira, Ponta Grossa, Rio Branco do Ivaí e Santana do Itararé. Já no Rio Grande do Sul, o caso relatado foi em Santo Antônio das Missões.

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Figura 2. Dispersão dos casos de ferrugem-asiática na safra 2026/2027. Casos relatados apenas em soja voluntária. Atualização do Consórcio Antiferrugem de 21 de outubro de 2026.
Fonte: Consórcio Antiferrugem.

A progressão desses casos serve de alerta aos sojicultores brasileiros, especialmente em uma safra marcada pela influência do Fenômeno El Niño, caracterizado pelo aumento do volume de chuvas no Sul do Brasil. Isso reforça a necessidade de um monitoramento contínuo das áreas agrícolas, especialmente sob condições adequadas ao desenvolvimento da ferrugem, como molhamento foliar e temperaturas amenas. A evolução dos casos de ferrugem-asiática na safra 2026/2027 pode ser acompanhada clicando aqui, no site do Consórcio Antiferrugem.



Referências:

CONSORCIO ANTIFERRUGEM. Consórcio Antiferrugem: Parceria público-privada no combate à ferrugem asiática da soja, 2026. Disponível em: < http://www.consorcioantiferrugem.net/#/main >, acesso em: 21/10/2026.

GODOY, C. V. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEMASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2023/2024: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica n. 206, 2024. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1165843/1/CT-206-Claudia-Godoy.pdf >, acesso em: 21/10/2026.

OLIVEIRA, G. M. et al. COLETOR DE ESPOROS: DESCRIÇÃO, USO E RESULTADOS NO MANEJO DA FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA. Embrapa, Circular técnica, n. 167, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1129482/1/Circ-Tec-167.pdf >, acesso em: 21/10/2026.

 

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Sustentabilidade

O que a soja tem a ver com chiclete? Você pode estar mascando o grão sem saber!

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A soja está muito além do campo e pode fazer parte de produtos que consumimos no dia a dia, inclusive daqueles que muita gente nem imagina. Um exemplo é o chiclete, que pode conter lecitina de soja em sua composição. O ingrediente atua como emulsificante e ajuda a manter a mistura dos componentes da fórmula.

A lecitina é obtida durante o processamento do óleo de soja e tem a função de facilitar a mistura de ingredientes que normalmente teriam dificuldade de permanecer combinados, como gorduras e outros componentes. Na indústria de alimentos, ela contribui para a estabilidade e a uniformidade das formulações.

No chiclete, a lecitina de soja pode ajudar a manter os ingredientes bem misturados e contribuir para uma textura uniforme. É uma aplicação que mostra como o grão pode estar presente em produtos que vão muito além daqueles tradicionalmente associados à agricultura.

E não para por aí. A lecitina de soja também pode ser utilizada na fabricação de chocolates e biscoitos, auxiliando na mistura dos ingredientes e na manutenção das características dos alimentos.

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A presença da soja nesses produtos evidencia a versatilidade do grão e sua importância para diferentes setores da indústria. Além de ser uma das principais commodities agrícolas do Brasil, a soja fornece matérias-primas utilizadas na elaboração de diversos produtos presentes na rotina dos consumidores.

Assim, da lavoura à indústria alimentícia, a soja percorre um caminho que nem sempre é percebido pelo consumidor. E aquele chiclete mascado no dia a dia pode ser uma oportunidade para descobrir mais uma das aplicações desse grão tão importante para a economia brasileira.



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Sustentabilidade

Anfavea alerta para avanço de máquinas importadas; compras de tratores agrícolas da China crescem 117% no ano – MAIS SOJA

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As importações de tratores agrícolas da China cresceram 117% de janeiro a setembro de 2026, para cerca de 5,2 mil unidades, enquanto as vendas de tratores no mercado interno caíram 14,1% até agosto, segundo levantamento da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

A Índia despontou como outro relevante competidor, empatando com a China com um volume semelhante de unidades vendidas. Somados, os dois países responderam por 93% dos tratores importados. As compras públicas funcionaram como um importante fator de mudança no mercado. Segundo levantamento da entidade com base no PNCP (Portal Nacional de Contratações Públicas), 65% dos 3.318 tratores agrícolas licitados em 2025 foram importados.

Entre as 10,6 mil máquinas agrícolas e rodoviárias licitadas no ano, no valor de R$ 3,7 bilhões, as de origem chinesa ficaram com 33,5% das unidades e 26% do valor, cerca de R$ 960 milhões. Os demais países estrangeiros, somados, não chegaram a 1%. O estudo classifica as máquinas pelo local de produção: marcas estrangeiras com fábrica no Brasil entram como produção nacional. O avanço das importações ocorre em um mercado que encolhe desde 2021.

As vendas internas de máquinas agrícolas no varejo somaram 27 mil unidades até agosto, queda de 15,8%, e as de colheitadeiras recuaram 39,4%. Já as importações de máquinas agrícolas subiram 42% de janeiro a setembro, para 11,2 mil unidades, mais que o dobro das 5 mil exportadas no período.

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Para a Anfavea, além do preço de aquisição, as compras públicas devem considerar o custo total de propriedade ao longo da vida útil do equipamento. “Uma máquina não termina sua relação com o comprador no momento da entrega. É um ativo que precisa operar por muitos anos, e isso depende de peças, assistência técnica, manutenção e capacidade de atendimento. Nas licitações, é importante considerar o custo total de propriedade, e não apenas o menor preço de aquisição”, afirma Igor Calvet, presidente da Anfavea.

Mercado interno

As importações de tratores cresceram 42% entre janeiro e setembro de 2026, mesmo com a retração das vendas nacionais de máquinas agrícolas. Entre os tratores importados no período, 90% têm potência de até 100 HP. A faixa entre 50 e 100 HP concentra 6.412 máquinas importadas e registra expansão de 56%. O movimento ocorre em um cenário de dificuldades para o agronegócio, com aumento da inadimplência, menor rentabilidade diante da queda dos preços das commodities e custo ainda elevado do crédito.

Na construção, por outro lado, lançamentos imobiliários e investimentos em infraestrutura têm sustentado a demanda por máquinas rodoviárias, como escavadeiras, motoniveladoras e pás carregadeiras. O que mais pesa O endividamento elevado e a baixa rentabilidade do produtor rural desestimulam a compra de máquinas novas. A Selic estava em 13,75% ao ano em setembro, e a inadimplência do crédito rural de pessoas físicas chegou a 9,7% em agosto, segundo dados do Banco Central compilados pela entidade.

Na outra ponta, fabricantes instalados no Brasil enfrentam aumento dos custos de produção. Entre os pontos de pressão estão os componentes plásticos, afetados pela alíquota de 20% sobre resinas e polímeros e por medidas antidumping aplicadas a determinados produtos. Segundo estimativas das associadas, o impacto sobre componentes plásticos utilizados nas máquinas pode variar de 4% a 7%.

Para a Anfavea, o cenário reforça a necessidade de condições equilibradas de concorrência. A entidade não defende restringir a entrada de novas marcas ou tecnologias, mas que fabricantes nacionais e importadores concorram sob requisitos compatíveis de qualidade, segurança, assistência técnica e responsabilidade sobre o produto.

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Fonte: Agência Safras



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