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5 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Canola atinge 353 mil hectares no RS com estimativa de produtividade em 1.619 kg/ha – MAIS SOJA

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A canola se encontra majoritariamente em fase reprodutiva (floração, formação de síliquas e enchimento de grãos), com evolução diferenciada entre as regiões, estando mais adiantada no Noroeste do Estado, onde algumas lavouras foram colhidas.

O aumento da luminosidade e das temperaturas no período favoreceram o avanço do ciclo e, nas áreas mais adiantadas, a formação e o enchimento das síliquas. Porém, os períodos prolongados de nebulosidade, de elevada umidade e de precipitações frequentes limitaram o desenvolvimento em algumas áreas e tendem a reduzir o potencial produtivo. A ocorrência de granizo provocou danos em alguns cultivos.

O estado fitossanitário é, em geral, satisfatório, mas há registros de aumento da incidência de traça-das-crucíferas e ocorrência localizada de pulgões. É efetuado o monitoramento de doenças, como canela-preta e mofo-branco. Apesar do comprimento normal, as síliquas, em algumas lavouras, têm apresentado baixo número de grãos, condição que reduz o potencial produtivo.

A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Borja, dos 13.500 hectares cultivados 10% se encontram em enchimento de grãos, 80% em floração e 10% no final da fase de desenvolvimento vegetativo. O potencial está elevado nas lavouras com maior investimento em adubação de base, nitrogênio em cobertura e boro. Já nas áreas com menor investimento ou com problemas de estande, o potencial está mais limitado.

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Na de Frederico Westphalen, 1% da área está em desenvolvimento vegetativo, 28% em fase de florescimento, 65% em enchimento de grãos, e 6% em maturação. A ocorrência de granizo provocou danos significativos em vários locais.

Na de Ijuí, o desenvolvimento das plantas está adequado, mas com número de grãos por síliqua abaixo do esperado em razão da ocorrência de sementes não desenvolvidas. Cerca de 10% das áreas estão em maturação. As primeiras lavouras, semeadas no início de abril,
antes do período preferencial de implantação, foram colhidas. Esses cultivos representam menos de 1% da área cultivada e apresentaram produtividade inferior a 1.200 kg/ha.

Houve aumento de incidência de traça-das-crucíferas. Na de Passo Fundo, as áreas estão em floração (10%), em formação de vagens e enchimento de grãos (90%), com boa condição sanitária. Foram registrados episódios de granizo em alguns municípios, cujos efeitos ainda estão em avaliação.

Na de Pelotas, 70% das lavouras estão em florescimento, e 30% em enchimento de grãos. Apesar do bom estande, o desenvolvimento das plantas foi prejudicado pela sucessão de dias nublados, pela elevada umidade e por chuvas frequentes em agosto, o que deverá repercutir negativamente sobre a produtividade.

Na de Santa Maria, em Tupanciretã, principal município produtor da região, com 29 mil hectares de canola, 5% das lavouras estão no terço final da floração, 85% em formação e enchimento de grãos e 10% em maturação.

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Na de Santa Rosa, 4% estão em desenvolvimento vegetativo, 32% em floração, 59% em enchimento de grãos, 5% maduras, e 1% colhido. O período de tempo firme, associado ao aumento da radiação solar e das temperaturas, favoreceu o desenvolvimento das plantas. A condição fitossanitária está satisfatória, mas há incidência pontual de pulgões, sem registros expressivos de danos por mofo-branco ou geadas.

Na de Soledade, as condições de radiação solar e as temperaturas relativamente elevadas favoreceram o avanço do ciclo. A cultura está em fase de queda de pétalas e de formação de síliquas com bom desenvolvimento de grãos. Estão 60% em florescimento e formação de síliquas, e 40% em enchimento de grãos. A traça-das-crucíferas tem sido a principal praga, e as doenças canela-preta e mofo-branco seguem monitoradas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Ijuí, R$ 132,00; na de Santa Rosa, R$134,05.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Mercado de defensivos para milho avança 13% na segunda safra, para R$ 15,4 bilhões, aponta levantamento da Kynetec – MAIS SOJA

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Os defensivos agrícolas movimentaram R$ 15,4 bilhões na segunda safra de milho encerrada em julho último, com crescimento de 13% ante o período anterior (R$ 13,7 bilhões). Os dados são do levantamento FarmTrak™ Milho Safrinha 2026, da Kynetec Brasil, que acaba de ser divulgado. Trata-se do maior patamar de negócios na cultura registrado pela série histórica da consultoria – em 2024 foram apurados R$ 12,7 bilhões.

Na moeda americana, também houve elevação expressiva nas transações de produtos, para US$ 2,86 bilhões, alta de 18%. De acordo com a Kynetec, a diferença entre as leituras decorreu da valorização média de 5% do real perante o dólar durante a segunda safra, com a taxa média caindo de R$ 5,67 para R$ 5,41.

“O resultado reverte o quadro de retração observado em 2025, então de 7%”, frisa Millôr Mondini, especialista em pesquisas da Kynetec. “O produtor não plantou mais milho em 2026. Ele tratou mais o milho que plantou”, explica o executivo. “O crescimento veio ‘dentro da calda’, com mais alvos por aplicação e uso de produtos de maior valor agregado.”

Segundo Mondini, a área cultivada teve variação positiva de apenas 1% nas regiões avaliadas pela consultoria e preencheu cerca de 17,4 milhões de hectares. Em compensação, o número médio de tratamentos (intensidade de manejo) subiu de 17,7 para 19,1 e impulsionou a área potencial tratada (PAT) de 425 milhões de hectares cobertos, 8% acima da temporada anterior.

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Conforme Mondini, o mercado foi tracionado ainda pela recuperação dos preços de produtos. Segundo o executivo, o custo médio por tratamento, após decrescer 13% em 2025, saiu de R$ 43,10 por hectare para R$ 44,90 por hectare. O investimento total na proteção do cultivo, ele revela, passou de R$ 794 para R$ 887 por hectare (+ 12%), puxado principalmente pela região do MAPITOPA – Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará – e pelo estado de Mato Grosso.

Desempenho por categoria

Os inseticidas seguem no topo do ranking de produtos. Registraram 39% de participação ou R$ 6,01 bilhões, com crescimento de 16%. Os fungicidas vêm na segunda posição, 21% das vendas ou R$ 3,3 bilhões (+13%). Herbicidas, em terceiro, ocuparam 20% ou R$ 3,12 bilhões (+15%), seguidos pelos nematicidas, 5% ou R$ 712 milhões. Este último apresentou o maior crescimento relativo da pesquisa, de 34%. Outros produtos complementam o montante total da segunda safra em 2026.

De acordo com Mondini, o controle de lagartas deu a maior contribuição individual para a movimentação do mercado de inseticidas. Respondeu por 43% do valor investido nos produtos em 2026, contra 32% da ‘safrinha’ anterior. Somou agora R$ 2,6 bilhões, face a R$ 1,64 bilhão, alta de 58%. A adoção de inseticidas para lagartas cobriu 92% da área cultivada.

“Esses dados mostram, em resumo, que a proteção conferida pelas chamadas biotecnologias de última geração não sustenta mais o controle de lagartas. O tratamento foliar por inseticidas deixou de ser um complemento e entrou na rotina, independentemente do evento biotecnológico presente nas sementes.”

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Em relação aos fungicidas, Mondini salienta que os produtos ‘premium’ corresponderam a 58% do total investido no controle de doenças. Equivaleram a R$ 1,92 bilhão, comparativamente a R$ 1,38 bilhão, ou 48%, de 2025, um avanço de 39%. Sua adoção, ressalta o executivo, alcançou 63% dos cultivos, ante 50% do ciclo anterior.

No segmento herbicidas, a pesquisa da Kynetec apurou que os produtos de amplo espectro saltaram de 31% para 44% em adoção. “Esse movimento reflete, principalmente, a dificuldade de controle de gramíneas como capim-pé-de-galinha e capim-amargoso”, esclarece Mondini.

Já a adoção dos nematicidas atingiu 51% da área cultivada, frente a 44% de 2025, sustentada principalmente pela oferta de produtos biológicos. Este segmento, observa Mondini, movimentou R$ 1,41 bilhão, 8% a mais do que no ano passado. Entretanto, teve reduzida a participação no mercado total, de 9,5% para 9,1%. “Nematicidas ocupam hoje 45% do mercado de biológicos para o cereal na segunda safra”, salienta o executivo.

Ainda de acordo com Millôr Mondini, considerando as duas safras – verão e ‘safrinha -, o mercado brasileiro de defensivos para milho totalizou R$ 18,3 bilhões em 2026, com crescimento de 13%. A segunda safra, conclui o executivo, respondeu por 84% do montante.

O levantamento FarmTrak™ Milho Safrinha 2026 resultou de quase 2,3 mil entrevistas presenciais com produtores, gestores e tomadores de decisões, em toda a fronteira agrícola do cereal segunda safra. A amostra da Kynetec cobriu 17,4 milhões de hectares, equivalentes a 95% da área oficial da cultura, com margem de erro de 2,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Sobre a Kynetec

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A Kynetec é líder global em análises e insights de dados agrícolas, especializada em saúde animal, nutrição animal, proteção de cultivos, máquinas agrícolas, sementes-biotecnologia e fertilizantes. Possui equipes localizadas em 30 países e fornece dados provenientes de 80 países. No Brasil, a Kynetec Brasil adquiriu o controle das consultorias Spark Inteligência Estratégica e MQ Solutions. Mais Informaçãos, clique aqui

Fonte: Assessoria de imprensa Kynetec


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Sustentabilidade

Setor de fertilizantes alerta: pressão sobre custos e crédito pode reduzir investimento no campo – MAIS SOJA

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A AMA Brasil, o SINDIADUBOS, o SIARGS, o SIACESP e o SIACAN alertam para o agravamento das condições econômicas enfrentadas pelo produtor rural. Juros elevados, crédito mais restrito e caro, aumento da carga tributária, custos logísticos crescentes e instabilidades no mercado internacional estão comprimindo margens e reduzindo a capacidade de investimento no campo.

O cenário é especialmente sensível porque o Brasil depende de importações para mais de 90% dos fertilizantes que consome.O setor de fertilizantes mantém capacidade logística e operacional para abastecer a agricultura, e os volumes destinados à atual safra foram internalizados em níveis compatíveis com a demanda prevista.

O maior risco, neste momento, não está na falta física de produto, mas na capacidade do agricultor de comprar os insumos de que precisa._ As empresas do setor já trabalham com a possibilidade de redução de 10% a 20% nas entregas de fertilizantes, dependendo da cultura, da região e das condições financeiras, o que pode significar menor adubação, menor investimento em tecnologia e impactos sobre a produtividade das próximas safras.

As entidades defendem medidas urgentes para aliviar o custo de produção e preservar a capacidade de investimento do produtor, com foco em desoneração de fertilizantes e insumos, renegociação das dívidas rurais, ampliação do crédito, fortalecimento do seguro rural e revisão das distorções na política de fretes. *_A mensagem é clara: reduzir o custo do fertilizante é reduzir o custo da agricultura. Garantir condições para o produtor investir hoje é proteger a produtividade, a competitividade e a segurança alimentar do Brasil amanhã.

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Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Novo seguro rural pode ampliar proteção ao produtor de soja e milho – MAIS SOJA

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O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (3) o Projeto de Lei nº 2.951/2024, que aperfeiçoa as regras do seguro rural no Brasil. De autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), a proposta segue agora para sanção presidencial. O texto busca ampliar a proteção dos produtores diante dos riscos climáticos e dar maior previsibilidade à política de subvenção ao seguro rural.

A proposta altera dispositivos da Política Agrícola, do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e das regras do chamado Fundo Catástrofe, mecanismo destinado à cobertura suplementar dos riscos do seguro rural. Para produtores de soja e milho, culturas diretamente expostas a eventos climáticos, as mudanças podem representar avanços na gestão de risco e no acesso ao crédito.

Atualmente, segundo levantamento da Aprosoja/MS, apenas cerca de 21% da área plantada nacional conta com algum tipo de seguro rural, considerando Proagro, PSR e apólices privadas sem subvenção.

Mais previsibilidade para o seguro rural

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Entre os principais pontos do projeto está a retirada da previsão de encerramento da isenção tributária do Fundo Catástrofe, considerada uma das barreiras para a participação do setor privado. O texto também amplia as possibilidades de aporte da União ao fundo, mantendo o limite de R$ 4 bilhões, e estabelece a participação obrigatória de seguradoras e resseguradoras como condição para acesso ao PSR.

Outro ponto de impacto direto para o produtor é a previsão de prazos para pagamento das indenizações: até 30 dias após a entrega da documentação ou a realização da vistoria técnica, o que ocorrer por último. Quando a vistoria presencial for dispensada, o prazo previsto é de até 15 dias.

Na avaliação do analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Gimenes, a previsibilidade é um dos principais ganhos que o projeto pode proporcionar ao produtor.

“O seguro rural precisa funcionar como uma ferramenta efetiva de gestão de risco. Para o produtor, não basta existir uma apólice: é necessário que haja oferta, previsibilidade de recursos e segurança de que, diante de uma quebra de safra, a indenização chegará em tempo hábil para que ele consiga reorganizar seu fluxo financeiro e planejar a próxima safra”.

O projeto também proíbe o bloqueio ou contingenciamento dos recursos destinados à subvenção do PSR, que atualmente são classificados como despesas discricionárias e, portanto, estão sujeitos a cortes orçamentários.

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“Quando o orçamento destinado à subvenção não acompanha a demanda, o produtor fica sem uma ferramenta importante justamente quando mais precisa dela. Dar maior previsibilidade ao PSR é fundamental para que o planejamento do seguro faça parte da gestão da atividade rural, e não seja uma decisão condicionada à disponibilidade de recursos a cada ano”, explica Raphael.

Impacto para Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul está diretamente inserido nesse cenário por ser um dos principais produtores nacionais de soja e milho segunda safra. As duas culturas estão expostas a eventos como veranicos, estiagens prolongadas e alterações na janela de plantio, fatores que podem comprometer a produtividade e a rentabilidade da atividade.

De acordo com o estudo da Aprosoja/MS, entre os possíveis efeitos positivos para o produtor estão maior previsibilidade na subvenção, indenizações mais rápidas e maior capacidade do mercado segurador de manter a oferta de apólices mesmo após períodos de elevada sinistralidade. O projeto também prevê a possibilidade de o Conselho Monetário Nacional (CMN) vincular benefícios de crédito rural à contratação do seguro.

Zarc ganha importância

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Outro ponto previsto no projeto é a vinculação da cobertura do Fundo às áreas enquadradas no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A medida reforça a importância de seguir as recomendações de época de plantio e calendário agrícola de cada região para acesso à cobertura.

A regra tem importância especialmente para Mato Grosso do Sul, onde a definição da janela de plantio influencia diretamente o planejamento da soja e do milho segunda safra.

Projeto ainda depende de regulamentação

Com a aprovação do Senado, o PL 2.951/2024 segue para sanção presidencial. Mesmo após a sanção, parte das medidas dependerá de regulamentação para produzir efeitos práticos, incluindo regras operacionais relacionadas ao Fundo Catástrofe e aspectos vinculados às condições de crédito.

Fonte: Aprosoja/MS
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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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