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21 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Canola atinge 353 mil hectares no RS com estimativa de produtividade em 1.619 kg/ha – MAIS SOJA

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A canola se encontra majoritariamente em fase reprodutiva (floração, formação de síliquas e enchimento de grãos), com evolução diferenciada entre as regiões, estando mais adiantada no Noroeste do Estado, onde algumas lavouras foram colhidas.

O aumento da luminosidade e das temperaturas no período favoreceram o avanço do ciclo e, nas áreas mais adiantadas, a formação e o enchimento das síliquas. Porém, os períodos prolongados de nebulosidade, de elevada umidade e de precipitações frequentes limitaram o desenvolvimento em algumas áreas e tendem a reduzir o potencial produtivo. A ocorrência de granizo provocou danos em alguns cultivos.

O estado fitossanitário é, em geral, satisfatório, mas há registros de aumento da incidência de traça-das-crucíferas e ocorrência localizada de pulgões. É efetuado o monitoramento de doenças, como canela-preta e mofo-branco. Apesar do comprimento normal, as síliquas, em algumas lavouras, têm apresentado baixo número de grãos, condição que reduz o potencial produtivo.

A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Borja, dos 13.500 hectares cultivados 10% se encontram em enchimento de grãos, 80% em floração e 10% no final da fase de desenvolvimento vegetativo. O potencial está elevado nas lavouras com maior investimento em adubação de base, nitrogênio em cobertura e boro. Já nas áreas com menor investimento ou com problemas de estande, o potencial está mais limitado.

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Na de Frederico Westphalen, 1% da área está em desenvolvimento vegetativo, 28% em fase de florescimento, 65% em enchimento de grãos, e 6% em maturação. A ocorrência de granizo provocou danos significativos em vários locais.

Na de Ijuí, o desenvolvimento das plantas está adequado, mas com número de grãos por síliqua abaixo do esperado em razão da ocorrência de sementes não desenvolvidas. Cerca de 10% das áreas estão em maturação. As primeiras lavouras, semeadas no início de abril,
antes do período preferencial de implantação, foram colhidas. Esses cultivos representam menos de 1% da área cultivada e apresentaram produtividade inferior a 1.200 kg/ha.

Houve aumento de incidência de traça-das-crucíferas. Na de Passo Fundo, as áreas estão em floração (10%), em formação de vagens e enchimento de grãos (90%), com boa condição sanitária. Foram registrados episódios de granizo em alguns municípios, cujos efeitos ainda estão em avaliação.

Na de Pelotas, 70% das lavouras estão em florescimento, e 30% em enchimento de grãos. Apesar do bom estande, o desenvolvimento das plantas foi prejudicado pela sucessão de dias nublados, pela elevada umidade e por chuvas frequentes em agosto, o que deverá repercutir negativamente sobre a produtividade.

Na de Santa Maria, em Tupanciretã, principal município produtor da região, com 29 mil hectares de canola, 5% das lavouras estão no terço final da floração, 85% em formação e enchimento de grãos e 10% em maturação.

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Na de Santa Rosa, 4% estão em desenvolvimento vegetativo, 32% em floração, 59% em enchimento de grãos, 5% maduras, e 1% colhido. O período de tempo firme, associado ao aumento da radiação solar e das temperaturas, favoreceu o desenvolvimento das plantas. A condição fitossanitária está satisfatória, mas há incidência pontual de pulgões, sem registros expressivos de danos por mofo-branco ou geadas.

Na de Soledade, as condições de radiação solar e as temperaturas relativamente elevadas favoreceram o avanço do ciclo. A cultura está em fase de queda de pétalas e de formação de síliquas com bom desenvolvimento de grãos. Estão 60% em florescimento e formação de síliquas, e 40% em enchimento de grãos. A traça-das-crucíferas tem sido a principal praga, e as doenças canela-preta e mofo-branco seguem monitoradas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Ijuí, R$ 132,00; na de Santa Rosa, R$134,05.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Soja/MT: custo da safra 26/27 sobe 6,96% enquanto Conab prevê menor produtividade no estado – MAIS SOJA

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Segundo o projeto Custo de Produção Agropecuária em Mato Grosso (Senar-MT e Imea), o custo total da safra 26/27 de soja no estado em out/26, foi consolidado em R$ 8.210,31/ha, aumento de 6,96% frente a safra 25/26.

Esse movimento foi impulsionado, principalmente, pela alta no investimento com operações
mecanizadas, que cresceu 23,85% em relação à safra anterior, reflexo dos conflitos no Oriente Médio, somado à valorização de 10,10% nos preços dos defensivos agrícolas. Com isso, o custeio do ciclo fechou em R$ 4.324,87/sc, aumento de 3,43% (R$ 143,61/ha) no comparativo entressafras. A alta só não foi mais expressiva em razão da queda de 21,96% no preço das sementes, item que aliviou parte da pressão sobre o orçamento do produtor. Com isso, a alta no custo de produção e a perspectiva de menor produtividade em virtude dos riscos associados ao El Niño tendem a reduzir a receita bruta do produtor, que deve focar especialmente no valor de venda da produção.

Confira os principais destaques do boletim:
  • AVANÇO: com a melhora nas condições climáticas no estado, a semeadura recuperou o atraso inicial, fechando em 51,86% da área prevista para a temporada.
  • REDUÇÃO: com avanço da colheita da safra 26/27 da soja norte-americana, o preço da oleaginosa na CME fechou a semana com queda de 1,90%, encerrando na média de US$ 12,75/bu.
  • RETRAÇÃO: pressionado pela colheita dos EUA somado à moagem abaixo do esperado, o óleo de soja em MT recuou 1,16% frente à semana passada, fechando em média de R$ 6.268,22/t.
1ª estimativa da safra 26/27 de soja indica queda na produtividade frente à safra 25/26 (Conab).

Diante dos riscos climáticos associados ao El Niño, o rendimento da soja em MT foi revisado para baixo em relação à temporada 25/26. A produtividade projetada foi de 64,82 sc/ha (-2,02%), levando a uma produção total de 50,89 mi de t (-1,43%). Esse recuo ocorre apesar da elevação de 0,60% na área cultivada (o menor crescimento de toda a série histórica), que deve atingir 13,08 mi de ha.

Em contraste, o cenário nacional é de alta: a produção brasileira de soja para a safra 26/27 foi estimada em 181,62 mi de t (+0,67%), impulsionada pela expansão de 1,43% na área total do país, que deve somar 49,31 mi de ha. Já a demanda deve crescer 2,07% (185,51 mi de t), impulsionada pela perspectiva de maior esmagamento para o aumento do B16 e pela procura externa, especialmente pela China.

Com isso, a relação estoque/uso indica um balanço mais ajustado para a safra 26/27, exigindo atenção ao equilíbrio do mercado ao longo do ciclo.

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Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

Arroz/BR: semeadura atinge 33,2% da área, mas excesso de chuva desacelera trabalhos no Sul – MAIS SOJA

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Arroz/BR: 33,2% semeado. No RS, a semeadura ocorreu, mas em ritmo lento. As precipitações ao longo da semana, inclusive com episódios de chuvas intensas, levaram a um excesso de umidade em muitas áreas, o que dificultou as operações de plantio. Ainda assim, quase 40% da área prevista está semeada, com bom desenvolvimento inicial da cultura.

Em SC, pouco mais da área total prevista está semeada com a cultura. Porém, o avanço das operações tem sido diminuto por conta das chuvas e do excesso de umidade nos solos.
No MA, a semeadura do arroz irrigado está em fase final, com concentração no Norte e Centro. No PR, as precipitações recentes interromperam o plantio, uma vez que as áreas se encontram com excesso de umidade, limitando as atividades no campo.

Fonte: Conab



 

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Vigor das sementes: o atributo fisiológico que pode estar limitando a produtividade da sua lavoura – MAIS SOJA

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O número de plantas por área é um dos principais componentes de rendimento da soja. No entanto, além de definir a população adequada para a semeadura, é preciso utilizar sementes com boa qualidade fisiológica, genética, física e sanitária, que possibilitem um bom estabelecimento do estante de plantas. Nessas circunstâncias, um o vigor de sementes figura como um dos atributos fisiológicos mais importantes para a obtenção de altas produtividades de soja.

Ainda que que a germinação das sementes desempenhe um papel fundamental no estabelecimento da lavoura, estudos demonstram uma interação positiva entre vigor das sementes e produtividade da soja, destacando a importância desse atributo para a obtenção de boas produtividades. O vigor está relacionado a habilidade das sementes em germinarem sob condições não necessariamente adequadas. Sendo assim, o vigor das sementes afeta diretamente a capacidade de estabelecimento da lavoura.

Ao avaliar o desempenho produtivo de culturas de soja, em resposta ao uso de lotes de sementes com níveis crescentes de vigor, Bagateli et al. (2019) observaram que os lotes de sementes com alto nível de vigor formam comunidades de plantas com maior taxa de crescimento, resultando em uma melhor estrutura da lavoura ao final do ciclo da cultura.

De acordo com Bagateli et al. (2019), o desempenho produtivo das plantas de soja aumenta à medida que se eleva o vigor dos lotes de sementes, sendo que, para cada ponto percentual de aumento no nível de vigor de um lote de sementes de soja, a produtividade de grãos pode aumentar em 28,0 kg por hectare. No entanto, os autores destacam que o impacto do vigor das sementes sobre a produtividade da soja pode variar de acordo com a cultivar.

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Figura 1. A – Produtividade de plantas de soja cultivadas a partir de lotes de sementes de dois genótipos, com níveis crescentes de vigor, avaliados pelo teste de envelhecimento acelerado. Safra 2014/2015. B – Produtividade de plantas de soja cultivadas a partir de lotes de sementes do genótipo Syn 1158RR, com níveis crescentes de vigor, avaliados pelo teste de envelhecimento acelerado. Safra 2015/2016.
Adaptado: Bagateli et al. (2019)

Resultados similares reforçando a influência do vigor das sementes sobre a produtividade da soja também foram observados em ensaios realizados pela Cooperativa Central Gaúcha Ltda – CCGL. Conforme destacado por Corassa & Seidel (2019), a análise de 70 amostras de sementes cultivadas na safra 2018/2019, demonstrou que para cada percentual de vigor reduzido, deixaram de ser acrescidos cerca de 24 kg haˉ¹ sobre a produtividade final.

Ou seja, entre uma lavoura cultivada com sementes com 90% de vigor e outra com 70% de vigor poderão ser deixados de colher, apenas em virtude da qualidade das sementes, aproximadamente 480 kg haˉ¹ ou 8 sacos de soja por hectare (Corassa & Seidel, 2019).

Figura 2. Relação entre a produtividade de grãos na cultura da soja (kg haˉ¹) e o vigor de sementes (%) obtida a partir de 70 amostras cultivadas na safra 2018/2019. CCGL – Cooperativa Central Gaúcha Ltda, Cruz Alta, RS.
Fonte: Corassa & Seidel (2019)

Esses resultados demonstram a relação entre o vigor das sementes e a produtividade da soja, e reforçam a necessidade da utilização de sementes de alta qualidade para a obtenção de altos rendimentos de soja. Vale destacar que além de elevado vigor, sementes de alta qualidade devem apresentam bons atributos fisiológicos, sanitários físicos e genético.

 


Veja mais: O que os dados de lavouras de soja nos dizem sobre lucratividade?


Referências:

BAGATELI, J. R. et al. PRODUCTIVE PERFORMANCE OF SOYBEAN PLANTS ORIGINATED FROM SEED LOTS WITH INCREASING VIGOR LEVELS. Journal of Seed Science, 2019. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/jss/a/G9f467vnfW7cL4NzMsQPkZS/?format=pdf&lang=en&ilang=pt_BR >, acesso em: 20/10/2026.

CORASSA, G. M.; SEIDEL, G. VIGOR DE SEMENTES X PRODUTIVIDADE DE SOJA. Mais Soja, 2019. Disponível em: < https://maissoja.com.br/vigor-de-sementes-x-produtividade-de-soja/ >, acesso em: 20/10/2026.

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