Sustentabilidade
Mercado brasileiro de arroz encerra mês de agosto em equilíbrio delicado – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz encerrou o mês de agosto em uma configuração de consolidação com forte atrito entre oferta, demanda e custo, após uma recuperação expressiva das cotações.
“O patamar de R$ 80 pela saca de 50 quilos deixou de representar apenas recuperação de preços e passou a funcionar como referência econômica da cadeia, em um ambiente no qual a relação entre preço recebido e custo de produção finalmente se aproxima do equilíbrio”, destaca o consultor e analista de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
A sustentação atual, portanto, possui fundamento estrutural, mas enfrenta uma importante barreira de repasse ao consumidor. “Na origem, o principal vetor continua sendo a retenção na fonte”, ressalta. “O produtor, após longo período operando com margens comprimidas, mantém o arroz como proteção patrimonial diante do risco climático para a safra 2026/27”, acrescenta.
Para Oliveira, caso setembro mantenha elevada precipitação, o atraso da semeadura poderá transformar o risco climático em redução efetiva de oferta futura.
Na indústria, a conjuntura é diferente. “Os estoques foram recompostos e a urgência de originação diminuiu, limitando a capacidade de sustentar novas altas”, explica.
A queda de braço deslocou-se para o repasse: o varejo inicialmente resistiu, mas começou a buscar cobertura diante do risco de abastecimento futuro. “Essa mudança melhora a perspectiva de demanda, embora não elimine o risco de encharcamento de canal caso o consumidor rejeite reajustes adicionais”, relata o analista.
Assim, projeta o consultor, a indústria tende a operar com fluxo de cadência mais disciplinado, priorizando reposição de passagem e evitando formação excessiva de estoque.
Sustentabilidade
Algodão fecha em alta em NY com fraqueza do dólar, mas queda do petróleo limita ganhos – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos.
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 80,88 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,75 centavo, ou de 0,93%. Março/2027 fechou a 84,18 centavos, alta de 0,75 centavo, ou de 0,89%.
A fraqueza do dólar ante outras divisas, fator que beneficia as commodities cotadas na moeda norte-americana, puxou as cotações futuras do algodão no dia.
Por outro lado, a queda do petróleo limitou maiores ganhos para o mercado, pois reduz a competitividade da fibra natural em relação às sintéticas.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de algodão. Segundo o USDA, até 18 de outubro, 35% estavam entre boas e excelentes, 28% em situação regular e 37% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior (11 de outubro), eram 34%, 30% e 36%, respectivamente.
O Comitê Internacional do Algodão (Icac) projeta que a produção mundial da fibra totalizará 25,817 milhões toneladas na temporada 2026/2027, ante 26,942 milhões na safra 2025/26, conforme a estimativa de setembro divulgada pela entidade.
O consumo mundial de algodão deve totalizar 25,999 milhões de toneladas na safra 2026/2027. Para 2025/2026, foram 25,815 milhões de toneladas.
As exportações para 2026/2027 foram projetadas em 9,708 milhões de toneladas, ante 9,935 milhões da temporada 2025/2026.
Já os estoques finais para 2026/2027 foram previstos em 17,638 milhões de toneladas. Na temporada 2025/26, o número foi de 17,821 milhões de toneladas.
Fonte: Agência Safras
Autor:Fabio Rubenich – fabio@safras.com.br (Agência Safras)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Soja/MT: custo da safra 26/27 sobe 6,96% enquanto Conab prevê menor produtividade no estado – MAIS SOJA

Segundo o projeto Custo de Produção Agropecuária em Mato Grosso (Senar-MT e Imea), o custo total da safra 26/27 de soja no estado em out/26, foi consolidado em R$ 8.210,31/ha, aumento de 6,96% frente a safra 25/26.
Esse movimento foi impulsionado, principalmente, pela alta no investimento com operações
mecanizadas, que cresceu 23,85% em relação à safra anterior, reflexo dos conflitos no Oriente Médio, somado à valorização de 10,10% nos preços dos defensivos agrícolas. Com isso, o custeio do ciclo fechou em R$ 4.324,87/sc, aumento de 3,43% (R$ 143,61/ha) no comparativo entressafras. A alta só não foi mais expressiva em razão da queda de 21,96% no preço das sementes, item que aliviou parte da pressão sobre o orçamento do produtor. Com isso, a alta no custo de produção e a perspectiva de menor produtividade em virtude dos riscos associados ao El Niño tendem a reduzir a receita bruta do produtor, que deve focar especialmente no valor de venda da produção.
Confira os principais destaques do boletim:
- AVANÇO: com a melhora nas condições climáticas no estado, a semeadura recuperou o atraso inicial, fechando em 51,86% da área prevista para a temporada.
- REDUÇÃO: com avanço da colheita da safra 26/27 da soja norte-americana, o preço da oleaginosa na CME fechou a semana com queda de 1,90%, encerrando na média de US$ 12,75/bu.
- RETRAÇÃO: pressionado pela colheita dos EUA somado à moagem abaixo do esperado, o óleo de soja em MT recuou 1,16% frente à semana passada, fechando em média de R$ 6.268,22/t.
1ª estimativa da safra 26/27 de soja indica queda na produtividade frente à safra 25/26 (Conab).
Diante dos riscos climáticos associados ao El Niño, o rendimento da soja em MT foi revisado para baixo em relação à temporada 25/26. A produtividade projetada foi de 64,82 sc/ha (-2,02%), levando a uma produção total de 50,89 mi de t (-1,43%). Esse recuo ocorre apesar da elevação de 0,60% na área cultivada (o menor crescimento de toda a série histórica), que deve atingir 13,08 mi de ha.
Em contraste, o cenário nacional é de alta: a produção brasileira de soja para a safra 26/27 foi estimada em 181,62 mi de t (+0,67%), impulsionada pela expansão de 1,43% na área total do país, que deve somar 49,31 mi de ha. Já a demanda deve crescer 2,07% (185,51 mi de t), impulsionada pela perspectiva de maior esmagamento para o aumento do B16 e pela procura externa, especialmente pela China.
Com isso, a relação estoque/uso indica um balanço mais ajustado para a safra 26/27, exigindo atenção ao equilíbrio do mercado ao longo do ciclo.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Arroz/BR: semeadura atinge 33,2% da área, mas excesso de chuva desacelera trabalhos no Sul – MAIS SOJA

Arroz/BR: 33,2% semeado. No RS, a semeadura ocorreu, mas em ritmo lento. As precipitações ao longo da semana, inclusive com episódios de chuvas intensas, levaram a um excesso de umidade em muitas áreas, o que dificultou as operações de plantio. Ainda assim, quase 40% da área prevista está semeada, com bom desenvolvimento inicial da cultura.
Em SC, pouco mais da área total prevista está semeada com a cultura. Porém, o avanço das operações tem sido diminuto por conta das chuvas e do excesso de umidade nos solos.
No MA, a semeadura do arroz irrigado está em fase final, com concentração no Norte e Centro. No PR, as precipitações recentes interromperam o plantio, uma vez que as áreas se encontram com excesso de umidade, limitando as atividades no campo.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
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