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21 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Demanda sustenta soja e milho, mas volatilidade segue elevada, diz Hedgepoint

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A demanda continua dando suporte aos preços da soja e do milho, enquanto incertezas ligadas à produtividade nos Estados Unidos, ao clima no Brasil, aos conflitos geopolíticos e aos fluxos comerciais devem manter a volatilidade elevada no mercado, segundo relatório da Hedgepoint Global Markets divulgado nesta sexta-feira (4). A consultoria também cita como fatores de influência as relações entre Estados Unidos e China, os conflitos no Oriente Médio e no Mar Negro, o petróleo, o câmbio e a evolução do El Niño.

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint, Luiz Fernando G. Roque, o mercado entra no segundo semestre com fundamentos capazes de sustentar os preços, mas ainda cercado por riscos.

Para a soja, a consultoria projeta safra brasileira de 181,7 milhões de toneladas em 2026/27, em linha com a temporada anterior. A estimativa considera aumento de 0,9% na área plantada, abaixo do crescimento próximo de 3% estimado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Segundo a Hedgepoint, preços mais baixos, custos elevados e fertilizantes mais caros reduziram a rentabilidade do produtor e tendem a limitar uma expansão mais agressiva da área e dos investimentos em tecnologia e insumos.

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A projeção para a soja brasileira não considera eventual efeito negativo do El Niño. As previsões indicadas pela consultoria são favoráveis ao plantio em setembro e outubro, mas apontam possibilidade de menos chuvas no Centro-Norte e maior umidade no Sul a partir de novembro. Para as exportações brasileiras de soja, a estimativa é de 114 milhões de toneladas, cerca de 6 milhões acima do recorde anterior, de 108 milhões.

No milho, a produção brasileira de 2025/26 é estimada em 140,3 milhões de toneladas. O consumo doméstico para etanol deve crescer cerca de 5,5 milhões de toneladas e pode se aproximar de 29 milhões com o E32. As exportações brasileiras são projetadas em 41 milhões de toneladas, estáveis ante a temporada anterior.

No mercado internacional, a Hedgepoint destaca diferenças entre estimativas para as safras dos Estados Unidos e da Argentina. Para o milho argentino, o USDA projeta 63 milhões de toneladas, enquanto estimativas locais se aproximam de 70 milhões. As exportações do país podem avançar de 29 milhões para cerca de 45 milhões de toneladas, superando o volume brasileiro. Na União Europeia, a produção de milho recuou de aproximadamente 57 milhões para 50 milhões de toneladas após ondas de calor, elevando a necessidade de importação.

Segundo a Hedgepoint, o cenário de soja e milho combina demanda firme, incertezas climáticas e concorrência internacional mais acirrada. Para o Brasil, as projeções mantêm volumes elevados de produção e exportação, com atenção ao clima, ao consumo de milho para etanol e ao comportamento da oferta global.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sustentabilidade

Soja/MT: custo da safra 26/27 sobe 6,96% enquanto Conab prevê menor produtividade no estado – MAIS SOJA

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Segundo o projeto Custo de Produção Agropecuária em Mato Grosso (Senar-MT e Imea), o custo total da safra 26/27 de soja no estado em out/26, foi consolidado em R$ 8.210,31/ha, aumento de 6,96% frente a safra 25/26.

Esse movimento foi impulsionado, principalmente, pela alta no investimento com operações
mecanizadas, que cresceu 23,85% em relação à safra anterior, reflexo dos conflitos no Oriente Médio, somado à valorização de 10,10% nos preços dos defensivos agrícolas. Com isso, o custeio do ciclo fechou em R$ 4.324,87/sc, aumento de 3,43% (R$ 143,61/ha) no comparativo entressafras. A alta só não foi mais expressiva em razão da queda de 21,96% no preço das sementes, item que aliviou parte da pressão sobre o orçamento do produtor. Com isso, a alta no custo de produção e a perspectiva de menor produtividade em virtude dos riscos associados ao El Niño tendem a reduzir a receita bruta do produtor, que deve focar especialmente no valor de venda da produção.

Confira os principais destaques do boletim:
  • AVANÇO: com a melhora nas condições climáticas no estado, a semeadura recuperou o atraso inicial, fechando em 51,86% da área prevista para a temporada.
  • REDUÇÃO: com avanço da colheita da safra 26/27 da soja norte-americana, o preço da oleaginosa na CME fechou a semana com queda de 1,90%, encerrando na média de US$ 12,75/bu.
  • RETRAÇÃO: pressionado pela colheita dos EUA somado à moagem abaixo do esperado, o óleo de soja em MT recuou 1,16% frente à semana passada, fechando em média de R$ 6.268,22/t.
1ª estimativa da safra 26/27 de soja indica queda na produtividade frente à safra 25/26 (Conab).

Diante dos riscos climáticos associados ao El Niño, o rendimento da soja em MT foi revisado para baixo em relação à temporada 25/26. A produtividade projetada foi de 64,82 sc/ha (-2,02%), levando a uma produção total de 50,89 mi de t (-1,43%). Esse recuo ocorre apesar da elevação de 0,60% na área cultivada (o menor crescimento de toda a série histórica), que deve atingir 13,08 mi de ha.

Em contraste, o cenário nacional é de alta: a produção brasileira de soja para a safra 26/27 foi estimada em 181,62 mi de t (+0,67%), impulsionada pela expansão de 1,43% na área total do país, que deve somar 49,31 mi de ha. Já a demanda deve crescer 2,07% (185,51 mi de t), impulsionada pela perspectiva de maior esmagamento para o aumento do B16 e pela procura externa, especialmente pela China.

Com isso, a relação estoque/uso indica um balanço mais ajustado para a safra 26/27, exigindo atenção ao equilíbrio do mercado ao longo do ciclo.

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Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

Arroz/BR: semeadura atinge 33,2% da área, mas excesso de chuva desacelera trabalhos no Sul – MAIS SOJA

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Arroz/BR: 33,2% semeado. No RS, a semeadura ocorreu, mas em ritmo lento. As precipitações ao longo da semana, inclusive com episódios de chuvas intensas, levaram a um excesso de umidade em muitas áreas, o que dificultou as operações de plantio. Ainda assim, quase 40% da área prevista está semeada, com bom desenvolvimento inicial da cultura.

Em SC, pouco mais da área total prevista está semeada com a cultura. Porém, o avanço das operações tem sido diminuto por conta das chuvas e do excesso de umidade nos solos.
No MA, a semeadura do arroz irrigado está em fase final, com concentração no Norte e Centro. No PR, as precipitações recentes interromperam o plantio, uma vez que as áreas se encontram com excesso de umidade, limitando as atividades no campo.

Fonte: Conab



 

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Vigor das sementes: o atributo fisiológico que pode estar limitando a produtividade da sua lavoura – MAIS SOJA

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O número de plantas por área é um dos principais componentes de rendimento da soja. No entanto, além de definir a população adequada para a semeadura, é preciso utilizar sementes com boa qualidade fisiológica, genética, física e sanitária, que possibilitem um bom estabelecimento do estante de plantas. Nessas circunstâncias, um o vigor de sementes figura como um dos atributos fisiológicos mais importantes para a obtenção de altas produtividades de soja.

Ainda que que a germinação das sementes desempenhe um papel fundamental no estabelecimento da lavoura, estudos demonstram uma interação positiva entre vigor das sementes e produtividade da soja, destacando a importância desse atributo para a obtenção de boas produtividades. O vigor está relacionado a habilidade das sementes em germinarem sob condições não necessariamente adequadas. Sendo assim, o vigor das sementes afeta diretamente a capacidade de estabelecimento da lavoura.

Ao avaliar o desempenho produtivo de culturas de soja, em resposta ao uso de lotes de sementes com níveis crescentes de vigor, Bagateli et al. (2019) observaram que os lotes de sementes com alto nível de vigor formam comunidades de plantas com maior taxa de crescimento, resultando em uma melhor estrutura da lavoura ao final do ciclo da cultura.

De acordo com Bagateli et al. (2019), o desempenho produtivo das plantas de soja aumenta à medida que se eleva o vigor dos lotes de sementes, sendo que, para cada ponto percentual de aumento no nível de vigor de um lote de sementes de soja, a produtividade de grãos pode aumentar em 28,0 kg por hectare. No entanto, os autores destacam que o impacto do vigor das sementes sobre a produtividade da soja pode variar de acordo com a cultivar.

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Figura 1. A – Produtividade de plantas de soja cultivadas a partir de lotes de sementes de dois genótipos, com níveis crescentes de vigor, avaliados pelo teste de envelhecimento acelerado. Safra 2014/2015. B – Produtividade de plantas de soja cultivadas a partir de lotes de sementes do genótipo Syn 1158RR, com níveis crescentes de vigor, avaliados pelo teste de envelhecimento acelerado. Safra 2015/2016.
Adaptado: Bagateli et al. (2019)

Resultados similares reforçando a influência do vigor das sementes sobre a produtividade da soja também foram observados em ensaios realizados pela Cooperativa Central Gaúcha Ltda – CCGL. Conforme destacado por Corassa & Seidel (2019), a análise de 70 amostras de sementes cultivadas na safra 2018/2019, demonstrou que para cada percentual de vigor reduzido, deixaram de ser acrescidos cerca de 24 kg haˉ¹ sobre a produtividade final.

Ou seja, entre uma lavoura cultivada com sementes com 90% de vigor e outra com 70% de vigor poderão ser deixados de colher, apenas em virtude da qualidade das sementes, aproximadamente 480 kg haˉ¹ ou 8 sacos de soja por hectare (Corassa & Seidel, 2019).

Figura 2. Relação entre a produtividade de grãos na cultura da soja (kg haˉ¹) e o vigor de sementes (%) obtida a partir de 70 amostras cultivadas na safra 2018/2019. CCGL – Cooperativa Central Gaúcha Ltda, Cruz Alta, RS.
Fonte: Corassa & Seidel (2019)

Esses resultados demonstram a relação entre o vigor das sementes e a produtividade da soja, e reforçam a necessidade da utilização de sementes de alta qualidade para a obtenção de altos rendimentos de soja. Vale destacar que além de elevado vigor, sementes de alta qualidade devem apresentam bons atributos fisiológicos, sanitários físicos e genético.

 


Veja mais: O que os dados de lavouras de soja nos dizem sobre lucratividade?


Referências:

BAGATELI, J. R. et al. PRODUCTIVE PERFORMANCE OF SOYBEAN PLANTS ORIGINATED FROM SEED LOTS WITH INCREASING VIGOR LEVELS. Journal of Seed Science, 2019. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/jss/a/G9f467vnfW7cL4NzMsQPkZS/?format=pdf&lang=en&ilang=pt_BR >, acesso em: 20/10/2026.

CORASSA, G. M.; SEIDEL, G. VIGOR DE SEMENTES X PRODUTIVIDADE DE SOJA. Mais Soja, 2019. Disponível em: < https://maissoja.com.br/vigor-de-sementes-x-produtividade-de-soja/ >, acesso em: 20/10/2026.

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