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20 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Missão EUA 2026 da Aprosoja MT promove intercâmbio de conhecimento entre produtores

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Comitiva visitou a Universidade de Iowa e a Summit Agricultural Group, com debates sobre produção, tecnologia, logística e biocombustíveis

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) deu continuidade, nesta terça-feira (01.09), à Missão Estados Unidos 2026, com uma programação voltada à troca de experiências e ao conhecimento de diferentes modelos de produção. No segundo dia da missão, a comitiva visitou a Universidade de Iowa e a Summit Agricultural Group, grupo empresarial privado norte-americano com sede em Alden, no estado de Iowa, que atua nos setores de agronegócio, investimentos agrícolas e energia renovável.

Durante a manhã, os participantes conheceram a estrutura da Universidade de Iowa, uma das instituições de ensino e pesquisa do estado, e puderam esclarecer dúvidas sobre formação acadêmica, intercâmbio e oportunidades para estudantes brasileiros. A visita também permitiu aos produtores conhecer iniciativas desenvolvidas pela universidade e avaliar possibilidades de levar novas experiências e conhecimentos para suas propriedades em Mato Grosso.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, acompanhou a visita e destacou a importância do intercâmbio entre produtores, pesquisadores e instituições dos dois países. “Alguns participantes, têm interesse em proporcionar essa experiência aos seus filhos, para que possam conhecer a universidade, estudar aqui e, posteriormente, levar esse conhecimento de volta para o Brasil”, comenta o presidente da Aprosoja MT.

Durante o encontro, o professor e doutor Dirk Maier, do Departamento de Engenharia Agrícola e de Biossistemas, ressaltou a importância da aproximação entre produtores brasileiros e norte-americanos. Para ele, apesar das diferenças entre os sistemas produtivos e da concorrência por alguns mercados, os dois países possuem um papel estratégico no abastecimento mundial de alimentos e na produção de proteína animal.

“Obrigado pela oportunidade de compartilhar algumas ideias com o grupo da Aprosoja MT que está nos visitando. É sempre bom trocar informações para que possamos aprender uns com os outros em termos de colaboração que vai desde a produção no campo até a produção de carne, leite e ovos dos nossos animais”, agradeceu, em tradução livre.

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No período da tarde, a comitiva seguiu para a Summit Agricultural Group, onde conheceu a estrutura da empresa e seu modelo de atuação, principalmente investimentos em energia renovável. O grupo também está entre os principais investidores da FS, empresa que atua no Brasil na produção de biocombustíveis a partir de milho.

“Durante a tarde os produtores puderam conhecer um pouco mais da realidade dos produtores norte-americanos, entender a cultura, os custos de produção, as dificuldades e também as vantagens que eles enfrentam no dia a dia. Foi um importante intercâmbio de informações entre os dois países, permitindo que todos conhecessem diferentes realidades e pudessem trocar experiências”, salienta Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja MT.

A visita permitiu aos produtores mato-grossenses conhecer de perto uma empresa que possui atuação diretamente relacionada à cadeia produtiva do milho. O encontro também abriu espaço para discutir perspectivas para o setor de biocombustíveis, mercado do milho e oportunidades de integração entre produção agrícola e indústria. O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Luiz Otavio Tatim, destacou a importância do contato direto com os representantes da empresa e da troca de informações sobre os investimentos realizados no Brasil.

“Fomos muito bem recebidos pelo CEO da empresa, que conhece muito bem tanto a logística mato-grossense quanto a nossa capacidade de armazenagem. Ele também conhece muito bem a parte agrícola, especialmente quando falamos de milho. Então, tivemos a possibilidade e a oportunidade de dialogar com alguém que tem a intenção e que já está fazendo etanol de milho dentro do estado de Mato Grosso”, afirmou Tatim.

A programação do segundo dia da missão reforçou a importância da troca de experiências para compreender diferentes modelos de produção e identificar oportunidades que possam contribuir para o desenvolvimento do agronegócio mato-grossense. A Missão Estados Unidos 2026 segue até sexta-feira (04.09), com visitas a empresas de tecnologia, instituições e entidades representativas do agro norte-americano. A programação também inclui a participação na Farm Progress Show, uma das maiores feiras agrícolas do mundo, onde os produtores poderão conhecer novas tecnologias, máquinas, soluções e tendências para o setor.

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Agro Mato Grosso

Ventos derrubam 9 postes e deixam moradores sem energia em MT

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Fortes ventos derrubaram nove postes da rede elétrica e deixaram moradores sem energia na região de Cláudia, a 608 km de Cuiabá, na noite desse domingo (18). Segundo a Energisa, concessionária responsável pelo serviço, 24 unidades tiveram o fornecimento interrompido.

As estruturas ficam às margens de uma rodovia na região. Imagens registradas após a ocorrência mostram postes caídos e outros inclinados, além de cabos pendurados próximos ao chão. Os danos comprometeram a distribuição de energia para os moradores atendidos pelo trecho da rede.

Em nota, a Energisa informou que atua desde o início da manhã desta segunda-feira (19) para restabelecer o fornecimento. Segundo a concessionária, equipes técnicas foram enviadas ao local para fazer a manutenção da rede e substituir as estruturas danificadas.

Equipes técnicas foram enviadas ao local para fazer a manutenção da rede elétrica — Foto: Energisa

Equipes técnicas foram enviadas ao local para fazer a manutenção da rede elétrica — Foto: Energisa

A previsão é de que o serviço seja restabelecido ainda na tarde desta segunda-feira, conforme a empresa.

A concessionária orienta que situações de risco ou falta de energia sejam comunicadas pelos canais oficiais de atendimento, como o aplicativo Energisa On, WhatsApp (65) 99999-7974 ou telefone 0800 6464 196.

Fortes ventos derrubaram nove postes da rede elétrica e deixaram moradores sem energia na região de Cláudia, a 608 km de Cuiabá, na noite desse domingo (18). Segundo a Energisa, concessionária responsável pelo serviço, 24 unidades tiveram o fornecimento interrompido.

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As estruturas ficam às margens de uma rodovia na região. Imagens registradas após a ocorrência mostram postes caídos e outros inclinados, além de cabos pendurados próximos ao chão. Os danos comprometeram a distribuição de energia para os moradores atendidos pelo trecho da rede.

Em nota, a Energisa informou que atua desde o início da manhã desta segunda-feira (19) para restabelecer o fornecimento. Segundo a concessionária, equipes técnicas foram enviadas ao local para fazer a manutenção da rede e substituir as estruturas danificadas.

Equipes técnicas foram enviadas ao local para fazer a manutenção da rede elétrica — Foto: Energisa

Equipes técnicas foram enviadas ao local para fazer a manutenção da rede elétrica — Foto: Energisa

A previsão é de que o serviço seja restabelecido ainda na tarde desta segunda-feira, conforme a empresa.

A concessionária orienta que situações de risco ou falta de energia sejam comunicadas pelos canais oficiais de atendimento, como o aplicativo Energisa On, WhatsApp (65) 99999-7974 ou telefone 0800 6464 196.

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Agro Mato Grosso

MT enfrenta alerta logístico para entregar algodão aos compradores internacionais

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Mato Grosso, principal produtor de algodão do Brasil, entra em uma etapa decisiva da safra 2025/26 com um desafio que vai além da colheita: transformar a produção retirada das lavouras em fibra beneficiada, classificada e pronta para exportação dentro dos prazos negociados com compradores internacionais.

Com a colheita brasileira praticamente concluída, o ritmo de beneficiamento passou a preocupar o setor. A demora nessa etapa pode comprometer janelas de embarque, elevar despesas com transporte e armazenagem e abrir espaço para divergências contratuais entre produtores, tradings e clientes no exterior.

O problema está no intervalo entre a retirada do algodão do campo e sua disponibilidade comercial. Antes de seguir para os compradores, a fibra precisa passar pelo beneficiamento e pela classificação, procedimentos necessários para atender às especificações previstas nos contratos.

Beneficiamento é ponto de atenção para a safra de Mato Grosso

Dados divulgados em setembro ajudam a dimensionar o descompasso entre a colheita e o processamento industrial. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até 11 de setembro, 95,6% da área brasileira plantada com algodão já havia sido colhida. Um levantamento da Agroconsult indicava, por sua vez, que até 3 de setembro apenas 35% da pluma havia passado pelo beneficiamento.

Como os indicadores têm datas de referência diferentes, eles não representam uma comparação direta do mesmo dia. Ainda assim, mostram que uma parcela expressiva da produção precisava avançar nas etapas industriais antes de estar pronta para comercialização e embarque.

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Em Mato Grosso, onde se concentra a principal produção nacional, a situação exige coordenação entre propriedades rurais, algodoeiras, transportadoras e estruturas de exportação. O atraso em uma dessas etapas pode repercutir nas demais, principalmente quando os contratos estabelecem períodos específicos para o envio da mercadoria.

Estimativas de produção apresentam diferenças

As projeções para o volume final da safra 2025/26 também variam entre as entidades do setor. Em setembro, a Agroconsult estimou a produção em 4,41 milhões de toneladas de pluma, com possibilidade de variação entre 90 mil e 100 mil toneladas, conforme o rendimento observado no beneficiamento.

Em atualizações posteriores, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) projetou aproximadamente 4,14 milhões de toneladas, enquanto a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) trabalhou com cerca de 4,18 milhões de toneladas.

As diferenças reforçam a importância do processamento industrial para definir o volume efetivamente disponível. O resultado do beneficiamento influencia tanto a quantidade de fibra comercializável quanto o planejamento dos embarques e o cumprimento dos compromissos assumidos com os clientes.

Atrasos podem gerar custos adicionais nos contratos de exportação

O intervalo entre a colheita e a disponibilidade da pluma pode se transformar em uma questão contratual quando o produto não fica pronto dentro do prazo previsto para o embarque. A existência física do algodão na propriedade ou na unidade de processamento não significa que ele esteja classificado e disponível para envio ao exterior.

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Entre os possíveis pontos de conflito estão a necessidade de prorrogar a janela de embarque, as despesas extras de armazenagem, as diferenças de frete e os custos de sobre-estadia de contêineres ou navios.

Uma alternativa utilizada no comércio internacional é o chamado carry-over, que envolve a prorrogação da entrega para outro período, conforme as condições negociadas entre as partes. Essa extensão, porém, não é automática: depende do que foi estabelecido no contrato, inclusive sobre tolerâncias, prazos e distribuição dos custos adicionais.

As cláusulas de força maior também exigem atenção. Um atraso no beneficiamento ou uma dificuldade logística não se enquadra necessariamente nessa condição. A aplicação depende das circunstâncias concretas e das regras previstas no contrato.

Exportações recordes ampliam a pressão sobre a logística

O alerta ocorre após uma temporada de forte desempenho comercial. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Brasil exportou 3,37 milhões de toneladas de algodão, um crescimento de 19% em relação ao ano comercial anterior. Foi a primeira vez que o país superou 3 milhões de toneladas embarcadas em um único período comercial.

As vendas externas movimentaram US$ 5,3 bilhões, segundo a Abrapa, consolidando o Brasil como o maior exportador mundial da fibra.

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Para Mato Grosso, principal polo produtor do país, o desempenho internacional aumenta a importância de sincronizar a produção agrícola com a capacidade de beneficiamento, o transporte e a disponibilidade de espaço nos portos. Quanto maior o volume negociado, maior a necessidade de planejamento para evitar gargalos entre a lavoura e o destino final.

A Anea já projeta um novo recorde de exportações para a próxima temporada comercial. Em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão, realizada em 15 de setembro, a entidade destacou que o escoamento deverá ocorrer em um ambiente de compradores mais cautelosos e de maior concorrência nos mercados internacionais.

A diversificação das rotas de exportação também entrou nas discussões do setor. O porto de Salvador vem ganhando espaço como alternativa ao Porto de Santos, ampliando as opções para o embarque da produção brasileira.

Contratos da próxima safra entram no radar dos produtores

Enquanto a comercialização da safra 2025/26 avança, produtores e empresas começam a negociar os contratos da temporada 2026/27. As primeiras perspectivas da Conab indicam uma área nacional de aproximadamente 2,09 milhões de hectares destinada ao algodão, com produção estimada em cerca de 4,2 milhões de toneladas de pluma.

A manutenção de volumes elevados torna ainda mais importante alinhar os prazos contratuais à capacidade real de beneficiamento e transporte. Para os agentes da cadeia algodoeira de Mato Grosso, essa etapa de negociação é uma oportunidade para esclarecer quem responde por despesas adicionais e quais procedimentos devem ser adotados diante de atrasos.

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Cláusulas sobre janela de embarque, tolerância de prazo, comunicação de imprevistos e divisão de custos podem reduzir divergências quando a fibra não fica disponível no período originalmente previsto. A definição antecipada dessas condições também ajuda a dar previsibilidade às operações comerciais.

Desafio de Mato Grosso vai além de produzir algodão

O desempenho da cotonicultura mato-grossense está ligado não apenas à produtividade das lavouras, mas também à capacidade de processar e escoar a produção. O beneficiamento é uma etapa essencial para transformar o algodão colhido em pluma com especificações adequadas às exigências do mercado.

Com o Brasil em posição de destaque nas exportações mundiais, atrasos entre a colheita e a preparação da fibra podem repercutir nos custos e na relação com compradores internacionais. Para Mato Grosso, a integração entre produção, unidades de beneficiamento e logística será determinante para cumprir os contratos e sustentar a participação no comércio global.

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Agro Mato Grosso

Entressafra do algodão exige atenção sanitária enquanto soja avança em MT

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Com a colheita do algodão concluída nas propriedades de Mato Grosso, o setor produtivo concentra esforços nas medidas de proteção sanitária para o período de entressafra. Entre 4 e 10 de outubro, os agricultores intensificaram os trabalhos de manejo pós-colheita e preparação das áreas para o vazio sanitário, conforme relatório do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), ligado à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Enquanto as algodoeiras aceleram o processamento final da pluma, nas lavouras o foco está na eliminação dos restos culturais. As medidas incluem a retirada dos rolinhos remanescentes, a destruição completa das soqueiras e o controle de plantas voluntárias, etapas fundamentais para reduzir os riscos fitossanitários entre as safras.

Para conter a proliferação do bicudo-do-algodoeiro durante o período de interrupção do cultivo, as equipes também intensificaram a instalação de armadilhas e tubos mata-bicudo nas bordas dos talhões. As ações buscam eliminar possíveis focos da praga e preservar as condições sanitárias das áreas para os próximos ciclos produtivos.

 

Semeadura da soja alcança um terço da área prevista

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Paralelamente à conclusão dos trabalhos no algodão, o plantio da soja 2026/27 avançou em Mato Grosso. A semeadura alcançou 33,28% da área prevista, com avanço de 23 pontos percentuais em uma semana. Favorecido pela maior regularidade das chuvas, o ritmo está 12 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período da safra passada.

O avanço é puxado pelas regiões Médio-Norte e Oeste. No Noroeste, o plantio nas áreas destinadas à sucessão com o algodão de segunda safra está praticamente concluído. Ainda assim, a distribuição irregular das chuvas exige acompanhamento dos produtores em algumas localidades para garantir condições adequadas ao desenvolvimento das lavouras.

Com a colheita do algodão encerrada, o processamento da fibra na reta final e a semeadura da soja em ritmo acelerado, Mato Grosso avança na transição entre os ciclos agrícolas. O momento exige atenção tanto ao manejo fitossanitário das áreas de algodão quanto às condições de desenvolvimento da nova safra de grãos.

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