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21 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Pecuarista de MT aposta em produzir até 24 vezes mais na mesma área e preservar

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Produzir mais carne bovina na mesma área é uma das estratégias utilizadas pela pecuária para aumentar a produtividade sem deixar de lado a preservação ambiental. Para o pecuarista de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) Arlindo Vilela, que trabalha no setor há 32 anos, a intensificação da atividade é uma das principais ferramentas para tornar a produção mais sustentável.

“A média brasileira produz cinco arrobas por hectare. A gente tem condição, já tem tecnologia disponível para produzir 120. E de uma forma muito mais sustentável com o meio todo, no social, no resultado financeiro, no ambiental e também no bem-estar animal”, afirma.

Na prática, a intensificação permite ampliar a quantidade de carne produzida por hectare a partir do uso de tecnologia, manejo e melhoria da eficiência da propriedade, sem que o crescimento da produção dependa da abertura de novas áreas.

Na propriedade, o pecuarista afirma que, além do cumprimento da legislação ambiental, uma das prioridades é a conservação do solo, considerado por ele a base para manter a produção no longo prazo. “Hoje a gente está preocupado com a vida do solo. Isso, para mim, é a base, o solo é o alicerce. Preocupar com a vida do solo é muito importante”.

A visão defendida pelo pecuarista é de que preservação e produção não precisam ocupar lados opostos. Pelo contrário, o avanço tecnológico permite elevar a quantidade e a qualidade da carne produzida sem que o resultado financeiro seja colocado acima dos demais aspectos da atividade.

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“É produzir mais e melhor. E não é só produzir, não é só sair produzindo de uma forma pesada. Você está afetando o meio, você está afetando pessoas, você está afetando várias condições. Tem que dar resultado? Tem. Mas isso não pode ser acima de tudo”, ressalta o produtor.

“A tecnologia tem um papel fundamental para que o produtor consiga produzir mais e melhor dentro da mesma área. Quando aumentamos a produtividade por hectare, com manejo adequado, melhoria das pastagens, genética, nutrição e gestão, conseguimos tornar a atividade mais eficiente sem deixar de lado a sustentabilidade. Esse avanço permite conciliar produção, preservação ambiental e resultado econômico dentro da propriedade”, enfatiza o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

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Mãe e filhotes de onça-pintada são flagrados ‘abraçados’ no Pantanal de MT

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A onça-pintada Medrosa foi fotografada em um momento de carinho ao lado dos filhotes Selva e Kairo, na região de Porto Jofre, em Poconé, a 104 km de Cuiabá. A imagem foi feita pela fotógrafa Iara Tonidandel, em 2 de outubro, durante uma expedição pelo Pantanal de Mato Grosso e publicada no dia 10 deste mês.

Iara acompanhava a família de felinos desde o dia anterior e observou os animais por várias horas (assista abaixo). Os filhotes, já crescidos e ativos, subiam em árvores e brincavam à beira da água, enquanto a mãe permanecia atenta ao redor.

Onça-pintada e filhotes são vistos descansando no Pantanal de MT

“Esse cuidado mútuo foi um dos aspectos que mais me chamaram a atenção, embora eu já tenha observado comportamentos semelhantes entre filhotes em outras oportunidades”, contou.

A fotografia foi registrada à tarde, enquanto Iara participava de uma expedição coordenada pelo fotógrafo Válter Patrial, cujo trabalho acompanha há quase dez anos. O grupo era formado por nove pessoas: com oito fotógrafos e o piloteiro.

Segundo Iara, fotografar a vida selvagem de um barco é desafiador, pois não é possível controlar o comportamento dos animais nem as condições de luz, e a embarcação oscila constantemente. Naquele momento, havia mais de 15 barcos ao redor.

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A fotógrafa também contou que no momento do abraço não conseguiu registrar a interação em vídeo, pois precisou escolher entre filmar e fotografar. Ela optou pelas fotografias.

🐆 Comportamento entre mãe e filhotes

Segundo o biólogo Gustavo Gaspari, fêmeas de onça-pintada costumam ficar atentas à segurança dos filhotes. Ele explica que também é possível observar momentos de interação entre mães e crias.

“[As mães ficam] sempre atentas e protegendo de eventuais ameaças. Muitas vezes observamos mães e filhotes em comportamento mais social, como se estivessem estreitando os laços”, afirmou.

 

Essa convivência muda conforme os filhotes crescem. De acordo com Gustavo, quando eles passam a seguir seus próprios caminhos, a mãe os expulsa de seu território.

Segundo o biólogo, há registros de cinco ninhadas de Medrosa, das quais três foram bem-sucedidas. Em 2021, ela teve os filhotes Rio e Marcela. Em 2024, nasceu Pantaneiro e, em 2026, Selva e Kairo.

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Para Iara, fotografar a vida selvagem também é uma forma de aproximar o público dos animais e incentivar a conservação do Pantanal.

“Ao fotografar Medrosa abraçando seus filhotes, procurei revelar algo que, por vezes, esquecemos: respeitadas as diferenças e as particularidades de cada espécie, os animais também estabelecem vínculos profundos de afeto, proteção e cuidado”, conclui.

VIDEO:

 

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Ventos derrubam 9 postes e deixam moradores sem energia em MT

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Fortes ventos derrubaram nove postes da rede elétrica e deixaram moradores sem energia na região de Cláudia, a 608 km de Cuiabá, na noite desse domingo (18). Segundo a Energisa, concessionária responsável pelo serviço, 24 unidades tiveram o fornecimento interrompido.

As estruturas ficam às margens de uma rodovia na região. Imagens registradas após a ocorrência mostram postes caídos e outros inclinados, além de cabos pendurados próximos ao chão. Os danos comprometeram a distribuição de energia para os moradores atendidos pelo trecho da rede.

Em nota, a Energisa informou que atua desde o início da manhã desta segunda-feira (19) para restabelecer o fornecimento. Segundo a concessionária, equipes técnicas foram enviadas ao local para fazer a manutenção da rede e substituir as estruturas danificadas.

Equipes técnicas foram enviadas ao local para fazer a manutenção da rede elétrica — Foto: Energisa

Equipes técnicas foram enviadas ao local para fazer a manutenção da rede elétrica — Foto: Energisa

A previsão é de que o serviço seja restabelecido ainda na tarde desta segunda-feira, conforme a empresa.

A concessionária orienta que situações de risco ou falta de energia sejam comunicadas pelos canais oficiais de atendimento, como o aplicativo Energisa On, WhatsApp (65) 99999-7974 ou telefone 0800 6464 196.

Fortes ventos derrubaram nove postes da rede elétrica e deixaram moradores sem energia na região de Cláudia, a 608 km de Cuiabá, na noite desse domingo (18). Segundo a Energisa, concessionária responsável pelo serviço, 24 unidades tiveram o fornecimento interrompido.

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As estruturas ficam às margens de uma rodovia na região. Imagens registradas após a ocorrência mostram postes caídos e outros inclinados, além de cabos pendurados próximos ao chão. Os danos comprometeram a distribuição de energia para os moradores atendidos pelo trecho da rede.

Em nota, a Energisa informou que atua desde o início da manhã desta segunda-feira (19) para restabelecer o fornecimento. Segundo a concessionária, equipes técnicas foram enviadas ao local para fazer a manutenção da rede e substituir as estruturas danificadas.

Equipes técnicas foram enviadas ao local para fazer a manutenção da rede elétrica — Foto: Energisa

Equipes técnicas foram enviadas ao local para fazer a manutenção da rede elétrica — Foto: Energisa

A previsão é de que o serviço seja restabelecido ainda na tarde desta segunda-feira, conforme a empresa.

A concessionária orienta que situações de risco ou falta de energia sejam comunicadas pelos canais oficiais de atendimento, como o aplicativo Energisa On, WhatsApp (65) 99999-7974 ou telefone 0800 6464 196.

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Agro Mato Grosso

MT enfrenta alerta logístico para entregar algodão aos compradores internacionais

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Mato Grosso, principal produtor de algodão do Brasil, entra em uma etapa decisiva da safra 2025/26 com um desafio que vai além da colheita: transformar a produção retirada das lavouras em fibra beneficiada, classificada e pronta para exportação dentro dos prazos negociados com compradores internacionais.

Com a colheita brasileira praticamente concluída, o ritmo de beneficiamento passou a preocupar o setor. A demora nessa etapa pode comprometer janelas de embarque, elevar despesas com transporte e armazenagem e abrir espaço para divergências contratuais entre produtores, tradings e clientes no exterior.

O problema está no intervalo entre a retirada do algodão do campo e sua disponibilidade comercial. Antes de seguir para os compradores, a fibra precisa passar pelo beneficiamento e pela classificação, procedimentos necessários para atender às especificações previstas nos contratos.

Beneficiamento é ponto de atenção para a safra de Mato Grosso

Dados divulgados em setembro ajudam a dimensionar o descompasso entre a colheita e o processamento industrial. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até 11 de setembro, 95,6% da área brasileira plantada com algodão já havia sido colhida. Um levantamento da Agroconsult indicava, por sua vez, que até 3 de setembro apenas 35% da pluma havia passado pelo beneficiamento.

Como os indicadores têm datas de referência diferentes, eles não representam uma comparação direta do mesmo dia. Ainda assim, mostram que uma parcela expressiva da produção precisava avançar nas etapas industriais antes de estar pronta para comercialização e embarque.

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Em Mato Grosso, onde se concentra a principal produção nacional, a situação exige coordenação entre propriedades rurais, algodoeiras, transportadoras e estruturas de exportação. O atraso em uma dessas etapas pode repercutir nas demais, principalmente quando os contratos estabelecem períodos específicos para o envio da mercadoria.

Estimativas de produção apresentam diferenças

As projeções para o volume final da safra 2025/26 também variam entre as entidades do setor. Em setembro, a Agroconsult estimou a produção em 4,41 milhões de toneladas de pluma, com possibilidade de variação entre 90 mil e 100 mil toneladas, conforme o rendimento observado no beneficiamento.

Em atualizações posteriores, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) projetou aproximadamente 4,14 milhões de toneladas, enquanto a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) trabalhou com cerca de 4,18 milhões de toneladas.

As diferenças reforçam a importância do processamento industrial para definir o volume efetivamente disponível. O resultado do beneficiamento influencia tanto a quantidade de fibra comercializável quanto o planejamento dos embarques e o cumprimento dos compromissos assumidos com os clientes.

Atrasos podem gerar custos adicionais nos contratos de exportação

O intervalo entre a colheita e a disponibilidade da pluma pode se transformar em uma questão contratual quando o produto não fica pronto dentro do prazo previsto para o embarque. A existência física do algodão na propriedade ou na unidade de processamento não significa que ele esteja classificado e disponível para envio ao exterior.

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Entre os possíveis pontos de conflito estão a necessidade de prorrogar a janela de embarque, as despesas extras de armazenagem, as diferenças de frete e os custos de sobre-estadia de contêineres ou navios.

Uma alternativa utilizada no comércio internacional é o chamado carry-over, que envolve a prorrogação da entrega para outro período, conforme as condições negociadas entre as partes. Essa extensão, porém, não é automática: depende do que foi estabelecido no contrato, inclusive sobre tolerâncias, prazos e distribuição dos custos adicionais.

As cláusulas de força maior também exigem atenção. Um atraso no beneficiamento ou uma dificuldade logística não se enquadra necessariamente nessa condição. A aplicação depende das circunstâncias concretas e das regras previstas no contrato.

Exportações recordes ampliam a pressão sobre a logística

O alerta ocorre após uma temporada de forte desempenho comercial. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Brasil exportou 3,37 milhões de toneladas de algodão, um crescimento de 19% em relação ao ano comercial anterior. Foi a primeira vez que o país superou 3 milhões de toneladas embarcadas em um único período comercial.

As vendas externas movimentaram US$ 5,3 bilhões, segundo a Abrapa, consolidando o Brasil como o maior exportador mundial da fibra.

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Para Mato Grosso, principal polo produtor do país, o desempenho internacional aumenta a importância de sincronizar a produção agrícola com a capacidade de beneficiamento, o transporte e a disponibilidade de espaço nos portos. Quanto maior o volume negociado, maior a necessidade de planejamento para evitar gargalos entre a lavoura e o destino final.

A Anea já projeta um novo recorde de exportações para a próxima temporada comercial. Em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão, realizada em 15 de setembro, a entidade destacou que o escoamento deverá ocorrer em um ambiente de compradores mais cautelosos e de maior concorrência nos mercados internacionais.

A diversificação das rotas de exportação também entrou nas discussões do setor. O porto de Salvador vem ganhando espaço como alternativa ao Porto de Santos, ampliando as opções para o embarque da produção brasileira.

Contratos da próxima safra entram no radar dos produtores

Enquanto a comercialização da safra 2025/26 avança, produtores e empresas começam a negociar os contratos da temporada 2026/27. As primeiras perspectivas da Conab indicam uma área nacional de aproximadamente 2,09 milhões de hectares destinada ao algodão, com produção estimada em cerca de 4,2 milhões de toneladas de pluma.

A manutenção de volumes elevados torna ainda mais importante alinhar os prazos contratuais à capacidade real de beneficiamento e transporte. Para os agentes da cadeia algodoeira de Mato Grosso, essa etapa de negociação é uma oportunidade para esclarecer quem responde por despesas adicionais e quais procedimentos devem ser adotados diante de atrasos.

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Cláusulas sobre janela de embarque, tolerância de prazo, comunicação de imprevistos e divisão de custos podem reduzir divergências quando a fibra não fica disponível no período originalmente previsto. A definição antecipada dessas condições também ajuda a dar previsibilidade às operações comerciais.

Desafio de Mato Grosso vai além de produzir algodão

O desempenho da cotonicultura mato-grossense está ligado não apenas à produtividade das lavouras, mas também à capacidade de processar e escoar a produção. O beneficiamento é uma etapa essencial para transformar o algodão colhido em pluma com especificações adequadas às exigências do mercado.

Com o Brasil em posição de destaque nas exportações mundiais, atrasos entre a colheita e a preparação da fibra podem repercutir nos custos e na relação com compradores internacionais. Para Mato Grosso, a integração entre produção, unidades de beneficiamento e logística será determinante para cumprir os contratos e sustentar a participação no comércio global.

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