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21 de outubro de 2026

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Wilson Santos cobra voto aberto e defende reajuste salarial de 6,8% para servidores do TJ

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Deputado exigiu obediência à decisão judicial que anulou sessão secreta. Parlamentar argumenta que aumento sairá do próprio orçamento do Judiciário, sem afetar o Executivo

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) voltou a defender os servidores públicos e o respeito à autonomia dos poderes ao se posicionar, nesta quarta-feira (2), durante sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, sobre o reajuste salarial de 6,8% da categoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Ele pediu que os parlamentares cumpram a decisão do Judiciário, por meio do desembargador Márcio Vidal, que anulou a votação secreta realizada em dezembro de 2025 sobre o veto ao Projeto de Lei nº 1.398/2025 e determinou uma nova apreciação da matéria, desta vez com voto aberto e nominal.

A matéria, de autoria do próprio TJMT, foi aprovada por unanimidade pelos deputados estaduais em novembro do ano passado, mas acabou integralmente vetada pelo então governador Mauro Mendes no mês seguinte. Na apreciação do veto, os parlamentares decidiram pela sua manutenção por 12 votos a 10, em votação secreta. O procedimento havia sido questionado na Justiça pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat).

Wilson Santos reforçou que considera legítimo o reajuste e que sua posição permanece favorável ao projeto, por considerar que é uma recomposição salarial justa aos servidores, já que a proposta está relacionada à autonomia administrativa, financeira e orçamentária do próprio Tribunal de Justiça. Ele destacou que os recursos necessários para o reajuste são do orçamento do Judiciário e não representam transferência ou suplementação de recursos do Poder Executivo.

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“Eu quero fazer um apelo a toda a mesa diretora da Assembleia Legislativa, que nós tenhamos obediência à determinação recente do Tribunal de Justiça que já determinou a esta Casa de Leis, a nulidade daquela votação secreta e que nós façamos a apreciação daquele veto novamente em plenário, desta vez com o voto aberto. Detalhe: o dinheiro é do Tribunal de Justiça. Detalhe: estava previsto no orçamento do Judiciário”, posicionou o deputado no plenário.

Ao final do pronunciamento, Wilson Santos também defendeu que a decisão judicial seja respeitada para preservar a relação institucional entre os poderes. “Obedeçamos, cumpramos, respeitemos um outro poder para que amanhã uma decisão do poder legislativo não seja também desrespeitada e descumprida”, declarou.

O projeto prevê o reajuste de 6,8% como recomposição parcial das perdas inflacionárias acumuladas e beneficiará aproximadamente 3,5 mil servidores efetivos, com impacto estimado em R$ 42 milhões, conforme os dados apresentados durante a tramitação da proposta no ano passado. Agora, os deputados deverão se posicionar novamente, desta vez de forma aberta, sobre a manutenção ou rejeição do veto ao reajuste dos servidores do Tribunal de Justiça.

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PM prende homem e apreende drogas, dinheiro e simulacro de arma em Alto Garças

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Suspeito tentou quebrar o próprio celular durante a abordagem; na residência investigada como ponto de venda, polícia encontrou porções de crack, maconha e cocaína

A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu um homem, de 34 anos, por tráfico ilícito de drogas, no final da noite desta segunda-feira (19.10), no município de Alto Garças. Na ação, a PM apreendeu com o suspeito diversas porções de crack, maconha e cocaína e um simulacro de arma de fogo.

Em patrulhamento pela cidade, uma equipe do 1º Pelotão da Polícia Militar identificou uma movimentação suspeita em um suposto ponto de venda de drogas. Ao notar a aproximação das viaturas para a abordagem, os suspeitos fugiram do local e não foram localizados.

Os militares voltaram ao endereço e encontraram um homem, que tentou quebrar um celular com a chegada da PM. Na abordagem e revista pessoal a ele, foi localizada a quantia de R$ 300,00 em dinheiro.

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Já dentro da residência, a equipe realizou buscas e encontrou 12 porções de crack, três porções de maconha e uma porção de cocaína, além de um simulacro de arma de fogo do tipo pistola.

Diante do flagrante, a PM deu voz de prisão ao homem e o encaminhou para a delegacia da cidade para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.

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Câmeras do Vigia Mais MT auxiliam na prisão de foragido com mais de 14 anos de pena a cumprir em Cuiabá

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Sistema de leitura de placas (OCR) detectou motocicleta do suspeito em Várzea Grande; integração com o Ciosp e a Polícia Militar garantiu a captura no bairro Santa Isabel

O programa Vigia Mais MT, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), auxiliou na prisão de um foragido da Justiça, de 45 anos, com mais de 14 anos de pena a cumprir, nesta terça-feira (20.10), em Cuiabá.

A localização ocorreu após câmeras do sistema de leitura automática de placas (OCR) identificarem a motocicleta Honda Biz, conduzida pelo homem, passar por uma via em Várzea Grande.

Com base nas informações do veículo, o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) identificou um mandado de prisão vinculado ao proprietário da moto e repassou as informações aos policiais militares do 10º Batalhão, que localizaram e abordaram o condutor nas imediações do bairro Santa Isabel.

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Polícia Civil realiza recambiamento de ‘Angeliquinha’ para Cuiabá; Justiça decreta Regime Disciplinar Diferenciado

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A Polícia Civil de Mato Grosso realizou, nesta terça-feira (20.10), o recambiamento de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, de Mato Grosso do Sul para o sistema penitenciário mato-grossense.

A logística de retirada, escolta, transporte e entrega da custodiada será executada por uma equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol) e conta com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). Angeliquinha estava custodiada no Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá (MS), para onde foi encaminhada após ser recapturada na Bolívia. A entrada dela na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, foi autorizada pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

Ao chegar à unidade prisional em Cuiabá, a custodiada foi entregue à administração penitenciária, responsável pelo recebimento e pela continuidade da custódia.

Captura internacional

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Angeliquinha foi localizada e capturada em 22 de setembro, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em ação integrada da Polícia Civil de Mato Grosso com a Polícia Boliviana. Ela estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Após a captura pelas autoridades bolivianas, no dia 24 de setembro, ela foi entregue à Polícia Federal brasileira e encaminhada provisoriamente para a unidade prisional feminina de Corumbá, onde permaneceu aguardando o recambiamento para Mato Grosso.

Apontada pelas investigações como uma das lideranças de uma facção criminosa, com atuação no extremo norte de Mato Grosso, especialmente em Alta Floresta e região, Angeliquinha é investigada por envolvimento em atividades relacionadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à coordenação de ações criminosas.

A investigada possui condenações que ultrapassam 260 anos de reclusão e mandados de prisão expedidos em diferentes ações penais e investigações.

Regime Disciplinar Diferenciado

A 5ª Vara Criminal de Sinop determinou a inclusão de Angeliquinha no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), pelo prazo inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação mediante nova decisão judicial fundamentada.

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A medida foi determinada no âmbito de representação apresentada pela Polícia Civil, relacionada às investigações da Operação Showdown. Conforme a decisão judicial, os elementos reunidos apontam suspeitas de que a investigada teria continuado a exercer funções de liderança na organização criminosa mesmo durante o período em que permaneceu foragida no exterior. O regime prevê condições especiais de custódia e restrições previstas na legislação, considerando os fundamentos apresentados no processo e a necessidade de segurança do sistema penitenciário.

Operação Showdown

Em março de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para desarticular o núcleo familiar apontado como responsável por dar suporte às atividades criminosas ligadas à investigada e auxiliar na lavagem de dinheiro.

Na ocasião, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão e de busca e apreensão, sequestros de veículos e imóveis, bloqueios de contas bancárias e suspensões de pessoas jurídicas.

As investigações identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses, valores considerados incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Segundo a apuração, empresas e outros negócios teriam sido utilizados para dar aparência lícita a recursos provenientes das atividades criminosas.

A ação de recambiamento integra os procedimentos para o retorno da custodiada ao sistema penitenciário de Mato Grosso, onde ficará à disposição da Justiça.

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