Sustentabilidade
Novo seguro rural pode ampliar proteção ao produtor de soja e milho – MAIS SOJA

O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (3) o Projeto de Lei nº 2.951/2024, que aperfeiçoa as regras do seguro rural no Brasil. De autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), a proposta segue agora para sanção presidencial. O texto busca ampliar a proteção dos produtores diante dos riscos climáticos e dar maior previsibilidade à política de subvenção ao seguro rural.
A proposta altera dispositivos da Política Agrícola, do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e das regras do chamado Fundo Catástrofe, mecanismo destinado à cobertura suplementar dos riscos do seguro rural. Para produtores de soja e milho, culturas diretamente expostas a eventos climáticos, as mudanças podem representar avanços na gestão de risco e no acesso ao crédito.
Atualmente, segundo levantamento da Aprosoja/MS, apenas cerca de 21% da área plantada nacional conta com algum tipo de seguro rural, considerando Proagro, PSR e apólices privadas sem subvenção.
Mais previsibilidade para o seguro rural
Entre os principais pontos do projeto está a retirada da previsão de encerramento da isenção tributária do Fundo Catástrofe, considerada uma das barreiras para a participação do setor privado. O texto também amplia as possibilidades de aporte da União ao fundo, mantendo o limite de R$ 4 bilhões, e estabelece a participação obrigatória de seguradoras e resseguradoras como condição para acesso ao PSR.
Outro ponto de impacto direto para o produtor é a previsão de prazos para pagamento das indenizações: até 30 dias após a entrega da documentação ou a realização da vistoria técnica, o que ocorrer por último. Quando a vistoria presencial for dispensada, o prazo previsto é de até 15 dias.
Na avaliação do analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Gimenes, a previsibilidade é um dos principais ganhos que o projeto pode proporcionar ao produtor.
“O seguro rural precisa funcionar como uma ferramenta efetiva de gestão de risco. Para o produtor, não basta existir uma apólice: é necessário que haja oferta, previsibilidade de recursos e segurança de que, diante de uma quebra de safra, a indenização chegará em tempo hábil para que ele consiga reorganizar seu fluxo financeiro e planejar a próxima safra”.
O projeto também proíbe o bloqueio ou contingenciamento dos recursos destinados à subvenção do PSR, que atualmente são classificados como despesas discricionárias e, portanto, estão sujeitos a cortes orçamentários.
“Quando o orçamento destinado à subvenção não acompanha a demanda, o produtor fica sem uma ferramenta importante justamente quando mais precisa dela. Dar maior previsibilidade ao PSR é fundamental para que o planejamento do seguro faça parte da gestão da atividade rural, e não seja uma decisão condicionada à disponibilidade de recursos a cada ano”, explica Raphael.
Impacto para Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul está diretamente inserido nesse cenário por ser um dos principais produtores nacionais de soja e milho segunda safra. As duas culturas estão expostas a eventos como veranicos, estiagens prolongadas e alterações na janela de plantio, fatores que podem comprometer a produtividade e a rentabilidade da atividade.
De acordo com o estudo da Aprosoja/MS, entre os possíveis efeitos positivos para o produtor estão maior previsibilidade na subvenção, indenizações mais rápidas e maior capacidade do mercado segurador de manter a oferta de apólices mesmo após períodos de elevada sinistralidade. O projeto também prevê a possibilidade de o Conselho Monetário Nacional (CMN) vincular benefícios de crédito rural à contratação do seguro.
Zarc ganha importância
Outro ponto previsto no projeto é a vinculação da cobertura do Fundo às áreas enquadradas no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A medida reforça a importância de seguir as recomendações de época de plantio e calendário agrícola de cada região para acesso à cobertura.
A regra tem importância especialmente para Mato Grosso do Sul, onde a definição da janela de plantio influencia diretamente o planejamento da soja e do milho segunda safra.
Projeto ainda depende de regulamentação
Com a aprovação do Senado, o PL 2.951/2024 segue para sanção presidencial. Mesmo após a sanção, parte das medidas dependerá de regulamentação para produzir efeitos práticos, incluindo regras operacionais relacionadas ao Fundo Catástrofe e aspectos vinculados às condições de crédito.
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Safra recorde de soja no Brasil pressiona preços em Chicago; veja as cotações na abertura do mercado

A expectativa de uma safra recorde de soja no Brasil em 2026/27 e o avanço do plantio no país estão entre os fatores que pressionam as cotações da oleaginosa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira (21). Os contratos futuros operam em queda, ampliando as perdas da sessão anterior, segundo análise da consultoria Safras & Mercado.
Além da perspectiva de maior oferta brasileira, o clima favorável à colheita nos Estados Unidos contribui para a desvalorização dos contratos. O avanço dos trabalhos no campo aumenta a disponibilidade do grão e estimula as vendas por parte dos fundos especulativos.
Por outro lado, a valorização do petróleo e a retomada das compras de soja norte-americana pela China ajudam a limitar quedas mais expressivas.
Por volta das 8h desta quarta-feira, os contratos com vencimento em novembro eram negociados a US$ 12,44 1/4 por bushel, recuo de 4 centavos de dólar, equivalente a 0,32%, em relação ao fechamento anterior.
Colheita nos Estados Unidos amplia pressão sobre os preços
A soja encerrou a terça-feira (20) em baixa na Bolsa de Chicago, com as cotações atingindo os menores níveis em dois meses.
O movimento foi influenciado pelo avanço da colheita norte-americana e pela previsão de continuidade das condições climáticas favoráveis aos trabalhos no campo.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de soja alcançou 64% da área cultivada até 18 de outubro, ante 46% na semana anterior.
O percentual ficou ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, de 65%, e das expectativas do mercado.
Na sessão de terça-feira, os contratos com entrega em novembro fecharam cotados a US$ 12,48 1/4 por bushel, queda de 0,41%. Já a posição janeiro encerrou a US$ 12,63 1/2 por bushel, também com recuo de 0,41%.
China amplia compras de soja brasileira em 2026
Apesar da pressão sobre as cotações internacionais, a demanda chinesa continua sendo um fator de sustentação para o mercado.
Dados da Administração Geral de Alfândegas da China, divulgados pela Reuters, mostram que o país asiático importou 65,84 milhões de toneladas de soja brasileira entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em setembro, entretanto, as compras chinesas do Brasil somaram 10,7 milhões de toneladas, queda de 2,4% na comparação com as 10,96 milhões de toneladas registradas no mesmo mês de 2025.
No total, a China importou 11,88 milhões de toneladas de soja em setembro, redução de 7,7% na comparação anual.
Compras chinesas de soja dos EUA voltam a crescer
A retomada das aquisições de soja norte-americana pela China também está no radar dos investidores.
Em setembro, o país asiático importou 360.878 toneladas da oleaginosa dos Estados Unidos, ante volume zero no mesmo período de 2025. O movimento reflete a chegada de cargas adquiridas após o acordo comercial firmado entre Pequim e Washington em outubro do ano passado.
Além disso, exportadores privados norte-americanos comunicaram ao USDA a venda de 612 mil toneladas de soja à China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.
Apesar da retomada recente, as importações chinesas de soja dos Estados Unidos acumulam queda de 34% entre janeiro e setembro, totalizando 11,06 milhões de toneladas.
Segundo a Agência Safras, os sinais de recuperação da demanda chinesa ainda não são suficientes para compensar a pressão provocada pelo avanço da colheita norte-americana e pela perspectiva de maior oferta global.
Sustentabilidade
Tratamento industrial alcança 36,3% das vendas de sementes de soja em pesquisa e destaca importância das tecnologias de revestimento – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
Segurança e precisão no tratamento de sementes começam antes da semeadura. Nesse contexto, o Tratamento de Sementes Industrial (TSI) ganha importância por concentrar a aplicação de insumos em estruturas especializadas, com equipamentos e parâmetros capazes de aumentar o controle sobre dosagem, mistura e distribuição dos produtos.
Um estudo da Embrapa Soja, realizado com 61 empresas produtoras de sementes de soja de 12 estados brasileiros, mostra a dimensão que o tratamento industrial já alcançou no setor.
Na safra 2022/2023, 36,3% do volume comercializado de sementes pelas empresas participantes era tratado via TSI. Entre as vantagens apontadas estão o menor risco de exposição aos produtos utilizados, a maior precisão nas doses aplicadas e a melhor qualidade e homogeneidade do recobrimento das sementes.
Resultados práticos de qualidade e homogeneidade
A pesquisa também cita uma avaliação de 150 amostras de sementes, na qual aquelas submetidas ao TSI apresentaram tendência a melhores resultados de qualidade e homogeneidade em comparação às tratadas na propriedade (on farm), especialmente, em aspectos como recobrimento e assertividade de dose.
Nesse contexto, a industrialização também reduz a necessidade de manipulação dos produtos na propriedade e promove maior padronização entre os lotes. Isso não elimina a necessidade de boas práticas, do uso de equipamentos de proteção e do cumprimento das recomendações técnicas, mas acrescenta controle a uma etapa crítica da produção.
“O avanço do TSI acompanha a necessidade do aumento do controle e da padronização da aplicação dos produtos. Quanto maior o controle sobre a aplicação, menor a variabilidade do processo e maior a consistência do tratamento”, afirma Milton Ribeiro, COO da Laborsan Agro.
Aspectos complementares à aplicação
Depois do tratamento, as sementes ainda passam por movimentação, armazenamento, transporte e semeadura. Por isso, junto com a precisão da aplicação, características como cobertura, aderência, secagem e resistência à abrasão também influenciam a manutenção da qualidade do recobrimento.
A Laborsan Agro atua nessa etapa com tecnologias voltadas ao revestimento de sementes. A empresa desenvolve soluções para Film Coating, com polímeros e pós secantes que auxiliam na aderência dos produtos aplicados, na secagem e na fluidez das sementes.
“Não basta aplicar os insumos de forma precisa. É importante que o tratamento mantenha sua qualidade durante as etapas seguintes, até a chegada da semente ao plantio. Por isso, aderência e resistência do recobrimento também fazem parte de um TSI eficiente”, explica Milton Ribeiro, COO da Laborsan Agro.
Para a companhia, a evolução do TSI exige que segurança operacional, precisão da aplicação e qualidade do recobrimento sejam consideradas em conjunto. A combinação de processos controlados com tecnologias voltadas à manutenção do recobrimento contribui para reduzir variações ao longo do tratamento.
Sobre a Laborsan Agro
A Laborsan Agro é uma empresa brasileira com quase 30 anos de experiência, especializada no desenvolvimento e comercialização de tecnologias para o setor de insumos do agronegócio. Seu portfólio inclui polímeros e pós secantes para revestimento de sementes por meio da tecnologia Film Coating e conta com outras soluções destinadas aos processos de tratamento e beneficiamento de sementes.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Algodão fecha em alta em NY com fraqueza do dólar, mas queda do petróleo limita ganhos – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos.
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 80,88 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,75 centavo, ou de 0,93%. Março/2027 fechou a 84,18 centavos, alta de 0,75 centavo, ou de 0,89%.
A fraqueza do dólar ante outras divisas, fator que beneficia as commodities cotadas na moeda norte-americana, puxou as cotações futuras do algodão no dia.
Por outro lado, a queda do petróleo limitou maiores ganhos para o mercado, pois reduz a competitividade da fibra natural em relação às sintéticas.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de algodão. Segundo o USDA, até 18 de outubro, 35% estavam entre boas e excelentes, 28% em situação regular e 37% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior (11 de outubro), eram 34%, 30% e 36%, respectivamente.
O Comitê Internacional do Algodão (Icac) projeta que a produção mundial da fibra totalizará 25,817 milhões toneladas na temporada 2026/2027, ante 26,942 milhões na safra 2025/26, conforme a estimativa de setembro divulgada pela entidade.
O consumo mundial de algodão deve totalizar 25,999 milhões de toneladas na safra 2026/2027. Para 2025/2026, foram 25,815 milhões de toneladas.
As exportações para 2026/2027 foram projetadas em 9,708 milhões de toneladas, ante 9,935 milhões da temporada 2025/2026.
Já os estoques finais para 2026/2027 foram previstos em 17,638 milhões de toneladas. Na temporada 2025/26, o número foi de 17,821 milhões de toneladas.
Fonte: Agência Safras
Autor:Fabio Rubenich – fabio@safras.com.br (Agência Safras)
Site: Agência Safras
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