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Preços apresentam positividade, mas negócios desaceleram para a soja; confira as cotações

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentos expressivos na comercialização, com poucas alterações nas cotações do físico. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que os preços seguem nos melhores níveis do ano, embora a sexta-feira tenha sido marcada por ritmo lento de negócios.
Ao longo da semana, houve reporte de negociações, com os portos permanecendo bastante aquecidos. Os prêmios seguem firmes e estabilizados, enquanto Chicago trabalha em níveis fortes.
“Fechamos a sexta-feira com o mercado bem lento, poucos players ofertando lotes e cotações praticamente estabilizadas”, resume Silveira.
Preços de soja
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 155,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 156,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 150,50
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 143,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 144,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 161,50
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 163,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta sexta-feira, reduzindo os ganhos semanais. A sessão foi marcada por um movimento de realização de lucros, com os agentes posicionando suas carteiras frente ao final de semana prolongado. Segunda-feira, feriado pelo Dia do Trabalho nos Estados Unidos, não haverá sessão.
Mas o resultado semanal ainda foi positivo, reflexo do cenário fundamental. Pelo lado da demanda, as compras por parte da China no mercado americano seguem consistentes. Já em relação à oferta, há preocupação com o clima seco e de temperaturas elevadas no Meio Oeste, que poderia comprometer o potencial produtivo das lavouras. A posição novembro, a mais negociada, teve valorização de 1,7%.
Exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura norte-americano uma operação envolvendo 250.600 toneladas de soja recebidas no período coberto pelo relatório para destinos não revelados na temporada comercial 2026/27.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 6,50 centavos de dólar ou 0,49%, a US$ 13,09 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,25 por bushel, com retração de 6,50 centavos de dólar ou 0,48%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,40 ou 0,11% a US$ 355,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,27 centavos de dólar, com perda de 0,77 centavo ou 1,09%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,49%, sendo negociado a R$ 5,1286 para venda e a R$ 5,1266 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1011 e a máxima de R$ 5,1421. Na semana, a desvalorização ficou em 1,3%.
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Colheita do trigo no Paraná avança para 82%, com perdas de qualidade

A colheita do trigo no Paraná alcançava 82% da área na terça-feira (20), ante 75% na semana anterior, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado. O avanço da retirada do cereal ocorre na fase final da safra, em um cenário de atrasos, perdas de qualidade e redução do potencial produtivo em parte das áreas.
De acordo com o Deral, 45% das lavouras de trigo estão em boas condições, 42% em condição média e 13% em situação ruim. Nas áreas ainda por colher, 30% estão em frutificação e 70% em maturação. O departamento informou que as condições climáticas têm afetado a colheita e, em algumas áreas, a qualidade do produto ficou abaixo das exigências do mercado, com redução da rentabilidade. Segundo o órgão, há situações em que a produção não deverá cobrir os custos da safra.
No milho de verão 2026/27, o plantio atingiu 86% da área prevista no Estado, ante 84% na semana passada. As lavouras já implantadas apresentam, de modo geral, boa germinação, mas o excesso de água, a baixa luminosidade e os ventos fortes têm retardado o desenvolvimento inicial e comprometido o potencial produtivo em áreas pontuais.
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O Deral apontou que 81% das lavouras de milho estão em boas condições, 18% em condição média e 1% em condição ruim. Do total, 5% estão em germinação e 95% em desenvolvimento vegetativo. O departamento alertou que a continuidade das chuvas poderá comprometer o andamento da safra e reduzir a janela disponível para a implantação das culturas de segunda safra.
Na soja 2026/27, o plantio avançou para 47% da área prevista, ante 39% há sete dias. O Deral informou que o ritmo segue lento em grande parte do Paraná por causa do excesso de chuvas, do encharcamento do solo e da dificuldade de entrada de máquinas nas áreas.
Segundo o Deral, as lavouras de soja estão 93% em boas condições e 7% em condição média, nas fases de germinação (22%) e desenvolvimento vegetativo (78%). O departamento informou ainda que o encharcamento das áreas e o acúmulo de água nas curvas de nível têm provocado perdas localizadas, além de assoreamento e erosão em alguns pontos.
Fonte: Estadão Conteúdo
Business
demanda fraca da indústria limita preços, apesar da retomada das exportações

Os preços do arroz em casca seguem praticamente estáveis no Rio Grande do Sul, mesmo com a retomada das compras destinadas à exportação. Segundo análise divulgada nesta quarta-feira (21) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a demanda enfraquecida da indústria brasileira tem limitado a valorização do cereal.
De acordo com os pesquisadores, as aquisições voltadas ao mercado externo deram sustentação principalmente aos lotes de arroz com menor rendimento de beneficiamento. Entretanto, as negociações apresentam comportamentos distintos entre as regiões produtoras e os padrões de qualidade do grão.
No mercado interno, as indústrias demonstram pouco interesse em ampliar as compras diante da baixa saída do arroz beneficiado. Em alguns casos, compradores relatam queda nos preços do fardo, o que reduz as margens para reajustes na matéria-prima.
Outro fator que limita as negociações é o nível de abastecimento das empresas. Parte das indústrias ainda conta com estoques adquiridos nas semanas anteriores e, mesmo diante de necessidades pontuais de reposição, evita elevar as ofertas.
Segundo o Cepea, os compradores preferem aguardar uma definição mais clara do comportamento do mercado antes de ampliar as aquisições.
Plantio da nova safra influencia negociações
Do lado da oferta, parte dos produtores de arroz está concentrada na implantação da nova safra, o que também influencia o ritmo de comercialização.
De acordo com o Cepea, as vendas têm ocorrido principalmente para cobrir despesas correntes das propriedades e os custos relacionados ao plantio.
Já os produtores com maior disponibilidade financeira demonstram resistência em negociar nos atuais patamares de preços, optando por manter o produto armazenado.
Com isso, o mercado gaúcho segue marcado pela baixa movimentação da demanda doméstica, enquanto as compras para exportação oferecem sustentação a determinados lotes, sem provocar uma valorização generalizada das cotações.
Agro Mato Grosso
Fungicida para soja promete ganhos de até 12 sacas por hectare e mira ferrugem asiática

O controle da ferrugem asiática e de outras doenças da soja ganha uma nova opção com a chegada ao mercado do Cortina Gold, fungicida lançado pela Sipcam Nichino Brasil. A empresa apresenta o produto como uma mistura pronta de protioconazole e clorotalonil, desenvolvida para proteger a lavoura contra diferentes doenças que podem comprometer o rendimento da cultura.
Nos ensaios de rede citados pela companhia, foram registrados ganhos de produtividade de até 12 sacas por hectare em comparação com áreas sem aplicação de fungicida. Os resultados variam conforme as condições avaliadas e não representam uma garantia de desempenho para todas as lavouras.
A tecnologia foi submetida a avaliações de consultorias agrícolas em diferentes regiões produtoras, incluindo áreas do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso e do Oeste da Bahia. Entre os aspectos analisados estão o controle de doenças foliares e a resposta das plantas em condições de pressão de patógenos.
Ferrugem asiática e manchas foliares exigem atenção
O pesquisador Carlos Eduardo Valente, engenheiro agrônomo e coordenador de fitopatologia da consultoria Multcrop, relatou resultados positivos nos ensaios acompanhados pela equipe. Segundo ele, a comparação com tratamentos sem fungicida mostrou ganhos de até 12 sacas por hectare.
Já o fitopatologista Carlos Forcelini, da Agro Techno Research, avaliou o desempenho da solução diante de doenças como ferrugem asiática, manchas foliares e oídio. De acordo com o pesquisador, o produto apresentou resposta favorável em condições de elevada pressão de doenças e superou alguns padrões comerciais incluídos nas avaliações.
O controle depende de fatores como a doença presente, o nível de infestação, as condições meteorológicas e o momento da aplicação. Por isso, os resultados experimentais precisam ser considerados dentro das condições em que os testes foram conduzidos.
El Niño pode influenciar o calendário de aplicações
As condições climáticas previstas para a safra também entram na discussão sobre o manejo fitossanitário. Forcelini alerta que períodos favoráveis ao desenvolvimento de doenças podem antecipar o aparecimento de sintomas e aumentar a pressão sobre as lavouras.
Na avaliação do pesquisador, anos associados ao El Niño podem exigir atenção antecipada ao manejo, especialmente quando há umidade e condições favoráveis à evolução de doenças. A recomendação é acompanhar o desenvolvimento da cultura e as condições da região para definir o momento adequado das aplicações.
O cenário não é igual em todas as áreas produtoras. Enquanto regiões do Sul podem enfrentar períodos de chuva mais intensa, áreas do Cerrado também precisam monitorar doenças como a mancha-alvo, que pode sobreviver em restos culturais e afetar a nova safra.
Produto combina ação sistêmica e de contato
De acordo com Eric Ono, gerente de portfólio de produtos e cultivos extensivos da Sipcam Nichino, o Cortina Gold reúne ação sistêmica e de contato, com os ingredientes ativos protioconazole e clorotalonil. A empresa afirma que a combinação foi avaliada em ensaios de rede e apresentou controle de doenças em patamar semelhante ao de misturas triplas utilizadas como referência nos testes.
A companhia também destaca a formulação como um diferencial para uso em condições climáticas do Cerrado e afirma ter observado baixo nível de fitotoxicidade nas avaliações realizadas. Essas características são informações divulgadas pela fabricante e devem ser consideradas conforme os resultados experimentais e as condições de uso previstas para o produto.
Segundo a empresa, a tecnologia pode integrar o manejo durante fases como a floração e a formação das vagens, períodos importantes para a proteção do potencial produtivo. A escolha do tratamento, porém, deve levar em conta o diagnóstico das doenças, o histórico da área e as orientações técnicas aplicáveis.
Manejo integrado continua sendo decisivo
A entrada de novas ferramentas amplia as alternativas disponíveis ao produtor, mas o controle de doenças da soja exige planejamento ao longo de toda a safra. O monitoramento da lavoura, a identificação correta dos sintomas e o acompanhamento das condições meteorológicas ajudam a orientar decisões sobre o manejo.
O uso de fungicidas também deve seguir o registro e as instruções de bula, com atenção às doses, aos intervalos e às medidas de segurança. A definição do programa de aplicações precisa considerar a recomendação de um profissional habilitado e as estratégias de manejo da resistência para preservar a eficácia das tecnologias disponíveis.
Para produtores de Mato Grosso, onde a soja ocupa posição central na atividade agrícola, o acompanhamento de doenças como ferrugem asiática e mancha-alvo é parte importante da gestão da safra. O desempenho de qualquer produto depende, entre outros fatores, da pressão de doenças, do ambiente e da condução do manejo em cada propriedade.
Empresa atua no mercado de proteção de cultivos
A Sipcam Nichino Brasil foi criada em 1979 e reúne a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, e a japonesa Nihon Nohyaku, conhecida como Nichino. As empresas atuam no desenvolvimento e na comercialização de soluções para proteção de cultivos.
O lançamento do Cortina Gold amplia o portfólio da companhia para o manejo de doenças da soja. Os resultados divulgados nos ensaios apontam potencial de controle e produtividade, mas a resposta em campo deve ser avaliada conforme as condições específicas de cada lavoura.
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