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21 de outubro de 2026

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Peso, potência e tecnologia: como buscar eficiência no maquinário

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A eficiência no campo depende não apenas da tecnologia disponível, mas também da escolha e do uso correto do maquinário agrícola. Peso, potência, tipo de equipamento e regulagem precisam estar de acordo com a realidade de cada propriedade para evitar custos desnecessários e melhorar o desempenho das operações.

Com uma grande variedade de marcas, potências, implementos e recursos tecnológicos disponíveis, a escolha nem sempre deve seguir o equipamento mais moderno ou mais potente. O dimensionamento inadequado pode elevar custos e comprometer o desempenho das operações.

O tamanho da propriedade, o tipo de solo, a inclinação da área e os implementos utilizados estão entre os fatores que precisam ser considerados antes da definição do maquinário. A combinação correta entre trator e equipamento também influencia o consumo, a durabilidade e a capacidade de realizar o trabalho dentro do tempo necessário.

É o que destaca o especialista em mecanização agrícola e colheita Douglas Rocha. Segundo ele, antes de definir os equipamentos, o produtor precisa entender a própria realidade. “Eu preciso saber o tamanho do agricultor, do produtor. Ele entender o tamanho dele, ele entender o que produz, ele entender a área dele, o tipo de solo, a inclinação, o que ele vai precisar em termos de equipamentos”.

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Dimensionamento evita custos desnecessários

Investir em um equipamento acima ou abaixo da necessidade da propriedade pode trazer prejuízos. A tentativa de economizar na aquisição de um trator, por exemplo, pode resultar em incompatibilidade com implementos mais pesados.

“Você tem que ser preciso naquilo que você vai investir”, orienta Rocha durante entrevista ao Estúdio Rural. Ele cita situações em que o produtor escolhe um trator que não é compatível com o implemento utilizado, comprometendo força, tempo de trabalho, consumo e até a durabilidade da transmissão.

A atenção também deve chegar aos pneus. O tipo utilizado precisa estar adequado à potência, ao peso e às características do trabalho realizado. O especialista diferencia, por exemplo, pneus diagonais e radiais e alerta para o cuidado com o uso de água como lastro.

“Você tem que conhecer o trator, conhecer o implemento que está acoplado no trator”, ressalta.

A distribuição de peso também muda conforme a forma como o implemento é conectado ao trator. Equipamentos acoplados ao terceiro ponto ou à barra de tração alteram essa configuração, exigindo regulagens específicas para cada operação.

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especialista em mecanização agrícola e colheita Douglas Rocha. Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Manutenção também interfere no desempenho

A eficiência, conforme ele, não depende apenas da escolha inicial do maquinário. A conservação dos equipamentos é uma etapa básica para manter o desempenho e evitar problemas durante as operações.

Rocha compara o funcionamento de uma máquina aos cuidados necessários para manter o corpo humano em boas condições. Assim como uma pessoa precisa de ar, alimentação e temperatura adequados, o equipamento também depende de combustível de boa procedência, lubrificação, arrefecimento e manutenção.

“Primeira coisa que eu falo, cuide bem da máquina, lave à máquina, veja se tem vazamento, veja como está o nível do óleo, veja como estão os filtros tanto de ar de combustível”, orienta.

Outro cuidado é evitar que o trator trabalhe constantemente no limite de sua capacidade. De acordo com o especialista, o equipamento deve operar dentro de uma faixa adequada de utilização, permitindo que tenha margem para momentos em que seja necessário exigir um pouco mais de força.

A conservação também vale para os implementos que ficam períodos sem utilização. Rocha destaca a importância de proteger e preservar esses equipamentos para evitar deterioração durante o tempo em que permanecem parados.

Tecnologia amplia capacidade no campo

A evolução tecnológica transformou o maquinário agrícola e aumentou a quantidade de informações disponíveis para o produtor. Tratores passaram a contar com sistemas eletrônicos capazes de acompanhar diferentes parâmetros da operação e transmitir dados sobre o trabalho realizado.

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O especialista cita, na entrevista ao programa do Canal Rural Mato Grosso, máquinas que medem a patinagem e velocidade e enviam informações por satélite. Esses dados podem ser acompanhados pelo produtor e incluem informações como consumo, velocidade e rastreabilidade.

A automação também avança. Ele destaca a existência de tratores autônomos e equipamentos capazes de realizar operações com menor necessidade de intervenção direta do operador. Na pulverização, há máquinas que fazem a leitura do campo e direcionam a aplicação para áreas onde há presença de plantas daninhas.

“Hoje você tem toda uma programação, uma evolução. Antigamente eu tinha os motores mecânicos. Hoje nossos motores são todos eletrônicos”, frisa.

A transformação também chega às fontes de energia, como motores agrícolas movidos a etanol com alto rendimento que estão em testes, além de soluções com biometano, mostrando como a evolução tecnológica amplia as possibilidades para o setor.

Produtor precisa acompanhar evolução

Com máquinas cada vez mais sofisticadas, a qualificação de quem trabalha com os equipamentos ganha importância. Na avaliação de Rocha, a atividade agrícola deixou de exigir apenas conhecimento operacional e passou a demandar maior domínio sobre tecnologia.

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“Você quer ir para a roça? Você tem que estudar. Entendeu? Porque senão você não vai para a roça. A roça mudou, as tecnologias chegaram”, pontua.

O especialista observa ainda que filhos de agricultores estão buscando formação em áreas como Agronomia e Tecnologia para atuar nas propriedades. Para ele, a evolução do maquinário também representa uma mudança na mão de obra exigida pelo campo.

Ao lembrar a mecanização da colheita de cana, Rocha afirma que a chegada das máquinas não necessariamente eliminou postos de trabalho, mas alterou as funções exercidas. Com a automação e a robótica, a tendência é de que novas habilidades sejam cada vez mais necessárias.

Apesar dos avanços, ele reforça que a tecnologia não substitui os fundamentos da operação. O produtor precisa primeiro dominar os procedimentos básicos para depois avançar para soluções mais sofisticadas.

Informação ajuda a melhorar a rentabilidade

A escolha do maquinário faz parte de uma série de decisões que o agricultor precisa tomar constantemente. Além dos equipamentos, ele precisa lidar com custos de produção, insumos, combustível, produtividade e condições de mercado. Por isso, a recomendação é buscar informação antes de tomar decisões sobre investimentos e utilização das máquinas.

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O especialista cita a possibilidade de recorrer a consultorias, entidades de classe, sindicatos, cooperativas e instituições de assistência ao produtor.

A avaliação é que o caminho para melhorar a rentabilidade passa por fazer corretamente o básico antes de buscar soluções mais complexas. “Faça o arroz com feijão, faça direitinho”, resume, ao defender que o produtor conheça suas necessidades e utilize os recursos disponíveis de forma precisa.

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Safra de café 2027/28 começa bem, mas calor intenso e El Niño preocupam produtores

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O início da safra brasileira de café 2027/28 apresenta condições favoráveis, com floradas dentro do esperado e bom pegamento dos frutos na maior parte das regiões produtoras. No entanto, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o calor intenso e a possibilidade de atuação do El Niño nos próximos meses preocupam os cafeicultores.

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De acordo com pesquisadores do Cepea, apesar dos resultados positivos até o momento, o ciclo ainda está em fase inicial. A principal preocupação é que as temperaturas elevadas comprometam o desenvolvimento dos frutos, provocando abortamento e possíveis perdas na produção.

No Cerrado Mineiro, colaboradores consultados pelo Centro relatam que as pancadas de chuva têm sido seguidas por períodos de sol forte e calor intenso. Diante dessas condições, a avaliação é de que o resultado efetivo do pegamento dos frutos só poderá ser confirmado por volta de dezembro.

Na região da Paulista, produtores também demonstram preocupação com a possibilidade de que o calor intenso, associado à atuação do El Niño, provoque abortamento dos frutos nas próximas semanas.

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Chuvas ajudam a sustentar desenvolvimento da safra

Apesar dos riscos climáticos, as chuvas registradas nas principais regiões produtoras de café têm contribuído para a sustentação dos frutos nos pés.

Segundo o Cepea, a disponibilidade de umidade até o momento favorece o desenvolvimento inicial da safra 2027/28, mantendo as perspectivas positivas para a produção.

Entretanto, os pesquisadores ressaltam que as condições climáticas dos próximos meses serão determinantes para confirmar o potencial produtivo da temporada, especialmente diante do risco de períodos prolongados de calor intenso.

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Exportações de carne bovina de MT caem 29,69% em um ano com retração da China

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Mato Grosso exportou 69,60 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) de carne bovina em setembro de 2026, queda de 29,69% em relação ao mesmo mês do ano passado. O recuo ocorreu em meio à forte redução das compras chinesas, após o esgotamento da cota de exportação destinada ao país asiático, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Na comparação mensal, o volume embarcado também diminuiu. Em relação a agosto, as exportações recuaram 3,74%, refletindo as dificuldades para manter o ritmo das vendas diante das restrições no principal mercado da carne bovina mato-grossense.

A mudança no fluxo comercial aparece na participação da China. Em setembro de 2025, o país asiático respondeu por 61,08% das exportações estaduais. Um ano depois, essa fatia caiu para 6,65%, alterando a distribuição dos embarques entre os compradores internacionais.

Com a redução das compras chinesas, os Estados Unidos passaram a ocupar a primeira posição entre os destinos da carne bovina de Mato Grosso. O país importou 11,84 mil TEC em setembro, avanço de 10,53% em relação a agosto. O resultado foi favorecido pela ampliação temporária da cota sujeita a tarifas reduzidas.

O Chile ficou em segundo lugar, com 9,37 mil TEC, volume 5,44% superior ao registrado no mês anterior. Conforme o Imea, apesar do avanço desses mercados, a expansão das vendas para outros destinos não foi suficiente para compensar a retração dos embarques à China.

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China perde espaço e altera o perfil das exportações

Em setembro, as compras chinesas de carne bovina mato-grossense somaram 4,63 mil TEC. O volume foi 42,41% menor que o de agosto e 92,34% inferior ao registrado em setembro de 2025, evidenciando a dimensão da redução dos negócios com o principal destino histórico do produto.

O esgotamento da cota de exportação ajuda a explicar esse movimento e a perda de participação do mercado chinês. A mudança também expõe a influência das condições de acesso aos mercados internacionais sobre o desempenho das vendas externas do estado.

Sem considerar a China, as exportações mato-grossenses cresceram 1,10% em setembro, na comparação com agosto. Em relação ao mesmo período de 2025, a alta chegou a 68,65%, indicando que outros compradores ampliaram sua presença na pauta exportadora.

Esse avanço, porém, destaca o Instituto, não eliminou o efeito da retração chinesa sobre o resultado total. Mesmo com a expansão dos embarques para outros países, Mato Grosso encerrou setembro com volumes inferiores aos observados tanto no mês anterior quanto um ano antes.

Pecuaristas enfrentam dificuldades para comercializar animais

A redução das exportações ocorre em um cenário de dificuldades adicionais para a pecuária mato-grossense. Além do esgotamento da cota de exportação para a China, os embarques de carne bovina para a União Europeia estão interrompidos desde 3 de setembro, restringindo as alternativas de comercialização no mercado externo.

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Ao mesmo tempo, os frigoríficos de Mato Grosso operam com escalas de abate mais alongadas, enquanto aumenta a diferença entre os preços pagos pelo boi gordo no estado e em São Paulo. Esse conjunto de fatores amplia a pressão sobre os pecuaristas que buscam compradores para os animais.

Diante desse cenário, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) anunciou nesta semana que irá solicitar ao governo estadual a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais com bovinos. Como destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, a entidade pretende ampliar as possibilidades de venda para produtores que enfrentam dificuldades para comercializar o gado dentro do estado.

A proposta busca facilitar a saída de animais para outros mercados estaduais em um momento de restrições nas exportações de carne bovina, escalas de abate alongadas e diferenças crescentes de preços entre Mato Grosso e São Paulo. A redução do imposto é apresentada pela Acrimat como uma medida para ampliar as alternativas comerciais disponíveis aos pecuaristas mato-grossenses. “Entendemos que esta medida dará mais fôlego e liquidez nas vendas de animais nas regiões produtoras prejudicadas”, afirma o presidente Luís Fernando Conte.


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Colheita do trigo no Paraná avança para 82%, com perdas de qualidade

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A colheita do trigo no Paraná alcançava 82% da área na terça-feira (20), ante 75% na semana anterior, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado. O avanço da retirada do cereal ocorre na fase final da safra, em um cenário de atrasos, perdas de qualidade e redução do potencial produtivo em parte das áreas.

De acordo com o Deral, 45% das lavouras de trigo estão em boas condições, 42% em condição média e 13% em situação ruim. Nas áreas ainda por colher, 30% estão em frutificação e 70% em maturação. O departamento informou que as condições climáticas têm afetado a colheita e, em algumas áreas, a qualidade do produto ficou abaixo das exigências do mercado, com redução da rentabilidade. Segundo o órgão, há situações em que a produção não deverá cobrir os custos da safra.

No milho de verão 2026/27, o plantio atingiu 86% da área prevista no Estado, ante 84% na semana passada. As lavouras já implantadas apresentam, de modo geral, boa germinação, mas o excesso de água, a baixa luminosidade e os ventos fortes têm retardado o desenvolvimento inicial e comprometido o potencial produtivo em áreas pontuais.

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O Deral apontou que 81% das lavouras de milho estão em boas condições, 18% em condição média e 1% em condição ruim. Do total, 5% estão em germinação e 95% em desenvolvimento vegetativo. O departamento alertou que a continuidade das chuvas poderá comprometer o andamento da safra e reduzir a janela disponível para a implantação das culturas de segunda safra.

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Na soja 2026/27, o plantio avançou para 47% da área prevista, ante 39% há sete dias. O Deral informou que o ritmo segue lento em grande parte do Paraná por causa do excesso de chuvas, do encharcamento do solo e da dificuldade de entrada de máquinas nas áreas.

Segundo o Deral, as lavouras de soja estão 93% em boas condições e 7% em condição média, nas fases de germinação (22%) e desenvolvimento vegetativo (78%). O departamento informou ainda que o encharcamento das áreas e o acúmulo de água nas curvas de nível têm provocado perdas localizadas, além de assoreamento e erosão em alguns pontos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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