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Vilmondes Tomain é reeleito e comandará Famato até 2030

O produtor rural Vilmondes Tomain vai permanecer à frente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) por mais quatro anos. Ele foi reeleito nesta sexta-feira (4), em Cuiabá, para o mandato de 2027 a 2030, em uma eleição com chapa única.
A composição “União que Fortalece – Gestão que Avança” recebeu os votos dos 82 sindicatos rurais que participaram do pleito. Atualmente, o Sistema Famato reúne 96 sindicatos, com representação em 142 municípios mato-grossenses.
A recondução ocorre em um cenário de unidade dentro do sistema sindical rural e mantém a direção iniciada em janeiro de 2023. Para Tomain, a continuidade aumenta a responsabilidade da entidade na defesa dos produtores.
“Vamos continuar modernizando o Sistema Famato e continuar fazendo dele referência nacional, ampliando a transparência e buscando resultados concretos para os produtores e para as famílias rurais de Mato Grosso”, afirma.
Novo mandato terá desafios para o setor
Entre as prioridades para os próximos quatro anos estão temas que continuam pressionando a atividade agropecuária, como regularização fundiária e ambiental, licenciamento, acesso ao crédito e renegociação das dívidas rurais.
A entidade também pretende atuar sobre a qualidade da energia elétrica, infraestrutura logística, defesa sanitária e abertura de novos mercados. Outra frente será a definição de regras tecnicamente fundamentadas para as áreas úmidas.
O Fethab II também permanece na agenda. A Famato defende o encerramento do fundo dentro do prazo previsto, sem prorrogação ou recriação, além de maior previsibilidade tributária e segurança jurídica para os produtores.
Durante o primeiro mandato, a entidade também ampliou a atuação junto aos poderes públicos e conseguiu, em articulação com a Acrimat e com base em estudos do Imea, reduzir em 30% os percentuais do Fethab incidentes sobre o abate de fêmeas bovinas e bubalinas.
A aproximação com os sindicatos e a interiorização das ações também devem continuar. Por meio do Senar-MT, a estratégia inclui a implantação de cerca de 20 Núcleos Avançados de Capacitação em diferentes regiões do estado.
“O novo mandato será de continuidade, mas também de novos desafios. Queremos uma Famato cada vez mais presente, tecnicamente preparada para defender o produtor rural”, destaca Tomain.
Diretoria eleita para o quadriênio 2027–2030
Diretoria executiva
- Presidente: Vilmondes Sebastião Tomain
- 1º vice-presidente: Amarildo Merotti
- 2º vice-presidente: Antônio Isaac Fraga Lira
- Diretor Administrativo e Financeiro: Robson Marques
- Vice-diretor Administrativo-Financeiro: Wildon Cardoso de Souza
- Diretor de Relações Institucionais: Ronaldo Vinha
- Vice-diretor de Relações Institucionais: Antonio Cesar Brolio
Suplentes da diretoria
- Alberto Torremocha
- Dirceu Luiz Dezem
- Sandro Manosso
- Carlinhos Rodrigues
- Ledequias Fernandes de Assis
Conselho Fiscal — titulares
- Euclides Maciel da Cruz
- José Lino Geraldo Martins Rodrigues
- Maria das Dores de Souza
Conselho Fiscal — suplentes
- Vanderlei Garcia
- Ademilson Pereira de Queiroz
- Etso Rosolin
Vice-presidentes regionais
- Região I: Marcelo Fontanelle
- Região II: Nelson Yoyti Obuti
- Região III: Luiz Gustavo Bernacchi
- Região IV: Lino Costa
- Região V: Diogo Damiani
- Região VI: Rodrigo Cassol
- Região VII: Bruno Fernandes de Faria
- Região VIII: Celso Domingos Nogueira
- Região IX: Marcos Roberto Bravin
- Região X: Deniz Krampe
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Mel de Capanema recebe Indicação Geográfica e amplia visibilidade da apicultura no Paraná

O mel de Capanema, no Sudoeste do Paraná, conquistou nesta terça-feira (20) o registro de Indicação Geográfica (IG) concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O reconhecimento foi na modalidade Denominação de Origem (DO), vinculada a características do produto associadas a fatores naturais e humanos da região. Com isso, o Paraná chegou a 29 IGs e manteve a liderança nacional nesse tipo de certificação.
A apicultura em Capanema tem mais de 50 anos de atividade e base na agricultura familiar. O pedido de reconhecimento foi apresentado pela Associação de Apicultores de Capanema e Região (Apic). Segundo as informações divulgadas, a diferenciação do produto está ligada à interação das abelhas com a flora nativa da Mata Atlântica preservada no Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Argentina.
Atualmente, os produtores vinculados à associação mantêm cerca de 5 mil colmeias e produzem 60 toneladas de mel por ano. A produção abastece o mercado regional, a rede de serviços do entorno do Parque Nacional do Iguaçu e também é comercializada para estados como São Paulo e Rio Grande do Sul.
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O reconhecimento também é associado ao turismo regional. O diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, afirmou que a Indicação Geográfica fortalece o pertencimento regional e amplia a visibilidade de produtos típicos. Em Capanema, a associação já organiza visitas guiadas a apiários, com acompanhamento técnico e apresentação do processo de extração e tratamento do mel.
O presidente da Apic, Cleiton Lagemann, disse que a atividade já integra a rota turística do município e que a expectativa é de ampliação dessa frente com o novo selo. A proprietária do Apiário Manchini, Salete Manchini, afirmou que a atividade pode contribuir para a renda de famílias e produtores.
Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), o Paraná foi o segundo maior produtor de mel do país em 2025, com 10,7 mil toneladas, alta de 7,1%. Em valor da produção, o estado ficou em primeiro lugar, com R$ 217,7 milhões, avanço de 17,1% e participação de 17,9% no total nacional.
Com o novo registro, o mel de Capanema passa a integrar o grupo de produtos paranaenses com selo de Indicação Geográfica. O estado soma agora 29 reconhecimentos e quatro méis certificados, reforçando a presença da apicultura entre as cadeias com diferenciação de origem no Paraná.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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Safra de café 2027/28 começa bem, mas calor intenso e El Niño preocupam produtores

O início da safra brasileira de café 2027/28 apresenta condições favoráveis, com floradas dentro do esperado e bom pegamento dos frutos na maior parte das regiões produtoras. No entanto, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o calor intenso e a possibilidade de atuação do El Niño nos próximos meses preocupam os cafeicultores.
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De acordo com pesquisadores do Cepea, apesar dos resultados positivos até o momento, o ciclo ainda está em fase inicial. A principal preocupação é que as temperaturas elevadas comprometam o desenvolvimento dos frutos, provocando abortamento e possíveis perdas na produção.
No Cerrado Mineiro, colaboradores consultados pelo Centro relatam que as pancadas de chuva têm sido seguidas por períodos de sol forte e calor intenso. Diante dessas condições, a avaliação é de que o resultado efetivo do pegamento dos frutos só poderá ser confirmado por volta de dezembro.
Na região da Paulista, produtores também demonstram preocupação com a possibilidade de que o calor intenso, associado à atuação do El Niño, provoque abortamento dos frutos nas próximas semanas.
Chuvas ajudam a sustentar desenvolvimento da safra
Apesar dos riscos climáticos, as chuvas registradas nas principais regiões produtoras de café têm contribuído para a sustentação dos frutos nos pés.
Segundo o Cepea, a disponibilidade de umidade até o momento favorece o desenvolvimento inicial da safra 2027/28, mantendo as perspectivas positivas para a produção.
Entretanto, os pesquisadores ressaltam que as condições climáticas dos próximos meses serão determinantes para confirmar o potencial produtivo da temporada, especialmente diante do risco de períodos prolongados de calor intenso.
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Exportações de carne bovina de MT caem 29,69% em um ano com retração da China

Mato Grosso exportou 69,60 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) de carne bovina em setembro de 2026, queda de 29,69% em relação ao mesmo mês do ano passado. O recuo ocorreu em meio à forte redução das compras chinesas, após o esgotamento da cota de exportação destinada ao país asiático, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Na comparação mensal, o volume embarcado também diminuiu. Em relação a agosto, as exportações recuaram 3,74%, refletindo as dificuldades para manter o ritmo das vendas diante das restrições no principal mercado da carne bovina mato-grossense.
A mudança no fluxo comercial aparece na participação da China. Em setembro de 2025, o país asiático respondeu por 61,08% das exportações estaduais. Um ano depois, essa fatia caiu para 6,65%, alterando a distribuição dos embarques entre os compradores internacionais.
Com a redução das compras chinesas, os Estados Unidos passaram a ocupar a primeira posição entre os destinos da carne bovina de Mato Grosso. O país importou 11,84 mil TEC em setembro, avanço de 10,53% em relação a agosto. O resultado foi favorecido pela ampliação temporária da cota sujeita a tarifas reduzidas.
O Chile ficou em segundo lugar, com 9,37 mil TEC, volume 5,44% superior ao registrado no mês anterior. Conforme o Imea, apesar do avanço desses mercados, a expansão das vendas para outros destinos não foi suficiente para compensar a retração dos embarques à China.
China perde espaço e altera o perfil das exportações
Em setembro, as compras chinesas de carne bovina mato-grossense somaram 4,63 mil TEC. O volume foi 42,41% menor que o de agosto e 92,34% inferior ao registrado em setembro de 2025, evidenciando a dimensão da redução dos negócios com o principal destino histórico do produto.
O esgotamento da cota de exportação ajuda a explicar esse movimento e a perda de participação do mercado chinês. A mudança também expõe a influência das condições de acesso aos mercados internacionais sobre o desempenho das vendas externas do estado.
Sem considerar a China, as exportações mato-grossenses cresceram 1,10% em setembro, na comparação com agosto. Em relação ao mesmo período de 2025, a alta chegou a 68,65%, indicando que outros compradores ampliaram sua presença na pauta exportadora.
Esse avanço, porém, destaca o Instituto, não eliminou o efeito da retração chinesa sobre o resultado total. Mesmo com a expansão dos embarques para outros países, Mato Grosso encerrou setembro com volumes inferiores aos observados tanto no mês anterior quanto um ano antes.
Pecuaristas enfrentam dificuldades para comercializar animais
A redução das exportações ocorre em um cenário de dificuldades adicionais para a pecuária mato-grossense. Além do esgotamento da cota de exportação para a China, os embarques de carne bovina para a União Europeia estão interrompidos desde 3 de setembro, restringindo as alternativas de comercialização no mercado externo.
Ao mesmo tempo, os frigoríficos de Mato Grosso operam com escalas de abate mais alongadas, enquanto aumenta a diferença entre os preços pagos pelo boi gordo no estado e em São Paulo. Esse conjunto de fatores amplia a pressão sobre os pecuaristas que buscam compradores para os animais.
Diante desse cenário, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) anunciou nesta semana que irá solicitar ao governo estadual a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais com bovinos. Como destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, a entidade pretende ampliar as possibilidades de venda para produtores que enfrentam dificuldades para comercializar o gado dentro do estado.
A proposta busca facilitar a saída de animais para outros mercados estaduais em um momento de restrições nas exportações de carne bovina, escalas de abate alongadas e diferenças crescentes de preços entre Mato Grosso e São Paulo. A redução do imposto é apresentada pela Acrimat como uma medida para ampliar as alternativas comerciais disponíveis aos pecuaristas mato-grossenses. “Entendemos que esta medida dará mais fôlego e liquidez nas vendas de animais nas regiões produtoras prejudicadas”, afirma o presidente Luís Fernando Conte.
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