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Cepea: Soja e boi gordo sustentam ganhos na semana; milho perde fôlego

O mercado físico encerrou a primeira semana de setembro desenhando trajetórias opostas entre grãos e proteína animal. Ao longo das negociações, a soja e o boi gordo garantiram saldo semanal positivo, enquanto o milho esbarrou em uma leve realização nos momentos finais dos trabalhos, de acordo com o levantamento diário do Cepea.
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Soja recupera fôlego nos portos e no interior
As praças da soja fecharam a última sexta-feira (4) em ritmo de recuperação. No porto de Paranaguá (PR), o indicador da saca de 60 quilos encerrou o dia a R$ 160,87 (US$ 31,36), registrando avanço de 0,46% e garantindo variação positiva de 0,90% no acumulado de setembro.
A semana portuária havia começado na última segunda-feira de agosto (31) cotada a R$ 159,44, saltou para R$ 161,14 na abertura do mês (1º) com ganho diário de 1,07%, e chegou a recuar nos dois pregões seguintes — atingindo a mínima semanal de R$ 160,14 na última quinta-feira (3) — antes de voltar a subir.
No mercado paranaense, o movimento seguiu compasso parecido. O preço da saca fechou a sexta-feira (4) a R$ 152,10 (US$ 29,65), registrando alta diária de 0,28% e saldo de 0,52% no mês. O indicador havia iniciado o período negociado a R$ 151,31, encontrou seu teto semanal na terça-feira (1º) ao bater R$ 153,06, e passou por correções pontuais a R$ 152,61 na quarta (2) e R$ 151,68 na quinta-feira (3).
Milho esbarra em realização no encerramento da semana
Após ensaiar uma escalada gradual, o milho perdeu força nos últimos instantes da rodada semanal. O indicador Esalq/BM&FBovespa fechou a última sexta-feira (4) a R$ 70,93 por saca (US$ 13,83), com recuo de 0,18% no dia, mas ainda mantendo avanço de 1,00% no cômputo mensal.
O cereal começou a semana valendo R$ 70,23 no dia 31 de agosto, subiu 1,04% na terça-feira (1º) para R$ 70,96 e se manteve estável na quarta-feira (2) a R$ 70,94. O pico semanal veio na quinta-feira (3), quando a cotação tocou R$ 71,06, antes da retração registrada na sexta-feira.
Boi gordo engata sequência de altas e encosta nos R$ 348
A arroba do boi gordo manteve a firmeza e fechou a semana praticamente na máxima do período. O indicador do boi gordo Cepea/Esalq terminou a última sexta-feira (4) cotado a R$ 347,70 (US$ 67,78), com leve acréscimo de 0,03% no dia e alta de 0,96% no acumulado de setembro.
O ritmo do mercado pecuário foi marcado por estabilidade e ganhos graduais dia após dia. A cotação partiu de R$ 344,40 na segunda-feira (31), avançou para R$ 346,00 na terça (1º), ganhou mais terreno na quarta-feira (2) ao atingir R$ 347,40 e consolidou a sustentação na quinta-feira (3) aos R$ 347,60, fechando a semana com curva ascendente.
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Milho cai em Chicago com avanço da colheita nos EUA e expectativa de maior oferta

Os preços do milho operam em queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira (21), pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela expectativa de aumento da oferta do cereal no mercado. Segundo análise da Agência Safras, a previsão de tempo favorável aos trabalhos no campo norte-americano até o fim de semana contribui para a desvalorização dos contratos futuros.
Por outro lado, a alta nos preços do petróleo ajuda a limitar perdas mais expressivas nas cotações.
Por volta das 8h desta quarta-feira, os contratos com vencimento em dezembro eram negociados a US$ 4,59 1/4 por bushel, queda de 2,75 centavos de dólar, equivalente a 0,59%, em relação ao fechamento anterior.
Colheita de milho nos EUA chega a 44% da área
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de milho alcançou 44% da área cultivada até 18 de outubro, percentual abaixo das expectativas do mercado e da média dos últimos cinco anos.
As chuvas registradas em partes do Meio-Oeste norte-americano na última semana prejudicaram o ritmo dos trabalhos. No entanto, a previsão de condições mais secas nos próximos dias deve favorecer a retomada da colheita e ampliar a disponibilidade do cereal.
Esse cenário mantém a pressão sobre os preços internacionais, diante da perspectiva de maior entrada de milho no mercado.
Na terça-feira (20), os contratos futuros já haviam encerrado o pregão em baixa, influenciados pela chegada da safra norte-americana e pela desvalorização do petróleo, apesar do enfraquecimento do dólar frente a outras moedas.
Os contratos com entrega em dezembro fecharam a US$ 4,62 por bushel, recuo de 1,07%. Já os contratos com vencimento em março encerraram a US$ 4,76 por bushel, queda de 0,93%.
Governo dos EUA anuncia pacote de US$ 8 bilhões para produtores rurais
Outro fator acompanhado pelo mercado é o anúncio de um pacote de US$ 8 bilhões em auxílio aos produtores rurais dos Estados Unidos, feito pelo presidente Donald Trump.
A medida tem como objetivo compensar os elevados custos de produção agrícola, especialmente com insumos como diesel e fertilizantes.
Segundo a Agência Safras, os pagamentos serão calculados com base na área plantada e nas estimativas de custos de produção e produtividade do USDA.
Os valores específicos destinados a cada cultura deverão ser divulgados em novembro.
Enquanto isso, o mercado de milho segue atento às condições climáticas nas principais regiões produtoras norte-americanas, já que o avanço da colheita poderá ampliar a pressão sobre os preços nos próximos dias.
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Mel de Capanema recebe Indicação Geográfica e amplia visibilidade da apicultura no Paraná

O mel de Capanema, no Sudoeste do Paraná, conquistou nesta terça-feira (20) o registro de Indicação Geográfica (IG) concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O reconhecimento foi na modalidade Denominação de Origem (DO), vinculada a características do produto associadas a fatores naturais e humanos da região. Com isso, o Paraná chegou a 29 IGs e manteve a liderança nacional nesse tipo de certificação.
A apicultura em Capanema tem mais de 50 anos de atividade e base na agricultura familiar. O pedido de reconhecimento foi apresentado pela Associação de Apicultores de Capanema e Região (Apic). Segundo as informações divulgadas, a diferenciação do produto está ligada à interação das abelhas com a flora nativa da Mata Atlântica preservada no Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Argentina.
Atualmente, os produtores vinculados à associação mantêm cerca de 5 mil colmeias e produzem 60 toneladas de mel por ano. A produção abastece o mercado regional, a rede de serviços do entorno do Parque Nacional do Iguaçu e também é comercializada para estados como São Paulo e Rio Grande do Sul.
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O reconhecimento também é associado ao turismo regional. O diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, afirmou que a Indicação Geográfica fortalece o pertencimento regional e amplia a visibilidade de produtos típicos. Em Capanema, a associação já organiza visitas guiadas a apiários, com acompanhamento técnico e apresentação do processo de extração e tratamento do mel.
O presidente da Apic, Cleiton Lagemann, disse que a atividade já integra a rota turística do município e que a expectativa é de ampliação dessa frente com o novo selo. A proprietária do Apiário Manchini, Salete Manchini, afirmou que a atividade pode contribuir para a renda de famílias e produtores.
Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), o Paraná foi o segundo maior produtor de mel do país em 2025, com 10,7 mil toneladas, alta de 7,1%. Em valor da produção, o estado ficou em primeiro lugar, com R$ 217,7 milhões, avanço de 17,1% e participação de 17,9% no total nacional.
Com o novo registro, o mel de Capanema passa a integrar o grupo de produtos paranaenses com selo de Indicação Geográfica. O estado soma agora 29 reconhecimentos e quatro méis certificados, reforçando a presença da apicultura entre as cadeias com diferenciação de origem no Paraná.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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Safra de café 2027/28 começa bem, mas calor intenso e El Niño preocupam produtores

O início da safra brasileira de café 2027/28 apresenta condições favoráveis, com floradas dentro do esperado e bom pegamento dos frutos na maior parte das regiões produtoras. No entanto, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o calor intenso e a possibilidade de atuação do El Niño nos próximos meses preocupam os cafeicultores.
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De acordo com pesquisadores do Cepea, apesar dos resultados positivos até o momento, o ciclo ainda está em fase inicial. A principal preocupação é que as temperaturas elevadas comprometam o desenvolvimento dos frutos, provocando abortamento e possíveis perdas na produção.
No Cerrado Mineiro, colaboradores consultados pelo Centro relatam que as pancadas de chuva têm sido seguidas por períodos de sol forte e calor intenso. Diante dessas condições, a avaliação é de que o resultado efetivo do pegamento dos frutos só poderá ser confirmado por volta de dezembro.
Na região da Paulista, produtores também demonstram preocupação com a possibilidade de que o calor intenso, associado à atuação do El Niño, provoque abortamento dos frutos nas próximas semanas.
Chuvas ajudam a sustentar desenvolvimento da safra
Apesar dos riscos climáticos, as chuvas registradas nas principais regiões produtoras de café têm contribuído para a sustentação dos frutos nos pés.
Segundo o Cepea, a disponibilidade de umidade até o momento favorece o desenvolvimento inicial da safra 2027/28, mantendo as perspectivas positivas para a produção.
Entretanto, os pesquisadores ressaltam que as condições climáticas dos próximos meses serão determinantes para confirmar o potencial produtivo da temporada, especialmente diante do risco de períodos prolongados de calor intenso.
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