Sustentabilidade
Soja na suplementação pode causar problemas de casco no gado? Veja a resposta

A utilização de grãos e coprodutos na nutrição de bovinos de corte é uma prática essencial para acelerar o ganho de peso e encurtar o ciclo de terminação. No entanto, o surgimento de claudicações e crescimento anormal dos cascos em lotes suplementados frequentemente levanta dúvidas sobre a segurança dos ingredientes.
No quadro Giro do Boi Responde, do Giro do Boi, o zootecnista e especialista em nutrição animal Tiago Felipini atendeu ao questionamento do pecuarista Leandro Fortes, morador de Boa Vista (RR). O telespectador perguntou se é mito ou verdade que os componentes derivados da soja na suplementação causam problemas e deformações nos cascos do rebanho.
Confira:
Esclarecimento sobre a soja
Conforme explicou o especialista, trata-se de um mito: o uso de farelo de soja ou grão de soja na dieta não possui qualquer correlação direta — seja química ou biológica — com o crescimento excessivo ou a deformação das unhas dos bovinos. O que ocorre nesses cenários é um quadro de laminite, provocado por falhas na formulação e no manejo da Ração Total Misturada (TMR), e não pela presença da leguminosa em si.
A causa real do problema nos cascos reside na acidose ruminal subaguda ou crônica. Quando o animal consome uma proporção de alimento concentrado superior à sua capacidade de ingestão de fibra bruta/volumoso, ocorre uma queda brusca e prolongada do pH no rúmen.
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Recomendações para pecuaristas
Se a dieta de terminação com alto teor de amido e proteína não estiver equilibrada e munida de aditivos tamponantes, como bicarbonato de sódio e óxido de magnésio, as toxinas geradas pela acidose atingem a circulação sanguínea periférica, causando inflamações severas nos tecidos vasculares dos pés.
O desenvolvimento de lesões podais em animais mantidos em confinamento ou suplementação intensiva gera prejuízos financeiros diretos para o pecuarista. Para evitar que a acidose ruminal e a laminite afetem o rebanho, Felipini recomenda que o produtor consulte um zootecnista para ajustar a relação volumoso/concentrado.
A inclusão de aditivos tampões e o respeito ao período de adaptação aos grãos garantem que a soja expresse todo o seu potencial de aporte proteico sem comprometer a sanidade podal e a rentabilidade do projeto de engorda.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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Sustentabilidade
CESB abre inscrições para o 19º Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja e eleva para 105 sc/ha o limite para custeio das auditorias – MAIS SOJA

O Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) abre, no dia 1º de novembro de 2026, as inscrições para a 19ª edição do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, referente à safra 2026/27.
Muito mais do que uma competição, a iniciativa se destaca por mobilizar toda a cadeia produtiva e inspirar os sojicultores a romper barreiras, mostrando que é possível alcançar patamares inéditos de produtividade com sustentabilidade e rentabilidade. O Desafio valoriza o conhecimento aplicado diretamente na lavoura e é um estímulo fundamental para a constante evolução da sojicultura brasileira.
A principal novidade desta edição é a elevação de 100 para 105 sc/ha do limite de produtividade para custeio das auditorias. As áreas auditadas que alcançarem produtividade igual ou superior a 105 sacas de soja por hectare terão suas auditorias custeadas pelo CESB, desde que atendam às condições do regulamento, inclusive quanto à desclassificação. As áreas abaixo desse índice estarão sujeitas à cobrança prevista nas regras. O novo limite não é uma exigência mínima para participação no Desafio.
A taxa de inscrição é de R$ 150,00, com isenção para participantes que indicarem um patrocinador CESB, conforme as condições do regulamento. O documento completo deve ser consultado no site oficial do CESB (https://www.cesbrasil.org.br). As informações obtidas pelo Comitê serão tratadas de forma confidencial, em conformidade com a legislação vigente de proteção de dados.
Evolução e Recorde Histórico
Ao longo das últimas safras de soja, os resultados dos produtores participantes do Desafio têm demonstrado sólida evolução. Na 18ª edição, a média dos dez melhores resultados foi de 138,53 sc/ha, e todos os integrantes do Top 10 superaram 120 sc/ha, marca que era considerada improvável há poucos anos.
Além disso, o Comitê registrou, na 18ª edição do Desafio, a maior produtividade de sua história: 156,13 sacas por hectare. O resultado, obtido pela Agrícola Lourival Ruthes, reforça a busca por produtividade com sustentabilidade e rentabilidade. Lourival Ruthes conquistou o título de Campeão da Região Sul na Categoria Sequeiro e de Campeão Nacional do Desafio da safra 2025/26. O recorde foi registrado no município de Major Vieira, em Santa Catarina.
Ao longo das dezoito edições do Desafio, os resultados auditados permitiram ao CESB construir uma das mais abrangentes bases de informações sobre sistemas de alta produtividade da soja brasileira, identificando padrões técnicos recorrentes entre as áreas recordistas e orientando a difusão de práticas.
Daniel Glat, presidente do CESB, destaca a importância do Desafio: “A iniciativa se consolidou como um verdadeiro laboratório a céu aberto, que impulsiona a inovação, dissemina boas práticas agrícolas e contribui para transformar o futuro da soja no Brasil”.
Rigor no processo de auditoria
De acordo com Lorena Moura, coordenadora técnica do CESB, o rigor do processo de auditoria garante a confiabilidade do Desafio. “Todo o processo segue um protocolo técnico padronizado para que seja realizado da mesma forma em todas as regiões do Brasil por todos os auditores. O processo é criterioso, acompanhado por um auditor e documentado com fotos que registram data, horário e coordenadas geográficas”, explica.
A coordenadora do CESB destaca que a carga com os grãos colhidos é enlonada, lacrada e escoltada pelo auditor até a balança.
“Além disso, o auditor acompanha a classificação dos grãos (medições de impurezas, umidade e peso de mil grãos, PMG) pelo armazém. Ao final do Desafio, os produtores e consultores recebem um laudo da auditoria realizada com todas as informações do manejo da lavoura colhida e resultados da produtividade da área”, observa.
Temas estratégicos para a produtividade da soja
Os vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja serão apresentados no Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, evento previsto para junho de 2027.
Durante o evento, especialistas, pesquisadores, consultores e produtores discutirão temas estratégicos para a sojicultura em painéis e apresentações técnicas, considerando os dados das áreas efetivamente auditadas na 19ª edição do Desafio CESB. A programação contará também com as tradicionais apresentações dos casos campeões das categorias Sequeiro e Irrigado.
Luiz Silva, diretor executivo do CESB, explica que a escolha dos temas do Fórum refletirá os principais fatores observados nas áreas de maior produtividade auditadas pelo Comitê. “Vamos apresentar os pilares associados ao alto rendimento nas lavouras, como a genética bem posicionada, sementes de elevado vigor, utilização de biológicos, construção do perfil do solo e outros fatores que contribuem sustentavelmente com a alta produtividade”.
O diretor executivo do CESB acrescenta que essa dinâmica reforça o compromisso do Comitê com sua missão de estabelecer novos patamares de produtividade. “Com abrangência em todas as regiões produtoras, o Desafio CESB oferece um retrato técnico privilegiado e de alta performance da sojicultura brasileira”, diz.
Suporte Técnico e Geração de Conhecimento
A programação do Fórum contará com o suporte do time de especialistas do CESB, formado por profissionais de diferentes áreas da sojicultura brasileira, fortalecendo a integração entre pesquisa, pilares técnicos e a experiência prática no campo.
Sergio Abud, vice-presidente do CESB, destaca que um dos objetivos prioritários do Fórum será apresentar um raio-x da produtividade. “Mais do que apresentar recordes, queremos compreender o que está por trás dos resultados, transformando os dados das áreas auditadas em conhecimento técnico aplicável
“Nosso objetivo é que produtores, consultores, pesquisadores e empresas saiam do evento não apenas inspirados pelos recordes, mas com aprendizados práticos capazes de gerar resultados em diferentes realidades da sojicultura brasileira”, finaliza o vice-presidente do CESB.
O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 26 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, SIMBIOSE, 3tentos, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, ICL, Jacto, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Colheita dos EUA pressiona soja e milho e limita reação dos preços – MAIS SOJA

O avanço da colheita nos Estados Unidos mantém a pressão sobre os preços da soja e do milho, apesar da retomada das compras chinesas de soja americana. No Brasil, o plantio da oleaginosa está em linha com a média histórica, e a previsão de chuvas até janeiro favorece a produção e a semeadura da safrinha de milho. Para a Biond Agro, a combinação de oferta elevada e clima favorável reduz o espaço para uma recuperação consistente das cotações nos próximos meses.
Na Bolsa de Chicago, a soja para novembro fechou a 1.260,50 centavos de dólar por bushel em 16 de outubro, com queda de 2,4% na semana. O milho para dezembro recuou 1,1%, para 474,25 centavos de dólar por bushel.
“A compra chinesa ajuda a limitar as perdas, mas não tem força para novas altas no mercado. Enquanto a colheita americana avançar e a safra brasileira mantiver boas perspectivas, a tendência é de pressão sobre as cotações”, avalia Isabella Pliego, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.
Qualidade da soja americana entra no radar
O USDA elevou de 123,4 milhões para 124,2 milhões de toneladas a estimativa de produção de soja dos Estados Unidos na safra 2026/27. A produtividade projetada, de 3,57 toneladas por hectare, é recorde.
Com a colheita ganhando ritmo, os primeiros resultados confirmam uma safra volumosa. A preocupação agora está na qualidade dos grãos: o excesso de chuva em Iowa provocou relatos de mofo e grãos brotados, embora ainda não haja indicação de impacto relevante sobre o volume produzido.
“Uma quebra de produtividade ou problemas mais amplos de qualidade poderiam mudar as expectativas. Por enquanto, porém, a oferta americana continua sendo o principal fator de pressão sobre os preços”, afirma Isabella .
Plantio no Brasil favorece a safrinha de 2027
A soja brasileira alcançou 15,6% da área prevista até 9 de outubro, ante 15,2% na média dos últimos cinco anos. A volta das chuvas no Centro-Oeste acelerou os trabalhos, com Mato Grosso à frente do ritmo nacional.
As projeções indicam precipitações regulares no Centro-Oeste e no Matopiba até janeiro, cenário que favorece o desenvolvimento das lavouras e uma colheita antecipada. Isso também abre espaço para o plantio do milho safrinha dentro da janela ideal. No Paraná, porém, o excesso de chuva tem dificultado as operações e provocado falhas de germinação e replantio.
“O plantio no calendário e a previsão de chuvas regulares favorecem a safra brasileira. Sem problemas climáticos relevantes, fica mais difícil sustentar uma alta da soja”, diz a analista.
Compras da China não compensam aumento da oferta
A demanda chinesa tem limitado parte das perdas, mas não neutraliza a pressão da colheita americana. A partir de janeiro, a entrada da soja brasileira deve ampliar a oferta, enquanto boa parte das compras chinesas nos Estados Unidos já terá ocorrido.
Nesse cenário, a Biond Agro vê espaço para altas pontuais, mas recomenda aproveitar eventuais recuperações em Chicago para fixar gradualmente parte da produção. Uma mudança mais consistente dependeria de problemas na safra americana, falta de chuva nas regiões produtoras brasileiras ou alterações na política comercial chinesa.
Milho tem oferta confortável e favorece armazenamento
No Brasil, a comercialização do milho segue lenta, com compradores cautelosos à espera do segundo turno das eleições e de condições mais favoráveis de crédito externo. A Conab projeta produção de 148 milhões de toneladas na safra 2026/27, acima dos 144,5 milhões estimados para o ciclo anterior.
Na B3, o contrato de março de 2027 estava R$9,15 por saca acima do vencimento de novembro, em 16 de outubro. A diferença favorece produtores com capacidade de armazenagem e sem necessidade imediata de vender.
“No curto prazo, não há um fator claro que sustente a alta do milho. A recomendação é acompanhar a curva da B3 e aproveitar eventuais recuperações para fixar preços aos poucos, especialmente para a safrinha de 2027”, conclui Isabella Pliego.
Sobre a Biond Agro
Empresa especializada em gestão e comercialização de grãos para o produtor brasileiro, originária de um grupo de companhias com 25 anos de experiência (Fyo, CRESUD e Brasil Agro). Compreendendo os números e especificidades do negócio e como interagir com os mercados. A Biond Agro desenha estratégias de comercialização e execução de negócios, profissionalizando a gestão de riscos para tornar o agronegócio sustentável no longo prazo. Saiba mais clicando aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Safra recorde de soja no Brasil pressiona preços em Chicago; veja as cotações na abertura do mercado

A expectativa de uma safra recorde de soja no Brasil em 2026/27 e o avanço do plantio no país estão entre os fatores que pressionam as cotações da oleaginosa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira (21). Os contratos futuros operam em queda, ampliando as perdas da sessão anterior, segundo análise da consultoria Safras & Mercado.
Além da perspectiva de maior oferta brasileira, o clima favorável à colheita nos Estados Unidos contribui para a desvalorização dos contratos. O avanço dos trabalhos no campo aumenta a disponibilidade do grão e estimula as vendas por parte dos fundos especulativos.
Por outro lado, a valorização do petróleo e a retomada das compras de soja norte-americana pela China ajudam a limitar quedas mais expressivas.
Por volta das 8h desta quarta-feira, os contratos com vencimento em novembro eram negociados a US$ 12,44 1/4 por bushel, recuo de 4 centavos de dólar, equivalente a 0,32%, em relação ao fechamento anterior.
Colheita nos Estados Unidos amplia pressão sobre os preços
A soja encerrou a terça-feira (20) em baixa na Bolsa de Chicago, com as cotações atingindo os menores níveis em dois meses.
O movimento foi influenciado pelo avanço da colheita norte-americana e pela previsão de continuidade das condições climáticas favoráveis aos trabalhos no campo.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de soja alcançou 64% da área cultivada até 18 de outubro, ante 46% na semana anterior.
O percentual ficou ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, de 65%, e das expectativas do mercado.
Na sessão de terça-feira, os contratos com entrega em novembro fecharam cotados a US$ 12,48 1/4 por bushel, queda de 0,41%. Já a posição janeiro encerrou a US$ 12,63 1/2 por bushel, também com recuo de 0,41%.
China amplia compras de soja brasileira em 2026
Apesar da pressão sobre as cotações internacionais, a demanda chinesa continua sendo um fator de sustentação para o mercado.
Dados da Administração Geral de Alfândegas da China, divulgados pela Reuters, mostram que o país asiático importou 65,84 milhões de toneladas de soja brasileira entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em setembro, entretanto, as compras chinesas do Brasil somaram 10,7 milhões de toneladas, queda de 2,4% na comparação com as 10,96 milhões de toneladas registradas no mesmo mês de 2025.
No total, a China importou 11,88 milhões de toneladas de soja em setembro, redução de 7,7% na comparação anual.
Compras chinesas de soja dos EUA voltam a crescer
A retomada das aquisições de soja norte-americana pela China também está no radar dos investidores.
Em setembro, o país asiático importou 360.878 toneladas da oleaginosa dos Estados Unidos, ante volume zero no mesmo período de 2025. O movimento reflete a chegada de cargas adquiridas após o acordo comercial firmado entre Pequim e Washington em outubro do ano passado.
Além disso, exportadores privados norte-americanos comunicaram ao USDA a venda de 612 mil toneladas de soja à China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.
Apesar da retomada recente, as importações chinesas de soja dos Estados Unidos acumulam queda de 34% entre janeiro e setembro, totalizando 11,06 milhões de toneladas.
Segundo a Agência Safras, os sinais de recuperação da demanda chinesa ainda não são suficientes para compensar a pressão provocada pelo avanço da colheita norte-americana e pela perspectiva de maior oferta global.
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